
Volume 2 - Capítulo 856
Super Detective in the Fictional World
No dia seguinte, Luke e Selina saíram para trabalhar antes das oito para evitar o terrível tráfego matinal em Nova York.
Eles entraram no saguão e viram dois detetives saírem.
O homem liderando o caminho se chamava Joe Lambert.
Atrás dele estava uma mulher de cabelo loiro curto encaracolado chamada Connie Kowalski.
Luke e Selina deram um passo para o lado: — Bom dia, Joe, Connie.
Porém, os dois detetives pararam e o homem de meia-idade estendeu a mão e deu um meio abraço em Luke: — Não precisa ser educado, somos colegas agora, Luke.
Luke deu um tapinha no ombro: — É claro, Joe.
Somente então Joe falou: — Ainda temos trabalho a fazer. Vamos beber após o trabalho. Que tal em dois dias?
Luke sorriu: — Claro.
Os quatro se despediram.
Era assim que detetives funcionavam; não havia tempo para conversa fiada.
É claro, os dois não trocaram cumprimentos com Luke e Selina sem motivo. Eles eram os colegas que estavam com John McClane ontem.
Agora que sabiam da origem de Luke, eles naturalmente precisavam conhecê-lo.
Caso contrário, como o tratavam, seria o fator decisivo quando encontrassem uma situação perigosa depois.
Várias pessoas os cumprimentaram quando entraram no saguão. Eles eram pessoas que estavam com John ontem.
Eles assentiram e foram ao escritório de Dustin.
Dentro, Dustin estava falando com alguém.
Luke estava prestes a esperar na porta quando Dustin acenou para ele: — Entre. Tem um caso aqui que preciso de vocês dois.
Luke e Selina cumprimentaram Dustin educadamente.
Com as outras pessoas por perto, eles não poderiam ser casuais demais. Eles precisavam manter a autoridade de Dustin diante de seus subordinados.
Dustin assentiu: — Walter, John matou outro suspeito ontem. A família do suspeito veio ao departamento para reclamar sobre seu abuso de poder.
Walter respondeu: — Diretor Hammer, você sabe que o cara tinha uma bomba nele…
Dustin levantou a mão: — Eu sei. Você acha que quero enviar o John para casa? Porém, mesmo que seja pelo seu futuro, o melhor é ele descansar por alguns dias até o departamento pensar num veredito para podermos mandar a família embora.
Walter não tinha nada a dizer.
Dustin então apontou para Luke e Selina: — Vocês, Detetive Luke Coulson e Detetive Selina Hayek, darão uma olhada no caso hoje. Eles por acaso estão familiarizados com o local. Certo, Luke?
Luke assentiu.
Quanto ao local, ele não perguntaria.
Dustin era novo e obrigar esses oficiais veteranos a obedecê-lo como seus subordinados não era fácil. Além disso, este Walter Cobb era um tenente veterano e estava a poucos anos de se tornar um capitão.
Walter olhou para Luke e Selina, depois para Dustin. Ele só podia concordar: — Tudo bem, mostrarei o local primeiro.
Após Walter ir embora, Luke piscou para Dustin; não era fácil liderar esta equipe.
Dustin fungou e jogou um arquivo para ele: — Não seja descuidado. Além disso, certifique-se de que o Walter não seja morto.
Luke se curvou: — Sim, senhor. — Ele então saiu sem dar outra olhada no rosto de Dustin.
Selina colocou a sacola de papel numa cadeira não muito longe da porta e saiu com um sorriso.
Dustin suspirou e fechou a porta enquanto via os dois seguindo o sombrio Walter, antes de pegar os doces que Selina trouxe.
Ele pegou um e deu uma mordida feroz antes de xingar baixinho: — Porra, meu pessoal que ainda é útil. Estes bastardos são um saco.
Naturalmente, “estes bastardos” eram destinados para os detetives aqui.
Nunca foi fácil ser um chefe.
Por outro lado, Luke folheou rapidamente o arquivo enquanto seguia Walter: — Inspetor Cobb, estamos indo agora?
Walter Cobb era um homem caucasiano de meia-idade e ele liderou a operação com John ontem. A coisa mais chamativa sobre ele era seu bigode reto e grosso.
O terno, gravata e camisa branca que estava usando eram de qualidade comum. Embora não estivessem limpas e bem cuidadas, mostrava que não era um homem de meia-idade desleixado como John McClane.
Na verdade, se Dustin não tivesse aparecido do nada, o Inspetor Cobb poderia ter se tornado o chefe do departamento.
Considerando o tempo de serviço de Walter no departamento, Dustin, apesar de ser uma pessoa de temperamento forte, precisava argumentar com ele, pois, como recém-chegado, não conseguia subjugar Walter.
Walter olhou para Luke enquanto caminhava.
Vendo que ele estava lendo o arquivo, Walter curvou o lábio: — Garoto, só ler o arquivo não resolverá o caso. Me disseram que você é bom em combate.
Luke ergueu a cabeça e sorriu para Walter: — Normalmente, prefiro argumentar com as pessoas.
As sobrancelhas de Walter tremeram. Sentindo-se impaciente no começo, ele se acalmou, parou e se virou para Luke: — Sério? Não foi o que o John disse.
Luke entregou o arquivo para Selina: — Sou um policial; representamos a lei. Então, normalmente, tento usar meios legais primeiro quando cuido de um suspeito.
Os cantos da boca de Walter tremeram e ele deu um tapinha repentino no ombro de Luke: — Garoto, pelas suas palavras, John deveria estar chamando você de senhor em cinco anos.
Luke sorriu: — Isso não parece uma coisa boa.
Walter: — Oh?
Luke: — Como um oficial no comando, você precisa se preocupar com seus subordinados o tempo todo. Inspetor Cobb, você sabe como é.
O rosto de Walter se fechou: — Está tudo bem enquanto não fizer o Dustin se preocupar no futuro.
Luke sorriu: — Farei meu melhor para não causar problemas a você.
Vendo quão sério Luke estava, Walter só podia bufar.
Pensando no bastardo que causava problemas toda vez que fazia algo, suas emoções ficaram meio complicadas.
Após esta primeira rodada de sondagem, os três foram ao estacionamento.
O parceiro de Walter, um detetive de quarenta anos de óculos chamado Ricky, estava esperando por eles.
Após cumprimentar Luke e Selina, Ricky foi embora com Walter e os dois seguiram atrás.
Eles não foram longe, pois os carros ficaram presos na estrada.
Entediada, Selina pegou um bolo da caixa de comida no banco traseiro e deu uma mordida: — Hm, o tráfego aqui é realmente algo.
Luke deu de ombros: — Esta é Nova York e isto é Manhattan.
Selina perguntou: — E se houver uma emergência e formos pegos num tráfego como esse?
Ponderando por um instante, Luke respondeu: — Por que não coloco duas bicicletas no carro?
Olhando para o tráfego lá fora, Selina pensou por um instante antes de assentir de acordo: — Isso é verdade. Bicicletas ainda são as mais práticas.