
Volume 2 - Capítulo 925
Super Detective in the Fictional World
Luke: — NYPD.
Isto era algo que precisava declarar. Embora tivesse invertido a ordem e apontado a arma para a cabeça do homem primeiro, acabou revelando sua identidade.
O homem de meia-idade ficou atordoado: — NYPD?
Luke perguntou: — Quem está lá dentro?
O homem de meia-idade gritou de repente: — DEA! Somos agentes da DEA. Meu distintivo está no bolso do peito. Você pode dar uma olhada.
A unidade 6B ficou quieta de repente. Luke franziu a testa; sua arma ainda estava pressionada na nuca do homem. Ele afrouxou o aperto no pescoço do homem e procurou no peito pelo distintivo.
Com uma olhada, ele soube que era real.
Porém, ainda era necessário confiar se estes “agentes da DEA” eram reais ou falsos.
Seria ainda mais problemático se fossem agentes genuínos.
Sentindo o aperto no pescoço relaxar, o homem imediatamente disse: — Estamos numa missão de prisão secreta. Sou Blaise Bolton. Meu colega está lá dentro.
Sua voz ainda era muito alta.
Luke estreitou os olhos e entendeu vagamente o que estava acontecendo.
Alguém no apartamento finalmente falou: — Somos da DEA. Quem está aí fora, Blaise?
Blaise respondeu rapidamente: — É um policial da NYPD.
Enquanto ele falava, Luke já tinha guardado a arma e recuado para as escadas.
Ele não confiava nestes agentes da DEA.
Finalmente, um homem estendeu a cabeça da porta e olhou para fora.
Após confirmar que Blaise era o único na porta, ele estendeu o pescoço e olhou para Luke: — Cara, o que está fazendo? Não é bom apontar uma arma para um colega.
Luke sorriu, sereno: — Sinto muito, mas recebi um aviso de um tiroteio intenso aqui. Vocês não me mostraram os distintivos.
Mesmo assim, ele ainda tinha a arma mirado na porta do 6B.
A expressão do homem claramente não parecia muito boa.
Luke conseguia ver o pânico no rosto do homem. Alguém atrás dele claramente estava dizendo o que fazer.
A agitação voltou ao apartamento.
Após ele falar, Luke desceu um pouco mais nas escadas para que a maior parte do seu corpo estivesse coberta.
Ele então pegou o celular e ligou ao centro de informações da central.
Luke falou a identidade e o número de registro e então explicou a situação. O QG falou que os oficiais de patrulha chegariam no máximo em cinco minutos.
Havia muita atividade no apartamento e a audição aguçada e sinapse cerebral de Luke estava constantemente pegando informações dos pedaços esporádicos da conversa.
— E esta bolsa?
— Malky, pegue depois. Se eles notarem, diga que são drogas que apreendemos.
— E aqui? Como vai explicar o corpo do garoto?
— Se vira.
— Hã?
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Cinco minutos depois, duas viaturas chegaram.
Luke mostrou seu distintivo aos quatro oficiais da NYPD e contou o que estava acontecendo antes de levá-los ao 6B.
Os oficiais permaneceram do lado com as armas em mãos e um gritou: — NYPD, ouça. Abaixem as armas e mostrem suas identidades. Caso contrário, teremos fundamentos para tratá-los como suspeitos.
Após um breve silêncio, quatro pessoas finalmente saíram.
Eles não seguravam armas, mas só porque tinham colocado de volta no coldre. Cada pessoa tinha um distintivo da DEA consigo.
No distintivo estava uma águia num octógono com as asas abertas. Era claramente diferente do distintivo da NYPD.
Um oficial checou os distintivos e assentiu para Luke.
Ele não ficou surpreso.
Estes agentes da DEA eram reais, mas quanto ao que estavam fazendo aqui, só eles sabiam.
Luke sabia mais ou menos, só que havia algumas acusações que não podiam ser feitas sem evidência.
Enquanto os oficiais conversavam com os agentes da DEA, Luke entrou no apartamento.
Havia um corpo de um homem gordinho perto da porta, mas os seis buracos de bala nas costas e o rastro de sangue que deixou por rastejar pelo chão eram muito estranhos.
Evitando todo o sangue, Luke deu dois passos. No final do corredor, à direita, uma jovem também tinha sido baleada nas costas.
Luke deu mais dois passos e olhou para o banheiro à direita.
Uma mulher estava de molho na banheira com fones de ouvido. Havia um buraco enorme no seu peito e a água na banheira tinha ficado vermelha com sangue. Também havia uma mancha vermelha enorme no chão.
Luke zombou internamente. Por que uma mulher que estava ouvindo música numa banheira precisava ser baleada no peito? Até a SWAT não era tão bruta com terroristas.
Após algumas olhadas, ele deu mais alguns passos e outro corpo apareceu na bifurcação do corredor.
O rosto de Luke escureceu.
Era um garotinho que tinha no máximo quatro ou cinco anos. Naquele momento, ele já estava morto.
Exceto pelo homem na porta, os três que morreram aqui eram mulheres e crianças desarmadas.
Estes agentes da DEA eram loucos? Esta era Nova York, não Juarez, México. Como poderiam matar pessoas aqui?
Parando por um momento para determinar a direção de onde o garoto tinha sido arremessado, Luke entrou em outro cômodo.
Estava uma bagunça. Havia buracos de bala por toda parte; isto não veio de uma só arma.
Devia ser a fonte do tiroteio intenso que foi relatado à polícia.
Havia o corpo de um homem de camisa florida na porta. Seu cheiro indicava que tinha tido um bom contato com a DEA — provavelmente era do grupo deles.
Havia cinco vítimas no apartamento.
O homem que morreu na porta provavelmente era o dono do apartamento, e a mulher na banheira era sua esposa, enquanto a jovem e o garoto eram seus filhos.
Analisando o quarto, o olhar de Luke parou numa foto.
Era uma foto da menina morta e do menino, mas uma figura havia sido recortada de outra foto e colada entre eles.
Era uma garota de doze anos.
Enquanto Luke observava o cômodo, um homem de meia-idade num terno bege olhou para ele com um sorriso: — Detetive, este é o nosso caso.
Luke olhou para ele e, desta vez, nem exibiu um sorriso educado. Ele simplesmente respondeu: — Dois menores foram mortos aqui. A DEA estava trabalhando neste caso como se fosse um massacre ou um ataque terrorista?
A expressão do homem mudou: — O que acha que traficantes de drogas são? Devotos crentes que rezam na igreja todo dia? Eles tirarão suas armas e matarão você a qualquer momento.