O Sistema do Necromante Mais Forte

Volume 1 - Capítulo 93

O Sistema do Necromante Mais Forte

Tradutor/Revisor: miggigibe


Gina queria saber o que acontecera com Jason nas poucas horas desde a última vez que o vira. Quem diabos era aquela mulher. Como Jason a encontrara. Por que ela estava inconsciente e o que Jason estava fazendo com ela em primeiro lugar. No fim, uma única pergunta cobria tudo ao mesmo tempo: por que a mulher estava em seu banco traseiro?

Jason colocou o cinto de segurança com uma pequena risada e disse a Gina que dirigisse primeiro.

— Eu explico enquanto você dirige. Vamos sair daqui.

Gina estreitou os olhos para Jason com leve curiosidade e, por um instante, pensou em não se mover até que ele desse uma resposta. Mas finalmente suspirou e decidiu dar a Jason o benefício da dúvida. Confiava nele o bastante para saber que teria uma explicação boa o suficiente para tudo aquilo.

— Só espero que você não tenha sequestrado ela.

Gina disse isso antes de ligar o carro, e Jason não conseguiu evitar cair na gargalhada. Gina sorriu antes de sair da vaga e entrar na rua. Já conhecia de cor o caminho de volta para Riverdale, pois fora a Nova York muitas vezes por causa do trabalho da guilda, então não precisou dedicar toda a atenção à estrada ao falar alguns segundos depois.

— Então? O que aconteceu?

Jason estava recostado no banco e respondeu com um pequeno sorriso.

— Você realmente não perde tempo, né?

— Jason…

Jason riu.

— Tá bom. O que você quer saber primeiro?

— Onde você encontrou essa mulher? E por que diabos estamos levando ela com a gente?

Jason deixou a expressão divertida se assentar em algo mais sério, estreitou os olhos e encarou a frente enquanto falava.

— Encontrei ela enquanto limpava um Portal Laranja.

Screech~!

Por uma fração de segundo, Gina perdeu o controle do carro ao ouvir o que Jason disse, mas foi rápida o bastante para recuperá-lo antes que algo acontecesse. Virou-se para Jason com os olhos arregalados de choque e mandou que ele repetisse.

— Você o quê!?

— Eu estava limpando um Portal Laranja e salvei a vida dela.

— Jason… só… suspiro. Começa do começo, por favor. Isso está passando direto por cima da minha cabeça. Eu não consigo entender o que você está me dizendo. O que quer dizer com entrou em um Portal Laranja? Não houve nenhum anúncio no site do SMD. E você está dizendo que encontrou ela lá dentro e trouxe de volta? Isso não significa que ela é uma fera mágica?

Jason franziu a testa. Sabia que explicar seria difícil, especialmente porque Gina fazia parte do mundo dos super-humanos havia muito mais tempo que ele. Gina trabalhava como super-humana havia quase cinco anos. Tinha quase vinte incursões em Portais no currículo e uma compreensão concreta sobre Portais, Cristais Mágicos e feras mágicas.

Se Jason contasse a verdade que o pai lhe dissera, mudaria muita coisa que ela acreditava ser verdade. Mas sabia que não podia deixá-la no escuro, principalmente se queria sua ajuda com tudo aquilo.

— Certo. Preciso que você apenas ouça tudo que tenho a dizer. Vai parecer loucura, e provavelmente você não vai acreditar de imediato, mas só escuta, tá?

Jason se virou para olhar nos olhos de Gina, e ela lhe lançou um olhar rápido antes de apertar as mãos no volante e assentir, indicando que estava ouvindo. Ao ver isso, Jason começou a explicar o que havia acontecido.

— Há muito mais por trás dos Portais do que os humanos sabem. Todos achamos que os Portais foram ocorrências aleatórias que apareceram um dia, mas não foram. Os Portais são criados por acúmulos massivos de mana em diferentes lugares do mundo, e quem trouxe essa mana para o mundo e criou o primeiro Portal é uma criatura de outro mundo conhecida como Primordial. Espera, você disse que ia ouvir…

Jason interrompeu Gina de repente quando a viu se animar para falar. A testa dela estava franzida, e ela parecia ter um milhão de perguntas na ponta da língua, mas se acalmou quando Jason pediu que esperasse e assentiu.

— Não sei muito sobre o Primordial, exceto que ele é a razão de meu pai ter desaparecido dez anos atrás, e o plano dele é conquistar a Terra. Quando meu pai sumiu, deixou um presente para mim que só seria ativado quando eu atingisse a maioridade. Esse presente foi o que ativou meu Dom e me permitiu sobreviver no Portal Vermelho. E foi esse presente que me permitiu encontrar uma Fenda Dimensional que acabaria se abrindo em um Portal Laranja.

— Entrei na Fenda Dimensional e fiz uma incursão no Portal com os monstros que coletei no Portal Vermelho.

— Monstros? Pensei que você tivesse só um.

Jason sorriu.

— Eu nunca disse isso.

— Disse, sim! Você só me mostrou um monstro!

Jason deu de ombros. Só porque mostrou um monstro não significava que tinha apenas um. As bochechas de Gina ficaram vermelhas em um rubor irritado. Ela não acreditava que ele tentava bancar o evasivo ali.

— Quantos você tem, então?

— Uns quatrocentos.

— O QUÊ!?

PIIIIII!!

Uma buzina soou em algum lugar à frente, e Gina imediatamente pisou no freio enquanto parava o carro em um cruzamento. Soltou um suspiro cansado, e Jason piscou em surpresa quando um caminhão passou diante deles com o motorista mostrando o dedo do meio. Gina imediatamente colocou a mão para fora e mostrou o dedo do meio de volta enquanto gritava:

— Tem uma placa de pare ali, seu idiota!

O motorista gritou alguma coisa de volta, furioso, e Gina simplesmente o ignorou, afundando de novo no banco. O som de uma sirene de polícia ecoou pela área, e a boca de Gina se abriu em um sorriso vingativo ao ver o policial ir atrás do caminhão.

Jason esperou que ela recuperasse o fôlego e observou enquanto ela arrumava o cabelo e suspirava antes de voltar a mover o carro com cuidado.

— Você está bem?

Gina virou o rosto para Jason bruscamente.

— Sério!? Você está perguntando se eu estou bem depois do que acabou de me contar? Você tem quatrocentos monstros rank B sob seu comando e pergunta se eu estou bem? Isso não faz sentido nenhum! E ouvi de alguns colegas que você disse ao SMD que só tinha uma habilidade ocular. Eu não entendo nada e não gosto disso!

Gina respirava pesado ao fim da explosão, e Jason simplesmente enfrentou a intensidade da raiva dela com uma expressão calma. Não ficou surpreso por ela estar irritada. Na verdade, esperava por isso. Gina sempre teve pavio curto, então, quando estavam juntos, ele era quem agia como a voz da razão diante da intensidade dela. Mas Jason também sabia que Gina só precisava de tempo para compreender tudo que ele dissera, então esperou alguns segundos até a respiração dela se estabilizar antes de falar.

— A razão de eu não ter te contado não é porque não confio em você.

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