
Volume 2 - Capítulo 733
Super Detective in the Fictional World
Luke não o parou.
O homem tinha um temperamento gentil e a Conexão Mental de Luke lhe disse que o homem não queria o mal.
Além disso, ele não tinha armas, músculos e nenhum sinal de treinamento. Ele era apenas uma pessoa comum, ou melhor, um geek fraco.
Selina chegou naquele momento. Quando viu Bruce, perguntou curiosamente: — Ele é um médico?
Bruce voltou aos sentidos e se virou: — Ela perdeu muito sangue. É perigoso. Onde estão os paramédicos? Ela precisa de cirurgia logo, não uma medida temporária para parar o sangramento.
Luke olhou para Dustin sem dizer nada.
— Dr. Banner, ouvi a Jennifer mencionar você. — Vendo a expressão ansiosa de Bruce, Dustin bateu no seu rosto com as duas mãos: — A ambulância está a caminho. Existem médicos de emergência nela, mas não podem voar até aqui.
Bruce podia dizer que Dustin estava tenso e impotente. Desde que a ambulância estava a caminho, não havia muito que pudesse dizer.
Ele andou de um lado para o outro: — Temos que nos apressar. Jennifer não está bem.
Ao lado, Luke pegou silenciosamente o kit de primeiros socorros de Selina e examinou as seringas.
Se algo desse errado, ele poderia usar isto para ganhar tempo.
Mais importante, Gold Nugget os seguiu silenciosamente.
Ele puxou a cabeça de cachorro para um cômodo ao lado e digitou rapidamente no celular.
Quando o cachorro viu o pedido, imediatamente balançou a cabeça. Que piada! Quando curo alguém, a recuperação é total e em segundos; como pode parar só na reparação dos vasos sanguíneos?
Porém, sob o olhar de Luke, ele só podia digitar uma palavra simples no celular: — Incontrolável.
Luke esfregou sua cabeça. Gold Nugget poderia salvar Jennifer.
Jennifer estava sangrando internamente e Dustin e seu primo, Bruce, viram a condição dela.
Se os paramédicos chegassem e descobrissem que suas feridas haviam sumido, como iriam explicar?
Conseguir se recuperar instantaneamente de uma ferida fatal era algo que figurões prestariam bastante atenção.
De repente, ouviu Dustin gritar: — O quê? Ela não é do tipo B?
Bruce ficou atordoado: — Ela é Rh negativo tipo B. Espera, não me diga que você só deu sangue B normal?
Dustin ficou frustrado: — Ouvi ela dizer antes que é do tipo B.
Bruce: — Explicar para pessoas que não sabem nada sobre tipos sanguíneos é muito problemático. Se não houver necessidade de explicar, normalmente apenas dizemos que temos tipo B.
Luke ouviu e franziu a testa: — Chefe, pergunte quais bolsas de sangue a ambulância está carregando.
Dustin ligou novamente e sua expressão ficou feia: — Eles estão carregando tipo B normal. Além disso, há uma escassez de sangue RH negativo recentemente e o hospital não tem muito estoque.
Seu celular tocou de novo.
Após uma breve conversa, Dustin falou sombriamente: — Enviarei alguém agora mesmo.
Desligando, ele disse: — A ambulância está a duas quadras. Ela colidiu com os carros de alguns motoristas embriagados, que não querem deixá-la ir.
Luke revirou os olhos: — Selina, traga a ambulância aqui. Não perca tempo.
Selina se virou e saiu.
Qualquer outro oficial ainda poderia tentar persuadir ou dar um aviso aos motoristas.
Desde que Luke a mandou ir lá, estava dizendo para não enrolar e agir imediatamente.
Como subordinado leal de Dustin, Luke tinha que apoiá-lo neste momento crítico.
Luke deu uma olhada ao Gold Nugget e o cachorro imediatamente seguiu Selina.
Não era seguro ela sair sem este cara; quem sabia se ela encontraria algum psicopata com uma arma?
Após isso, olhou para Bruce: — Sr. Banner, você acabou de dizer que seu sangue também é B?
Bruce assentiu atordoado.
— Então, você é Rh negativo também? — perguntou Luke.
Bruce assentiu de novo.
Luke procurou no kit de primeiros socorros e tirou um intravenoso: — Deixe-me perguntar algo primeiro. Você tem alguma doença infecciosa?
Bruce balançou a cabeça: — Não, minha última checagem foi há um mês.
— Agora, está pronto para dar sangue para salvar sua prima, Sr. Banner? — indagou Luke quando olhou para aquele rosto honesto.
Bruce: — O quê?
Um momento depois, Bruce estava deitado no sofá ao lado de sua prima Jennifer. Ele tinha uma agulha intravenosa no braço enquanto sangue fluía para sua prima.
Dustin finalmente relaxou um pouco. Após uma breve hesitação, gesticulou para Luke.
Eles foram ao corredor. Dustin olhou ao redor e gesticulou para a mochila preta em sua mão: — Esta é uma enorme batata quente. Preciso perguntar primeiro se aceitará este caso.
Luke pegou a mochila e tirou um arquivo grosso: — Vocês quase foram mortos. Como posso não aceitar?
Olhando ao redor, Dustin falou baixinho: — Eles estavam aqui para matar a Jennifer, não a mim…
Luke ficou atordoado: — Então, como você…
Sabendo o que ele queria dizer, Dustin sorriu amargamente: — Quando saí para jantar hoje, recebi uma ligação da Jennifer. Ela disse que descobriu algo grande com este caso e queria me consultar.
Luke assentiu e continuou lendo o arquivo.
Um momento depois, levantou a cabeça e perguntou no mesmo tom baixo: — Elsworth?
Dustin assentiu: — Sabe como Jennifer e eu nos conhecemos?
Luke balançou a cabeça.
— Por sua causa — explicou Dustin. — Quando você cuidou do Dylan Elsworth da última vez, ela tomou conhecimento de você e quis te contatar através de mim.
Luke: — …
Então, como isso virou você salvando a donzela em perigo?
Após aquela entrega simples, eles voltaram ao apartamento.
Luke encontrou uma copiadora no apartamento de Jennifer e copiou o arquivo. Então, guardou as cópias na pasta, enfiou na mochila e jogou num canto do apartamento.
Naturalmente, os documentos originais foram para sua mochila.
Cinco minutos depois, os paramédicos entraram no apartamento com uma maca: — Onde está a paciente?
Todos apontaram para Jennifer.
Um médico se aproximou rapidamente para checar e ficou chocado quando viu a configuração de transfusão de sangue simples: — O que está fazendo? Uma transfusão direta pode matar uma pessoa!
Luke respondeu: — Sabemos disto! Ela foi baleada há mais de dez minutos e tem RH negativo. Este cavalheiro aqui é seu primo e tem o mesmo tipo sanguíneo. Você precisa começar os primeiros socorros logo.
O médico ficou sem palavras.
Eles não tinham nenhum sangue RH negativo na ambulância. O que ele disse foi apenas uma reação instintiva.
No momento em que Luke falou aquilo, o médico reagiu.
Este tipo de transfusão de emergência era claramente um tratamento de campo. Era uma medida salva-vidas temporária sob condições restritas e, naturalmente, não se enquadrava no tratamento de emergência padrão do hospital.
Se tivessem esperado para dar uma transfusão de sangue no hospital, ela já poderia estar morta.
— Leve-a — o médico falou e olhou para Bruce. — É melhor esse cavalheiro vir conosco. Não temos nenhuma bolsa de sangue RH negativo.