Warlock Apprentice

Volume 7 - Capítulo 305

Warlock Apprentice

Como visitante, Vice não levou o constrangimento adiante. Ele seguiu Angor para dentro da casa em seguida.

Ambos queriam entrar no assunto o mais rápido possível.

A atenção de Vice foi imediatamente capturada pelo design estranho, mas conveniente, do revólver de bronze.

“Eu não sabia que você também entendia de maquinários, Senhor Padt,” disse Vice enquanto pegava a arma com olhos brilhantes e a inspecionava cuidadosamente em suas mãos. Ele ficou muito chocado ao ver a complicada rede de runas gravadas nela.

Todo Mago mais ou menos sabia algo sobre produtos de alquimia, e assim era Vice. Ele entendia claramente quão difícil era desenhar matrizes mágicas.

Comparado com o encantamento, a síntese exigia sorte, habilidades e uma grande experiência para criar itens melhores. No entanto, o encantamento dependia muito de “experiência”—se alguém tivesse sucesso uma vez, suas tentativas seguintes se tornariam muito mais fáceis.

Este foi exatamente o caso mostrado por Angor e Prome. Prome produziu apenas um único item de alquimia de nível médio em uma década, enquanto Angor fez dois em sucessão e em três dias!

Ainda assim, havia menos alquimistas de encantamento, pois era uma área mais complexa em comparação com a síntese. Além disso, embora houvesse um limite para a intensidade do efeito de um encantamento, não havia tal limite para os produtos de síntese. Agora, os alquimistas de encantamento haviam se tornado cada vez mais raros neste mundo.

“Não sei nada sobre máquinas. O projeto original não é meu — eu simplesmente copiei de alguém. Experimente. Vamos concluir a transação se você não encontrar nenhum problema.”

Vice assentiu e tirou um recipiente octogonal. Ele apertou um botão e libertou a alma de uma mulher de pele cinza de dentro da caixa.

O rosto da mulher estava escondido atrás de seus longos cabelos desgrenhados. Várias correntes a prendiam no ar, e ela só conseguia rugir alto.

As correntes estavam firmemente presas à caixa.

Vice viu Angor examinando a caixa com curiosidade e sorriu enquanto explicava: “Um pequeno objeto que encontrei por acaso no Poço do Crepúsculo.”

“Um medalhão de alma que contém um espírito morto-vivo em tamanho real? Isso não é um objeto qualquer.”

Angor também viu algo parecido no Poço do Crepúsculo. Custava pelo menos cem cristais.

Vice deu uma risadinha. Seguindo as instruções de Angor, ele puxou o gatilho enquanto apontava a arma para a mulher.

Uma onda infrassônica, imperceptível para mortais, foi liberada do cano e cobriu a área de 180 graus à frente de Vice. Ela atingiu a mulher e instantaneamente interrompeu a energia caótica dentro do ser morto-vivo. Com um último grito, o espírito da mulher desapareceu no nada.

Vice observou boquiaberto enquanto a mulher deixava de existir em um mero segundo. Ele podia sentir a onda sonora se espalhando em forma de leque, o que significava que o ataque era suficiente para afetar uma grande área à sua frente, bem como a uma pequena distância.

A distância não era tão grande, mas, contanto que soubesse como usá-la, a arma já satisfazia suas necessidades.

Vice guardou a arma e falou com uma excitação que não conseguia mais conter: “Muito bem. É exatamente o que eu preciso!”

O homem tirou um cartão de osso e um tubo de vidro de cerca de dez centímetros de comprimento e os colocou diante de Angor.

“O cartão anônimo contém quinze mil cristais mágicos. Quanto ao tubo…”

“Erva Oca”, Angor olhou fixamente para as contas verdes dentro do recipiente e revelou o nome da planta. Ele já sentia a aura do vazio emanando delas.

“Então está resolvid.”, disse Angor, enquanto rapidamente retirava o cartão e o tubo de vidro, temendo que Vice pudesse mudar de ideia. Então, ele estendeu a mão em direção à porta.

Vice não esperava que Angor o dispensasse tão rapidamente. Mesmo assim, ele obedeceu e caminhou até a saída, sorrindo.

Ainda havia pessoas reunidas do lado de fora do pátio. Vice se virou e disse: “Eu disse antes que a arma determinaria um destino importante para mim, Senhor Padt. Partirei da Caverna Bruta amanhã.”

“Boa sorte, então”, disse Angor, acenando com a mão displicentemente. Ele estava muito concentrado no tubo em sua mão.

“Aluguei um laboratório etéreo dentro do Tributário por cinco anos. Provavelmente ficará lá abandonado enquanto eu estiver fora. Se não se importar, posso transferi-lo para o seu nome.”

Pensando melhor, Vice não disse “transferir”, pois isso tornaria seu gesto amigável muito direto.

“O Tributário? Laboratório etéreo?” Angor estava confuso.

“Oh, então vejo que o Senhor Padt se dedicou demais à alquimia. Não é à toa que consegue alcançar tamanha grandeza em tão pouco tempo, enquanto outros levariam a vida inteira para isso.”

“O Tributário fica dentro do Jardim do Espírito da Árvore, uma área para alugar. É um laboratório grande e bem equipado que permite realizar qualquer tipo de experimento. Mais importante ainda, um laboratório alugado como esse está localizado em outra dimensão. Pode-se considerá-lo algo semelhante ao outro lado do espelho. O Poço do Crepúsculo também é outra dimensão escondida dentro do Soberano da Meia-Noite.”

“Dentro de um laboratório etéreo, você tem a liberdade de criar uma explosão ou um desastre sem se preocupar com o impacto no mundo exterior. Bem, a menos que você faça algo grave o suficiente para ofender a consciência do mundo.”

“Ele também pode esconder um presságio alquímico?” perguntou Angor.

“Apenas aqueles dentro da mesma dimensão podem vê-lo.”, disse Vice. Ele apontou para fora do pátio enquanto continuava: “Pelo menos você não atrairá tanta gente.”

“Obrigado pela sua gentil oferta. Tentarei alugar um para mim mais tarde.”

“A permissão para alugar um laboratório etéreo é sempre difícil de conseguir. Sem uma conexão, é quase impossível para um forasteiro entrar.”, disse Vice. Ele então refletiu antes de acrescentar: “É claro que ninguém se recusará a fazer amizade com um alquimista, se estiver disposto a se abrir para eles.”

Obviamente, Vice sabia que Angor não era alguém que desejava gastar tempo mantendo “conexões”.

“Entendo… Então, quanto devo pagar pelo seu, Senhor Edward?”

“A taxa anual de aluguel do laboratório é de 50 cristais. Me dê 250, conforme o preço original.”

A taxa de aluguel em si não era um problema. O que importava era como ser admitido.

Angor não queria dever favores a ninguém, mas como Vice se ofereceu para transferir o direito de usar o laboratório pelo preço original, não havia nada a ficar em dívida.

Angor ponderou por um instante e concordou.

“Ah, certo, eu já disse ao Braunk para não te incomodar, então não se preocupe com ele. Espero conseguir voltar vivo. Até logo, senhor.”

Vice jogou o casaco para trás e desapareceu na trilha.

Levou um tempo para Angor se lembrar de quem era “Braunk”. Era outro admirador da Borboleta Vermelha, e Dave havia mencionado que essa figura apareceria na porta de Angor mais cedo ou mais tarde. Angor já havia se esquecido disso, pois Braunk estava longe da Caverna Bruta há algum tempo.

Agora Vice fez lembrar o nome do mesmo.

Ele olhou para a multidão crescente do lado de fora de seu quintal e trancou a porta, frustrado.

Um instante depois, abriu a porta ligeiramente e pendurou uma pequena placa; uma frase estava escrita em uma linguagem clara e universal: “Ocupado.

Não serão aceitas visitas.”

…

Erva Oca.

O pequeno tubo de vidro cheio de um líquido transparente continha 13 orbes verdes e fofas, semelhantes a mofo, que estavam grudadas na parede do tubo.

Não havia nada visível a olho nu. No entanto, quando Angor usou seus sentidos espirituais, ele pôde sentir a tênue aura de um vazio, um vazio encontrado apenas onde o espaço estava repleto de energia instável. Passagens planas eram locais comuns onde magos costumavam encontrar essa Erva Oca.

Era uma planta mágica especial que possuía tanto propriedades vegetais quanto a oca do vazio. Ela drenava a energia espacial flutuante para se sustentar.

Havia muitos usos para ela, como preparar a Poção do Vazio. No entanto, Angor estava mais interessado na principal propriedade da planta, que era criar uma área no vazio que permitisse a vida de animais e plantas.

Ele poderia colocar a Erva Oca em um depósito espacial, e a planta criaria um local habitável para criaturas, gerando oxigênio e bloqueando os elementos perigosos do vazio. A erva era um dos melhores itens complementares para ser usada com um compartimento de armazenamento.

Não havia necessidade de fabricação. Angor simplesmente precisava colocar a planta dentro do seu compartimento e deixá-la lá.

O único problema com o material era o seu custo. Além disso, o tamanho da “área segura” dependia da quantidade de plantas colocadas.

As 13 esferas de Erva Oca que Angor possuía podiam criar uma área de cerca de 500 litros e, se fossem levadas a um leilão, geralmente seriam vendidas por seis ou sete mil cristais mágicos.

Com isso, Angor poderia aprimorar o compartimento de armazenamento que estava construindo e guardar itens valiosos, incluindo seus preciosos Efêmera Seccional.

Ele guardou o tubo e começou a ler como construir um compartimento de armazenamento.

…

Enquanto fazia suas pesquisas em casa, seu nome já havia se espalhado por toda a Caverna Bruta após os dois presságios alquímicos.

Em algum lugar dentro do Jardim do Espírito da Árvore, um jovem de vestes brancas brincava com uma corrente na mão, exibindo uma expressão sombria. “Parece que não posso fazer nada com esse cara agora… tudo bem. Espero que ele fique na Caverna Bruta e não atrapalhe meu plano.”

Bobota passou por outro grupo de pessoas que discutiam os presságios.

“Ah, eu sei algo sobre essas nuvens.” Ele se juntou aos que falavam com um sorriso. “Angor Padt, aluno do Senhor Sunders. Ei, não tenham medo, o garoto é bem gentil. Ele ajudará vocês com as ordens, contanto que não brinquem de forma agressiva ou ajam como se fossem mandões.”

Dito isso, Bobota desapareceu nas sombras, antes de substituir seu sorriso por um sorriso sombrio novamente.

No 12o andar da Torre Celeste, as pessoas também estavam envolvidas em uma discussão acalorada sobre o nome de Angor.

“Vocês ouviram? O ‘Homem de Um Golpe’ é o novo mestre alquimista que trouxe o presságio!”

“Homem de Um Golpe? Você quer dizer o pervertido rico que assassinou a Rainha Parasita? Barão Leite??”

“Abaixe essa voz! Ele não é alguém com quem devamos nos opor!”

“Bem, que droga! Ele é um mestre alquimista? Então quando poderei me vingar da Rainha Parasita?”

Quando eles se afastaram, alguém vestido com uma fantasia de urso branco caminhou silenciosamente sob a luz com um olhar alegre.

“Só mais um pouquinho, irmã. Se eu seguir os passos dele… logo irei procurá-la.”

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