Warlock Apprentice

Volume 2 - Capítulo 240

Warlock Apprentice

Angor ficou aliviado pelo homem de manto branco não prolongar a conversa desnecessariamente com cortesia inútil.

Ele olhou para a tela e procurou o número 5428. Como esperado, era uma missão pedindo uma arma personalizada.

Não disse o tipo exato da arma, mas a recompensa de 1.100 cristais mágicos era boa.

“Está interessado, senhor?” O homem perguntou novamente.

Angor não revelou sua decisão. “Não dizia nada além da recompensa. Não aceitarei uma missão como esta.”

“Preciso de uma arma personalizada, e podemos negociar. Não tem problema se o senhor recusar depois de me ouvir. Há um quarto de hóspedes no segundo andar, podemos ir para lá? E, por precaução, há uma saída segura no segundo andar para o senhor sair daqui.”

Angor olhou ao redor e percebeu que muitas pessoas o encaravam com curiosidade. Algumas delas usavam seus transmissores para enviar mensagens.

“Espere aí”, disse Angor. Ele então se virou para o atendente e disse: “Aceito essas missões. Pode descontar qualquer valor de segurança do meu cartão de osso.”

O atendente ainda estava assustado com o olhar inquisitivo do Angor um instante atrás, mas rapidamente obedeceu e começou a operar uma máquina no balcão.

“Vou receber o dinheiro de volta depois que terminar as missões, certo?”, perguntou Angor.

“Sim, você vai. No entanto, algumas missões têm prazo limite, então se você perder o prazo…”

“Não se preocupe com isso”, disse Angor, acenando com a mão.

O jovem de vestes brancas franziu levemente a testa ao ver a decisão do Angor. O garoto aceitara tantas missões que a sua própria provavelmente levaria muito tempo. Contudo, como mero observador, ele não podia tomar decisões por Angor.

Por fim, apenas suspirou. Sua missão estava pendente há meio ano. Um pouco mais de espera não faria mal. Por ora, o mais importante era fazer amizade com aquele jovem alquimista.

O processo de registro levou vários minutos. Três dos sete desafios que Angor aceitou já vinham com materiais fornecidos pelos emissários. Quando Angor pegou de volta seu cartão de osso, ele também recebeu três cápsulas espaciais descartáveis do atendente.

Angor se virou para o estranho. “Mostre-me o caminho.”

No caminho para o segundo andar, Angor descobriu que o homem à sua frente se chamava “Bobota”.

“Quem ouve meu nome pela primeira vez acha estranho. É uma espécie de tradição de onde eu venho usar um nome que cause impacto”, disse Bobota, dando uma risadinha. “Ser esquecido é a maior ofensa. Antigamente, usávamos nomes comuns, mas nossos ancestrais decidiram adotar essa nova abordagem para honrar o lema do nosso clã.”

“Meu nome já é bem melhor. Você deveria saber da minha irmã mais nova… O pardal-fringila é a ave símbolo do meu país. Para dar a ela um nome impressionante, meu pai a chamou de ‘Pardal-fringila’. Engraçado, né?”

Usando os nomes interessantes como uma abertura, Bobota explicou as tradições de sua terra natal para Angor.

Angor achou as histórias do Bobota bastante interessantes. Os nomes eram certamente fáceis de lembrar, o que também os ajudou a quebrar a barreira entre estranhos sem a necessidade de encontrar outros assuntos para iniciar uma conversa.

Cara… os ancestrais deles eram tão inteligentes.

“Ei, Bobota, quanto tempo! Quem é esse cavalheiro? Seu novo amigo?”

Um homem corpulento, exibindo músculos brilhantes por todo o corpo, gritou de repente para eles à distância.

Bobota curvou os lábios. “Viu só? Alguém já está vindo atrás de você. Vamos embora. Isso só vai piorar. A segunda Passagem da Geada Lunar está prestes a se abrir, e as pessoas estão procurando alquimistas como lobos à caça de carne.”

Bobota começou a correr em direção ao quarto de hóspedes.

O homem musculoso ainda estava longe demais para Angor ver seu rosto, e já estava se apresentando.

“E aí, senhor! Meu nome é Hércules! Prazer em conhecê-lo! Podemos apertar as mãos?”

Mas eles ainda estavam a centenas de metros de distância!

Graças à distância, quando Bobota fechou a porta do quarto de hóspedes particular, Hércules ainda estava longe.

Bam! Bam!

“Abra a porta, Bobota! Faz tempo que não nos vemos! Vamos nos reencontrar! E ei, você! Senhor alquimista, ou será que não? Veja o número 5487, por favor! A recompensa é-” Clique!

Bobota ativou a barreira acústica do quarto.

Tudo ficou em silêncio.

“Não ligue para ele. Até o cérebro dele é cheio de músculos. Graças aos céus que aluguei esta sala ontem, senão aquele cara ia estragar nossa conversa”, disse Bobota. Ele apontou para um dispositivo de teletransporte no canto da sala e continuou: “Você pode usar isso para chegar a qualquer ponto de teletransporte no Jardim do Espírito da Árvore, então não se preocupe com ninguém esperando para te pegar lá fora.”

Angor certificou-se de que o arranjo pudesse ser ativado a qualquer momento e finalmente assentiu.

Como antes, Bobota pediu para Angor se sentar e foi direto ao assunto. Ele nem perguntou o nome deo Angor.

“Primeiro”, Angor tentou falar primeiro, “eu não sei o que você está procurando. Só para você saber, eu só faço armas alquímicas.”

Uma arma era a única coisa que ele tinha certeza de que conseguiria fazer agora.

“Sem problemas. É exatamente o que eu estou procurando. Só que tem um formato estranho. Além disso, preciso usar um Altar de Sangue.”

Altar de Sangue…

Angor lançou um olhar estranho para Bobota, mas não disse nada.

Um Altar de Sangue era outro artefato relacionado a um grande demônio do Plano do Abismo. Tinha um nome tão repugnante quanto os itens concedidos pelo Palhaço da Coroa.

“Parece que você sabe sobre o altar”, comentou Bobota.

“Sei sim. Não me importo com o que você quer com ele, apenas tenha em mente que eu trabalho com alquimia de encantamento, não síntese. O efeito que aplico às armas é fixo. Não espere uma surpresa aleatória, porque é improvável que aconteça.”

Bobota pareceu bastante satisfeito com isso. “Um mago qualificado não depende da sorte.”

“Só mais uma coisa. Vou organizar minhas missões de acordo com a dificuldade, e não posso dizer quando seu item estará pronto”, disse Angor, pois temia que o pedido do Bobota o impedisse de ganhar dinheiro suficiente em dez dias.

Bobota assentiu. Como já esperava há meio ano, não se importava de esperar mais um pouco. Além disso, “aquele assunto” não aconteceria tão cedo.

Assim que Angor terminou de explicar suas condições, Bobota explicou seu pedido.

Angor franziu a testa ao ouvir o que Bobota queria.

Não parecia muito difícil. Mas… aquilo era uma arma?

Bobota pediu que ele criasse uma corrente usando o material mais pesado que Angor conseguisse encontrar, para que qualquer um preso nela jamais conseguisse escapar. Além disso, ele precisava de uma Runa do Silêncio na corrente.

Uma corrente encantada com a Runa do Silêncio? Por que não usar apenas um Selo de Silêncio?

Um alquimista de síntese precisaria de bastante experiência e de encontrar os materiais adequados para criar um item assim. Isso explicava por que ninguém aceitou a missão depois de meio ano. Para Angor, no entanto, não era realmente difícil — ele simplesmente tinha que aplicar a Runa do Silêncio na corrente e pronto.

Ainda assim, Angor se perguntava o que Bobota planejava fazer com um item como aquele, e qual era a função do Altar de Sangue?

“Você consegue fazer isso?” Bobota olhou para Angor ansiosamente.

Angor ponderou por um instante e assentiu. “Consigo.”

Independentemente de para que fosse usado, ele só pretendia ganhar dinheiro com isso. Além disso, a corrente não era complicada.

“Ótimo!” Bobota se levantou empolgado e cerrou os punhos de alegria. Meio ano! Se ele conseguisse realizar “aquilo”, seu caminho na magia se tornaria mais fácil do que nunca!

“Não tenho conhecimento de materiais alquímicos, então você terá que prepará-los por conta própria. Meu único requisito em relação ao material é o peso. Quanto mais pesado, melhor”, disse Bobota, enquanto tirava 200 cristais mágicos e os entregava a Angor. “Este é o pagamento inicial. Você receberá os 900 cristais restantes assim que me entregar a corrente.”

“Não vamos ao salão de missões?”

“O salão cobrará uma parte como taxa de serviço. Podemos evitar isso se fizermos em particular. Não vou te enganar. Vamos ver… Você decide onde finalizamos o negócio para garantir que eu não faça nada de errado.”

Parecia legítimo o suficiente, e Angor não recusou.

Angor trocou informações de contato com Bobota e saiu pelo portal de teletransporte.

Bobota ficou na sala por um tempo para acalmar sua excitação. Ele estava determinado a garantir que nada desse errado durante seu trabalho. Outro passo imprescindível para garantir o resultado era silenciar aquele jovem alquimista de uma vez por todas.

No entanto, ele precisava descobrir quem ele era primeiro. Bobota ainda não tinha ideia de como o alquimista se chamava.

Ele refletiu um pouco e decidiu ir a um lugar que por acaso também era familiar para Angor: o Bartterfly Pub.

Um instante depois, Bobota saiu do pub com uma expressão sombria.

Ele usou seu transmissor para gravar a foto do Angor para poder pedir informações sobre o garoto. Ele achou que levaria algum tempo para o informante encontrar um resultado. Em vez disso, o informante imediatamente lhe disse o que precisava, olhando para a foto do Angor.

Bobota ficou um pouco chocado ao descobrir que estava lidando com o aluno pessoal do Sunders.

“Parece que… não posso fazer nada com ele. Por enquanto.”

Comentários