
Volume 1 - Capítulo 21
O Sistema do Necromante Mais Forte
Tradutor/Revisor: miggigibe
O SMD era o Departamento de Gerenciamento de Super-humanos, responsável por lidar com todos os assuntos do país relacionados a super-humanos. Ele era liderado por alguns dos super-humanos mais poderosos do país, então todos os outros super-humanos sabiam que era melhor não contrariar suas leis.
Jason era rank A, e aquela era apenas sua primeira infração depois de receber seu Dom, então o SMD provavelmente seria brando com ele. Mas Gina era adulta e já era super-humana havia anos. Eles a puniriam sem piedade se ela sequer tentasse usar suas habilidades fora dos Portais.
— Com licença! Com licença, senhorita Gina!
Uma voz chamou por Gina atrás dela, e ela se virou para ver uma militar vindo rapidamente em sua direção. Pela expressão em seu rosto, a mulher obviamente não estava feliz, e parecia a um segundo de começar a xingar todos ao redor.
A militar falou com uma carranca:
— Para onde o Sr. Jason foi?! O governo gostaria de conversar com ele sobre suas ações hoje!
— Desculpe, mas isso vai ter que esperar. A mãe dele está no hospital! Ele vai entrar em contato com vocês!
Gina rapidamente chamou um táxi e disse para onde estava indo. A militar praguejou, virou-se e mandou seus homens começarem a encerrar a operação. Ela era apenas uma humana comum, então sabia que não havia nada que pudesse fazer para impedir um super-humano de fazer o que quisesse, mas ter sua autoridade ignorada com tanta facilidade a irritava profundamente.
O Portal já havia se fechado, e os repórteres estavam apenas fazendo um resumo de última hora dos acontecimentos para seus espectadores, então o trabalho deles ali estava concluído. Ela precisava relatar aquilo aos seus superiores.
No Hospital Geral, no coração da cidade, médicos e enfermeiros se moviam de um lado para o outro para atender os pacientes em seus setores. Havia pessoas sentadas na sala de espera, sendo chamadas uma após a outra para serem atendidas.
Uma das enfermeiras, uma morena bonita com uma expressão entediada no rosto enquanto tentava, sem sucesso, se interessar pelo trabalho, estava ocupada chamando um paciente quando de repente ouviu algo.
Era um zumbido baixo, como se um avião estivesse passando sobre a cidade e soltando algum tipo de estática. Ela aguçou os ouvidos para ver se conseguia escutar melhor, mas, no instante seguinte, o mundo inteiro tremeu.
BOOM!
Uma força massiva atingiu o chão bem do lado de fora do hospital, e todos dentro do prédio gritaram ao sentir a construção tremer com o impacto. As luzes piscaram, e foi quase como se um pequeno terremoto tivesse atravessado o prédio.
A enfermeira imediatamente se agachou no chão e levou as mãos à cabeça, apavorada ao pensar que o prédio fosse desabar. Ela não podia morrer ali. Ainda ia se casar com um médico rico e se tornar uma esposa rica que ficava em casa. Não podia morrer ainda.
Mas, tão rápido quanto os tremores surgiram, eles desapareceram. O hospital se estabilizou mais uma vez, e as pessoas começaram a murmurar alto enquanto se levantavam.
A enfermeira, que havia se escondido atrás do balcão, levantou-se devagar enquanto olhava para cima para garantir que nada cairia sobre ela. Quando teve certeza de que não seria esmagada, finalmente se virou para a porta para ver que diabos havia acontecido.
— Ei, é aquele novo super-humano! Eu vi ele no MeTube agora há pouco!
— Não é o rank A que limpou o Portal Vermelho?
— O que ele está fazendo aqui? E por que está usando habilidades fora de um Portal?
As pessoas começaram a murmurar em choque quando viram quem havia causado a cena. Embora Jason tivesse acabado de voltar ao mundo real, todos os canais de notícia e criadores do MeTube já haviam espalhado sua identidade para todo mundo. Naquela era da tecnologia, era impossível qualquer coisa acontecer sem que alguém ficasse sabendo.
Puta merda, quem é esse?
Os olhos da enfermeira se arregalaram em choque quando pousaram em Jason. Ele tinha um ar apressado enquanto passava por todos os médicos e pessoas que o encaravam do lado de fora, e seus traços bonitos estavam marcados por uma expressão dura que fez o corpo da enfermeira estremecer de desejo.
Ficou imediatamente óbvio para ela que aquele homem não era alguém normal.
Ele era um super-humano.
A enfermeira abriu seu sorriso mais bonito e inclinou-se de modo calculado quando percebeu quem estava prestes a atender. Ela sabia que médicos eram ricos, mas não eram nada diante de super-humanos poderosos.
Super-humanos eram atualmente a profissão mais bem paga do mundo, e, pelo jeito como aquele homem havia pousado, a enfermeira imediatamente soube que ele devia ser um dos mais poderosos do mundo.
Jason não se deu ao trabalho de prestar atenção às pessoas ao redor enquanto caminhava até o balcão. A única coisa que ecoava sem parar em sua cabeça era o desejo de que sua mãe estivesse bem.
— Mira Marc.
Foi a única coisa que Jason disse à enfermeira quando chegou até ela, e o sorriso da mulher vacilou por um momento antes de ela rir e inclinar a cabeça em um gesto sedutor.
— Desculpa? Acho que não entendi. Hm… meu nome é Tiana—
— Mira Marc! Procure no seu banco de dados e me diga em que quarto ela está, caralho!
Jason a cortou imediatamente, irritado, assim que percebeu o que a mulher estava tentando fazer. Qual era o problema dela? Ele estava tentando descobrir sobre sua mãe, e ela estava tentando flertar com ele?
A enfermeira deu um sobressalto ao ouvir Jason gritar com ela e rapidamente começou a digitar no computador à sua frente. Procurou entre os nomes e respondeu depressa:
— Q-Quarto 56A! Fica no quinto andar!
A enfermeira gaguejou a resposta rapidamente. Ela sabia que era melhor não irritar um super-humano e não conseguia acreditar que quase o havia deixado furioso.
Jason imediatamente se virou e começou a seguir para o elevador. A enfermeira respirou fundo antes de suspirar em desespero e deixar a testa cair sobre o balcão, derrotada.
Por que é tão difícil encontrar um namorado rico?
Jason subiu de elevador até o quinto andar. Passou pelos médicos e enfermeiros que faziam suas rondas sem se preocupar com cumprimentos, e podia sentir o coração acelerando no peito quanto mais se aproximava daquele quarto de hospital.
Jason não era o tipo de pessoa que sentia medo, mesmo nas situações mais desesperadoras. Tinha presença de espírito suficiente para pensar racionalmente e empurrar o medo para o lado. Mas, naquele momento, sabendo que sua mãe estava naquele hospital, Jason sentiu o maior medo que já havia sentido em sua vida.
Jason chegou ao quarto 56A em tempo recorde e abriu a porta rapidamente.
— Então, a senhora só precisa descansar um pouco e deve ficar bem, Sra. Marc. A senhora sofreu uma concussão leve por causa da queda, mas, fora isso, não apresenta nenhum problema de saúde.
— Eu não me importo com a minha saúde. Meu filho! Me diga se meu filho está bem! Eu preciso de um telefone—
Foi essa a conversa em que Jason entrou.
Sua mãe estava sentada na cama, tentando se levantar, e um médico dizia para ela se deitar novamente porque precisava descansar.
Mas, assim que Jason entrou, a conversa parou, e todos se viraram para ele em surpresa.
Os olhos de Mira se arregalaram quando ela viu quem era, e lágrimas se acumularam enquanto ela estendia a mão para Jason.
— Jason… é você? Você está aqui?
Jason fechou os olhos e soltou uma respiração tensa que nem sabia estar prendendo. Caminhou rapidamente até sua mãe e permitiu que ela o abraçasse enquanto se sentava ao lado dela na cama do hospital e a segurava contra o peito com delicadeza.
Jason sabia que estava muito mais forte do que antes, então, naquele momento, segurou sua mãe com mais ternura do que jamais havia segurado qualquer coisa em sua vida, como se estivesse segurando algo etéreo.
Parecia que ela se quebraria em suas mãos se ele apertasse um pouco mais.