Super Detective in the Fictional World

Volume 2 - Capítulo 920

Super Detective in the Fictional World

Pensando na grande reunião que ocorreria em Nova York em duas noites, Luke sorriu.

O que era um assassino? Um assassino tinha que ter tirado pelo menos uma vida para ser chamado assim, e o número de pessoas que matou era proporcional ao seu nível.

Um grande assassino na indústria não podia ser considerado assim se não transformasse isso em um “grande negócio”.

Ele havia deduzido há muito tempo que, segundo as regras do sistema, assassinos eram vilões e o número de pessoas que mataram representava a quantidade de experiência e crédito que o sistema designava a eles.

Matar alguém sem um motivo legítimo, ou matar pessoas inocentes mesmo com um motivo legítimo, não poderia escapar da afirmação de vilania do sistema.

Quantos destes assassinos que estavam vindo por dinheiro mostrariam misericórdia a pessoas inocentes?

Luke sentiu que, se realmente houvesse tal assassino consciente, ele aceitaria a dedução dos pontos de crédito.

Então, estes assassinos não eram inimigos aos seus olhos… mas um bando de monstros de elite e até chefe.

Pensando nisso, ele estava com um humor tão bom que não pôde deixar de cantarolar: — They told him don’t you ever come around here…

Selina olhou para ele e não disse nada.

Nos últimos dias, este cara começou a cantarolar sempre que estava livre. Ele estava de bom humor.

Ela pensou que provavelmente estava feliz por ter conseguido o laboratório que queria há tempos.

Luke sempre gostou de mexer com coisas mecânicas, incluindo armadura, equipamento portátil, drones, carros e motos.

Além de fazer coisas novas, ele também restaurou algumas antiguidades únicas e objetos mecânicos velhos que exibia em casa.

Este passatempo o fez parecer um homem de meia-idade nostálgico.

Homens eram crianças que nunca cresciam!

Selina não se manteve nisso e perguntou: — Vamos continuar investigando o ambiente ao redor dos alvos esta tarde?

— Não, vou procurar um conhecido. — Luke balançou a cabeça e falou casualmente: — Ligue para o Wade Wilson. — O celular no carro imediatamente começou a discar o número.

Selina ficou atordoada: — Por que está procurando por aquela pessoa mesquinha?

Ouvindo o toque, Luke respondeu casualmente: — Ele é um tirano e mercenário de Nova York. Você acha que ele não saberá sobre este acordo de dez milhões?

Selina pensou e viu que fazia sentido.

Não é que ela fosse idiota; era só que o comportamento desprezível de Wade deixou uma impressão profunda nela e ela tinha a vontade de sacar a arma sempre que ouvia seu nome.

O celular tocou e não houve resposta. Luke estalou os lábios: — Envie uma mensagem. Diga que seu velho cliente quer informações. Custará quinhentos dólares.

O programa do carro fez como Luke instruiu… mas nada aconteceu.

Selina riu.

Poucas pessoas poderiam superar Luke; Wade era único.

Luke não ficou com raiva.

Ele normalmente não ficava com raiva dos outros, quanto mais de uma pessoa mesquinha como Wade.

— Envie outra mensagem. Diga que, se não retornar a ligação, pegarei trinta por cento da recompensa que o Weyland deu da última vez como comissão — ele falou de novo.

Em um apartamento em Nova York, Vanessa, que estava vendo TV com Wade, pegou o celular: — Pode ser algo importante. — Wade recostou-se preguiçosamente no sofá, uma mão coçava sua perna: — Preciso de mais descanso. Aquela última missão foi exaustiva.

Vanessa sorriu e então pisou no rosto dele para afastar o preguiçoso: — Faz meses. Você não descansou o bastante?

Wade se viu obrigado a ceder: — Querida, não me diga que não sabe por que preciso descansar?

Vanessa revirou os olhos e abriu a mensagem do número desconhecido.

Após dar uma olhada, ela jogou o celular em Wade.

Pego de surpresa, Wade foi atingido no nariz pelo tijolão Nokia. Ele resmungou de dor: — Ah, meu rosto! Preciso da minha aparência para ganhar dinheiro!

Vanessa falou: — Seu velho cliente está procurando por você. Ele falou que, se não retornar a ligação, ele pegará sua comissão da missão do Weyland.

Wade cobriu o rosto e bufou: — Sonhe! Ninguém pode pegar o dinheiro de mim…

Quando viu o sorriso de Vanessa, ele acrescentou rapidamente: — Meu dinheiro é o seu dinheiro.

Vanessa ficou com raiva e achou graça. Ela não pôde deixar de beliscar sua bochecha: — Eu alguma vez quis seu dinheiro?

Wade imediatamente balançou a cabeça: — Não, você é quem está cuidando de mim ultimamente.

Vanessa falou impotente: — Tudo bem, se apresse e ligue. Você não falou que quer ter uma festa de Natal? Se não tiver dinheiro, vai fazer seus amigos beberem água?

Ao ler a mensagem, Wade disse: — É Natal! É meu favorito! Pertence só a nós dois. Não ligarei para ninguém. Hm, mesmo que eles venham, precisarão trazer as próprias bebidas.

Naquele momento, ele finalmente viu as duas mensagens.

Atordoado, inclinou a cabeça e pensou por um momento. Ele acabou estalando a língua e imediatamente ligou de volta.

Vanessa ficou curiosa.

Para Wade, contatar proativamente significava que eram realmente um velho cliente? Ou ele devia à outra parte muito dinheiro, como… uma comissão?

Wade notou sua expressão e articulou as palavras “homem importante” com a boca.

Vanessa entendeu.

Não importava quanto dinheiro ele conseguisse dos clientes; eles eram só dois tipos de pessoas para Wade: importante e insignificante.

Então, viu Wade sorrir servilmente: — Ei, Chefe Luke, há quanto tempo. Você precisa de algo?

No carro, Luke falou com um sorriso: — Sr. Wilson, não foi fácil contatar você. Estou perturbando?

É claro! A mão de Wade ainda estava na perna de Vanessa enquanto murmurava consigo, mas negou imediatamente: — Não, não. A taxa pela informação…

Luke: — É inconveniente pelo celular. Vamos conversar quando nos encontrarmos.

Wade ficou animado: — Ah, Chefe Luke, estou em Nova York agora. Se quiser encontrar para falar em detalhes, pode ter que cobrir os custos da minha viagem. Não pedirei muito pela passagem de avião, só classe executiva e um hotel de quatro estrelas. Eu estive no Hotel Quatro Estações da última vez e foi terrível. O banheiro vazava e não conseguia dormir por dias por causa da goteira…

Que bom, ele poderia levar Vanessa para Los Angeles para umas férias pré-natalinas gratuitas e poderiam ir à praia para aproveitar o sol. Ele já estava fazendo planos em seu coração.

No carro, Selina não pôde deixar de xingar esta pessoa mesquinha.

Luke, entretanto, estava calmo.

Ele poderia se enfurecer com qualquer um, mas nunca com Wade. Isso só o torturaria e deixaria Wade feliz.

Ele simplesmente o interrompeu: — Sr. Wilson, estou em Nova York.

—… O melhor seria uma cama de casal no quarto, o tipo redonda para que eu não caia quando rolar. Uh, o que você disse? — Somente após isso que Wade calou a boca de surpresa.

Nota da Equipe Blue Link da música abaixo.

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