
Volume 2 - Capítulo 763
Super Detective in the Fictional World
As três garotas correram.
Elas não eram sem-vergonha o bastante para continuar tentando quando não tiveram sucesso; uma vez que fossem descobertas, só poderiam correr.
Após correrem por dezenas de metros, os cães pararam de latir e as três se sentaram na beira da estrada, ofegantes: — Por que havia cães? E por que só começaram a latir quando entramos?
Stephanie pensou por um momento e falou com um pouco de estranheza: — Tem cães naquela casa. Eu esqueci.
Stacy e Artemis olharam para elas.
Um motor rugiu quando um carro passou a cem quilômetros na rua. A risada de um homem imprudente e de uma mulher foi ouvida pelas janelas abertas.
Entre a risada, uma garrafa de cerveja foi jogada.
Dong!
Pega despreparada, Stacy foi atingida na cabeça. A garrafa de cerveja não quebrou, mas quicou para atingir Artemis no rosto antes de cair bem ao pé de Stephanie.
Stephanie encarou o carro com os olhos arregalados. Após um longo tempo, murmurou: — Como eles podem ser assim? Não tem nenhum senso de dever cívico.
Ela virou a cabeça de novo só para ver que Stacy estava completamente inconsciente. Sua irmã, Artemis, estava balançando a cabeça quando se levantou: — Porra, o que aconteceu? Quem nos atacou?
Stephanie a abraçou rapidamente: — Art, você está bem?
Artemis respondeu: — Minha cabeça dói e estou muito zonza. Quem fez isto? Vou matá-lo.
Stephanie: — Uma garrafa foi jogada do carro e atingiu você e a Stacy. Ah, Stacy?
As duas foram checar rapidamente a Stacy, que ainda estava apagada.
Após um breve exame, ambas ficaram aliviadas.
Parecia que ela só estava inconsciente. Seu corpo era muito resistente a golpes e tinha uma habilidade de recuperação levemente forte, então suas feridas não deveriam ser muito sérias.
Artemis rangeu os dentes: — Por que estamos sendo tão azaradas? Só estamos procurando por um carro.
Stephanie, que era a única que ainda poderia ser considerada intacta, estremeceu de repente.
Ela era a mais covarde das três, mas não era idiota. Ela se lembrou de algo de repente e perguntou num tom trêmulo: — Vocês lembram o que a Borboleta falou?
Artemis estava zonza e não prestou muita atenção: — Quê?
Stephanie explicou: — Foi ela que disse que encontraríamos perigos imprevisíveis se saíssemos com pressa!
Artemis cobriu a cabeça: — Não pense sobre coisas inúteis. Vamos… Espera, o que você disse?
A voz de Stephanie tremeu: — Perigos imprevisíveis. Não é isso que encontramos?
Artemis segurou a cabeça: — Espera, deixe-me pensar.
— Olha, quando fomos eletrocutadas ao roubar um carro? Depois, fomos a outra casa e a Stacy pisou em merda de cachorro. Sentadas aqui, vocês duas foram atingidas por uma garrafa voadora. Esta situação… é muito estranha! — expressou a tímida Stephanie enquanto se abraçava com força.
A cabeça de Artemis doeu, mas ainda entendeu.
Embora fosse muito corajosa, agora que Stacy estava deprimida, a pessoa que normalmente a encorajava se tornou a peça mais convincente de evidência.
Ela também estremeceu: — Então, o que devemos fazer?
Stephanie perguntou: — Por que não voltamos e perguntamos à Borboleta o que aconteceu?
Quando a gêmea tímida falou isso, seus pés se moveram incansavelmente e ela olhou ao redor como se houvesse algo sujo nas redondezas.
Os lábios de Artemis se moveram algumas vezes e olhou com incerteza para a inconsciente Stacy: — Então, vamos voltar e perguntar à Borboleta.
Elas arrastaram Stacy para o bangalô e não encontraram mais problemas no caminho.
Só que, quando entraram na casa, as irmãs de alguma forma se enganaram e foram abrir a porta ao mesmo tempo, fazendo com que Stacy batesse a cabeça contra a porta.
Mesmo que ainda estivesse num estado de semiconsciência, ela gemeu levemente. Claramente não foi uma batida leve.
Após entrarem, elas colocaram Stacy no sofá e encararam o celular na mesa de centro.
Foi só naquele momento que elas perceberam que este celular era diferente do que usavam.
Na verdade, elas não perceberam que era um celular até a Borboleta dizer.
As irmãs olharam para o celular por um momento e se comunicaram com os olhos antes da mais corajosa, Artemis, finalmente perguntar: — Borboleta, você está aí?
A tela acendeu de novo e Borboleta respondeu: — Sim, Srta. Artemis.
Artemis perguntou: — Você estava por trás do que aconteceu?
Borboleta: — Sou apenas um programa. Não tenho capacidade de interferir no mundo externo.
Artemis: — Não acredito em você. Deve ter sido você que nos atacou enquanto nos espionava.
Borboleta: — Não posso fazer nada com vocês. Se forem boas o bastante, podem procurar no meu código.
Artemis: — … Não é como se eu fosse um daqueles nerds esquisitos; não sei programar.
Stephanie finalmente interferiu: — Então, se você não causou aqueles acidentes, o que aconteceu?
Borboleta respondeu: — Este é um aviso do Grande Bruxo. Ele me avisou para dizer que a Srta. Stacy encontrará os perigos mais sérios, seguidos pela Srta. Artemis. A Srta. Stephanie basicamente ficará bem.
As irmãs: — Quê?
Lembrando do que aconteceu e de suas condições atuais, perceberam que a Borboleta estava certa.
Além disso, mesmo que a garrafa voadora pudesse ter sido armada, o roubo do carro, a escolha da casa e a direção que foram eram impossíveis de prever.
Stacy sendo eletrocutada e pisando em merda de cachorro foi realmente horripilante.
Stephanie perguntou num tom trêmulo: — Por quê?
— Uma maldição! — A voz gentil da Borboleta ressoou: — O Grande Bruxo colocou uma maldição em vocês três baseado em quantas coisas ruins fizeram e até que ponto.
As irmãs tremeram e se abraçaram involuntariamente: — Uma maldição?
Artemis perguntou: — O que, que maldição?
— Se quiser fazer algo ruim, você será amaldiçoado com todo tipo de má sorte — Borboleta explicou num tom gentil: — Se ficarem em casa e esperarem pela mensagem do Grande Bruxo, não terão tanto azar.
Stephanie exclamou: — Não é só má sorte?
Borboleta: — Tropeçar ou se engasgar com água é muito melhor que ser atingida e desmaiar.
As irmãs ficaram sem palavras.
Daquele lado, as três garotas estavam sendo enganadas e educadas pelo programa de Luke.
Deste lado, Luke já havia chegado em casa e começado a trabalhar com pressa.
Três cobaias adequadas apareceram do nada.
Ele sempre teve ideias para seu programa de treinamento, mas havia muitas coisas que ele não começou a fazer. Agora, ele tinha que fazer as coisas para o estágio inicial.
As três garotas poderiam perder a paciência em dois ou três dias, no máximo.
Para impedi-las de morrer de má sorte, ele tinha que acelerar.