
Volume 2 - Capítulo 682
Super Detective in the Fictional World
Kincaid olhou para Luke: — Você foi realmente bom em fingir da última vez.
Luke deu um anestésico e riu: — Eles eram apenas um bando de arruaceiros. Você não estava sério também, certo?
A expressão solene no rosto de Kincaid só durou por dois segundos antes de cair na gargalhada: — Sim. Verdade, como está sua namorada?
Luke nem levantou a cabeça enquanto limpava a ferida: — Onde está sua futura esposa? Não me diga que ela fugiu?
Kincaid riu com orgulho: — Ela se chama Sonia Kincaid agora.
Luke ergueu a sobrancelha: — Uau, isso foi rápido. Faz só dois meses, certo?
Kincaid balançou o dedo indicador: — Não, não, não, jovem, você está enganado. Ela se chama assim há um mês e meio.
Luke levantou a cabeça, surpreso: — Isso não é… apenas alguns dias atrás?
O que ele queria dizer era que Kincaid tinha conhecido a feroz e de temperamento quente Sonia no bar alguns dias antes disso.
Kincaid falou presunçosamente: — Isso é amor. Após vê-la, você sente que precisa estar com ela. Somente então a vida é perfeita.
Luke deu de ombros e comentou: — Tudo bem. Parece que você está realmente apaixonado.
Ele nunca se sentiu dessa maneira sobre qualquer mulher nas duas vidas.
Em suas duas vidas, ele interagiu com mais de vinte mulheres, algumas que apreciava e outras que não eram nada de especial. Nenhuma delas fez seu coração saltar e querer ser imprudente.
É claro, ele achou isso algo bom.
Na vida, todos tinham níveis variáveis de família, amor e amizade; ele era simplesmente uma pessoa cuja proporção de amor era muito baixa.
Observando os dois conversando e rindo, a policial ficou tensa e recuou lentamente para o banheiro.
Após ela fechar a porta, Luke levantou a cabeça e falou para Kincaid baixinho: — Não me diga que esta garota é sua colega.
Kincaid curvou o lábio: — Estou sob escolta da Interpol.
Luke entendeu: — Que alívio.
Kincaid ficou perplexo: — O quê?
Luke explicou: — Não acho que você possa se tornar um policial. Hm, ou um agente disfarçado… isso ainda é impossível para você.
Kincaid xingou com raiva, mas foi incapaz de refutar: — Sou uma testemunha.
Luke perguntou: — Uma testemunha numa van prisional? Então, uma testemunha corrupta?
Kincaid explicou: — Pedirei para ela contar mais tarde. Perdi muito sangue, quero descansar.
Luke: — Isso é apenas um anestésico, você nem perdeu um litro de sangue. Você não morrerá.
Kincaid: — Estou velho. Perder um litro pode me matar.
Após alguns minutos, Luke limpou a ferida na perna de Kincaid, tirou as luvas e jogou numa lata de lixo próxima. Ele olhou para Roussel com um sorriso: — Você encontrou alguém para pegá-lo?
Após uma breve hesitação, Roussel assentiu: — Ele está quase aqui.
Luke não se importou com quem estava vindo. Ele estava mais preocupado com outra coisa: — Pode me contar o que aconteceu? Kincaid não é idiota o bastante para ser emboscado.
Roussel olhou estranhamente para ele por um momento antes de perguntar: — Você não sabe o que está acontecendo?
Luke deu de ombros: — Só ajudei quando ouvi a explosão e os disparos. Diga-me, quem quer matá-lo?
Roussel achou suspeito, mas sua expressão permaneceu inalterada: — Alguém não quer que o Kincaid testemunhe na corte, então enviaram pessoas para silenciá-lo.
Ouvindo a explicação da policial, Luke tirou uma garrafa térmica da mochila.
Olhando para a expressão surpresa de Roussel, ele explicou: — Só estou aqui de férias. Fiz um pouco de chá-preto para não comprar bebidas. Quer um pouco?
Roussel recusou decisivamente: — Não gosto de chá.
Luke assentiu e comentou: — Legal, não tenho muito mesmo; só tem o bastante para mim. — Ele então despejou um pouco de chá-preto no copo e bebeu.
Infelizmente, o aroma do chá com leite fez a garganta de Roussel ficar seca. No final, teve que ir pegar uma garrafa de água.
É claro que ela gostava de chá-preto, mas estava mais preocupada de que houvesse algo de errado com o chá de Luke!
Eles conversaram por quase uma hora e Luke finalmente terminou o chá.
Alguém interferiu de repente: — Este chá-preto não é ruim. Me dê um copo.
Luke despejou meio como restante na garrafa térmica e tomou: — Bebi tudo.
Quando Kincaid olhou para a garrafa perto de Luke, ele pegou e balançou: — Não tem mais.
Kincaid então olhou para Roussel, que balançou a cabeça: — Só tem água mineral aqui. Ele trouxe o chá-preto.
Kincaid ficou desesperado: — Você é mesquinho.
Luke mexeu na mochila: — Café instantâneo serve? É da Nestlé.
Kincaid: — … Sim.
Desde que estava ferido, precisava reabastecer a energia e, é claro, precisava de comida e água.
Luke não foi mesquinho.
Porém, como poderia dar seu chá-preto e copo para outro homem beber, e um velho ainda por cima?
Ele foi até a cozinha e encontrou um pouco de comida na geladeira para aquecer. Ele colocou numa grande bandeja e perguntou: — Quer um pouco?
Olhando para a expressão conflitante de Roussel, Luke suspirou impotente: — Sou uma boa pessoa, okay?
Quando falou, estendeu a mão na cintura e a Glock foi pressionada na cabeça de Roussel.
Antes que ela pudesse reagir, a Glock estava de volta no seu coldre: — Não estou ameaçando você. Só quero deixar claro que eu e o Kincaid nem precisaríamos de mais de um segundo para matar você.
Observando Luke passar, Roussel sorriu amargamente.
Luke estava segurando uma grande bandeja, mas não tremeu nenhum pouco, mesmo quando havia leite e comida nela.
Seu controle sobre o corpo era inacreditável.
Após aquele choque, ela finalmente relaxou.
Os dois caras na sala poderiam matá-la em segundos. Ela estava viva e bem, o que significava que ela era… insignificante.
Kincaid era um superassassino culpado de mais de vinte assassinatos em uma dezena de países.
Como alguém que poderia conversar tranquila e calmamente com Kincaid poderia ser mais fraco?
Kincaid tomou um gole do café quente e suspirou em satisfação: — Ah, até café instantâneo é bom após ser baleado. Você tem um celular?
Luke tirou um celular pré-pago do bolso e jogou para ele.
Kincaid discou um número com uma expressão gentil.
Com a audição aguçada, Luke ouviu facilmente uma voz feminina furiosa na linha: — O que você fez desta vez? Diabo inútil…
Ele se levantou discretamente e foi até a janela. Ele olhou pela cortina e acenou para Roussel.
Quando ela se aproximou suspeitosamente, Luke perguntou: — O que você planeja fazer?
Franzindo a testa, Roussel ficou quieta por um instante antes de responder: — Enviar o Kincaid até Haia, na Holanda, para testemunhar na corte.
Luke riu: — Então conte comigo.
Roussel: — O quê?