The Martial Unity

Volume 21 - Capítulo 2030

The Martial Unity

O Sábio Marcial apenas encarou Rui em silêncio, rendendo-lhe uma expressão de desaprovação.

“Com todo o respeito, Vossa Sabedoria, estou extremamente ocupado.”

O Sábio Sayfeel fechou os olhos. “…Tenho mais uma coisa a lhe informar.”

Seu tom ficou mais grave.

“Não achei apropriado ser eu a lhe informar, mas…”

Uma severidade acompanhava seu olhar.

“…é mais importante do que todos os assuntos mencionados anteriormente.”

Rui levantou uma sobrancelha, intrigado. “…e qual seria exatamente—”

“—Sua mãe.”

O Sábio Sayfeel interrompeu sua pergunta.

Os olhos de Rui se estreitaram. “Qual delas?”

“…Sua mãe adotiva, Lashara.”

“…Acho preocupante que tenha achado necessário mencioná-la. O que aconteceu com minha mãe?” A escuridão sem fim nos olhos de Rui se agitou.

Os olhos de Sayfeel se fecharam. “Ela faleceu—”

—Um tsunami horrível de sede de sangue e perigo inundou o Sábio Marcial, silenciando-o instantaneamente.

Era escuridão pura e inabalável.

“Vou te matar.” A voz de Rui ressoou com o turbilhão emocional em seu interior.

Contudo, os olhos de Sayfeel apenas se encheram de melancolia.

Pois tudo o que ele conseguia ver era dor.

“…Meus pêsames, Alteza.”

“Não…” Sua voz tremeu. “…Não acredito.”

Seus olhos ardiam de desafio.

“Não acredito.”

*BADUMP!*

O Coração Marcial e a Mente Marcial de Rui explodiram em plena potência enquanto seus olhos brilhavam com desafio.

*WHOOSH!!!*

Em um instante, ele desapareceu da UTI que abrigava o Imperador da Harmonia. Ele disparou para fora do Palácio Real, atravessando Kandria em velocidades extraordinárias, como nunca antes alcançadas, empurrando seu corpo até o limite.

Sua carne se contorcia sob a imensa tensão a que ele a submetia, enquanto os músculos queimavam e as juntas rangiam com a velocidade absurda em que Rui se movia.

No entanto, a dor em seu corpo nem se comparava à dor que sentia em seu coração.

Sua expressão se desfez em sofrimento e desafio.

Seu coração se recusava a aceitar.

Contudo, sua mente sabia que o Sábio Sayfeel nunca diria uma mentira sobre algo assim.

Uma única palavra escapou de seus lábios.

“Não.”

Era como se ele estivesse tentando impor sua vontade à realidade.

*WHOOSH!!!*

A cada passo, ele se movia mais e mais rápido.

A cada passo, ele sentia mais dor.

Pela primeira vez desde que se tornou um Artista Marcial, ele amaldiçoou a percepção aguçada do tempo que a acompanhava.

Cada segundo que passava era uma eternidade.

Uma eternidade de inferno.

No entanto, apenas um minuto depois, ele havia chegado ao Orfanato Quarrier.

Infelizmente, os dois Mestres Marciais encarregados da proteção não receberam bem a chegada rápida do que só poderia ser interpretado como um Mestre Marcial hostil.

Mas os dois ficaram paralisados de choque ao verem a identidade do referido Mestre Marcial hostil.

“…Alteza…” Eles o encararam com choque puro, levantando-se e se lançando ao ar para confirmar o que estavam vendo. “Vossa Alteza é…”

“Saiam da frente.” A voz de Rui era fria.

*PASSO*

Ele chegou ao orfanato.

Em um instante, seus poderosos sentidos vasculharam todo o lugar.

Ele havia crescido nos últimos três anos, quase se tornando uma pequena vila, já que uma nova geração de jovens adultos também havia se mudado do orfanato. Enquanto muitos deles se mudaram para a cidade de Hajin, muitos também escolheram seguir os passos daqueles que o precederam, construindo pequenas cabanas e casas dentro e ao redor do orfanato, ao longo da estrada que levava a ele.

Sua mãe nunca teve filhos, mas dera à luz a uma pequena vila.

No entanto, ele não se importava com isso no momento.

Seus olhos estavam fixos apenas na casa original do orfanato Quarrier.

Eles vasculharam suas profundezas.

Ele avistou muitos rostos familiares, jovens e velhos.

No entanto, ele não conseguia encontrar sua mãe.

Por mais que tentasse, seus poderosos sentidos não conseguiam encontrá-la.

Isso não significava que outros não o viram parado do lado de fora do orfanato.

“Olha, é o Tio Rui!”

“Uau, ele finalmente voltou!”

Os adolescentes o notaram primeiro, ficando mais animados. *CLACK*

“Rui…?” Alice abriu a porta da frente com um sorriso maravilhado. “Você realmente voltou…!”

Ela estava visivelmente mais velha.

Sua energia havia diminuído.

Anteriormente, ela se jogaria nele e o abraçaria enquanto gritava seu nome de alegria. Mas sua juventude havia se esvaído com o passar dos anos. Diante dele estava uma mulher mais velha, na casa dos quarenta.

Um único sussurro escapou de Rui.

“Alice…” “Bem-vindo de—”

“Onde está a mamãe?”

Sua expressão se desfez em melancolia. “Oh, Rui…”

Ela o puxou para um abraço.

Ele ficou ali, paralisado. Alice, sem dizer uma palavra, o abraçou sem soltá-lo.

“Alice.”

O tom de Rui era suave.

“…Ela faleceu no ano passado.”

O ar ferveu tumultuosamente enquanto a verdade prendia seu coração em um torno. Nenhuma quantidade de negação poderia desfazê-la. Um único sussurro escapou de Rui.

“Eu nunca deveria ter partido.”

Se ele não tivesse partido, teria ficado ao lado dela o tempo todo.

Se ele não tivesse partido, teria podido conversar com ela, com a mulher que o criou como seu filho.

“Não.”

A voz de Alice era incrivelmente firme.

“Ela tinha muito orgulho de você. Orgulho de você por ter trilhado seu próprio caminho. Ela nunca teria querido que você jogasse sua vida fora apenas para confortá-la.”

Um sorriso suave e agridoce se formou no canto da expressão congelada de Rui. “…É verdade.”

Talvez a Arte Marcial não fosse a única coisa capaz de evocar emoções antigas nele.

No entanto, mesmo assim, sua expressão gélida não passou despercebida. “Rui…?” Alice o soltou enquanto olhava em seus olhos, observando-o de perto pela primeira vez em muito tempo. Ela franziu a testa sem dizer nada.

Ela não conseguia se articular bem, mas quanto mais o observava, mais alarmada ficava.

“O que aconteceu…?” Ela perguntou enquanto fitava seus olhos escuros e gélidos.

Rui simplesmente a encarou impassivelmente.

Em seus olhos, agitava-se uma escuridão sem fim.

Um vazio.

Uma nova realidade se instalara.

Uma realidade em que ele não mais era preso pelo amor de uma mãe.

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