
Volume 2 - Capítulo 225
Warlock Apprentice
Fosah explicou sua oferta a Dave “sinceramente”.
E Dave sabia que a oferta deles era bastante boa no mercado. A própria avaliação do Dave para o Tang Dao girava em torno de dez cristais mágicos. O preço do Fosah estava além de suas expectativas.
Dave lançou um olhar para Angor, mas Angor balançou a cabeça.
Como Angor havia decidido assim, Dave teve que seguir seu desejo. Afinal, Angor era o dono da arma.
“Não está à venda no momento. Se você realmente quiser comprá-la, por favor, volte na próxima semana.”
Fosah estava bastante confuso agora. “Você pode me dizer por quê?”
Dave hesitou. Ele também não sabia, já que Angor nunca havia lhe dito o motivo.
Fosah estreitou os olhos. “Você está simplesmente tentando nos mandar embora porque não quer nos vender a arma? ‘Na próxima semana’ é só uma desculpa, não é?”
Dave permaneceu em silêncio.
Angor falou em voz baixa. “Talvez ele esteja esperando um preço mais alto? Sabe, algo está acontecendo recentemente. As armas vão vender melhor a cada dia.”
Fosah olhou para Angor e baixou a voz para ser educado. “Você quer dizer a Passagem da Geada Lunar, certo? Ela está aberta há meio mês. Quem precisava de armas já as conseguiu. Não acho que essa lâmina vá ser diferente daqui para frente.”
“É isso aí! O preço está fixado”, disse Laffitte, concordando com Fosah, “e não vai subir, mesmo que haja uma segunda passagem. Quem tiver coragem de encarar a segunda passagem precisa de armas de nível superior. Essa aqui não serve.”
“Ninguém sabe ao certo”, disse Angor.
“Você não entende de mercado, Angor. Meu pai é o ministro da economia do meu país, e posso garantir que o preço não vai subir mais”, concluíram Fosah e Laffitte. Eles estavam tentando convencer Dave, não Angor.
“De qualquer forma, só vou colocá-la à venda na próxima semana. Quem sabe, talvez algo aconteça até lá”, insistiu Dave. No entanto, ele próprio não parecia tão certo disso.
“Aposto minha cabeça nisso! Com 15 cristais, consigo DUAS armas da mesma classe no Leilão do Crepúsculo”, gritou Laffitte em protesto.
Dave não mudou de ideia. “Então vá ao Leilão Crepúsculo. Não estou vendendo nada hoje.”
“Seu—” Laffitte apontou para Dave, prestes a partir para a violência.
Ao contrário do Blackjack, Laffitte e Fosah eram apenas dois Aprendizes recém-chegados à Caverna Bruta. Dave não tinha o menor medo deles.
“Ora, quer arrumar briga na loja do Mestre Prome?” Dave enfatizou o nome do seu mestre e sorriu.
Havia apenas um punhado de pessoas no mercado subterrâneo ousadas o suficiente para ofender Prome. Há alguns dias, Prome havia retirado “Barão Leite” da arena e, no processo, matado várias pessoas da multidão. Até agora, ninguém tinha vindo procurar confusão, apenas por causa da sua fama como alquimista.
Ao ouvir o nome do Mestre Prome, a expressão agitada do Laffitte se dissipou imediatamente. Ele olhou para seu “chefe”, Blackjack.
O mesmo aconteceu com Fosah. Esses lacaios agora dependiam oficialmente da ajuda do seu chefe.
Blackjack franziu a testa. Covardes! Vocês dois continuem incomodando-o até que ele venda a maldita arma! E mesmo que Prome apareça mais tarde, isso não terá nada a ver comigo!
Blackjack esperava que seus subordinados o ajudassem a atrair inimigos, mas estava claramente enganado quanto ao caráter do Fosah e Laffitte. Quando confrontados com um desafio, esses dois recuavam mais rápido do que qualquer outro.
Como agora estava sozinho, Blackjack não teve outra escolha a não ser assumir a liderança.
Ele caminhou até a frente de seu subordinado e apontou o dedo para o nariz do Dave… sem dizer nada.
Ele também não queria ficar mal com o Mestre Prome!
Um momento depois, Blackjack finalmente disse algo irrelevante: “Continuem se escondendo atrás do Mestre Prome, então! Se algum dia saírem… heh!”
Com isso, Blackjack rapidamente se virou para sair, rindo em seu estilo peculiar, como se tivesse acabado de vencer uma guerra.
Fosah e Laffitte trocaram um olhar e seguiram atrás dele. Antes de passar pela porta da loja, Fosah olhou para trás, para Angor, com um sorriso. “Vamos indo, então. Vamos tomar um drinque no Pinky Pub da próxima vez. Por minha conta!”
Angor não respondeu.
Depois que os três saíram, Dave suspirou aliviado. “Quero dizer, 15 cristais é um preço decente. Eles estavam certos. Essa lâmina… provavelmente não vai vender por um preço melhor.”
Angor não sabia se devia concordar, mas não se importava muito com o pequeno lucro extra.
“Não se preocupe com isso. É fácil de fazer. Você provavelmente consegue fazer algo parecido.”
“Não sei fazer armas”, Dave torceu os lábios.
“Você queria participar do meu projeto, não é? É só me observar algumas vezes e você aprende”, disse Angor. Ele se lembrava claramente de como Dave se esforçou para salvá-lo da multidão, e Angor era grato por isso. Conhecimento de alquimia seria uma ótima recompensa para Dave.
Além disso, Angor acreditava que experiência prática era algo de que ele realmente precisava naquele momento. Trabalhar junto com Dave também significava que ele poderia aprender algo.
“Mas eu não quero fazer uma caixa de música. Pergunte-me novamente se estiver planejando outra coisa”, Dave sorriu. “Você não ficou em casa esses dias? Toda vez que você terminava uma partida, eu ia esperar por você lá, e nunca te vi.”
Dave parecia um pouco frustrado.
“Ah, hum… Tenho ficado na casa do meu professor. Só vou para casa hoje.”
Era o Número 233 que estava lutando no palco, mas Angor não podia contar isso a Dave.
“Ah, eu esqueci. É o senhor Sunders. Caramba, se ele fosse meu professor, provavelmente vou ficaria na Ilha Fantasma o resto da vida.” Dave ainda se lembrava de como ele e o Mestre Prome ficaram apavorados com a aparição do Sunders na loja. “Não é à toa que você é tão talentoso.”
A conversa lembrou Dave de sua triste experiência com seu professor anterior, e ele realmente queria mudar de assunto. “Então, o que aconteceu com você durante a luta contra a Rainha Parasita? Por que você desmaiou de repente?”
Dave ainda estava um pouco decepcionado com a derrota da Rainha Parasita, mas já não a admirava mais.
“Aquela mulher…”
…
Longe da loja, Blackjack e seus lacaios já haviam deixado a área.
“Aquele bastardo arrogante acha que tem um lojista poderoso por trás dele! Cara, estou morrendo de vontade de dar um soco na cara dele”, gabou-se Laffitte, lançando um olhar para Blackjack. “E que se dane o Prome. O senhor Blackjack vai ficar muito melhor do que ele, e o idiota vai se arrepender de não ter se juntado a nós enquanto ainda tinha chance.”
“É. Tem muita gente querendo se juntar ao senhor Blackjack!” Fosah entrou na conversa.
A expressão fria do Blackjack não mudou, mas ele, de alguma forma, se sentiu melhor com toda aquela bajulação.
“Então você conhece aquele garoto? Quero dizer, aquele que usa o mesmo estilo que eu, mas que é menos bonito?”
“Angor? Somos recrutas do mesmo ano”, respondeu Fosah.
“Essas roupas eram bem bonitas. Será que ele as comprou? Será que ele mesmo as trouxe para a Caverna Bruta?”
“Eu não daria muita atenção às roupas de um cara…” disse Laffitte, quando Fosah rapidamente puxou sua manga para interrompê-lo.
“Ahem!” Fosah continuou, “Acho que ouvi dizer que ele é filho de uma família nobre de algum lugar. Mas nunca o vimos usando um terno de cavalheiro antes.”
Laffitte tentou se lembrar também. “É… mas acho que vi o professor dele usando roupas parecidas.”
“Professor? Quem é o professor dele?” Blackjack ficou curioso.
“Bem, ele é conhecido como a ‘máquina de matar do Sul’, Mestre Fantasma Sunders. Um sortudo. Não sei como eles se conheciam. Sunders já estava dando tratamento especial ao Angor antes mesmo de chegarmos à Caverna Bruta.” Laffitte ficou um pouco com inveja.
Blackjack parou de se mover.
“O que você disse??” Blackjack agarrou Laffitte pelo colarinho e revelou uma expressão frenética.
Laffitte não fazia ideia do que tinha feito de errado. “Uh, eu disse que Angor tinha muita sorte…”
“QUEM É O PROFESSOR DELE?!”
Laffitte deu um pulo com o grito do Blackjack e gaguejou. “É o Senhor Sun-Sunders.”
Blackjack empurrou Laffitte. “Ouvi dizer que o senhor Sunders aceitou um novo aluno, mas ele escolheu um pirralho tão inútil?? Que merda!”
Ele se virou e marchou em direção à Loja de Alquimia do Prome com um olhar furioso.
“O que foi, chefe??”
“Vou matar aquele merda! Eu é que deveria ser o escolhido! Quero ele MORTO!” Blackjack avançou com passos pesados, como se nada no mundo pudesse mudar sua decisão.
Fosah e Laffitte se entreolharam, incrédulos. Aquele? O que Blackjack queria dizer?
Mais importante… por que os dois chefes queriam tanto matar Angor?
Blackjack entrou na loja furioso. Ele não percebeu que uma figura grande entrou junto com ele.
Blackjack foi direto para Angor. “Sai daqui seu perdedor! Vou te cortar ao meio e ninguém vai me impedir!!”
Ao mesmo tempo, ele tirou uma carta. Nela havia a imagem de um homem murcho cujo pescoço estava enredado em uma corda.
“Carta: Convite da Morte do Enforcado!”
Enquanto Blackjack gritava, a sombra de um homem enforcado emergiu da carta e se lançou contra Angor com uma corda na mão.
Angor observou o ataque com expressão impassível.
“Dá o fora!” Alguém gritou ao lado do Blackjack.
Blackjack se viu sendo chutado para fora da porta por alguém antes que pudesse reagir.
A carta em sua mão foi rasgada ao meio, e ele vomitou sangue ao mesmo tempo.
“Bagunçando minha loja… Blackjack! Você acha que eu não posso te matar?!”