
Volume 2 - Capítulo 860
Super Detective in the Fictional World
Walter até começou a pensar que poderia ter se tornado chefe da Divisão de Investigação há muito tempo se John fosse tão obediente quanto Luke. Assim, Dustin não teria entrado em cena.
Luke não sabia sobre os sentimentos complicados de Walter e nem se importaria muito se soubesse.
Era improvável que Walter lutasse com Dustin.
Se este inspetor veterano não pudesse aceitar a situação, ele seria transferido a outro departamento; pelo menos, ele e Luke seriam colegas por alguns meses.
Luke podia dizer que Walter não era uma pessoa ruim. Ele só estava competindo com Dustin pela promoção e com certeza não faria o capitão sofrer.
Após Walter e Ricky saírem de Clinton, Luke e Selina se viraram e procuraram pelas duas famílias nos endereços que Walter entregou.
O interrogatório não foi tranquilo e quase houve tiroteio no segundo endereço.
O homem no segundo endereço ficou tenso quando abriu a porta e viu o distintivo de Luke.
Sentindo que algo estava errado, Luke sacou a arma nas costas.
Ele abriu a porta com um chute.
A beirada da porta de madeira bateu com força no rosto do homem e ele desmaiou.
Olhando para a arma no chão, Luke suspirou: — Por que não pode ser gentil?
Ao invés de entrar, ele simplesmente falou para Selina: — Chame os oficiais de patrulha da Décima Quinta Delegacia.
Então, escorou na porta e tirou um pirulito de chocolate.
Ele não estava interessado em perder tempo interrogando este zé-ninguém. Era melhor deixar para a polícia da Décima Quinta Delegacia.
Contudo, meia hora depois, o homem nocauteado pela porta acordou e os oficiais ainda não haviam chegado.
Luke não estava com pressa. Ele havia antecipado isto da Décima Quinta Delegacia.
Se a Décima Quinta Delegacia ousasse dizer que estavam em penúltimo no profissionalismo entre todas as delegacias de Nova York, ninguém ousaria dizer que eram os últimos.
Olhando para o homem que havia acordado, Luke sorriu: — Acordou? Então, seja bonzinho e responda minhas perguntas.
O homem só sentiu que sua cabeça estava doendo e não prestou atenção às palavras de Luke.
Luke falou: — Se eu ficar satisfeito com a resposta, então você não estava segurando uma arma quando atacou a polícia. Se eu não ficar satisfeito, a arma foi disparada, entendeu?
O homem de meia-idade ficou confuso e levou um tempo para entender as coisas.
Disparar num policial era diferente de bater num policial.
Ele não queria ser enquadrado pela polícia e queria enfrentar menos ainda um juiz.
Em menos de dez minutos, ele contou sobre a noite das explosões.
Além disso, este homem tinha algumas informações úteis.
Ele viu algo naquela noite, mas não mencionou porque não queria causar problemas. Entretanto, Luke sentiu com sua telepatia que ele estava escondendo algo. Após ser interrogado mais algumas vezes, o homem não teve escolha além de confessar.
— Você está dizendo que o carro que entregou os produtos aos russos explodiu alguns minutos depois? — Luke pediu confirmação.
O homem assentiu: — Aquele carro sempre vem entre sete e oito da noite. Vi algumas vezes.
Luke entendeu.
O líder da gangue irlandesa, Owen, provavelmente estava certo. As explosões provavelmente foram causadas pelo Rei do Crime.
Como o Rei do Crime era o maior traficante de Nova York, ele era quem fornecia produtos aos russos.
Se seus próprios bens fossem explodidos, o Rei do Crime não ficaria parado. Ele definitivamente enviaria alguém para descobrir quem tinha movido seus produtos.
Um rumor de que o máscara negra era o perpetrador não enganaria o Rei do Crime, então só poderia ser um rumor espalhado pelo próprio Rei do Crime.
Luke e Selina estavam chupando os pirulitos enquanto faziam perguntas e levou mais quinze minutos até os oficiais da patrulha da Décima Quinta Delegacia chegarem.
Os dois oficiais falaram com Luke e Selina de maneira profissional e estavam prestes a levar o homem.
Erguendo a sobrancelha, Luke os parou: — Oficiais, vocês deveriam ir à casa dele.
Os oficiais olharam para ele. Um deles, que tinha quase quarenta anos, assentiu descuidadamente: — Vamos levá-lo primeiro. Apenas isole o local.
Luke ficou surpreso. Como esperado da filial mais podre de Nova York! Eles nem se incomodaram em ocultar que estavam fingindo diante dos colegas.
Como diz o ditado: se entrou no jogo, tem que jogar.
Se estes dois oficiais fossem monges, provavelmente seriam porcos preguiçosos que comiam e dormiam o dia todo sem tocar o sino.
— Oficiais, vocês precisam que eu lembre que tem mais gente no apartamento? — perguntou Luke.
Os dois oficiais ficaram atordoados: — Mais gente? Por que não entrou para dar uma olhada?
Luke respondeu: — O território não é de vocês? Mas parece que estão ocupados demais, então deixa quieto.
Em seguida, gesticulou para Selina e entraram no apartamento.
Após abrir a porta do quarto, ajudaram uma jovem.
Olhando para as roupas caras da mulher, os dois oficiais souberam que algo estava errado.
A mulher não parecia ser daqui e era impossível ela viver neste apartamento horrível com o patife.
Então, isto era um sequestro?
Luke não tinha prestado atenção à mulher porque sentiu que ela parecia estar dormindo.
Porém, era um pouco estranho que ela não tivesse acordado mesmo com a comoção toda.
Considerando a situação incomum, ele não queria entregar a garota para os dois oficiais duvidosos. Ele simplesmente entrou no carro com Selina e foi direto ao Hospital Geral Metropolitano.
— Ela é apenas uma garota, certo? Ela não parece velha o bastante. — Olhando para a garota no banco de trás, Selina suspirou: — As pessoas da Décima Quinta Delegacia são menos confiáveis do que pensei. Seu policiamento é uma merda.
Luke expressou casualmente: — Quando se acostuma a enganar a si e o mundo externo, você se torna uma existência sem valor.
Em comparação, até numa grande cidade como Los Angeles, com várias gangues grandes, a maioria dos policiais pelo menos agia com profissionalismo na superfície.
Era apenas onze e meia da manhã. Os dois oficiais nem haviam trabalhado três horas, mas pareciam estar com pressa para almoçar.
Como esperado da Décima Quinta Delegacia, digna de ser a pior delegacia de Nova York.
Luke e Selina muitas vezes faltavam ao trabalho com frequência, mas era porque já tinham feito mais que o necessário e nunca perdiam tempo nem se esquivavam das tarefas.
Após isso, Luke e Selina não estavam interessados em discutir a horrível Décima Quinta Delegacia.
Quando chegaram ao Hospital Geral Metropolitano, enviaram a jovem ao pronto-socorro.
Dez minutos depois, uma enfermeira de cabelos castanhos compridos saiu e falou: — Detetives, a paciente está num estado meio consciente. Não temos certeza de como está sua condição e ela não pode ser interrogada por enquanto.
Luke assentiu: — Você tem algum tempo? Precisamos saber um pouco mais das feridas da vítima.
A enfermeira respondeu: — Tenho cinco minutos.