Super Detective in the Fictional World

Volume 2 - Capítulo 885

Super Detective in the Fictional World

Atordoado, Luke apontou para si: — Sou um velho amigo?

Além de trabalhar num caso, ele nunca trocou mais que algumas palavras com Margaret. Provavelmente foram só dois “olá” e três “tchau”.

Haley sorriu. Seus óculos pretos não podiam esconder seus olhos cativantes e seus lábios vermelhos curvaram-se: — De fato, você não a conhece bem, mas ela conhece muito sobre seu salvador.

Luke riu: — É só meu trabalho.

Assim que falou aquilo, Haley lhe deu um olhar significativo.

Impotente, Luke simplesmente foi embora.

Esta grande beldade era realmente um pouco irresistível.

Se fosse um flerte descarado, ele não teria se importado.

Com sua aparência atual, ele era paquerado de vez em quando — e isso sem precisar ir a bares ou locais de entretenimento.

Se ele se envolvesse nesta vida noturna com mais frequência, o “de vez em quando” se tornaria “o tempo todo”.

Era uma pena que Haley fosse sutil em seu comportamento.

Um homem delirante definitivamente pensaria que ela estava indicando algo.

No entanto, como um homem que era altamente vigilante e capaz de telepatia, Luke estava ciente de que essa era apenas sua personalidade.

Ela era a chamada de beldade natural inconscientemente sedutora do folclore chinês.

Junto de seu terno rosa brilhante sob o jaleco branco, seus óculos de aro preto e sua identidade como psiquiatra, ela era letal demais.

Se tivesse sido o Luke fechado da vida anterior, sua cabeça definitivamente estaria cheia de títulos como “Enfermeira Proibida” e “Registro de Tratamento Psiquiátrico Especial”.

Agora, ele não queria que nada acontecesse entre eles.

Afinal… eles eram conhecidos agora e seria estranho fazer um movimento.

Às sete e meia da noite, quando Luke e Selina estavam se preparando para a operação da noite após o jantar, o celular de Luke tocou.

Ele pegou e viu um número desconhecido: — Quem é?

Este número privado era para assuntos de negócios, que ele deu para pessoas envolvidas em certos casos, testemunhas e informantes. Assim, ele muitas vezes recebia ligações de números desconhecidos.

Após um breve silêncio, uma mulher falou: — É a Jessica.

Luke pausou: — Boa noite, Srta. Jones. Em que posso ajudar?

Jessica falou: — Você não quer saber sobre o Killgrave? Venha até minha agência agora.

Luke: — Okay.

Jessica desligou sem dizer mais nada.

Acariciando o queixo, Luke ponderou por um momento antes de falar para Selina, que estava olhando os arquivos ao lado: — Suspenderemos a operação desta noite. Tenha um bom descanso.

Sem olhar, Selina perguntou: — Qual mulher está procurando por você desta vez?

Luke respondeu: — … Jessica Jones, a detetive particular que gosta de espancar pessoas.

Selina finalmente levantou a cabeça: — Ela decidiu falar?

Luke deu de ombros: — Não sei, mas sem pistas novas, a informação que ela tem não é importante. Afinal, o que a Molly nos deu é o bastante. Volto por volta das dez.

Selina olhou para ele: — Tem certeza?

Luke sorriu: — Tenho.

Um momento depois, Luke saiu de casa de moletom cinza e chapéu preto.

Observando-o sair pela janela da sala no segundo andar, Selina pensou por um momento antes de falar: — Gold Nugget, vamos lá.

Gold Nugget estava deitado no carpete da sala com a cabeça num travesseiro enquanto assistia HBO. Atordoado, virou a cabeça: — Au?

Selina: — Ele falou que poderíamos descansar, mas não falou que precisávamos.

Os olhos de Gold Nugget brilharam e ficou de pé: — Au?

Selina: — Na nossa operação solo, é a divisão habitual de cinquenta a cinquenta dos lucros, certo?

Olhando para o cachorro animado, ela não pôde deixar de reclamar: — Faz três meses desde que o Luke te ensinou a multiplicação e você ainda está errando. Sou eu que calculo as porções toda vez. Você nem consegue contar dinheiro direito, então por que precisa de tanto?

Gold Nugget abaixou a cabeça com vergonha e emitiu um som lamentável.

Selina riu e esfregou sua cabeça: — Tudo bem, não estou dizendo que você é idiota. Só estou dizendo que não precisa se preocupar demais com dinheiro.

Porque você é realmente idiota. Não importa se eu diga ou não. Ela apunhalou silenciosamente no coração e então foi ao porão se equipar.

Por outro lado, Luke caminhou quatro quarteirões ao noroeste e entrou no velho prédio de apartamentos perto do Parque Central.

Tendo investigado Jessica, ele obviamente sabia onde ficava seu Escritório de Investigações Alias.

Ele não sabia o que dizer sobre o nome da agência. A Srta. Jones estava dizendo abertamente aos seus clientes que era apenas um disfarce?

Ele foi até o quarto andar e encontrou um apartamento no final do corredor com o número da porta que estava procurando. Olhando para o papel que foi colocado no lugar em que o vidro deveria estar, ele assentiu em seu coração: isto combinava com o estilo da Srta. Jones.

Luke bateu na porta, mas nada aconteceu.

Ele não estava com pressa. Jessica estava lá dentro, mas parecia estar numa… condição bem ruim?

Essa era a única palavra para descrevê-la.

Após um tempo, ele bateu de novo, mas a pessoa não parecia querer se levantar.

Luke suspirou e abriu a porta.

Não era só a porta que estava quebrada, a fechadura também estava. A Srta. Jones não estava com medo de ser assaltada no meio da noite.

Na sala que era usada como escritório, tudo estava uma bagunça. Era óbvio que não foi limpa há tempos.

A única coisa boa era que não havia restos de comida, então não havia o cheiro desagradável de comida apodrecida.

O cheiro mais óbvio era de álcool. O lixo no chão eram as garrafas vazias e elas eram… hm, vodca. Luke balançou a cabeça.

Olhando para Jessica, que estava atrás da mesa e lia um caderno com uma garrafa de álcool em mãos, Luke simplesmente sentou-se sobre a mesa e disse: — Srta. Jones, seu jantar não parece ser muito nutritivo.

É claro, suas ações foram muito indelicadas; com alguém que não estava familiarizado, era muito rude.

Contudo, Luke sentiu que modos poderiam ser reservados para aqueles que precisavam, não para esta bêbada na sua frente.

Jessica olhou atordoada para ele por alguns segundos antes de falar: — Ah, você chegou. Sente-se.

Luke: — Obrigado, já estou sentado. Vamos direto ao ponto, Srta. Jones. O que você tem a me dizer sobre o Killgrave?

Ao ouvir isso, Jessica parou de respirar e congelou com a garrafa na mão.

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