
Volume 2 - Capítulo 870
Super Detective in the Fictional World
Luke sorriu: — Acredito que você possa encontrar mais pistas, Haley.
Haley olhou para ele: — Isso depende se os pais da Molly estão ou não dispostos a aceitar o tratamento.
Em outras palavras, não era que ela fosse incapaz, mas que precisava de tempo para demonstrar suas habilidades.
Luke assentiu e olhou para Christine: — Me avise quando os pais dela chegarem. Vou ver se consigo fazer a Molly ficar um pouco mais ou ser tratada aqui.
Christine assentiu: — Okay.
Todos tinham alguma confiança neste assunto.
Afinal, o Metropolitano Geral era um dos melhores hospitais em Nova York. Poucos hospitais em Massachusetts se comparavam.
Contanto que os pais de Molly não fossem ricos, ficar em Nova York era melhor que retornar a Massachusetts.
Todos dispersaram.
Não importa quão lamentável Molly fosse, todos tinham seu trabalho para fazer. Era impossível cuidarem dela o tempo todo.
Após saírem do hospital, Luke dirigiu para casa.
Após mexer no tablet por um tempo, Selina falou de repente: — Achei.
Luke perguntou: — Quem?
— Jessica Jones, vinte e quatro anos. Ela não tem registro criminal. Ela tem uma firma de investigação privada no seu nome — respondeu Selina. — Porém, esta senhorita não tem um bom temperamento. Nos últimos dois anos, ela teve quinze disputas com pessoas no departamento. A maioria a acusa de usar violência e ameaçar outras pessoas. Também tem várias reclamações sobre invasão de propriedade.
Luke não ficou incomodado: — É perfeitamente normal uma detetive particular usar violência ou entrar na casa do alvo. Contudo, ela com certeza não tem um bom temperamento. Um detetive particular normal não deveria ter reclamações contra eles sobre invasão de propriedade. Se ela gosta tanto de espancar as pessoas, por que não foi processada ainda?
— O escritório de advocacia Hogarth-Benowitz cuida destes pequenos problemas para ela — respondeu Selina. — Eles são uma firma bem conhecida em Nova York.
Luke pensou por um instante: — Cheque se a Srta. Jones estava envolvida numa briga com pessoas de algum dos casos do escritório.
Selina balançou a mão e exclamou: — Você é muito esperto. Segundo o banco de dados, pelo menos três pessoas processaram clientes deste escritório de advocacia.
Luke deu de ombros: — Então, a Srta. Jones é uma investigadora particular e uma investigadora para este escritório. Ela provavelmente é uma investigadora incrível; afinal, é boa em espancar pessoas.
Selina não se importava com nada disso. Ela também era boa em espancar pessoas e era muito mais cruel que esta Srta. Jessica. Não havia nada a se invejar.
Ela simplesmente falou: — Baseado na história desta Jessica, não deve ter problemas com ela. Molly não é alguém que o escritório está investigando.
Luke assentiu.
Era melhor estar preparado do que ser enganado por alguém com motivos ocultos.
A questão de Molly não era tão simples. Não machucava ter cuidado.
Eles foram para casa e levaram o Gold Nugget consigo para encontrar um lugar para almoçar.
Após várias voltas, Luke dirigiu-se a uma loja de carne assada no estilo cantonês.
Olhando para a loja que parecia mais ou menos igual de anos atrás, ele suspirou.
Gold Nugget não se sentiu nostálgico. Era a primeira vez em Nova York, mas não era a primeira vez comendo carne assada.
Ele gostava bastante do prato gorduroso e doce e já estava insistindo para que Luke comprasse.
Luke entrou na loja e acenou para o chefe: — Para viagem, por favor.
O chefe não se lembrava mais dele: — O que você quer?
Luke: — Me dê três porções de tudo e o dobro da quantidade de char siu e leitão assado. Empacote em pequenas porções numa sacola separada.
O chefe ficou atordoado: — Tem certeza de que quer porções inteiras?
Três pequenas porções não eram incomuns, mas três porções inteiras significavam quase metade da comida na sua loja.
Luke sorriu: — Sim. Estive aqui ano passado e você me deu um ganso assado de graça.
O chefe olhou para ele de novo e teve uma leve impressão de seu encontro. Ele sorriu: — Para que é isso? Vai convidar alguém para comer?
Luke deu de ombros: — Mas ou menos. Não precisa cortar, apenas empacote-os para mim.
Com tanta carne, levaria pelo menos meia hora para o chefe cortar tudo.
Ele e Selina tinham mãos e Gold Nugget não precisava cuspir os ossos — ainda era bom não perder tempo.
Um momento depois, carregando várias sacolas de carne assada, eles foram ao Parque Central.
O clima ainda estava nublado e havia poucas pessoas no parque.
Os três foram ao mesmo canto em que almoçaram antes.
Selina e Gold Nugget atacaram os leitões assados como loucos, enquanto Luke aproveitava o frango.
— O que vamos fazer esta tarde? — Selina perguntou com a boca cheia.
Luke respondeu: — Iremos à Décima Quinta Delegacia pegar o Louis Paul. Precisamos descobrir como a Molly apareceu na casa dele.
Louis Paul era o inquilino do apartamento onde Molly foi encontrada. Luke esmagou seu rosto na porta ontem quando o homem tentou atacá-los.
Na época, Luke pensou que Molly fosse namorada de Louis.
Julgando pela vestimenta de Molly, todavia, só podia suspeitar que Louis havia sequestrado Molly.
Contudo, a questão de Molly agora confirmava vagamente que Louis poderia ser um bode expiatório.
Sem qualquer pista concreta sobre esse “ele” por enquanto, Louis pelo menos saberia como Molly apareceu em sua casa.
Luke não se arrependeu de jogar Louis para a Décima Quinta Delegacia ontem.
Quando um suspeito estava sendo apreendido, não era incomum sua namorada também estar em casa na hora. Luke não podia fazer uma investigação detalhada toda vez.
Ele já estava cansado de lidar com centenas de bandidinhos assim em Los Angeles.
Após o almoço, os três voltaram ao carro.
Gold Nugget ainda estava babando sobre as duas sacolas restantes.
Luke simplesmente falou que era para o jantar, então o cachorro deitou-se alegremente para tirar um cochilo.
Selina também tirou uma soneca.
Uma hora depois, Luke tirou Louis da delegacia e o jogou no banco de trás.
Gold Nugget abriu os olhos sonolentos e afastou seu travesseiro especial do fedorento com nojo.
Selina abriu os olhos e examinou Louis pelo retrovisor: — Qual é o problema com ele? Você só bateu a porta nele ontem, não é?
Luke respondeu: — Ele se gabou demais para os arruaceiros no centro de detenção e levou um soco… bem, talvez alguns socos.
Ao ouvir as palavras do banco da frente, Louis abaixou a cabeça com vergonha.
Os dois oficiais da Décima Quinta Delegacia eram muito corruptos e falaram deliberadamente alto que ele agrediu um policial quando o jogaram no centro de detenção.
Os arruaceiros no centro de detenção pensaram que uma pessoa supercruel havia chegado e ficaram cautelosos.