The Regressed Demon Lord is Kind

Capítulo 604

The Regressed Demon Lord is Kind

O Grande Templo de Yuras parecia o mesmo de sempre: sagrado e monumental. Com sua presença imponente, demonstrava a grande influência que os Karuwimans exerciam sobre todo o mundo. Todos os membros da organização entraram no templo exalando orgulho nos rostos. Seja eles cavaleiros sagrados ou sacerdotes, caminhavam com confiança, exibindo o peito aberto.

Após derrotar os Bellids, a força dos Karuwimans alcançou patamares ainda maiores, e seus integrantes viviam seu auge dourado. No entanto, mesmo esses devotos orgulhosos pareciam se curvar na hora em que Zich e Lyla revelaram suas identidades.

"É uma honra conhecê-los!" Um cavaleiro sagrado usando armadura com o emblema dos Karuwimans gravado se curvou profundamente. Ele tinha uma espada na cintura e segurava uma lança com uma mão para proteger Yuras.

"A honra é toda nossa!" Outro cavaleiro sagrado também se curvou. Cada um demonstrava profundo respeito por Zich e Lyla. Afinal, estavam falando com um caçador de dragões que destruiu a base principal dos Bellids e matou o papa inimigo. Além disso, Zich era um cavaleiro honorário dos Karuwimans, e o Papa já tinha ordenado que tratassem Zich e Lyla com o maior respeito, se os guardas os vissem.

Portanto, eles nem imaginavam tratar Zich e Lyla com o mínimo de desrespeito.

Com a ajuda dos cavaleiros, Zich e Lyla foram levados ao encontro do Papa. Embora as pessoas no templo soubessem que eles estavam chegando, não sabiam a data exata; além disso, não tinham agendado previamente uma audiência com o Papa. Normalmente, aguardariam algum tempo para serem recebidos, já que ele era uma pessoa bastante ocupada. No entanto, o Papa ajustou sua agenda para recebê-los imediatamente.

Isso era algo que só um líder de um país formidável ou um imperador faria. Assim, o fato de ele ter feito isso mostrava o quão importante Zich e Lyla eram para os Karuwimans. O Papa os cumprimentou com o mesmo sorriso caloroso de antes.

"Já faz um tempo, Senhor Zich e Senhora Lyla."

"Sim, faz bastante tempo, Sua Santidade."

"Fico feliz em vê-los novamente."

Zich e Lyla trocaram cumprimentos e se sentaram diante do Papa. Ele já tinha preparado a mesa para eles, com o aroma de chá quente subindo ao ar.

"Como vocês têm passado esses dias?"

"Estamos bem."

"Soube que vocês têm andado pelo mundo praticando boas ações."

"Sim, faço isso como um hobbie à parte."

"Vocês dois têm características tão marcantes quanto suas habilidades — realmente uma benção de Deus Karuna."

"Haha, eu realmente tenho um carácter impressionante!"

"Hoho, ouvi muito sobre isso!"

Lyla ouvia a conversa entre Zich e o Papa com incredulidade. Era bizarro que o Papa estivesse elogiando o carácter de Zich mesmo sabendo como ele era, e tanto quanto incredível que Zich simplesmente aceitasse isso. Se precisasse escolher quem impressionava mais entre os dois, essa pessoa era Zich.

Pelo menos era compreensível que o Papa elogiasse Zich por tudo que ele tinha feito, mas só alguém tão ousado quanto Zich poderia aceitar um elogio daquele jeito.

"Espero que continuem usando essas habilidades extraordinárias para o bem do mundo." Foi então que ouvem alguém batendo na porta.

"Entre." Com a permissão do Papa, a porta se abriu e entraram duas pessoas. Era Lubella e Weig. Os dois pareciam radiantes por ver Zich e Lyla.

"Faz tanto tempo, Senhor Zich e Senhora Lyla!"

"Que bom vê-los novamente. Como vocês têm estado?"

Zich e Lyla se levantaram dos assentos.

"Obrigado por perguntar. Estamos bem."

"Bom vê-los de novo."

Todos se saudaram e Lubella perguntou ao Papa: "Sobre o que vocês estavam conversando?"

"Estava ouvindo o que tenho feito até agora. O Senhor Zich me contou que tem ajudado as pessoas normalmente, e eu estava elogiando o seu caráter admirável."

"Ah, carácter… você diz?" Lubella olhou de imediato para Zich. Weig fez o mesmo, e Zich encolheu os ombros.

"Parece que o Papa tem uma compreensão perfeita do meu carácter e personalidade. Entendo por que os Karuwimans se gabam sempre de sua força e grandeza. Quer dizer, como uma organização com um líder tão impressionante poderia ser fraca?"

"Hohoho! Fico feliz em ver que pensa tão bem deste velho!"

Incerta sobre discordar do posicionamento do Papa ou comprovar sua afirmação por convicção, Lubella conseguiu murmurar: "Eu,-eu entendo."

O Papa olhou com um sorriso maroto. "Nossa Santa é perfeita em todos os aspectos, mas parece que ela não consegue levar uma brincadeira. Seria bom que ela fosse um pouco mais descontraída."

"Mas essa não é a graça da Senhora Lubella? Embora ela seja às vezes um pouco rígida."

A face de Lubella ficou levemente vermelha com as provocações do Papa e de Zich.

"Hohoho! Devemos parar de perturbar nossa Santa agora. Se continuarmos, o Senhor Weig pode acabar me puxando pela camisa."

"Como eu ousaria fazer isso com Sua Santidade? Só peço que seja menos inconveniente com a Santa."

"Vocês ouviram, Senhor Zich e Senhora Lyla? Ele diz que não vai se meter comigo, mas parece que, se eu falar um pouquinho mais, ele vai tentar me socar primeiro, né? Meu cargo de papa é tão frágil."

"Sua Santidade," disse Weig um pouco mais firme, e o Papa soltou uma risada.

"Ok, vou realmente parar agora." Então, levantou-se e disse: "Por que as jovens não conversam entre si agora? Ah, será que o Senhor Weig está fora desse grupo por não ser tão jovem?"

"Sou jovem o suficiente."

"Se for em termos de idade mental, ainda estou na casa dos vinte anos. Posso jurar isso na frente de Deus Karuna." Era impressionante como o Papa falava do deus que servia com tanta naturalidade, mas ao olhar para as expressões de Lubella e Weig, parecia que eles haviam desistido do assunto.

Depois de rir novamente, o Papa fez uma pergunta que lhe veio à cabeça. "Ah, acabei de lembrar que tenho mais uma coisa para perguntar. Quando vocês vão se casar?"

"Casar?" Lyla perguntou.

"Sim. Tenho certeza de que vocês vão pedir aos Karuwimans que organizem a cerimônia, certo? Se for o seu casamento, posso oficiar pessoalmente."

Ter o Papa dos Karuwimans como celebrante de casamento era uma grande honraria que nem mesmo os líderes de um país ousariam pedir. Assim, apesar de Zich e Lyla saberem que provavelmente a organização faria o possível para atender seus pedidos, ficaram surpresos. Mas, por mais incríveis que fossem as pessoas, havia alguém que parecia discordar enfaticamente da ideia de o Papa celebrar a cerimônia.

"Espere, Sua Santidade! Eu me oponho a isso!" exclamou Lubella.

"O que? Nem imaginava que nossa querida Santa se pronunciaria contra. Mesmo sendo o Papa, se pensarmos nos méritos, você não acha que posso oficiar o casamento deles..."

"Sua Santidade, vou ser eu a celebrar o casamento deles!" Lubella afirmou com firmeza, sem ser grosseira. Sua postura de defender veementemente sua posição diante do líder de sua organização impressionava todos.

Contudo, por mais que insistissem, parecia difícil que ela fosse realmente rivalizar com o próprio Papa.

"Hohoho, entendi. Então você é minha adversária agora." Diferente dos outros, que ficaram boquiabertos, o Papa respondeu a Lubella com um sorriso brincalhão.

"Sua Santidade, considerando a relação que tenho com eles, não acha que seria certo que eu atuasse como celebrante?"

"Santa, uma pessoa experiente geralmente celebra casamentos de grande porte. Reconheço sua capacidade e caráter, mas ainda não acho que tenha atingido meu nível de experiência."

Ambos riram, mas nenhum parecia disposto a desistir. Lyla ficou surpresa e olhou para Weig — o único que poderia acabar com a situação — mas ele suspirava baixinho, segurando a cabeça.

Apesar de ser um caçador de Bellids e um cavaleiro forte e corajoso, conhecido em futuros alternativos como a Máquina de Matança de Tasnia, parecia que essa situação escapava ao seu controle.

"Então por que não perguntamos às próprias pessoas envolvidas?" sugeriu Lubella.

"Boa ideia. Eles certamente não vão recusar o pedido deste velho."

Lubella e o Papa direcionaram seus olhares a Lyla e Zich. Lubella perguntou: "O que vocês acham?"

"Nem precisa pensar muito. Fiquem à vontade para escolher um de nós." disse o Papa, mas nenhuma das opções era fácil.

Até Lyla não conseguia encontrar a resposta certa nesta situação. 'Hum, o que devo fazer?'

Seu olhar naturalmente foi para Zich. Então, ela viu claramente seu rosto; diferente da expressão preocupada dela, sua expressão era completamente descarada, como se estivesse de máscara de ferro.

'Ah, ele está pensando em algo louco de novo.' Lyla não fazia uma suposição — ela tinha certeza disso, poderia até chamá-la de previsão, e sua previsão se mostrou exata.

Zich cruzou os braços e as pernas. Ergueu o queixo, como se estivesse olhando de cima para o Papa e Lubella. O Papa tinha um brilho travesso nos olhos, enquanto Lubella parecia bastante entusiasmada, e Weig aguardava no momento certo para intervir. No entanto, todos ficaram surpresos com a reação de Zich.

Zich levantou um canto da boca, como se estivesse se divertindo, e disse: "Não acho que precise dos Karuwimans para realizar meu casamento, mas se vocês dois estiverem tão insistentes, acho que deixarei vocês fazerem."

Depois de tudo, temos uma história considerável, não é? Mesmo que outros oferecessem montanhas de ouro, Zich falou como se não tivesse escolha além de aceitar que o Papa ou a Santa dos Karuwimans oficiassem e celebrassem sua cerimônia de casamento.

A boca de Lyla se abriu de surpresa. Não só o astuto Papa, mas Lubella e Weig também ficaram sem palavras. No entanto, Zich ainda não havia terminado. "Então, vocês querem mesmo ser os oficiais do meu casamento, né? Como é uma cerimônia única na vida, tenho que pensar bem. Então, gostaria de saber exatamente o que vocês podem fazer por mim se deixarem que oficie o casamento."

Por que vocês não começam dizendo o que oferecem, Santa?"

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