
Capítulo 839
Getting a Technology System in Modern Day
“Nossa, isso está uma delícia. Foi a Nova quem preparou?” Aron perguntou com um sorriso de canto enquanto experimentava a comida. Ele estava sentado em um campo aberto que parecia mais um local para piquenique do que um lugar de encontros.
Antes mesmo de engolir, teve que incliná-la levemente para o lado para escapar de uma bola de fogo que vinha voando direto na sua direção.
“Você não sabe que não se deve perturbar um cachorro enquanto ele está com fome?” disse rindo, olhando para a esposa, que tinha acabado de tentar dar uma renovada de rosto improvisada nele.
“Você é quem pediu, né,” Rina respondeu de forma casual enquanto despejava suco de manga nos copos deles—o favorito dele.
“Mas, mesmo assim, está uma delícia,” Aron falou, deixando de lado a piada enquanto realmente elogiava o prato dela. Não era algo que ela fizesse com frequência—na maior parte das vezes porque não precisava—but ele apreciava de qualquer forma. Pegou o copo de suco de manga dela com um aceno de agradecimento.
Era por isso que eles tinham feito dessa uma tradição: pelo menos uma vez a cada alguns meses, faziam piqueniques assim—onde cuidavam de tudo sozinhos, desde a preparação e o cozimento até a limpeza, sem depender de tecnologia ou ajudantes. Era apenas um dos muitos encontros que se esforçavam para fazer pelo menos uma vez por mês.
Claro, isso também significava que ela precisava aprender a cozinhar de forma convencional, o que trouxe sua digestão reforçada sendo útil mais de uma vez nos primeiros dias desses piqueniques ao estilo de campo.
Rina sorriu maliciosamente enquanto dava um gole no próprio suco, observando Aron aproveitar a refeição. “Vou supor que já está na hora de dizer que melhorei, né?”
Aron deu uma risada, acenando com a cabeça enquanto dava mais uma mordida. “Diria que já passamos da fase de ‘treinamento de sobrevivência’, sim.”
Ela rolou os olhos, mas riu junto. “Pois é, se você não tivesse insistido em fazer isso sem ajuda de IA ou assimilação de conhecimento, talvez nem precisássemos daquele ‘treinamento de sobrevivência’ no começo.”
“É esse o ponto, não é?” Aron disse, esticando as pernas na relva. “Sem tecnologia, sem império, só nós… e quem sabe umas experiências de quase morte por causa da sua comida de iniciante.”
Rina fez uma expressão dramática. “Você não disse isso!”
Aron sorriu, levantando o vidro. “Para o progresso?”
Ela bufou, mas bateu o copo contra o dele. “Para o progresso.”
Depois de passar um bom tempo aproveitando a refeição e a conversa descontraída, eles acabaram mudando para outras atividades de piquenique. Mas, dado o nível de poder que seus corpos agora tinham, o que normalmente seria considerado jogos casuais se transformava em um espetáculo verdadeiro.
Toda atividade precisou ser adaptada para acomodar sua força—brincadeiras simples de pega, por exemplo, viraram uma caça a projéteis de alta velocidade, a corda virou uma luta de força controlada ao detalhe, e até uma corrida pelo campo aberto criava ondas de choque na trilha.
Mas, ao invés de causar transtorno, tudo se tornou ainda mais empolgante. O desafio de conter a energia só o suficiente para manter a diversão, enquanto se desafiavam de formas únicas, adicionava uma camada de emoção que nenhum jogo comum podia oferecer.
Por mais de três horas, jogaram sem parar, sua resistência infinita e recuperação rápida garantindo que nunca precisaram desacelerar. Risadas ecoaram pelo campo enquanto eles ultrapassavam os limites do que seria uma simples e pacífica brincadeira—mas, para eles, era exatamente o descanso que precisavam.
Ao voltarem para onde estavam seus pertences, o único sinal das horas de atividade intensa era a respiração ritmada subindo e descendo nos corpos deles.
“Como vai a sua pesquisa?” Aron perguntou, olhando para Rina.
“Tem avanços, mas nada substancial ainda,” ela admitiu, pegando a garrafa de água que ele abriu para ela. “Parece que estamos presos a olhar para ela do mesmo jeito de sempre. Acho que precisamos encontrar um novo ângulo—isso deve ajudar a entender melhor.”
Aron assentiu, considerando suas palavras. “Conseguimos decifrar a maior parte do conhecimento das civilizações do Conclave. Algumas usam magia de formas completamente diferentes das nossas—algumas focam na força do corpo, outras desenvolveram engenharia mágica. Isso pode te dar novas perspectivas. O que acha?”
Rina não respondeu imediatamente, ainda bebendo sua água. Quando terminou, devolveu a garrafa para Aron, que deu um gole antes de ela finalmente falar. “Na real, isso parece muito útil. Talvez até sirva para gerar novas ideias. Obrigada.” Então, inclinou a cabeça um pouco e perguntou: “E como vai sua pesquisa?”
Aron soltou um suspiro satisfeito após saciar a sede. “Vai bem. Com todo o conhecimento novo que adquirimos, minha cabeça está cheia de ideias. Mas, como estou nesse ‘período de descanso forçado,’ só posso documentá-las até o fim dessas duas semanas,” disse, enquanto se deitavam juntos.
Ele pegou a mão dela, entrelaçando seus dedos. “Não que eu esteja reclamando,” acrescentou com um sorriso de canto, antes de se inclinar para beijá-la.
Rina riu suavemente com as palavras dele, apertando a mão. “Você é desesperado por descanso, né,” ela provocou, inclinando a cabeça para olhar para ele.
Aron sorriu de canto. “Diz a quem passou três dias seguidos aprimorando um ciclo de magia porque ‘quase tinha conseguido.’”
Ela bufou, empurrando-o de leve, brincando. “Foi diferente. Eu estava quase lá.”
“E eu não estou?” ele retrucou, levantando uma sobrancelha.
Ela riu, balançando a cabeça. “Tá bom, tá bom. Acho que a gente também tem um problema.”
Eles caíram num silêncio confortável, observando o céu escurecer até o crepúsculo, enquanto a noite se estabelecia ao redor. As primeiras estrelas começavam a surgir através da luz que desaparecia, brilhando com tranquilidade. Uma brisa fresca passou, carregando o som distante da natureza, a completar o clima íntimo do momento. Apesar da intensidade das atividades anteriores, tudo agora parecia calmo—quase leve, como se o mundo tivesse desacelerado só para eles.
“Sabe,” Rina disse, sua voz agora mais baixa, “esses momentos… eles me lembram por que insistimos tanto. Não é só sobre poder ou progresso—é sobre garantir que ainda possamos aproveitar coisas assim. Tempo, liberdade, um ao outro.”
Aron virou o rosto para ela, com um olhar gentil. “Pois é,” ele concordou, apertando levemente a mão dela. “É por isso que temos que estar preparados.”
Ela assentiu, depois sorriu maroto. “Mas primeiro, temos que sobreviver a duas semanas de você tentando não sumir para trabalhar.”
Aron reclamou, jogando-se com dramaticidade de costas. “Mais fácil falar do que fazer.”
Rina riu, descansando a cabeça no ombro dele. “Eu vou garantir que você não consiga.”