O Sistema do Necromante Mais Forte

Volume 1 - Capítulo 153

O Sistema do Necromante Mais Forte

Tradutor/Revisor: miggigibe


Darren White era um tecnopata. Um super-humano com a habilidade única de se comunicar mentalmente com todas as formas de tecnologia e controlá-las.

Os drones ao redor dele eram máquinas especiais que o próprio Darren criara. Cada um deles era equipado com um Cristal Mágico médio de alto nível, retirado de um Chefe de Portal Vermelho de rank Desastre. Os cristais alimentavam os drones e também os lasers que Darren havia construído para cada um deles, e eram sua principal arma para lutar contra monstros dentro do Portal.

Para a maioria dos super-humanos, conseguir tantos cristais médios teria sido impossível, já que eram extremamente caros. Mas a família de Darren era tão rica que ele conseguiu comprar tudo aquilo usando apenas a mesada que recebera nos últimos meses.

Darren riu ao ver os olhares curiosos nos rostos dos outros e bateu o punho contra o peito com grandiosidade.

— Não temam, pois Darren, o grande e poderoso, está aqui! Todos devem estar chocados com meu poder, mas eu jurei usar minhas habilidades apenas para o bem! Seguirei o caminho do meu ídolo! O grande Technoblade! Eu. Sou. Tecnoman!

Jason levou a mão ao rosto e gemeu. Por um instante, ele realmente ficara impressionado com os drones e com o quanto pareciam elegantes, mas, no momento em que Darren abriu a boca, tudo foi jogado pela janela. Deveria ser crime dizer coisas assim com tanta confiança.

Darren manteve a pose por mais alguns segundos antes de se virar rapidamente para Jason.

— Como foi, chefe? Eu fui maneiro, né?

Jason deu a Darren uma expressão impassível, e Darren murchou de forma quase cômica. Darren realmente achava que aquela tinha sido uma apresentação incrível. Ele até manteve suas habilidades em segredo por tanto tempo só para poder apresentá-las de forma épica. Jason viu a expressão no rosto de Darren e suspirou ao perceber que ele estava de fato chateado por Jason não ter achado aquilo maneiro. Então apenas deu um tapinha nas costas dele e falou com resignação.

— Tudo bem, tudo bem. Você foi um pouco maneiro.

Darren se inflou de novo imediatamente com aquele pequeno elogio, e Jason riu baixo ao ver a rapidez com que seu humor mudou. Que desgraçado maluco.

— Ohh, então você é um tecnopata, bratza! Isso é incrível! Nunca vi ninguém controlar tecnologia antes!

Ricardo falou do outro lado da clareira, olhando para os vários drones que circulavam acima. Ele estendeu os sentidos para ver o que alimentava os drones e ficou surpreso ao notar um Cristal Mágico de tamanho considerável dentro de cada um. Aqueles cristais custariam pelo menos trezentos mil dólares cada. Isso significava que aqueles dez drones valiam mais de três milhões de dólares ao todo.

— Oooh… E você ainda equipou todos com lasers movidos a magia! Você é muito rico, não é, bratza?

Darren soltou uma risadinha de olhos fechados, esfregando o dedo sob o nariz com orgulho. Mas Jason conseguiu ver um leve rubor em seu rosto enquanto ele apreciava o elogio vindo do super-humano mais velho.

Ao lado, Henry olhava para os drones com uma expressão completamente diferente no rosto.

Que diabos? Que porra é essa? Qual era o sentido dessa merda?

Henry já estava se sentindo péssimo por ser ofuscado por Jason em sua avaliação, mas estava disposto a ignorar a participação dele, já que tinha certeza de que pelo menos seria o segundo melhor do grupo. Não havia como aquele garoto gordinho brilhar mais que ele. Então que diabos era aquilo?

Que porra eram aqueles drones, e como algo assim era permitido? Era trapaça. Uma trapaça do caralho. Henry sabia que era mais forte que Darren. Muito mais poderoso que aquele bastardo gordinho. Se lutassem sem Dons naquele momento, Henry venceria dez em dez vezes. Mas aqueles drones eram trapaça. Como alguém poderia lutar contra dez drones que disparavam lasers mágicos?

Henry olhou para suas duas garrafas de água e, de repente, sentiu uma onda intensa de inutilidade atravessá-lo. Talvez devesse ter pedido aos pais para comprarem algo mais sofisticado.

Ele se virou para Darren e Jason, que conversavam entre si, e soube que realmente perdera ali. Só queria que tudo aquilo acabasse logo. Aquilo era uma puta sacanagem.

Ao lado, Darren avaliou Jason com um olhar curioso antes de perguntar o que ele usaria para lutar. Darren se lembrava de que Jason tinha alguma habilidade ocular, então será que lutaria como Combatente?

— Ah, certo.

Jason falou de repente, como se só então se lembrasse de que precisava usar uma arma para lutar. Ele moveu a mão para o lado e apanhou uma espada longa que surgiu ao lado dele. Os olhos de Darren se arregalaram, chocados ao ver a espada. Era uma lâmina intricada, com um design de fantasia que Darren não reconhecia. A lâmina era de prata pura, com um pomo negro moldado como a cabeça de um dragão. Os olhos de Darren brilharam enquanto ele a observava.

— Você comprou isso de um vendedor de artefatos, chefe? E de onde ela veio? Você tem um anel espacial? Meu Deus, ela tem um design de base dracônica! Posso segurar, por favor?

Darren estava praticamente babando diante da arma. Jason a entregou a ele e permitiu que a examinasse. Darren grunhiu assim que recebeu a espada e gritou quando a ponta caiu no chão com um baque. Era pesada para caralho.

— E-eu não consigo levantar, chefe!

Darren gritou com o rosto vermelho, e Jason apenas riu enquanto pegava a espada de volta. Jason era rank S, e Darren era apenas rank E, então a diferença de força entre eles era grande demais. Enquanto Jason não sentia peso algum na espada, Darren sentia como se estivesse tentando levantar uma bigorna.

Jason ainda não era especialista no manuseio de armas laminadas, mas sabia que os monstros naquele Portal Vermelho eram fracos, então não precisaria se esforçar muito para lidar com eles. Um ou dois golpes bastariam para matar qualquer um.

Ricardo e Rosa observaram a espada de Jason com olhares críticos e, depois de um tempo, os dois concluíram que ela não representava perigo para a missão. Ricardo bateu palmas e então falou.

— Já que estamos todos prontos, é hora de chamar as feras!

Doon!

Ricardo espalhou seu mana em uma ampla onda que atravessou a floresta, e o silêncio da mata foi subitamente rasgado pelo grito alto de um macaco. Os gritos cresceram em volume e intensidade com o passar do tempo, e não demorou para o primeiro dos monstros romper a folhagem e alcançar o grupo. O macaco-aranha era uma coisa aterrorizante. Tinha o torso de um macaco e a parte inferior do corpo de uma aranha, com oito pernas. Sua pele era negra, e seis olhos se alinhavam em sua testa. Quando gritou, todos puderam ver suas presas afiadas e alongadas.

— Puta merda, é feio pra caralho!

Darren gritou de trás assim que viu o monstro atravessar a folhagem, e Jason riu. Mais dez monstros surgiram entre as árvores, e Jason falou com calma.

— Darren, quanto dano seus drones conseguem causar?

— E-eles conseguem causar ferimentos graves em feras rank D e C, mas não sei se podem machucar um rank B.

Jason assentiu e se virou para Henry.

— Você consegue disparar projéteis com a água?

Henry ficou chocado por Jason falar com ele tão de repente, mas se recompôs depressa e assentiu.

— Sim.

— Certo. Darren, concentre o fogo em qualquer fera que se separar do bando e mantenha todas na nossa frente. Henry, use a água para lidar com os monstros mais distantes.

Jason deu as ordens enquanto começava a caminhar.

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