Despertar do Talento: A Ascensão do Mestre Multiclasse Subestimado!

Capítulo 14

Despertar do Talento: A Ascensão do Mestre Multiclasse Subestimado!

Tradutor/Revisor: miggigibe


[Você matou um Monstro Ordinário de Nível 30, Rei Goblin Azul. +1500 EXP adquirida.]

[Drop de Grau Comum concedido!]

[Drop: Armadura de Pedra e Osso.]

[Descrição do Drop: Uma armadura feita da combinação sagrada de Pedra e Osso. Possui a capacidade de proteger o usuário de qualquer ataque de um Rank F ou de um Monstro Ordinário.]

[Habilidade de Talento acionada!]

[Deseja coletar a Alma do Rei Goblin Azul?]

Roman viu que havia apenas um espaço disponível no Espaço de Alma, mas ainda queria pegar a alma do Rei Goblin, então decidiu fazer isso.

— Sim.

A alma do Rei Goblin foi adicionada ao Banco de Almas, e, no instante seguinte, o sistema notificou Roman.

[Espaço de Alma cheio. Você não pode adicionar mais almas ao Banco de Almas.]

Roman assentiu. Pelo menos sabia que havia conquistado algo ao ter duas almas de Chefe. Talvez ainda não tivesse processado completamente de que forma elas seriam úteis quando começasse a usá-las, mas sabia que não se decepcionaria.

Rena estava parada em choque, como se Roman tivesse se tornado um fantasma diante dela. Por um bom tempo, teve dificuldade até para mover os lábios, quanto mais falar.

E, quando finalmente falou, foi exatamente o tipo de pergunta que Roman já esperava havia algum tempo.

— Você não é só um Mago?

— Como desapareceu de repente e apareceu aqui? Aquilo nem foi [Deslocamento Fantasma], porque essa é a única Habilidade ligada a esse tipo de movimento.

Rena sequer queria imaginar que ele fosse um Assassino, porque estivera observando Roman o tempo todo usando Habilidades de Mago.

Não havia a menor possibilidade de ele ter outra Profissão. Era totalmente impossível.

Não importava como tentasse processar aquilo. No fim, a ideia continuava quebrando sua mente.

Um Mago não podia desaparecer daquele jeito. Nunca houve registro de uma Habilidade com aquele efeito. Portanto, possuir outra Profissão capaz de fazer aquilo significaria que ele tinha Profissão dupla.

Isso era impossível e nunca havia sido registrado.

Mas então chegou um ponto em que a mente dela de repente desviou para outro lugar.

Se ele é um Mago e conseguiu fazer aquilo…

A mente de Rena foi inundada por vários pensamentos, mas apenas um se destacou.

Então isso pode significar que é o Talento dele.

Tudo aquilo foi imaginado internamente, e ela imediatamente acreditou no que havia processado.

É definitivamente o Talento dele.

Mas, se o Talento dele é Invisibilidade… ele não é um fracote. Não deveria ser alguém para zombar ou provocar.

A mente de Rena continuou em conflito.

Não é à toa que ele se recusou a morrer…

Ele é especial.


Já estava clareando. A aurora se aproximava.

Norman se aproximou da casa do chefe com passos calmos e firmes. Como de costume, iria entregar relatórios sobre tudo o que havia acontecido no Posto no dia anterior.

Aquela era sua função como assistente havia anos, e, a essa altura, quase todos os deveres do chefe haviam sido passados a ele, já que o chefe se aproximava da aposentadoria.

Sylvester, o chefe, estava no cômodo quando Norman chegou, e tudo o que esperava naquele dia era um relatório focado principalmente nos novatos recém-chegados.

Norman não se importou em tomar assento depois de cumprimentar Sylvester com uma reverência.

— Bom dia, Norman. Imagino que tenha tido muito trabalho ontem à noite. Espero que tudo tenha corrido bem — disse Sylvester.

— Sim, senhor. Tudo correu bem — Norman respondeu com educação.

— E quanto ao conselho? Eles obedeceram?

Norman mordeu os lábios, como se o chefe tivesse acabado de mencionar exatamente o assunto que ele viera tratar.

— Na verdade, a maioria sim. Mas tivemos dois casos diferentes envolvendo os novatos.

— Que casos? — perguntou Sylvester, agora muito curioso.

— Um deles… um rapaz chamado Arnold levou os amigos para fora das muralhas para fazer uma fogueira. Acabou brigando com um deles e usou madeira quente para queimar o rosto do outro. O ferido está nos aposentos dos curandeiros, enquanto a punição de Arnold ainda precisa ser decidida pelo senhor — Norman explicou.

Surpreendentemente, o rosto de Sylvester não mudou. Em vez disso, perguntou pelo próximo caso.

— E o segundo?

— Dois novatos saíram para caçar ontem à noite e ainda não voltaram. Temo que algo possa ter dado errado.

O rosto de Sylvester escureceu no instante em que ouviu aquilo.

— Quais são os nomes?

— Roman Rings e Rena Ironcrown — respondeu Norman.

— Rena Ironcrown? A garota que você disse ter se oferecido para entrar no Posto depois de recusar a Cidade da Força?

— Sim, senhor. Na verdade, ela é Primeira Classe e muito provavelmente pertence à família real Ironcrown que conhecemos — disse Norman.

— Você quer dizer a família de Jonah Ironcrown, o Imperador do Império de Aço?

Norman assentiu.

— Vamos, Norman — Sylvester riu. — Nós dois sabemos que isso não é possível. Se ela realmente fosse de uma família tão poderosa, nem estaria aqui. A família dela teria vindo buscá-la no momento em que entrou nas Badlands.

Norman pensou sobre isso e deu de ombros. Afinal, aquilo não deveria estar entre as preocupações deles naquele ponto, porque, se algo ruim tivesse acontecido com ela no vale, seria uma perda enorme.

Conseguir uma Primeira Classe em um Posto de baixo nível como o deles era um ganho gigantesco, e deveriam valorizá-la de todas as formas possíveis.

— Por isso vim pedir sua aprovação para que uma equipe de busca vá atrás deles, senhor — disse Norman.

— Aprovo, e isso deve ser feito rapidamente. Eles devem procurar a garota e se preocupar mais com ela. Ela seria um recurso vital para esta comunidade — disse Sylvester, com preocupação sincera.

— Anotado, senhor. Preparei duas equipes diferentes para procurar cada um. Elas seguirão os caminhos que cada um tomou, conforme revelado pelos guardas do portão — explicou Norman.

— Não…

De algum modo, o chefe se opôs.

— As duas equipes devem se concentrar mais em encontrar Rena Ironcrown. O rapaz de Quarta Classe está por conta própria. Ele é fraco, mas escolheu se colocar em perigo. Não me importo com o que acontecer com ele. Encontrar Rena é nossa prioridade.

Norman estremeceu, confuso, pois não esperava tal declaração daquele líder generoso.

— Senhor… mas…

— Você me ouviu muito bem, Norman. Faça o que eu disse! — ordenou Sylvester, a voz firme e séria.

Fazia bastante tempo desde que falara naquele tom, e Norman simplesmente não conseguiu continuar.

Apenas se curvou e saiu.

Roman seria ignorado.

Rena era a figura de ouro.

Aquele sempre havia sido o modo da Cidadela, e Norman entendia que o Posto Rastro de Sangue seguia as regras da Cidadela, e o próprio Sylvester Trench era um agente veterano da Cidadela.

Ainda assim, não era como se Norman estivesse de acordo com o que ele dissera. Sua reação dizia tudo. Ele não queria que ninguém fosse tratado de forma injusta.

Caminhou direto até o portão, onde os grupos que havia organizado aguardavam sua ordem. Quando apareceu, a ordem que deu deixou todos surpresos.

— Todos vocês sigam por aquele caminho e encontrem a garota — disse, apontando para a direção que os guardas disseram que Rena havia tomado.

Então se virou para a direção seguida pelo jovem azarado.

— Eu vou procurar o garoto.

Sem questionar, o grupo fez o que foi pedido, e Norman também seguiu seu caminho.


Enquanto isso, no vale, Roman deixava o Castelo de Pedra e Osso, e Rena o seguia a certa distância.

Ela ainda estava tomada pelo que acontecera na sala do trono, e sua perspectiva sobre ele havia mudado.

Agora, já o via como uma pessoa completamente diferente.

Ele não recua. Sempre volta depois de cada provação. Não deixou o Padrão Acadêmico baixo pesar sobre seus motivos.

Ele assumiu a coroa de quem realmente é e provou que podia fazer qualquer coisa…

Rena suspirou, o rosto tomado por admiração absoluta.

— Esse é o tipo de pessoa com quem eu quero estar.

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