
Capítulo 20
Despertar do Talento: A Ascensão do Mestre Multiclasse Subestimado!
Tradutor/Revisor: miggigibe
Roman entrou no vale novamente, e aquela era oficialmente sua segunda missão de caça desde que chegara às Badlands.
Todos aqueles momentos de esperança perdida e desânimo… todos haviam resultado em trabalho duro implacável e busca constante.
Roman já se perguntava como sua mãe e seu pai teriam reagido ao saber que ele havia sido milagrosamente convocado para as Badlands. Sua principal preocupação era o pai, pois tinha certeza de que ele começaria a se curar de tudo aquilo que o consumia havia anos.
Toda a vizinhança, a academia… o dono da Academia.
Todas aquelas pessoas que achavam que ele não teria a menor chance. Roman tinha certeza de que deviam ter ficado chocadas ao saber da convocação, e era essa parte que deixava tudo mais doce.
E quanto a seu antigo amigo Alby…
— Bem, espero encontrá-lo algum dia — murmurou, assentindo com firmeza.
Por que queria encontrá-lo? Roman juraria que não tinha um motivo exato, mas certamente seria para dizer algo como… “É, eu também consegui chegar aqui.”
Ou talvez fosse algo além disso.
Roman caminhou por mais de vinte minutos antes de finalmente parar em um local que havia escolhido de propósito.
[Localização: Pântanos de Podridão.]
[Habitantes: Ratos de Sangue.]
[Chance de Sobrevivência: 58%.]
Assim como as Formigas-Lâmina, os Ratos de Sangue também eram Monstros Ordinários encontrados em zonas de caça de baixo nível, ou melhor, nas partes mais externas dessas zonas.
Seria tolice subestimar um Rato de Sangue, pois eles não eram apenas rápidos, mas também muito perigosos.
Diferente da maioria dos monstros, não se alimentavam de carne humana. Tinham apenas um interesse desesperado por sangue. Certamente era por isso que carregavam esse prefixo no nome.
Um Rato de Sangue não pararia por nada até conseguir uma mordida profunda e sugar bastante sangue. No entanto, isso não seria possível se não conseguisse primeiro sobrecarregar o alvo.
Era por isso que sempre atacavam em enxames. Se alguém não tomasse cuidado, podia ser facilmente coberto por uma quantidade absurda de Ratos de Sangue, que não desperdiçariam um segundo antes de rasgar a carne em busca de sangue.
— Bem, eu estudei bastante sobre os Ratos de Sangue. Não acho que vou morrer aqui — murmurou Roman com um sorriso.
— Sim… você não vai.
Logo depois que ele disse aquilo, uma voz feminina familiar acrescentou, e Roman sobressaltou-se antes de se virar.
Teria considerado tentar atacar, mas era alguém contra quem não deveria ousar levantar um dedo.
— O que você está fazendo aqui? — perguntou, a voz mais cheia de surpresa do que de choque.
— Estou aqui pelo mesmo motivo que você — Rena sorriu e começou a se aproximar.
— Fui ao seu quarto, mas você não estava, então soube que teria vindo para cá. Tive que acompanhar — acrescentou.
Roman ergueu as sobrancelhas.
— Ah, confie em mim. Eu já planejava vir ao vale antes. Isso não é só por sua causa — disse ela, abrindo um sorriso largo.
Roman hesitou e deu de ombros antes de voltar a atenção para o território dos Ratos de Sangue.
— Bem, já que está aqui, não vamos perder muito tempo com esses ratos — disse, sem olhar para trás.
— Claro.
Essa foi a resposta dela antes de os dois encararem o território. E, bem, a dupla responsável pela extinção do Castelo de Pedra e Osso deu de ombros e viu os Pântanos de Podridão como algo simples.
Roman não viu motivo para usar Queenfang. Tudo que fez foi bombardear com [Bola de Fogo] os enormes buracos de onde os ratos saíam.
Um rato de sangue tinha o tamanho de uma garrafa grande de cerveja, e, pelo modo como avançavam, algumas dezenas podiam alcançar um inimigo ao mesmo tempo, um grupo capaz de derrubá-lo no impacto.
Era graças a [Antiequilíbrio], que fazia a maior parte do trabalho ao varrer uma quantidade considerável deles para longe quando chegavam perto demais.
[Você matou um Monstro Ordinário de Nível 2, Rato de Sangue Mensageiro. +15 EXP adquirida.]
[Você matou um Monstro Ordinário de Nível 2, Rato de Sangue Mensageiro. +15 EXP adquirida.]
[Você matou um Monstro Ordinário de Nível 3, Rato de Sangue Mensageiro. +20 EXP adquirida.]
[Você matou um Monstro Ordinário de Nível 2, Rato de Sangue Mensageiro. +15 EXP adquirida.]
A batalha começou com a eliminação dos Ratos de Sangue de Nível mais baixo, que eram, compreensivelmente, os mais abundantes nos Pântanos.
Eram discutivelmente os mais agressivos também, mas, infelizmente para eles, não eram tão agressivos quanto os ataques lançados contra eles.
Rena só se movia de um ponto a outro quando tentavam se jogar contra ela, então desferia uma sequência de golpes com a espada curta que havia trazido dessa vez.
Um por um, os Ratos de Sangue Mensageiros encontraram o fim, e os Pântanos de Podridão logo enfrentaram a ira da dupla de Mago e Assassina.
[Você matou um Monstro Ordinário de Nível 10, Rato de Sangue Defensor. +55 EXP adquirida.]
[Você matou um Monstro Ordinário de Nível 11, Rato de Sangue Defensor. +60 EXP adquirida.]
[Você matou um Monstro Ordinário de Nível 11, Rato de Sangue Defensor. +60 EXP adquirida.]
Eles avançaram até alcançar a etapa final, quando o Chefe, do tamanho de uma hiena, apareceu com um olhar duro e mandíbulas parecidas com as de um lobo.
Roman o encarou por um momento e se virou para Rena.
— É seu — disse.
Rena sorriu de volta antes de agarrar a adaga e avançar.
O Lorde Rato de Sangue começou a investir no instante em que ela se aproximou, e, quando os dois foram um contra o outro… de repente…
Chegou um ponto em que Rena desapareceu após chegar perto. O Lorde Rato de Sangue quase se jogou contra ela, mas acabou caindo com força quando ela sumiu de repente. Antes que pudesse sequer se virar…
SLASH!
STAB!
Rena matou o Chefe de Território dos Pântanos de Podridão e ficou com a maior parte dos méritos. Roman apenas aplaudiu, fazendo as bochechas dela corarem.
— Boa. Foi limpo — disse quando ela se aproximou.
— Eu odeio bajulação — declarou Rena, ainda sorrindo.
— Bem, vou ter que te dar esse ponto — Roman insistiu, e ela riu baixinho enquanto os dois deixavam os Pântanos de Podridão.
Caminharam por uma trilha que seguia para o oeste do vale, uma área que nenhum dos dois havia explorado desde que chegaram, e aquilo parecia empolgante.
Roman só não sabia como os dois tinham chegado ao ponto de caçar e sorrir juntos. Cerca de vinte e quatro horas antes, eram quase os maiores inimigos um do outro.
A vida é mesmo uma desgraçada, Roman pensou.
Tinham caminhado bastante pela trilha quando Rena parou e se virou para Roman.
— Já pensou sobre aquilo? — perguntou.
— Humm, não… não exa—
Ele nem sabia bem o que dizer, porque, na verdade, Roman não havia pensado uma segunda vez no assunto desde que se separaram pela manhã.
A coisa seguinte que viu foi Rena se aproximando, o rosto dela chegando tão perto que, antes que ele percebesse, uma sensação macia já pressionava seus lábios.
Ela está me beijando! Ela está me beijando agora, porra???
Rena não hesitou. Manteve os lábios pressionados contra os dele e não parecia prestes a se afastar tão cedo.
Roman, que primeiro sentira choque, em algum ponto segurou a cintura dela e aceitou o beijo abertamente.
Logo, os dois compartilhavam um momento deliberado, o som suave dos beijos passando entre eles.
TAP!
E sim, para tornar tudo ainda mais insano, Roman segurou a bunda dela com uma das mãos e apertou devagar, com suavidade, como se fosse massa.
Crack!
Os dois pararam de repente ao ouvir um som de galho se partindo e tentaram examinar a área para identificar a causa.
No entanto, não notaram nada, e Rena foi a primeira a segurá-lo de novo e voltar ao que estavam fazendo.
Roman não resistiu.
E, bem ali na trilha, o acontecimento mais inesperado continuou.
Enquanto isso, em uma parte do vale, um novato corria em alta velocidade rumo a uma direção conhecida.
Corria tão rápido como alguém que tinha uma informação que realmente precisava ser entregue.
Aos poucos, aproximou-se de um lugar que parecia um acampamento, onde havia vários novatos como ele conversando e esperando.
Todos se levantaram em alerta quando o viram chegando, e entre eles estava Arnold.
Arnold lançou um olhar duro enquanto ele se aproximava e foi rapidamente até ele.
— Arnold, finalmente encontrei ele. Mas… mas ele está com ela — disse o rapaz.
O rosto de Arnold escureceu no instante em que ouviu aquilo, uma carranca pesada se formando logo depois.
— E também tenho que te dizer isso, Arnold.
— O que é? — perguntou Arnold em tom áspero.
— Eu… eu… — o rapaz continuou ofegante.
— Você o quê?! Fala logo, seu idiota!
— Eu vi os dois se beijando. Ele estava beijando ela… segurando ela… a bunda dela. E ela pareceu gostar.
O rosto de Arnold já havia ficado vermelho antes mesmo de o rapaz terminar de falar, e ele não resistiu ao impulso de dar um soco no rosto dele.
— Leve a gente até lá! — gritou, agarrando-o.
Todos partiram naquela direção, e Arnold não conseguiu, nem por um instante, se aliviar da raiva que sentia.
— Roman Rings. Você não faz ideia de com quem está mexendo.
— Vou garantir que você não sobreviva até o Dia do Privilégio.