Getting a Technology System in Modern Day

Capítulo 751

Getting a Technology System in Modern Day

"De forçar líderes de nações a assinar acordos de rendição a agora assinar uma trégua com alienígenas em nome do império—quem diria que tudo isso acontecería em menos de uma década?" comentou uma mulher sedutora ao desembarcar de sua nave. O feixe de tração da nave se ativou, conduzindo-a suavemente até o local designado para a assinatura.

Ela era membro da Nyx, uma das poucas que já atuavam antes mesmo da Guerra de Unificação, e, apesar de a trégua ainda não estar oficialmente em vigor, não demonstrava sinais de nervosismo. Na verdade, ela parecia animada—não pelo risco de um disparo acidental acabar com sua vida, mas pelo que essa trégua sugeria.

A assinatura desse acordo indicava a possibilidade de uma paz maior, e o fim do conflito. E o que viria a seguir seria um campo de batalha de coleta de informações, de uma escala até então inimaginável. Essa perspectiva a empolgava muito mais do que qualquer guerra convencional jamais poderia.

Embora sempre tivesse apreciado seu trabalho, muitas vezes sentia que faltava o verdadeiro desafio. Antes mesmo da unificação, eles detinham o domínio tecnológico, o que significava que poucos segredos permaneciam ocultos para eles. O culto, que antes representava uma ameaça por não depender de tecnologia, foi uma anomalia breve—uma que foi rapidamente combatida.

Mas agora, pela primeira vez em anos, parecia que havia um jogo real a ser jogado. A fronteira recém-aberta apresentava uma oportunidade de verdade—uma arena onde os agentes da Nyx seriam realmente necessários. A vasta extensão de aliados e inimigos, cada um com seus segredos a descobrir, prometia o desafio que ela ansiava. Espionar, antes rotina, voltaria a ser uma arte de verdade.

Enquanto sua mente trabalhava no background, concentrada no representante que se aproximava, eles finalmente chegaram ao ponto onde se esperava a troca formal. No entanto, justo quando estavam perto, ela sentiu uma sensação estranha—uma tentativa de invadir sua mente.

"Vamos não fazer isso e focar no que viemos fazer," ela disse calmamente, percebendo que o representante Zelvora havia tentado infiltrar seus pensamentos. O escudo psíquico em seu capacete tinha bloqueado a tentativa, causando um pequeno efeito de retaliação na Zelvora. Felizmente, foi algo menor, já que a intenção dele não era maliciosa—pelo menos, não de forma evidente.

Eles tentavam criar uma rede mental para facilitar a comunicação.

"Peço desculpas pelo mal-entendido," disse o Zelvora, com tom de remorso, conforme traduzido pelo dispositivo. "Queria estabelecer um vínculo mental para tornar o processo mais fluido, mas esqueci de pedir permissão. Essa situação é nova para nós."

"Tudo bem," ela respondeu com um sorriso acolhedor, transmitindo compreensão. Mas, por trás dessa fachada amistosa, ela não passou nem mesmo uma fração de segundo acreditando na explicação dele. Estava certa de que a tentativa fora um teste, uma maneira de sondar suas defesas, com a rede de segurança da negação plausível.

"Podemos passar ao assunto principal? Ainda não estamos sob uma trégua oficial, então, se explodirmos agora, ninguém vai ser punido por isso. Vamos terminar logo para evitar que isso aconteça," ela disse, quebrando o silêncio com um lembrete direto da situação delicada.

"Ah, sim, claro," respondeu o representante Zelvora, um pouco envergonhado. "Vou explicar novamente o procedimento para iniciar um juramento de mana antes de prosseguirmos com a assinatura do seu contrato, o que não requer mais instruções."

Apesar de a explicação já ter sido abordada durante a negociação, ela deixou que ele reiterasse as etapas do juramento de mana sem interromper. Uma vez concluído, eles rapidamente iniciaram o juramento.

O procedimento foi seguido pelo Zelvora assinando cuidadosamente o contrato rúnico—que o império dizia ser um contrato de mana—após verificar se os termos não haviam sido alterados desde a versão final acordada. Tudo feito com precisão metódica, garantindo que ambas as partes cumprissem o acordo até o menor detalhe.

No momento em que o Zelvora assinou o contrato rúnico, uma onda de mana inundou tanto ele quanto todos no campo de batalha. Instantaneamente, adquiriram conhecimento dos termos, pois esses foram imbutidos diretamente na mana que agora percorria seus corpos.

Aqueles mais sintonizados com o plano mental, especialmente os Zelvora que também tinham uma sensibilidade extra ao aspecto da alma, sentiram algo mais profundo—um nó imperceptível se formando ao redor de uma parte de suas almas.

Essa sensação sutil, porém inequívoca, enviou uma mensagem clara: esse contrato era tão vinculante quanto seus reverenciados juramentos de mana, se não mais. A percepção atingiu todos de uma vez—o contrato rúnico não só ligava sua mana, mas também amarrava uma porção de sua própria alma, tornando-se um acordo irrefutável com consequências muito além de meios físicos ou mágicos.

O campo de batalha oficialmente entrava em uma trégua, prevista para durar uma semana. À medida que a tensão se acalmava, muitos soldados permitiram-se um suspiro de alívio, finalmente podendo descansar após dias de combate constante.

"Nosso imperador me instruiu a dizer que vocês devem apresentar sua proposta o mais rápido possível," ela afirmou com firmeza, antes que o feixe de tração da nave começasse a puxá-la de volta para a embarcação que a trouxera.

Não houve apertos de mão, troca formal de palavras—apenas uma sensação persistente da violência que tinha sido interrompida há pouco. Agora, restava apenas a paz frágil mediada pela trégua, pendendo no equilíbrio do que vier a seguir.

………………

{Senhor, eles enviaram a proposta deles,} disse Nova, materializando um documento que parecia interminável—cem páginas com milhares de termos embutidos nele.

Aron não perdeu tempo, escaneando rapidamente as primeiras linhas. Não demorou para perceber que essa tal proposta de paz não era exatamente um acordo de paz. Em vez disso, era uma aposta, um desafio que precisava ser cumprido antes que qualquer acordo verdadeiro de paz pudesse ser finalizado.

A proposta era clara: ambos os lados se encontrariam, e poderiam colocar tudo o que quisessem como aposta—recursos, território, informações—desde que a outra parte aceitasse.

Da mesma forma, podiam fazer exigências, desde que oferecessem algo de valor equivalente em troca. Uma vez que as partes concordassem sobre o que seria apostado, negociariam as regras do confronto—como as apostas seriam ganhos ou perdidos.

Após terminar o documento extenso, Aron fez uma pausa por um momento, refletindo sobre os benefícios e riscos potenciais. A ideia de negociar por meio de apostas intrigava-o, mas também carregava incerteza e perigo. Por fim, quebrou o silêncio.

"Vou negociar com eles pessoalmente," declarou Aron com convicção. "Mas primeiro, que os outros se reúnam assim que terminarem de revisar a proposta. Preciso ver se há pedidos específicos que devamos fazer, e o mesmo vale para as AIs." Ele não demonstrava hesitação alguma, pois a ideia de recuar sequer passara por sua cabeça.

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