Super Detective in the Fictional World

Volume 2 - Capítulo 886

Super Detective in the Fictional World

Jessica tomou uma golada da vodca e tossiu várias vezes antes de dizer: — Ele é um psicopata que gosta de brincar com estudantes, especialmente aquelas boas em esportes e que têm personalidades animadas.

Luke simplesmente assentiu e não a pressionou.

Ela bebeu outra golada de álcool e expeliu: — Ele tem que explicar as coisas verbalmente para controlá-las e a distância não pode ser grande. Porém, após estar sob seu controle por muito tempo, elas se tornam como a Molly. Mesmo longe, elas ainda agirão conforme suas instruções.

Luke permaneceu calado.

Ele já tinha deduzido isto mais cedo pelas informações que conseguiu de Haley e de seu próprio entendimento. No máximo, ele só não tinha certeza absoluta.

Contudo, considerando como ele era cauteloso, não daria a Killgrave a chance de controlá-lo.

Por isso, a informação de Jessica no máximo era apenas a cereja do bolo.

Jessica tomou outra golada de álcool: — Você está consciente quando está sob seu controle. Você sabe o que está fazendo, mas não pode resistir e fará coisas que não quer. Mesmo que ele peça para matar alguém, você fará…

Ela abaixou a cabeça e cobriu o rosto.

Luke não disse nada.

É claro, com sua audição aguçada, conseguia ouvir os soluços dela, mas foram bloqueados por sua mão e ficaram abafados.

Um momento depois, ele suspirou e deu um tapinha no ombro dela: — Jessica, olhe para mim.

Inconscientemente, Jessica levantou a cabeça e encontrou seus olhos azuis-gelo.

— Está tudo no passado. O Killgrave desaparecerá do seu mundo. Ele não é nada mais que uma marca sombria na sua vida — disse Luke.

Sua voz era gentil.

Aos olhos de Jessica, aqueles lindos olhos azuis-gelo pareciam estar brilhando.

Porém, seu medo de Killgrave era profundo demais. ela balançou a cabeça inconscientemente: — Não, ele ainda está vivo. Ele voltou por mim. A Molly é sua mensagem para mim. Ele deliberadamente fez a Molly matar na minha frente para que eu ouvisse e voltasse para ele.

Luke colocou as mãos nos ombros dela: — Mas eu o pegarei e o enviarei para onde ele precisa ir. Não importa quão forte seja, ele não pode evitar uma bala a vários metros de distância. Ele não é tão forte quanto você pensa, entendeu? Jessica, não deixe seu medo te controlar. Você tem que encarar, derrotar e pisar nele.

Jessica se acalmou lentamente.

Atordoada por um instante, ela agarrou de repente suas roupas e inclinou-se para frente.

Alarmado pela boca se aproximando rapidamente, Luke virou decisivamente a cabeça e girou o corpo.

Suas excelentes habilidades de combate corpo a corpo tiveram um grande papel em possibilitar a esquiva do ataque surpresa. Em seguida, pressionou os ombros dela por trás: — Jessica, descanse bem. Você ainda tem que trabalhar amanhã.

Chateada, Jessica balançou a cabeça: — Não, eu não quero trabalhar amanhã!

Luke ficou sem palavras. Então, estes são seus sentimentos reais! Qual é o ponto de abrir esta agência horrível se é assim?

Ele só podia evitar falar sobre trabalho e conversar num tom gentil enquanto continuava a acalmar Jessica. Dez minutos depois, a mulher finalmente adormeceu numa mistura de álcool e hipnose.

Após isso, Luke limpou o suor inexistente da testa e murmurou: — Irmãzona, você não deveria escovar os dentes primeiro se quer me dar um beijo apaixonado? Sua boca fede a álcool. Eu não consigo assim.

Para um homem normal, não importa quão linda seja a mulher, uma boca fedendo a álcool e arrotos incessantes continuava a ser repugnante.

O tamanho da repulsa dependia se era apenas o cheiro de álcool ou vômito.

Quanto a Luke, que era meio misofóbico e tinha um pouco de TOC, escolheu dar uma folga à sua boca; independente da beleza de Jessica, ele não podia deixar sua boca passar por essa tortura!

Ele colocou a mulher no sofá e a tampou com uma coberta fina, antes de caminhar até a porta.

Quando saiu, ele fechou a porta, mas no instante em que pensou em ir embora, a porta se abriu um pouco.

Após dar dois passos, Luke se virou e encarou a porta.

Franzindo a testa, pensou por um momento e suspirou: — TOC maldito! Esqueça, apenas considere o pagamento pela informação.

Dizendo isso, ele se ocupou na porta.

Vinte minutos depois, olhou para a porta nova e assentiu satisfeito: — Isso é muito melhor. Sou realmente uma boa pessoa.

 Ele pendurou um molho de chaves na maçaneta interna, enviou uma mensagem para o celular de Jessica, depois se virou e foi embora.

Passando por um beco próximo, encontrou um prédio vazio e velho. Tirando um tapete do inventário, ele ficou sobre ele enquanto colocava o equipamento do V.

Foi só quando foi interrompido pela ligação de Jessica que percebeu que a semana de trabalho de cinco dias era lei.

Como um cidadão cumpridor da lei, como poderia privar Selina de seus dias de folga?

Então, ele deu a noite de folga para Selina.

Luke? Na sua vida anterior, ele passou anos trabalhando das sete às onze, sete dias por semana, como escritor.

Não era um problema mudar para vinte e duas por sete. Afinal, ele estava em ótima forma.

Pensando na expressão de uma certa detetive quando acordasse e visse o “presente”, o deixou num humor incrivelmente bom. Ele sempre ficava feliz em fazer os outros felizes.

Ele olhou para a hora e viu que era oito e cinquenta da noite. Ele pegou um pedaço grande de chocolate e tacou na boca para reabastecer as calorias que usou enquanto fazia uma boa ação mais cedo.

Ele não estava com pressa hoje. Ainda estava pensando na detetive e na operação limpeza depois.

Se fizesse algo mais cruel esta noite, o Rei do Crime não reagiria?

Para o Rei do Crime, perder algumas gangues não era nada.

Porém, as pessoas que Luke e Selina estavam enfrentando nos últimos dias eram peças-chave no negócio de tráfico de drogas, em áreas como administração, armazenamento e finanças.

Estes locais foram destruídos e os líderes, supervisores de armazenamento, bem como contadores privados, foram mortos ou aleijados.

Era impossível um negócio continuar quando uma organização de grande porte perdia os líderes capazes de distribuir trabalho e ajustar o cronograma, os armazéns não estavam produzindo produtos e os contadores que controlavam os lucros estavam no hospital.

Neste tipo de situação caótica, continuar com o negócio só beneficiaria os membros internos da gangue que aproveitariam a oportunidade para encher os próprios bolsos.

Para consertar a situação, novos líderes eram necessários para acalmar as pessoas.

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