O Sistema do Necromante Mais Forte

Volume 1 - Capítulo 91

O Sistema do Necromante Mais Forte

Tradutor/Revisor: miggigibe


Uma voz chamou a mulher de cabelo branco do fim do corredor.

— Madame Agiel! Achei que tivesse perdido a senhora por um momento. A sala de reuniões é por aqui!

O líder da guilda Panteras era um homem chamado Patrick. Era alto e magro, com cabelos castanhos e olhos negros gentis. Aproximou-se rapidamente da mulher de cabelo branco e tentou conduzi-la na direção oposta. Patrick não esperava que alguém do SMD os visitasse tão de repente, então fazia o possível para garantir que ela ficasse confortável.

O rosto de Agiel retornou imediatamente à expressão estoica quando ouviu seu nome ser chamado, e ela se virou, começando a andar sem dar qualquer atenção ao líder da guilda.

Patrick pigarreou e começou a seguir Madame Agiel com um nervosismo que quase o fazia parecer um coelho parado ao lado de um leão.

— N-nós não esperávamos uma visita do SMD hoje. E-esperamos que não haja nenhum problema. Se quiser examinar nossos registros, não me importo em fornecer tudo de que precisar. Posso garantir que está tudo perfeitamente limpo! Na verdade, não tivemos uma única auditoria reprovada desde que—

— Quieto.

A boca de Patrick se fechou imediatamente quando sentiu o olhar penetrante de Madame Agiel se fixar nele. Podia sentir o coração acelerar enquanto os olhos dela permaneciam sobre ele por alguns segundos e, se não fosse pelo fato de não sentir mana alguma na sala, teria jurado que ela tentava esmagá-lo com seu poder.

Madame Agiel estalou a língua, irritada com aquela demonstração fraca, antes de se afastar da sala de reuniões e começar a caminhar rumo à saída.

Malditas ovelhas.


[Metrô de Nova York]

Provavelmente pareço um sequestrador.

Esse pensamento passou pela mente de Jason enquanto se sentava em um banco a alguns passos do Metrô de Nova York. O banco ficava escondido atrás de uma parede, de modo que as pessoas saindo do metrô não o veriam de imediato, mas não havia como se esconder completamente da multidão. Uma ou duas pessoas que passavam pelo corredor acabavam vendo Jason sentado ali.

Jason usava o boné com a cabeça baixa e, ao seu lado, a princesa draconata estava sentada com a cabeça apoiada em seu ombro. Havia uma máscara no rosto dela, impedindo que qualquer um visse as escamas em sua bochecha, e qualquer pessoa que apenas batesse os olhos nos dois pensaria que ela só estava dormindo em seu ombro. Ainda assim, Jason não conseguia deixar de imaginar que uma ou duas pessoas o confundiriam com um sequestrador e chamariam a polícia.

A princesa draconata era uma pessoa viva, então não havia como colocá-la na Dimensão Alternativa. Isso significava que Jason precisou trazê-la para a Terra exatamente como estava. Só agradecia por ter comprado a máscara mais cedo. Não fazia ideia de como as pessoas reagiriam se soubessem que aquela mulher não era deste mundo.

Mas, embora Jason estivesse um pouco tenso com toda a situação, não deveria ter se preocupado tanto, porque ninguém ao redor prestava muita atenção. As pessoas de Nova York estavam sempre ocupadas, especialmente aquelas que se moviam pelo metrô, e já haviam visto coisas muito mais estranhas do que uma mulher descansando a cabeça no ombro de um homem.

Na verdade, as pessoas ao redor eram tão indiferentes ao que acontecia à sua volta que todas ignoravam os três homens deitados no chão, dormindo com jornais cobrindo a cabeça. Jason olhou para aqueles homens com curiosidade, e um sorriso complicado se espalhou por seu rosto.

Jason nunca vira algo assim em Riverdale, então aquilo o surpreendeu um pouco. A quantidade de pessoas bêbadas ou inconscientes que encontrara apenas nos últimos minutos era maior do que vira em Riverdale durante o mês inteiro. Era quase como se os nova-iorquinos estivessem perpetuamente bêbados.

Jason riu baixo da comparação antes de relaxar no banco e tentar descansar um pouco. Ele não sabia, mas o motivo pelo qual o deixavam em paz não era apenas a indiferença das pessoas de Nova York. Havia uma espécie de aura saindo dele agora que finalmente alcançara o rank S. Essa aura era irreconhecível para humanos comuns, mas bastava para fazê-los sentir que estavam em perigo e mantê-los afastados.

Se qualquer super-humano visse Jason sentado ali, perceberia imediatamente que estava olhando para alguém muito mais forte que a média. Embora não liberasse mana, Jason era incapaz de esconder o quanto de poder residia dentro dele.

Jason recebera uma ligação de Gina alguns minutos antes dizendo que ela já estava perto, então apenas puxou o boné para cobrir o rosto e decidiu relaxar até então.

A alguns quilômetros de Jason, no topo de um prédio com vista para a paisagem urbana de Nova York, a agente que o seguira mais cedo observava-o por um par de binóculos, com os olhos arregalados de choque. Não conseguia acreditar no que via.

A agente ainda se lembrava de como era a aura de Jason antes de ele desaparecer no metrô. Era óbvio que ele era forte naquela hora, mas não o bastante para fazê-la se sentir em perigo. Agora, porém, a agente sentia que se aproximar demais dele a colocaria em sério risco. A aura de Jason era completamente diferente de antes.

O que diabos aconteceu com ele?

A agente passara por muita coisa desde que Jason desaparecera seis horas antes. Sua superiora estava inacreditavelmente furiosa por ela tê-lo perdido, e a agente ficara presa àquele metrô, andando em círculos para tentar encontrar qualquer sinal dele.

Mas, depois de mais de três horas sem encontrar nada enquanto procurava no chão, finalmente decidiu subir aos telhados e tentar identificá-lo na multidão. Mesmo com a elevação extra, ainda não conseguiu encontrá-lo em lugar nenhum. Se não houvesse outra agente observando a casa de Jason em Riverdale, teria pensado que ele voltara para casa sem que ela percebesse.

Foi justamente quando estava prestes a desistir e relatar que não havia sinal algum dele que viu Jason saindo do metrô com uma garota nos braços. Foi chocante vê-lo aparecer com tanta naturalidade, principalmente depois de ela ter vasculhado aquele metrô de ponta a ponta mais de dez vezes sem encontrá-lo.

Mas a agente soltou um pequeno suspiro e decidiu não permitir que os acontecimentos a abalassem. Ajustou os binóculos e aproximou a imagem para tentar ver quem era a garota nos braços dele. Não conseguia ver o rosto da mulher, pois ela usava máscara, mas a garota não parecia ser a namorada de Jason. Jason estava traindo a namorada? Era por isso que viera a Nova York?

Não, isso não faz sentido. Ele não viria ao metrô para trair a namorada. Iria a um hotel.

Mas, se não estava se encontrando com outra mulher, então quem era ela?

A agente obviamente estava curiosa e tentou identificar qualquer coisa sobre a mulher aproximando ainda mais o rosto dela. E foi apenas porque aumentou tanto a imagem que conseguiu notar as escamas que a mulher tinha nas bochechas e na mão quando Jason se moveu levemente. A testa da agente se franziu em choque quando ela afastou os olhos dos binóculos. Piscou, surpresa, antes de se inclinar de novo para olhar melhor, apenas para ver que as escamas continuavam ali.

A agente percebeu imediatamente que a mulher carregada por Jason não era humana. Ela era uma viajante intermundial.

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