
Volume 1 - Capítulo 59
O Sistema do Necromante Mais Forte
Tradutor/Revisor: miggigibe
Jason encarou os olhos da grande Formiga Soldado da Classe Torre enquanto ordenava que cuidasse de seus subordinados, e a formiga guinchou enquanto movia as mandíbulas para dizer que compreendia.
Os dez subordinados que Jason colocara sob o comando da Torre sofreram mudanças especiais. Pelos e exoesqueletos começaram a ficar mais duros e espessos à medida que a Durabilidade deles aumentava em cem por cento, e eles se moveram para ficar obedientemente ao redor da Torre, demonstrando que agora recebiam ordens tanto de Jason quanto dela.
As defesas adicionais lhes permitiriam aguentar pelo menos o dobro de ataques que normalmente suportariam. Isso seria perfeito quando Jason quisesse atacar uma área com inimigos de alto nível.
Jason assentiu ao ver as mudanças, com um pequeno sorriso, antes de começar a formular um plano.
Eles manteriam a formação regular ao seguir para a próxima entrada do túnel, mas, desta vez, a Torre e seus subordinados ficariam na frente, liderando a investida. Eles tinham as maiores defesas entre todos os seus subordinados, então receberiam primeiro o peso dos ataques das formigas. Depois de desgastá-las, os demais avançariam para atacar.
— Seu objetivo é cansá-las o mais rápido possível. Mantenha-as contidas e garanta que não consigam escapar arrancando suas asas. Assim, conseguiremos lidar com as mais rápidas. Entendeu?
Jason disse isso à Torre, e ela guinchou de novo ao receber as ordens antes de soltar rapidamente um guincho na direção de seus próprios subordinados. Os dez que Jason escolhera para trabalhar sob seu comando se posicionaram atrás dela, e Jason observou enquanto ela guinchava para eles de forma ameaçadora, quase como se garantisse que entendessem que deveriam obedecê-la.
Jason assentiu diante da iniciativa e chamou a batedora que havia montado antes. A batedora veio e se deitou no chão para permitir que ele subisse. Então Jason ordenou que toda a Legião avançasse, e todos partiram juntos na direção da próxima entrada.
O Formigueiro Adamantino era uma colônia composta por mais de trezentas formigas. Elas haviam formado uma sociedade funcional e bem organizada, capaz de operar independentemente de qualquer líder e sem precisar de interferência externa para cumprir suas funções.
Na verdade, o sistema delas era tão bem organizado que, mesmo se a Rainha morresse naquele momento, continuariam trabalhando sem perceber o que haviam perdido, e, em pouco tempo, as operárias já teriam nutrido uma nova Rainha para conduzir a colônia.
Como unidade, a colônia era a raça dominante naquele formigueiro, e não havia inimigos ou organismos capazes de representar qualquer ameaça a elas.
A entrada onde Jason havia lutado era a entrada oeste, que levava aos fundos da montanha. As Formigas Adamantinas usavam um padrão cardinal norte-leste-oeste-sul para garantir a proteção das quatro regiões de seu território sem deixar brechas.
As formigas nas outras entradas da caverna ainda não tinham a menor ideia do perigo que vinha em sua direção. E Jason decidiu que a próxima entrada que atacaria seria a entrada norte.
Uma grande Formiga Adamantina Batedora pairava no ar, olhando para o horizonte em busca de qualquer sinal de perigo. Seus olhos pequenos percorriam o território de um lado a outro com atenção quase religiosa, e o único som na área era o bater de suas asas enquanto se mantinha suspensa. Mas a formiga sentiu de repente um choque atravessar seu corpo ao ver outra batedora vindo à distância.
A batedora comum zumbiu suavemente enquanto se perguntava por que a nova batedora vinha até ali. Todas as batedoras tinham uma parte diferente do território para vigiar e não se afastavam de sua área a menos que houvesse um problema sério e precisassem pedir ajuda aos outros setores.
Então a batedora supôs imediatamente que a recém-chegada vinha pedir auxílio e enviou um sinal às outras batedoras ao redor, mandando uma delas interceptar a batedora que se aproximava e perguntar o que fazia ali.
A terceira batedora zumbiu calmamente na direção da recém-chegada para encontrá-la no caminho, mas a batedora original sentiu um choque ainda maior atravessar seu corpo quando a nova batedora de repente usou as mandíbulas para rasgar as asas da terceira ao meio.
A primeira batedora recuou em choque ao perceber que havia algo muito errado e estava prestes a enviar um sinal às demais batedoras, mandando que se preparassem para matar a recém-chegada. Havia algo errado com aquela batedora, e precisavam se livrar dela antes que afetasse a colônia.
Mas ela congelou de repente ao ver o espaço ao redor da batedora invasora ondular com uma luz roxa, como ondas na água. E, de dentro dessas ondulações, mais dez formigas emergiram.
As formigas que surgiram eram compostas por batedoras e soldados, mas todas possuíam estrias roxas pelo corpo, mostrando que haviam passado por algum tipo de mutação. Agora que olhava mais de perto, a primeira batedora conseguia ver que as formigas invasoras eram maiores do que deveriam ser. Que diabos havia acontecido com elas?
As formigas avançavam rapidamente em sua direção, e, à frente de todas elas, havia uma formiga completamente diferente de qualquer coisa que a batedora já vira. Ela deveria ser uma formiga soldado, mas seu corpo era coberto por um exoesqueleto que parecia quase três vezes mais resistente que o dos outros soldados. Aquilo definitivamente não era normal.
A batedora percebeu imediatamente que estavam sob ataque. Não sabia o que havia acontecido com suas companheiras, mas isso não importava. Naquele momento, o único instinto em sua mente era proteger a colônia.
Ela enviou um sinal a todas as formigas soldado no chão, alertando-as do perigo que se aproximava.
O número de formigas ali era igual ao das outras entradas. Cinquenta formigas operárias carregavam vegetação e carcaças mortas para dentro do túnel a fim de alimentar a colônia, e dez formigas soldado eram responsáveis por proteger as operárias e garantir que nenhum inimigo passasse pela entrada.
As formigas soldado ficaram alertas no instante em que ouviram o sinal da batedora e começaram a zumbir no ar com uma aura hostil ao redor. As operárias não se preocuparam em interromper o movimento e continuaram carregando vegetação e carcaças. Tinham certeza de que os soldados seriam capazes de protegê-las de qualquer coisa que atacasse, então não precisavam se preocupar.
Os soldados se organizaram em formação e avançaram, e, do outro lado da floresta, Jason observava com seus olhos vermelho-sangue enquanto montava uma de suas batedoras.
Jason tinha vários lobos e formigas escondidos na floresta abaixo, esperando que os soldados se afastassem para que pudessem atacar. Ele já havia decidido que deixaria a Torre encarregada de lidar com os soldados, pois estava curioso para ver o quanto ela se sairia bem contra eles. As operárias e as batedoras restantes ficariam por conta do restante da Legião. Jason tinha certeza de que eles teriam poder suficiente para dominá-las.
As formigas soldado alcançaram a Torre e a atacaram imediatamente com toda a força. Todas sabiam que a Torre era o inimigo mais perigoso ali. As outras também eram perigosas, mas a Torre era a maior e mais robusta, então elas determinaram automaticamente que era a mais forte. Cinco avançaram contra a Torre, e as outras cinco começaram a se mover na direção das formigas que voavam atrás dela para atacar.
SCREEEECHH!!