Dominação do Abismo

Volume 4 - Capítulo 428

Dominação do Abismo

*Pa.*

Soran parou e seus músculos ficaram tensos. Suas mãos agarraram o cabo de sua espada curva e todo o seu corpo estava pronto para lutar a qualquer momento. A menina ficou assustada com a ação de Soran, mas, no momento seguinte, ela também desapareceu. A pequena figura apareceu no ar e todo o seu corpo estava envolto por um campo de energia invisível. O único que não entendia o que estava acontecendo era o Anão Cinzento, que ainda olhava ao redor.

— Campo de energia psiônica! — Soran tinha uma expressão severa. Sua capacidade de percepção estava aumentada ao máximo e sua XX também estava atenta ao ambiente ao seu redor. — Há um feiticeiro psiônico por perto lançando um feitiço!

Com um olhar sério, a menina falou.

— É um Lendário! Não, não, não! Deve ser alguém além de uma lenda! O Campo de Energia Psiônica cobre uma grande área! Como isso é possível?! O plano material não teria um Feiticeiro psiônico tão poderoso!

Os dois estavam prontos para a batalha.

No entanto, não havia nenhuma situação anormal nas proximidades e a súbita explosão de energia psiônica foi apenas uma flutuação momentânea. Quando nada mais aconteceu, Soran chegou a duvidar que o que acabara de acontecer fosse uma ilusão. Se a menina não estivesse aqui, Soran poderia ter pensado que era apenas uma ilusão. Portanto, era verdade que havia um feiticeiro psiônico muito poderoso naquele momento e o poder desse feiticeiro psiônico estava além da imaginação de Soran.

Esta área coberta.

Na memória de Soran, apenas um Feiticeiro psiônico de nível 30 ou superior poderia realizar tal feito!

‘Um Feiticeiro psiônico de nível 30? Como isso pode ser possível!’

Soran nunca havia encontrado tal figura antes; provavelmente, havia apenas algumas poucas existências tão poderosas.

— Será que é uma ilusão? — a menina balançou a cabecinha, pousou no chão e perguntou. — Você sentiu isso? Agora mesmo! Um campo de energia psiônica muito poderoso!

Soran acenou com a cabeça e respondeu.

— Eu senti o mesmo. Não é possível que ambos estivéssemos errados. Deve haver um Feiticeiro psiônico por perto. É melhor tomarmos cuidado mais tarde.

A menina acenou com a cabecinha.

— Será que são os Githyankis? Lembro-me que os Githyankis costumavam vagar pelo Submundo; eles tinham um grande número de poderosos Feiticeiros psiônicos.

Surpresa.

A menina era bastante conhecedora.

A memória genética de um dragão costumava levar muito tempo. Parecia que sua forma atual não havia despertado toda a sua memória genética, o que significava que sua linhagem vinha de uma nação de dragões.

‘Githyankis! Droga! Não tenho certeza do que acontece no Submundo antes da Crise do Avatar. Será que algum poderoso feiticeiro psiônico visitou o Submundo durante esse período? Qual viajante planar seria?’

Soran tentou vasculhar sua memória, mas havia poucas informações disponíveis. Quando ele chegou ao Submundo, a Crise do Avatar já havia começado. Na verdade, a diferença entre os dois períodos era bastante grande e era por isso que ele precisava de um guia. Atravessar o Submundo era muito mais difícil do que o mundo da superfície e apenas alguns aventureiros conseguiam entrar antes da Crise do Avatar. Muitas informações sobre esse período eram apenas boatos, pois, naquela época, poucas pessoas podiam se envolver nesse nível.

A última vez que Soran se tornou uma lenda, ele até passou algum tempo reencarnando, então havia uma lacuna de memória desse período.

— Temos que ter cuidado — Soran olhou em volta e fez sinal para o Anão Cinzento continuar andando. — Os Feiticeiros psiônicos são difíceis de lidar, então é melhor nos prepararmos para a batalha.

Os três continuaram em frente.

Nada aconteceu quando chegaram à estrada que levava à cidade dos Anões Cinzentos.

Era como se nada tivesse acontecido.

Eles não encontraram nenhum inimigo nem viram vestígios do Feiticeiro psiônico.

O campo de energia psiônica havia desaparecido.

A energia foi apenas momentânea.

***

No cruzamento da área do Submundo.

Ao pé do Hellpoemer estava o corpo de uma Elfa-Negra. Ele olhou para o semideus Vampírico.

— Então… por que você ainda a mordeu?

Rhinehart cuspiu como se tivesse provado algo repugnante.

Ele virou-se para olhar para o Hellpoemer e um sorriso gentil apareceu em seu rosto bonito.

— Não estamos familiarizados com este lugar, por isso precisamos de um servo para nos guiar.

Gotas de sangue pingavam.

Com alguma energia maligna, o cadáver da Elfa-Negra no chão começou a se mover.

— Mestre!

Uma voz fria e sem coração foi ouvida e a Elfa-Negra morta se levantou. Suas pupilas eram cinzentas e toda a sua pessoa parecia uma marionete, ajoelhada aos pés do semideus Vampírico.

— Olhe — Rhinehart sorriu, levantou a mão e tocou a testa da Elfa-Negra. — Que coisa simples! Agora podemos deixá-la liderar o caminho. O deus dos Ladinos e Meio-Elfos! Mal posso esperar. Como será o sabor do sangue fresco de um deus? Deve ser muito bom!

O Hellpoemer olhou para ele sem expressão, tocando a flauta mágica na palma da mão.

— Não se empolgue. Este é o território da Rainha das Aranhas. Ela também pode ter percebido essa presa. Ela não é alguém com quem se deva meter. Até mesmo sua encarnação é suficiente para nos matar.

O corpo de Rhinehart tremeu, mas logo pareceu se acalmar de novo.

— Ela não estaria aqui, certo? Um deus fraco não chamaria a atenção dela, eu acho.

O Hellpoemer respondeu apenas depois de um tempo.

— Não se esqueça de que ela é gananciosa e cruel. Além disso, qualquer coisa relacionada aos Elfos lhe interessa.

Rhinehart parou.

— Mas são os meio-elfos. Isso não tem nada a ver com os Elfos-Negros.

O Hellpoemer olhou em volta.

— Eu sei, então, é melhor rezarmos para não a encontrar. As recentes mudanças dos Elfos-Negros podem ser devido ao fato de ela terem transmitido algum tipo de oráculo. Além disso, ouvi dizer que um grupo de Paladinos poderosos também veio para o Submundo e não sei qual é o objetivo desses caras. Neste lugar caótico e maligno, o que pode atraí-los?

— Paladinos? — Rhinehart ergueu a sobrancelha, sua voz saindo com repulsa. — Que bando de merdas sem fim!

***

Em algum lugar desconhecido, uma Torre Mágica erguia-se alta nas planícies.

Havia uma plataforma astrológica no topo da Torre Mágica, na qual estavam gravadas inúmeras runas misteriosas e antigas. Uma figura vestida com uma túnica cinza estava parada no centro e sua visão parecia atravessar o espaço e contemplar o mundo subterrâneo.

— Começou.

Ele levantou o dedo e viu-se que era dourado. À medida que mais luz incidia sobre a figura, a aparência da pessoa ficava mais nítida.

Um rosto dourado e um corpo dourado.

A cobertura metálica era como pele humana. Havia um dispositivo especial em seu peito, um relógio que não poderia ser descrito com palavras. Havia inúmeras pequenas runas e marcas especiais nele. O relógio continuava a marcar as horas. A figura olhou para longe e murmurou.

— Não tenho muito tempo. Talvez a glória das artes arcanas possa brilhar mais uma vez! Talvez tudo tivesse sido enterrado pelo tempo! Só o tempo poderá nos dar a resposta! E só o tempo poderá provar tudo! Obrigado, Dylcrena! Que você viva para sempre no tempo!

Uma fenda para uma dimensão desconhecida se abriu.

Diante desse homem que era feito de metal, havia um espaço brilhante como a Via Láctea. No meio do espaço, havia um enorme dragão dormindo. Com sua amplitude, o tempo e o espaço foram distorcidos.

Dragão do Tempo!! Havia apenas uma existência em todo o multiverso capaz de dobrar o tempo e o espaço.

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