Despertar do Talento: A Ascensão do Mestre Multiclasse Subestimado!

Capítulo 37

Despertar do Talento: A Ascensão do Mestre Multiclasse Subestimado!

Tradutor/Revisor: miggigibe


Quando Roman voltou ao Posto, Rena já o esperava em seu quarto. Estava vestida com a roupa de combate habitual, os cintos no lugar.

O mais significativo, porém, era que ela não trazia uma expressão nada agradável no rosto. Ficava claro que vinha esperando por ele havia um tempo, e aquilo por si só justificava por que seu semblante estava longe de ser acolhedor.

Roman engoliu em seco e se aproximou. No instante em que Rena o notou, tratou de deixar tudo ainda mais tenso.

Ela cruzou os braços e franziu a testa.

Roman, por outro lado, tentou sorrir enquanto se aproximava, já se preparando para as perguntas que ela estava prestes a jogar nele.

— De onde você está vindo? — ela perguntou, os olhos escuros e penetrantes.

— Onde você estava?

Roman estava prestes a tentar responder quando ela lançou outra pergunta, e ele precisou parar.

— Com quem você estava?

Mais uma veio exatamente quando ele ia falar, e, àquela altura, Roman já sentia o calor.

— Err… Hm…

— Você está me traindo? — Rena interrompeu de novo, e os olhos de Roman se iluminaram na hora.

— Você tem outra pessoa?

Ahhhhh!!! Por que ela está dizendo tudo isso?! Roman gritou, impotente, nos próprios pensamentos, porque, naquele ponto, a situação já havia deixado de ser engraçada.

Ela devia ter esperado tempo suficiente para tudo aquilo se acumular em sua cabeça.

Roman sabia que precisaria de mais do que uma desculpa simples para se livrar daquilo, porque, embora não tivesse feito nada do que ela o acusava, também não podia dizer que saíra para caçar sozinho.

Achava que aquilo seria outro crime por si só.

— Não é isso, Rena… Hm, desculpa. Bebê… — Roman revirou brevemente os olhos.

— Eu estava no Vale. Fui explorar a borda leste, mapear lugares onde poderíamos caçar hoje à noite. Infelizmente, acabei sendo puxado para um território de monstros e tive que lidar com ele. Nada além disso, babe.

Rena o encarou sem expressão enquanto ele se explicava, e ficou claro que não estava comprando a história por completo.

Mesmo depois que ele parou de falar, Rena permaneceu em silêncio por um momento e vasculhou seus olhos, como se tentasse encontrar a verdade em algum lugar deles.

Roman manteve a compostura e sustentou o olhar dela, oferecendo apenas uma expressão de desculpa por tê-la deixado esperando.

— Sinto muito por ter feito você esperar. Nunca foi minha intenção, mas às vezes as coisas acontecem. Vou compensar você, está bem? — Roman disse.

Depois de encará-lo em silêncio por um bom tempo, Rena finalmente decidiu deixar passar. Suspirou e assentiu.

— Nunca mais me deixe esperando por tanto tempo — disse. A voz e a expressão dela já haviam mudado, suavizando para o olhar de alguém que escolhia seguir em frente.

— Prometo. De verdade.

Roman pediu desculpas, segurando os dois braços dela e garantindo que se acalmasse por completo.

— Eu já fui buscar nossa comida no restaurante. O cozinheiro não quis me dar a sua porque você não estava lá, então paguei com meu dinheiro — Rena disse.

— Ah? Você trouxe dinheiro para cá? — Roman perguntou, genuinamente surpreso.

Nenhum novato deveria ter dinheiro naquele ponto. O Chefe e Mestre Norman haviam planejado levar os novatos ao mercado no dia anterior ao Dia do Privilégio, e isso seria no dia seguinte. Então o fato de Rena ter dinheiro consigo já era uma pergunta por si só, e a única forma que ele conseguia imaginar para explicar aquilo não era exatamente legal.

— Não, eu roubei.

Ah, não. Eu disse isso em voz alta? Rena pensou.

— Você roubou? Isso não é contra as regras? — Os olhos de Roman se arregalaram.

— Quer perguntar como e onde eu consegui?

Roman a encarou, confuso, antes de assentir devagar.

— Certo. Como e onde…

— Deixa para lá, eu estava prestes a… — Rena começou a redirecionar a conversa quando os dois foram interrompidos de repente.

— Com licença, vocês dois.

Dois jovens que pareciam veteranos se aproximaram, e, embora não parecessem ameaçadores, Roman já sentiu que aquilo não era algo pequeno.

— Você é Roman Rings, certo? — um dos veteranos perguntou.

— Sou — Roman assentiu.

— E você é Rena Ironcrown? — o outro perguntou a ela.

— Sim — Rena respondeu, claramente curiosa sobre por que confirmavam seus nomes.

— Ótimo, então. O Chefe gostaria de falar com vocês dois imediatamente. Ele pediu que venham conosco aos aposentos dele agora mesmo — disse um dos veteranos.

Roman e Rena trocaram um olhar rápido, e, naquele silêncio, vários pensamentos começaram a colidir na cabeça dos dois.

Os de Roman foram imediatamente para um lugar sombrio.

Descobriram meu Talento?

Sabem sobre o Sistema?

Ou descobriram que eu tenho múltiplas Profissões?

Os pensamentos de Rena seguiram uma direção completamente diferente.

Descobriram meu Talento? Não, eu nem usei ainda.

Ou talvez… alguém descobriu o que aconteceu entre mim e Roman no Vale? Não. Não tem como.

Então um pensamento cruzou sua mente e fez seus olhos se arregalarem.

Ou meu pai veio me procurar?

Nenhuma daquelas perguntas tinha resposta ainda enquanto seguiam para os aposentos de Sylvester Trench.

Chegar lá era a única forma de descobrir, e os dois sabiam disso.

Quando chegaram, esperaram o Chefe terminar uma conversa com Mestre Norman. Então Norman saiu e se virou diretamente para Rena.

— Você entra primeiro — disse, e depois se afastou.

Mas antes de ir longe demais, parou e lançou a Roman um olhar curto e pesado.

Roman não soube como interpretar aquilo.

Mas sustentou o olhar e não disse nada.


Quando Rena entrou na sala, Sylvester já havia oferecido um assento. Ela se sentou com a mesma expressão curiosa no rosto.

Então, depois de um longo suspiro, o Chefe começou a conversa com a última coisa que ela esperava ouvir.

— Não minta para mim.

— Quem você realmente é?

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