
Volume 2 - Capítulo 859
Super Detective in the Fictional World
Julgando pela grossura da pilha, tinha que ter muitas coisas que Nelson e Murdock precisavam pagar, como eletricidade, aluguel, telefone, administração de propriedade e assim por diante.
Contudo, comida e frutas claramente não podiam ser usadas como pagamento.
Luke balançou a cabeça e saiu.
A Srta. Karen claramente estava prestando atenção às suas ações.
Ele estava com medo de que a mulher corresse para impedi-lo no instante em que entrasse no escritório.
Ele se virou e foi para o outro lado. Era obviamente uma pequena cozinha.
Além de alguns copos usados, não havia muita coisa. Até a máquina de café só tinha uma pequena quantidade de restos; não fora usada nos últimos dois dias.
Não foi porque Karen era preguiçosa.
Havia um saco de café em pó vazio no lixo; não era como se a máquina pudesse ferver água do nada.
Para piorar a situação, já passava das dez. Foggy e Karen eram os únicos no escritório e o Sr. Matt não estava em lugar algum.
Não importa como olhasse, isto estava condenado a falhar! Luke suspirou.
Neste mundo, era difícil ser rico se quisesse ser uma boa pessoa.
Após Luke olhar ao redor, a voz de Walter veio de fora: — Vamos lá, Luke.
— Indo — respondeu Luke. Ele sorriu para Karen de novo e saiu do escritório.
Foggy ainda estava lá fora, falando com Walter.
Walter estava um pouco impaciente, mas aprendeu muito sobre a situação, então não era bom ficar hostil agora e simplesmente assentiu descuidadamente em reconhecimento.
Ao ver Luke, ele falou prontamente ao Foggy: — Avisarei se tiver algo novo na situação da Elena. Não se apresse em fazer as coisas, garoto. — Então, ele deu um tapinha no ombro de Foggy e saiu.
Luke piscou para Foggy antes de seguir Walter.
Foggy os observou sair e exalou: — Espero que encontre algo.
Karen apareceu de repente atrás dele: — Aquele é o seu novo vizinho, Luke?
Foggy respondeu: — Sim, na rua da frente, aquele que estava reformando alguns dias atrás.
Karen: — Por que não falou que ele era um detetive? Ele é tão jovem.
Foggy: — Nos conhecemos dias atrás. Estávamos com pressa para começar a trabalhar e não tivemos tempo de conversar com ele, mas acho que ele é uma boa pessoa.
Karen hesitou por um momento antes de falar baixinho: — Mas por que sinto que ele estava analisando como se fosse uma cena do crime?
Foggy: — A cena do crime é de responsabilidade da CSU, Karen.
Karen o encarou com diversão: — Eu sei. Só estou dizendo que ele é como um detetive numa cena do crime; ele é o tipo que olha em detalhes.
Foggy abriu as mãos: — Tudo bem, então, o que temos aqui? Os dois membros da gangue lá fora já fugiram, deixando só uma mulher cujo visto expirou.
Karen ficou sem palavras.
Quando Foggy falou aquilo, ela percebeu de repente que não havia nada que valesse a pena cobiçar naquele escritório decadente.
Exceto… ela?
No entanto, o jovem não olhou para ela da maneira que a maioria das pessoas olhava quando viam uma linda mulher. Ele simplesmente a observou pelo canto dos olhos.
Como Karen sabia? Porque ela estava observando secretamente o jovem detetive.
Para aquele pensamento, ela suspirou: — Estava pensando demais. Ele disse que é seu amigo, mas nunca esteve no escritório, então queria dar uma olhada.
Foggy colocou a mão na testa: — Jesus, ele não entrou no meu escritório, né? Minha mesa está cheia de avisos de pagamento que recebemos nos últimos dias.
Karen respondeu: — Ele não entrou. Ele só estava olhando da porta. Ele não deve saber da nossa situação precária e constrangedora.
Após um breve silêncio, Foggy balançou a cabeça: — Preciso encontrar um cliente grande, pelo menos o bastante para pagar tudo pelos próximos dois meses, o que nos dará mais tempo…
Karen assentiu com um sorriso amargo e retornou à sua mesa no saguão.
Olhando para os “clientes” na sala, ela se perguntou se era possível encontrar um grande cliente aqui.
No andar de baixo, Walter disse: — Selina explicará a situação mais tarde. Você pode visitar as duas vítimas das explosões e ver se encontra alguma informação.
Luke: — Inspetor Cobb, isto é um pouco rude, mas preciso perguntar, aonde você está indo?
Walter não parecia feliz: — Você quer ser meu chefe?
Luke não ficou frustrado. Ele simplesmente explicou: — Só estou garantindo que você não vá sozinho para Clinton. Afinal, minha maior responsabilidade é garantir sua segurança aqui.
Walter ficou ainda mais chateado: — Preciso garantir minha segurança?
Luke não ficou perturbado: — Se fosse outro lugar, é claro que não. Entretanto, se até o chefe anda por aqui sozinho, não poderíamos garantir sua segurança.
A boca de Walter se moveu, mas foi incapaz de retrucar.
Esta era Clinton, conhecida como Hell’s Kitchen.
Ouvindo Luke, Walter percebeu de repente que Dustin talvez não tivesse pedido para Luke segui-lo para roubar seu crédito, mas para garantir sua segurança.
O homem na sua frente poderia enfrentar dezenas de monstros.
Após um breve silêncio, assentiu: — Ricky e eu vamos voltar ao departamento para fazer alguma pesquisa, okay?
Luke: — Então, tudo bem. Se precisar vir aqui de novo, pode me ligar a qualquer momento, Inspetor Cobb.
Walter bufou e entrou no carro: — Barulhento.
Ricky olhou impotente para Luke. Ele teve uma boa impressão deste jovem.
A maioria das pessoas que interagiu com Luke não o odiava.
A atitude de Walter com Luke foi claramente por causa de Dustin e tinha pouco a ver com o próprio Luke.
O carro ligou e Walter desceu a janela de repente: — Não seja tão teimoso quando estiver fazendo coisas fora de casa. Use meu nome no futuro, entendeu?
Luke sorriu: — Tudo bem, Walter.
Walter se virou e acenou, mandando Rick dirigir.
Após um momento, Ricky sorriu de repente: — Chefe, este novato é muito consciente.
Olhando para o carro de Luke pelo retrovisor, Walter bufou: — Só dirige.
Ricky riu ainda mais alto: — Chefe, não seja tão teimoso. Este cara é bem agradável. Ele me deixa mais humorado quando comparado com aquele pedaço de merda do John.
Walter esfregou a testa.
O valor real de uma pessoa só podia ser determinado pela comparação.
Comparado com Luke, seu subordinado, John era osso duro de roer.
Após descobrir a intenção de Dustin mais cedo, Walter ficou surpreso, mas também sentiu inveja dele.
Um subordinado que podia lutar e realizar ordens era simplesmente perfeito.