
Volume 2 - Capítulo 836
Super Detective in the Fictional World
Após um breve silêncio, Robert falou de repente; — Você enfureceu muita gente? Um tempo atrás, você me pediu para encontrar alguém em quem confio para montar uma pequena empresa de segurança para garantir a segurança da nossa família.
Luke disse: — Não é um grande problema por enquanto, mas é bom estar preparado; não posso garantir que um lunático não virá procurar por vocês algum dia.
Robert franziu a testa e pensou por um tempo, antes de assentir lentamente: — Tudo bem, vou procurar por alguns velhos amigos. Entretanto, não estivemos em contato por anos. Não sei como estão indo.
— Está tudo bem. Você parece ter muitos amigos. Acredito que possa encontrar alguém adequado. — Luke ficou aliviado.
Se Robert fosse como Drax, que nunca teve medo de ninguém em todas as décadas de luta, essa seria uma dor de cabeça real.
Mais importante, isto envolvia a segurança da sua família e Robert não ousava arriscar os idosos e fracos, nem as mulheres e crianças que estavam em casa.
— Devemos ver TV? — Luke se levantou.
Robert também se levantou: — Okay.
Quando entraram na casa, Robert se lembrou de algo de repente: — Faz sentido você ter doado um milhão de dólares ao departamento quando retornou das férias. Esse é o dinheiro que a empresa de celulares fez, certo?
Luke riu: — É para melhorar o ambiente do departamento e deixar você mais confortável.
Robert curvou os lábios: — Cem mil teriam sido o bastante. É um desperdício dar mais. O González me pressionou por mais dinheiro, desta vez para montar um escritório separado para o xerife adjunto. Não pude recusá-lo.
Luke caiu na gargalhada: — Tudo bem, Gonzáles queria um escritório separado já faz sete anos. Não é certo você continuar empurrando a questão com a barriga. Vocês precisam ser unidos e harmoniosos!
González era o xerife adjunto e a mão direita de Robert.
No entanto, este cara e Robert sempre estavam em desacordo. Eles não eram pessoas más, mas não gostavam um do outro.
Robert nunca aceitou o pedido do cara por um escritório privado.
Primeiro, o departamento realmente não tinha dinheiro.
Segundo, no departamento de polícia em uma cidadezinha com algumas pessoas, um escritório separado para o xerife adjunto era mais pretensioso que prático.
O próprio Robert raramente ficava no escritório. Ele estaria dirigindo ou conversando no saguão do departamento.
Contudo, Luke doou um milhão para o departamento só para ajudar Luke e economizar esse dinheiro e nada mais. Robert concordou em deixar o xerife adjunto montar um escritório particular para si.
O dinheiro só foi usado para renovar o pequeno prédio do departamento e para substituir e adicionar instalações necessárias.
Por exemplo, os canos furados e buracos nas paredes que normalmente consertavam por conta própria foram finalmente reparados por carpinteiros e encanadores profissionais.
Segundo, os ar-condicionados menos potentes também foram substituídos.
Por fim, a pedido dos oficiais, Robert lhes deu uma máquina de café de última geração.
Desta maneira, Robert gastou menos de trinta mil dólares e colocou o resto do dinheiro na conta do departamento como taxas de manutenção.
Como o primeiro e único doador do departamento da cidade, a foto de Luke foi colocada na parede de honra do departamento no dia seguinte. Sob a foto estava a descrição: Doador Luke Coulson, um oficial honorário vitalício do Departamento de Polícia de Shackelford.
Com dinheiro, sua foto e nome poderiam ser colocados na parede de honra.
No departamento de Shackelford pelo menos, um milhão era o bastante para sustentar dez pessoas ou sustentar uma pessoa por dez vidas.
Não havia motivo específico para a doação.
Todos no departamento também sabiam que receberam este benefício por causa das conexões do xerife, então ninguém falou nada.
Este dinheiro duraria para Robert permanecer como xerife até completar setenta anos.
O dia seguinte era sexta-feira.
A família toda saiu à tarde. Até a família de Selina foi ao Rancho Coulson e ao Rancho Hayek.
Os dois ranchos eram vizinhos e foram entregues à mesma equipe de profissionais.
Quando viram Drax, o velho teimoso abraçou Luke e deu-lhe algumas palmadas para finalmente desabafar sobre a “surpresa” que recebeu.
Em seguida, veio a vida cotidiana no rancho.
Trabalho, montar, beber cerveja e comer carne. Eles podiam fazer o que quisessem.
Enquanto Luke e Selina aproveitavam as férias em família no rancho, uma tempestade estava se fomentando em Los Angeles.
Três dias após o tio e sobrinho brigarem, Tony Stark realizou uma coletiva de imprensa.
Quando Luke viu o anúncio sobre a coletiva de imprensa noite passada, ligou a TV cedo para ver se Tony cometeria a mesma loucura que viu nos filmes na sua vida passada.
Ele também chamou Selina e disse para aproveitarem o show juntos.
O Xerife Robert estava faltando ao trabalho hoje de novo. Ele se sentou na mesa de jantar com Luke e assistiu à TV que estava na sala de estar.
Olhando para o homem de meia-idade na TV, Robert estalou os lábios: — Pela aparência, ele é rico.
Luke retrucou: — Você é rico agora. Lembre-se de tirar esse olhar desdenhoso quando disser “rico” no futuro.
Robert: — Besteira, você é o rico, não eu.
Luke deu de ombros: — Pode até ser, mas você é um cara rico pela lei.
Robert bufou e não se incomodou em argumentar. Ele começou a discutir sobre o cara rico na TV: — Esta repórter odeia ele? Ela esteve o alvejando.
Luke respondeu: — Eles dormiram juntos e ele a dispensou depois. Simples assim.
Robert: — Hmph, pessoas ricas.
Luke não falou nada desta vez. Era realmente muito fácil para pessoas ricas agirem assim. Pelo menos, eles não precisavam pensar em gastar dinheiro para pegar garotas.
Foi precisamente a falta de dinheiro que tornava difícil para a maioria das pessoas pegar garotas.
Robert olhou rapidamente para Luke e perguntou: — Então, e quanto a um homem rico como você?
Ponderando por um momento, Luke balançou a cabeça: — Sou muito mais íntegro que ele.
Robert duvidou: — Eu estava errado? Luke Coulson, seja honesto comigo: você está causando problemas agora igual a essa pessoa na TV?
Luke balançou a cabeça decisivamente: — Não.
Como ele poderia se comparar ao Stark? O número de mulheres com quem Stark havia “se relacionado” em um ano seria o bastante para durar a vida toda de Luke.
Não havia nada de errado com um certo magnata neste quesito; ele só era muito “diligente”.
Na TV, Tony já tinha levantado um pedaço de papel azul e estava lendo as falas dele.
Este foi o discurso fornecido pelo Agente Phill, que foi um “limpador” profissional por mais de dez anos. Este agente também forneceu cinquenta “testemunhas” profissionais que provariam que o magnata estava festejando num iate particular naquela noite.
Incontáveis pensamentos passaram por sua mente e finalmente, uma figura negra surgiu. Os olhos atrás das lentes vermelho-sangue pareciam estar provocando-o e então ele tomou uma decisão.
— A verdade é que… — Tony pausou e jogou o papel azul fora.
— Eu sou o Homem de Ferro!