Getting a Technology System in Modern Day

Capítulo 339

Getting a Technology System in Modern Day

Uma semana depois, o escritório presidencial de Eden anunciou uma coletiva de imprensa, afirmando que revelariam algo que o mundo todo precisava saber com certeza.

A notícia chamou a atenção de grande parte do planeta; as pessoas estavam curiosas para saber qual seria essa grande novidade.

Principalmente porque a maioria do mundo via Eden como os vilões, devido ao trabalho constante dos Morgans, dos chineses e de algumas organizações que se uniram após sofrerem perdas enormes devido à questão do IP do Hephaestus e a outros movimentos em nome do governo edenense.

Assim, as especulações corriam soltas pelo mundo; as pessoas comentavam nas garagens do trabalho, em todas as redes sociais, nas transmissões de TV de todos os canais, e até em várias salinhas nos fundos, discutindo o que poderia estar acontecendo.

As pessoas influentes que operavam nos bastidores tinham certeza de que tinham vencido e que Eden estava prestes a capitular, entregando-se a todas as exigências para recuperar a sua reputação no palco mundial, que havia afundado mais ainda do que o próprio coreano do Norte já tinha conseguido.

Exatamente às 11h58 do dia da divulgação, a sala de imprensa do palácio edenense estava lotada de repórteres de várias partes do mundo.

As câmeras começaram a captar e as transmissões ao vivo começaram na internet, mas o presidente Romero ainda não tinha subido ao palanque, deixando os telespectadores ansiosos, presos às imagens de um palanque vazio com o emblema presidencial de Eden ao fundo e um único microfone se projetando no topo.

Logo depois, Alexander entrou na sala e caminhou calmamente até o púlpito com uma expressão neutra no rosto.

— Cidadãos da grande nação de Eden, senhoras e senhores que assistem de casa, amigos e inimigos ao redor do globo, boa tarde — cumprimentou, já disparando metáforas enquanto começava seu discurso. — Obrigado por estarem aqui comigo hoje. Apesar de nossa mensagem ter sido repentina, ela foi emitida por uma situação de emergência que nos obriga a informar o mundo.

— Então, não vou pedir desculpas pelo pouco tempo que tiveram para preparar suas perguntas de pegadinha comigo — fez uma pausa, respirando fundo.

Após aquela breve pausa para se recompor, Alexander deixou de lado as provocações e passou a revelar informações bombásticas. — Há cerca de quatro meses, a rede de satélites Panopticon que lançamos detectou um objeto se aproximando do nosso sistema solar a um quarto da velocidade da luz. A princípio, achamos que era apenas um artefato de varredura. Pela distância em que foi observado, essa era a possibilidade mais óbvia.

— Então, verificamos novamente, mas o objeto ainda estava lá. E verificamos mais uma vez. E de novo. E de novo... — ele fez uma pausa, concentrado, voltando à sua fala preparada. — Mas, por mais que checássemos, o objeto continuava aparecendo em nossas escaneamentos. Então, após esses testes contínuos, decidimos criar dispositivos de observação especializados, que lançamos recentemente nos pontos de Lagrange ao redor da Terra e do Sol.

— Eles possuem uma resolução muito mais elevada em uma frequência recém-descoberta, proporcionando uma visão muito melhor do universo ao nosso redor, ou pelo menos de um raio de dez anos-luz ao redor.

— E o resultado dessas varreduras é: o objeto existe. Mas, pelo menos, conseguimos visualizá-lo com maior resolução — disse, enquanto a tela atrás dele exibía os resultados da coleta constante de dados dos últimos quatro meses.

— Por causa da importância dessa descoberta, já convocamos uma sessão de emergência do Conselho de Segurança da ONU para discutir como vamos lidar com ela. E, para que vocês possam verificar por si próprios, suas agências espaciais ou até entusiastas amadores podem acessar o site do nosso governo, onde já divulgamos as coordenadas da descoberta para que possam conferir por vocês mesmos.

— Senhoras e senhores, esperamos que o Conselho de Segurança da ONU aprove a nossa solicitação de sessão de emergência após a verificação dos seus países. E, junto com isso, convidamos todos a baixarem os dados e verificarem por si próprios — acrescentou, com uma sinceridade grave na voz. — É com o máximo de seriedade que digo: chegou a hora da humanidade se unir e juntar nossos recursos. Se conseguirmos fazer isso, tenho convicção de que nada será impossível para a humanidade — afirmou, ao falar com um tom sério, como se já soubesse da dura batalha política que estaria por vir.

Ele continuou por mais alguns minutos, explicando como chegaram à conclusão de que não se tratava apenas de um corpo planetário na vastidão do espaço que, por acaso, tinha uma órbita que passaria pelo sistema solar. Ele usou termos acessíveis ao público leigo e nunca deixou de mencionar que uma explicação mais detalhada e técnica estava disponível no site oficial.

— Agora, vou aceitar perguntas — concluiu, e todos os repórteres no local levantaram a mão. Nada mais natural após ouvirem que alienígenas podem estar vindo atrás deles.

Alexander destacou um deles e perguntou: — Jim Sterling, da BBC News. O que vocês esperam que saia da reunião do Conselho de Segurança que convocaram? Não deveriam ter chamado uma sessão de assembleia geral, em vez de uma sessão do conselho?

— Ótima pergunta. A Resolução 377A, 'Unidos pela Paz', estabelece um procedimento específico para convocar uma sessão especial de emergência da Assembleia Geral da ONU, que pode resultar em ação militar conjunta. Segundo essa resolução, uma assembleia geral só pode ser convocada como emergência se o Conselho de Segurança da ONU já tiver se reunido, votado e não conseguido chegar a uma resolução.

— Para a assembleia geral se reunir, são necessários sete votos no Conselho de Segurança ou uma maioria na assembleia geral. Portanto, estamos agilizando os procedimentos para levar o assunto à Assembleia Geral — afirmou, indicando o próximo repórter para fazer a sua pergunta.

— Samantha Clark, da Associated Press. Por que vocês estão nos contando isso agora, em vez de esperar uma situação mais tranquila no cenário mundial? — questionou a repórter seguinte.

— Estou falando agora porque precisamos assumir que o pior cenário possível é verdadeiro: o objeto é uma nave tripulada e hostil. Avisar com antecedência é para dar tempo de todo mundo se preparar para sua chegada — explicou Alexander, fazendo um movimento de contenção com o corpo, enquanto uma onda de calafrios passou pelos presentes, que ficaram completamente em silêncio.

Por fim, ele esclareceu: — Ainda não há provas de que sejam hostis, e seria melhor se não fossem, mas é melhor se preparar para o pior, mantendo a esperança pelo melhor — afirmou, encarando diretamente a câmera.

— Só por precaução — enfatizou.

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