
Volume 10 - Capítulo 938
Super Detective in the Fictional World
Alguém que foi rude com Karen da última vez foi espancado naquela mesma noite e recebeu uma advertência severa para não atrasar o trabalho de todos.
O que Karen segurava estava relacionada à renda futura de muitas pessoas.
Quem destruísse o sustento de outras pessoas tinha que levar uma surra.
Após Luke entrar, Foggy rapidamente arrumou as coisas com o velho casal na frente dele e pediu para que Karen os acompanhasse até a saída.
Quando estavam sozinhos na sala, Foggy perguntou: — Você quer algo para beber?
Luke: — Não precisa ser educado. Como foi? Muito ocupado?
Foggy coçou a cabeça: — É inevitável. Já contratei duas garotas para fazer os trabalhos gerais em nome do serviço comunitário, mas isso só reduz a carga de trabalho de Karen. Ninguém pode ajudar com o que Matt e eu temos que fazer.
Apesar de saber a resposta, Luke perguntou: — Onde está o Matt?
Foggy respondeu: — Ele disse que não notou que pegou um resfriado noite passada. Ele está dormindo em casa agora e só virá amanhã.
Luke só podia simpatizar com o Advogado Matt.
Ele pode realmente ter que fingir que estava bem amanhã e fazer hora extra no escritório de advocacia.
No entanto, trabalhar como advogado era melhor do que trabalhar como Demolidor. Pelo menos, ele não seria baleado nas ruas.
Olhando para a expressão de Foggy, Luke falou com um sorriso: — Apenas me diga o que quer. Você não é uma garota. Precisa conversar tanto?
Coçando a cabeça com estranheza, Foggy entregou um arquivo: — Este é o plano de serviço comunitário que você propôs. Há um pequeno problema.
Luke folheou rapidamente: — Aquelas crianças não querem vir?
Foggy: — Eles não querem vir. O problema é que suas famílias querem que venham, mas recebemos mais de cinquenta inscrições em apenas dois dias.
Isto… será um pouco complicado.
Luke entendeu rapidamente.
Ele e Selina doaram cem mil dólares para uma média de cinquenta famílias, e cada família receberia menos de dois mil dólares.
Embora tenham falado sobre começar com mil dólares, mesmo com o salário-mínimo por oito horas diárias, cada pessoa teria que receber entre mil e quinhentos e dois mil dólares por mês.
Fazia só alguns dias e definitivamente haveria mais pessoas que queriam se juntar.
Se houvesse uma grande disparidade entre o número de inscrições e o número de posições voluntárias, esta coisa boa poderia se tornar uma coisa ruim.
Foggy não era idiota. Ele sentiu o problema potencial adiante e queria discutir com Luke.
Luke perguntou: — Quantas pessoas você acha que se inscreverão?
Foggy: — Entre cento e vinte a cento e cinquenta, mas só esperávamos de vinte e cinco a trinta.
Luke assentiu e pegou um cheque e caneta. Ele assinou o cheque e colocou na mesa: — Admiro pessoas que estão dispostas a trabalhar para mudar seus destinos. Mais tarde, peça a Karen para fazer outra cópia do contrato. Eu vou assinar.
Foggy olhou para o número no cheque e falou estranhamente: — Isso… é demais. Cem mil já serve.
Os números no cheque eram de duzentos mil.
Foi acordado que os voluntários receberiam um abono de família.
Em média, cada família receberia cerca de três mil e quinhentos dólares.
Se houvesse mais pessoas, a quantia seria menor. Três mil era o bastante.
Somente uma minoria receberia salários altos, o que também servia de motivação para todos.
Agora, o escritório tinha uma “renda” de cinquenta mil dólares por mês. Foggy e Matt já tinham discutido que, se poupassem pelos próximos dois a três meses, conseguiriam juntar cem mil dólares com esse montante.
Dessa maneira, haveria mais que o bastante para contratar cem voluntários para o projeto de reconstrução da comunidade.
Se a maioria das inscrições fosse aprovada, não seria um grande problema, porque aqueles que tivessem sido aprovados manteriam automaticamente a ordem durante a reconstrução da comunidade, e o pequeno número de pessoas que não tivessem sido selecionadas não seria capaz de causar problemas.
Contudo, quando Foggy falou que não tinha dinheiro, Luke pegou outros duzentos mil. Foggy sentiu que estava explorando a gentileza de alguém.
Luke não se importava. Ele simplesmente chamou Karen enquanto analisava a lista de candidatos.
Karen entrou e olhou para Foggy inquisitivamente.
Luke, contudo, falou: — Tudo bem, parem de enrolar. Peça para a Karen imprimir o contrato. Ainda tenho algo para perguntar.
Vendo a atitude de Luke, Foggy só podia dizer algumas palavras para Karen. A secretária olhou para Luke, surpresa, e rapidamente saiu da sala.
Luke folheou as informações dos candidatos e achou uma lista de nomes. Ele colocou na frente de Foggy: — Charlie, Raqael e Hudson estão aqui.
Entretanto, quero perguntar: e quanto às crianças que estavam com o Hudson naquele dia? Estou muito otimista com eles. Você pode marcar seus nomes em vermelho?
Foggy. …Isso não é demais?
Você ousa dar trezentos mil só para lidar com aquelas crianças?!
Louco! Cruel! Aqueles eram os únicos adjetivos que Foggy conseguia pensar.
Dito assim, tão abertamente, esse era o único “pequeno pedido” de Luke em troca de sua doação.
Se aquelas crianças fossem recrutadas para trabalhos braçais, era preciso fazê-lo.
Caso contrário, mesmo que Luke não tivesse dito nada, Foggy pensaria que não havia feito um bom trabalho.
Trezentos mil dólares eram o bastante para pagar um assassino profissional para tirar uma dezena de vidas, mas Luke estava usando por dez crianças.
Era uma oferta irresistível.
Olhando para Foggy, Luke deu de ombros: — Temos que dar uma chance para as crianças percorrerem o caminho certo de novo, em vez de roubar, vender drogas e se tornarem motoristas em alguns anos. Como um doador, eu prefiro vê-las trabalhar do que mostrar meu distintivo e prendê-los.
Ao ouvir isso, Foggy ergueu as mãos em rendição: — Okay. Prometo que tentarei fazer estas crenças levarem as coisas a sério.
Luke assentiu: — Se puderem aprender algo desta reconstrução da comunidade, eles conseguirão se apoiar no futuro. Não importa se os trabalhadores que contratar forem medíocres; tente escolher pessoas que estejam dispostas a ensiná-las. Além disso, o prazo para a reconstrução e o serviço comunitário pode ser prorrogado para que tenham tempo suficiente para aprender.
Foggy ainda estava cheio de admiração. Você só não quer que eles acabem logo com isso! Você realmente precisa ser tão implacável assim?
Em seu coração, ele inconscientemente rotulou Luke como: “Não mexa com ele”.
Mesmo que Luke fosse uma boa pessoa, a maneira como lidava com as pessoas era muito direta.
Provavelmente seria mais doloroso para as crianças trabalharem como operárias por um ou dois meses do que serem mortas a tiros.
Afinal, eles poderiam se gabar de seus amigos sobre como eram resistentes.
Como deviam se gabar sobre serem operários? Se gabariam de que conseguiam carregar tijolos?
Karen já tinha imprimido o contrato.
Eles tinham o modelo desta coisa. Além da quantia da doação e da assinatura, era basicamente o mesmo.
Luke olhou brevemente, assinou e se levantou: — Okay, não incomodarei mais você. Me ligue se tiver mais perguntas.