Dominação do Abismo

Volume 4 - Capítulo 414

Dominação do Abismo

Soran estava preso.

Na verdade, ele e a Dançarina Oriental ficaram presos por um dia e uma noite inteiros.

Quando cavaram uma passagem para voltar à superfície, os dois estavam um pouco exaustos e pareciam ter rolado na lama. Soran estava um pouco melhor. Afinal, ele estava usando calças justas; só precisava sacudir a areia e a terra da capa, mas a Dançarina Oriental usava um vestido longo; quando ela saiu, estava coberta de sujeira. Apenas quando ela enxugava o suor, conseguia limpar a poeira e expor sua pele branca.

— Finalmente!

Depois que a Dançarina Oriental chegou ao chão, ela jogou fora a pá e sentou-se na areia. Ela levantou-se assim que se sentou; embora o céu estivesse escurecendo naquele momento, a temperatura na região do deserto ainda era muito alta. Não havia sinais dos trabalhadores e outros colegas de equipe nas proximidades, mas havia muito lixo deixado à distância. Os outros levaram tudo o que era útil, deixando apenas lixo para trás.

Soran empurrou a areia, examinou o carvão queimado e sua voz soou grave.

— Não faz muito tempo que eles partiram! Eles partiram por volta do meio-dia.

A Dançarina Oriental aproximou-se, acenou com a cabeça.

— Estes são inúteis!

— Tudo bem.

Soran balançou a cabeça com indiferença. Ele tinha visto muitas coisas no Submundo. Pelo menos desta vez, seus companheiros de equipe não o traíram. Ele olhou para o céu, devagar.

— Vamos descansar aqui por uma noite. Partiremos amanhã. Já que você encontrou o que queria, vamos nos separar amanhã. Se você estiver voltando para os países do Leste, então saia mais cedo. Em pouco tempo, este lugar ficará desolado.

A Dançarina Oriental acenou com a cabeça ao ouvir as palavras e seus olhos se fixaram em Soran. Ela olhou para ele em silêncio por um tempo. Então, um sorriso gentil apareceu no canto de sua boca.

— Obrigada.

Soran acenou com a mão e não respondeu.

— Vou procurar água. Deve haver um oásis por aqui.

Água.

Ao ouvir as palavras de Soran, a Dançarina Oriental se sentiu desconfortável. Ela não conseguiu evitar segui-lo.

— Há algum oásis por perto? Eu vou com você!

Devia haver um oásis nessa região, pois havia um ponto de encontro para aventureiros aqui; um oásis foi criado para se tornar um acampamento base para eles.

Soran seguiu o caminho que se lembrava e logo avistou uma mancha verde à sua frente.

Um pequeno oásis.

Talvez tivesse apenas mais de 100 metros de comprimento, rodeado por vegetação variada e algumas árvores altas, com uma piscina profunda no centro. Era um milagre no deserto. Em um lugar tão árido e brutal, um lugar assim poderia ser preservado.

— Isso é fantástico!

A Dançarina Oriental não conseguiu evitar acelerar os passos. Quando ela chegou à piscina, ela se abaixou e tomou alguns goles. Então ela pegou a água e lavou o rosto. À medida que a poeira do rosto era lavada, um rosto encantador e comovente também era revelado. Depois de lavar o rosto, um leve rubor apareceu em seu rosto encantador. Ela virou-se para olhar para Soran ao seu lado, como se quisesse dizer alguma coisa.

Soran também estava lavando o rosto.

A água fria aliviou a sensação de desconforto. Ele limpou o corpo e então viu o olhar fixo da Dançarina Oriental.

— O quê? — perguntou Soran, franzindo a testa.

A Dançarina Oriental tinha uma expressão estranha; parecia que estava um pouco envergonhada.

— Quero me limpar. Você pode me esperar lá fora.

*Então ela quer se lavar.* Soran, ao ouvir as palavras, levantou-se e olhou para a mulher empoeirada.

— Tudo bem. Vou esperar por você lá.

Soran virou-se e foi embora.

Depois que a Dançarina Oriental teve certeza de que Soran não estava por perto, ela desamarrou o cinto com cuidado, mas ela olhou para trás e sussurrou.

— Será que ele daria uma espiada? Bem, não posso fazer nada se ele decidir voltar sorrateiramente, né? Não me importo! Vou tomar banho primeiro…

A Dançarina Oriental deixou cair o vestido, revelando suas belas pernas longas.

Ela tocou a água com os pés e, em seguida, desamarrou a blusa. Seus seios eram como jade branco ao luar. A Dançarina Oriental colocou as mãos no peito e entrou na água. Ela suspirou satisfeita e começou a limpar a poeira do corpo.

— Ele não é mau! Que pena, eu gosto da Di!

A Dançarina Oriental estava imersa na água. Seu longo cabelo molhado espalhava-se como algas marinhas. Ela limpou o rosto enquanto pensamentos descontrolados passavam pela sua cabeça. Ela corou.

— Ele está espiando?

Na verdade, ela pensava demais.

Soran tinha saído e não tinha intenção de espiá-la.

Em termos de beleza, Gloria era a mulher mais bonita que ele já tinha conhecido. Talvez só quando Vivian crescesse, ela superaria Gloria. Com Gloria por perto, Soran não tinha interesse pela Dançarina Oriental.

Sob a lua fraca.

Alguém estava por perto!

Soran entrou na sombra e se esgueirou.

Uma pessoa.

Um mulher.

Antes de Soran se aproximar do alvo, ele viu uma figura alta com longos cabelos negros. À primeira vista, ela percebeu que era uma mulher. A mulher usava meias justas, mostrando as curvas requintadas do seu corpo. Seu rosto e contornos tinham as características do povo oriental, mas sua altura era maior do que a de uma mulher do norte, mas isso não era o mais importante; o importante era que Soran não viu nenhuma arma nela. Ela só tinha um par de luvas pretas.

— Quem é!?

Uma voz fria foi ouvida e a mulher na frente de Soran parou. Sua figura se moveu e se fixou na posição de Soran. Então ela se transformou em uma sombra e se aproximou de Soran. Ela chutou Soran com uma força incrível.

Não havia nenhum sinal.

Soran nem sabia como o inimigo havia determinado sua posição. Ele só tinha certeza de que não se expôs. Parecia que o oponente conseguia detectá-lo devido a alguma habilidade sobrenatural.

Soran ficou surpreso quando a poeira que ela levantou revelou sua posição.

*Pa!*

Diante da aproximação e do chute veloz do inimigo, Soran não teve tempo de se esquivar e não teve chance de sacar sua espada; ele só pôde se preparar para o impacto. Com o som surdo da colisão corporal, Soran foi empurrado um pouco para trás. Após um golpe forte, sua figura vigorosa recuou. Ela pousou no chão como uma pena de ganso.

— Um Ladino?

*Pa.*

A mulher à sua frente juntou as mãos. Quando ela bateu palmas, um leve brilho mágico apareceu nas luvas e então um arco elétrico saltou através delas. Esse estranho arco continuava pulando na palma da mão dela, mas não parecia ser uma habilidade sua; era uma habilidade das luvas, uma arma de Grau Raro.

‘Postura de arco, passo lateral, mãos levantadas.’

Soran ficou sério depois de ver esses movimentos. Ele sacou sua espada.

— Uma Mestre Boxeadora?

Mestre Boxeadora.

Esta foi a primeira vez que Soran viu uma Mestre Boxeadora. Como uma classe avançada da classe de Monge, embora não houvesse nenhum requisito obrigatório para se tornar um Mestre Boxeador, era raro uma mulher avançar para essa posição. O tipo de classe feminina que aceitava a prática do treinamento ortodoxo do Mestre Boxeador era muito raro.

Além disso, o adversário era tão bom quanto Soran!

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