Despertar do Talento: A Ascensão do Mestre Multiclasse Subestimado!

Capítulo 24

Despertar do Talento: A Ascensão do Mestre Multiclasse Subestimado!

Tradutor/Revisor: miggigibe


Arnold e seu grupo passaram quase uma hora procurando as duas pessoas que aquele cara dizia ter visto. Depois de chegarem ao caminho indicado, não encontraram nenhum vestígio de Roman ou Rena, e isso levou Arnold a avançar ainda mais pelo vale, desesperado o bastante para ir tão longe quanto fosse necessário.

— Como podemos ter certeza de que eles foram por aqui?

— Você não acha que voltaram para o Posto?

— Estamos indo longe demais, isso é arriscado.

— Arnold, precisamos parar. Não quero morrer na minha segunda noite nas Badlands. Arnold!

Não demorou para os amigos começarem a entrar em pânico, e Arnold não estava disposto a tolerar aquilo. Em vez de considerar os medos deles ou admitir que talvez estivessem certos, ele se enfureceu.

Virou-se para um deles, agarrou-o pelo colarinho e quase o ergueu com uma mão, os olhos ardendo de fúria.

— Mais uma reclamação sua e eu vou te jogar de comida para os Ratos de Sangue! — Arnold gritou.

Ele varreu todos com o olhar, os olhos brilhando com uma aura que projetou medo imediato no coração deles.

— Vamos continuar. Vamos procurar. Vamos encontrá-los. Se qualquer ameaça aparecer no caminho, nós destruímos!

— Fui claro?! — Arnold gritou.

Todos trocaram olhares antes de assentirem com hesitação, mas ainda pareceu que Arnold não estava satisfeito com a resposta.

Ele se virou para o sujeito ao lado, aproximou-se e o agarrou de forma dolorosa por um ponto sensível.

— ARGH…!

O rapaz tentou gritar, mas Arnold cobriu sua boca e pressionou o polegar com força contra sua testa.

— Cala a boca!

— Mmmmh… Mmmm…

— Agora vou perguntar mais uma vez. Fui claro?!

— Sim, Arnold!

Todos responderam na mesma hora, em voz alta e sem hesitar, sem que nenhum deles estivesse disposto a descobrir o que viria depois. Não era a primeira vez que ele fazia coisas que os aterrorizavam, e eles já haviam aprendido a temê-lo.

Como formado de Primeira Classe, Arnold era alguém de quem muitos novatos do Posto queriam se aproximar.

Arnold se aproveitou desse status de imediato, e foi exatamente por isso que escolhera um Posto em dificuldades em vez de uma comunidade bem desenvolvida, para onde pessoas de seu calibre normalmente iriam.

A verdade era simples. Arnold estava ali por um único motivo.

Ser aquele a quem todos obedeciam.

Estar acima de todos. Ele sentia prazer nisso, mais do que na competição. Foi por isso que decidiu seguir Mestre Norman no Dia do Zênite Vermelho, e o Posto Rastro de Sangue o recebeu de braços abertos.

Como filho de um dos Entrantes mais ricos do Alcance, crescera sempre acima dos outros e não tinha intenção alguma de abandonar esse estilo de vida.

Depois de arrancar deles a resposta que queria, sorriu e continuou andando, e todos o seguiram imediatamente.

Haviam avançado fundo pelo vale e chegado à mata, onde monstros semelhantes a lobos e várias outras criaturas dominantes governavam o território.

Embora Arnold fosse arrogante e desesperado, sabia que precisava ter cuidado. Era a primeira vez que qualquer um deles entrava no vale depois do anoitecer, já que só caçavam durante o dia, mas ainda assim ele estava disposto.

Se aquele filho da puta consegue caçar à noite, por que eu não conseguiria?

Afinal, tenho certeza de que ele ficou se escondendo atrás da Rena enquanto ela fazia todo o trabalho. Aquele perdedor.

Quanto mais pensava nisso, mais sua raiva crescia, e a impaciência de querer encontrar Roman começava a corroê-lo.

Depois de muitos minutos de caminhada, chegaram a um certo local pós-batalha.

[Localização: Ermos dos Uivos. (Caído).]

[Habitantes: Lobos Atrozes Negros.]

[Chance de Sobrevivência: 100%.]

Era um território que já havia sido completamente destruído por um grupo de caça, e até o Chefe de Território tinha desaparecido.

— Podem ter sido eles, Arnold. Se eles realmente se afastaram daquele caminho, poderiam ter chegado aqui. Talvez tenham enfrentado os Lobos Atrozes — disse Dregs.

— Não, não podem ter sido eles. Eles não conseguiriam derrubar um território inteiro de Lobos Atrozes Negros. O Chefe os teria devorado. Com certeza foi um dos grupos veteranos.

Arnold se recusou a sequer considerar a possibilidade, e também não se demorou nela.

Rapidamente ordenou que continuassem avançando, e eles deixaram os Ermos dos Uivos para trás, ainda esperando encontrar algum rastro do homem que vinham caçando.

E quanto mais a paciência de Arnold era testada, mais sombrios seus pensamentos ficavam.


O resultado de uma batalha feroz deixou o cadáver de um lobo gigante e vários outros espalhados pelo chão do próprio território.

Roman estava em uma das extremidades, a espada ensanguentada em mãos, completamente exausto e sem fôlego.

A luta contra o Lobo Atroz Alfa não apenas o levara a um equilíbrio incerto entre vida e morte, como também lhe dera uma visão muito próxima de como seria a pior versão daquela morte.

Ele olhou para o ombro sangrando, marcado pela ponta da garra do Alfa, e fez uma careta.

— Droga.

Rena já corria em sua direção, o cabelo antes bem preso agora desarrumado e solto, mas sua única preocupação era o ferimento dele e a coisa inacreditável que acabara de testemunhar.

— Você conseguiu! — ela disse alto, e Roman apenas assentiu.

— Você também foi incrível. Aqueles Betas são insanos — Roman disse.

Quando a situação saiu do controle, ambos concordaram em dividir o trabalho.

Roman ficou com o Lobo Atroz Alfa, além dos Ômegas e Gamas que tentavam entrar na luta, enquanto Rena lidou com os Lobos Atrozes Beta e alguns Ômegas que vieram contra ela.

Foi um esforço quase igual dos dois lados, mas ninguém poderia negar que Roman merecia a maior parte do crédito por derrubar um Chefe de Território que decidira não esperar sua vez.

Aquilo poupou tempo, dando a eles a chance de lidar com tudo em um único confronto, em vez de prolongar a batalha.

Roman e Rena se sentaram perto da entrada da caverna enquanto ela tratava do ferimento dele. Ele poderia trocar para a Profissão de Curandeiro e cuidar daquilo sozinho, mas não com Rena ali. Então ficou quieto e aceitou o desconforto.

— Você é tão incrível. Eu estava tentando acabar com os Betas o mais rápido possível para te ajudar, mas você já tinha terminado antes de eu chegar.

Roman apertou os lábios.

— Eu sabia que precisava acabar antes que ele acabasse comigo. Não podia me permitir diminuir o ritmo.

Rena assentiu. Ela se inclinou e o beijou suavemente nos lábios.

— Esse foi por matar o Lobo Atroz Alfa — disse.

Beijou-o de novo.

— Esse foi por não morrer.

Ela já se inclinava outra vez quando Roman, de repente, envolveu a cintura dela com a mão e a puxou para perto. Rena ergueu o olhar para ele por um breve instante antes que Roman baixasse os lábios até os dela, desta vez com muito mais intenção.

— Mmmm…

Rena nem percebeu quando o som escapou.

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