
Volume 1 - Capítulo 17
O Sistema do Necromante Mais Forte
Tradutor/Revisor: miggigibe
Jason não fazia ideia de por que seu pai havia deixado algo tão poderoso para ele, e não entendia completamente tudo que o Sistema podia fazer. Mas, naquele momento, sentiu algo além do ódio que sempre havia sentido pelo pai.
Jason sentiu gratidão.
Porque, sem o presente de seu pai, sabia que estaria morto.
Agora, Jason não apenas possuía poder para se proteger, como também possuía um poder capaz de torná-lo a pessoa mais forte do mundo. E Jason nunca foi o tipo de pessoa que deixava uma oportunidade passar.
Vamos sair deste lugar maldito.
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SISTEMA NECROMANTE
Nome: Jason Marc
Raça: Humano [10%] ??? [90%]
Título: [Alfa]
Classe da Legião: REI
Rank: A
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Pontos de Abate: 50
Pontos de Aprimoramento: 0
Pontos de Mana: 420/520
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Número de Subordinados da Classe Peão: 34
Número de Subordinados da Classe Torre: 0
Número de Subordinados da Classe Bispo: 0
Número de Subordinados da Classe Cavalo: 0
Número de Subordinados da Classe Rainha: 0
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ATRIBUTOS
Força: A
Estamina: A
Agilidade: A
Durabilidade: B
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ARTEFATOS
Nenhum
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HABILIDADES
[Olhar do Predador – B]
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MISSÕES
Nenhuma
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Do lado de fora do Portal Vermelho, o país inteiro estava em tumulto.
Centenas de repórteres e equipes de notícia estavam ao redor do Portal, com flashes de câmeras disparando e vozes gritando a plenos pulmões enquanto explicavam o que estava acontecendo para as pessoas em casa.
Também havia centenas de policiais e militares ao redor, fazendo o possível para garantir que ninguém entrasse no Portal.
As pessoas tiravam fotos e gritavam a plenos pulmões enquanto esperavam a chegada de uma equipe de super-humanos ao local.
A presença de um Portal era algo que sempre causava alvoroço em qualquer cidade, e os repórteres sempre eram os primeiros a chegar, porque sabiam que super-humanos também apareceriam no local.
Uma das repórteres, uma jovem de longos cabelos castanhos e rosto pequeno, gritava para a câmera, tentando falar com as pessoas em casa por cima do barulho.
[A polícia se recusou a dar uma declaração sobre a situação atual, mas acredita-se que pelo menos quatro pessoas tenham sido engolidas pelo Portal durante seu surgimento!]
Ao lado, outro repórter, um jovem asiático de cabelo preto, mantinha uma das mãos sobre o ouvido enquanto falava ao microfone.
[Pegadas foram encontradas bem do lado de fora do Portal, indicando uma possível luta, junto de um celular que se acredita pertencer a Jason Marc, um estudante de dezoito anos da Riverdale High School!]
Outro repórter já estava criando novas teorias sobre como Jason seria um membro de gangue e estaria no meio de uma briga com outros criminosos quando o Portal se abriu.
E um terceiro repórter falava sobre qual guilda de super-humanos chegaria primeiro ao local para lidar com o Portal. Era uma anarquia completa lá fora.
Sempre que um Portal como aquele se abria, todas as guildas com membros suficientes e autorização adequada enviavam pedidos ao governo solicitando permissão para entrar. As guildas assinavam um documento prometendo entregar uma certa quantidade de recursos ao governo caso recebessem a autorização, e o governo escolhia a guilda que acreditava trazer mais benefícios com base em mérito, popularidade e outros fatores.
Era por isso que havia muitas guildas que nunca entravam em ação no campo de batalha, mesmo tendo super-humanos suficientes.
O mundo dos super-humanos era um mundo predatório, onde apenas aqueles com conexões e muitos recursos conseguiam ganhar mais dinheiro.
Guildas pequenas, como aquela da qual Gina fazia parte, não conseguiam entrar em mais de um Portal Vermelho a cada dois meses, então não ganhavam tanto dinheiro. Já guildas grandes, como a guilda Vespa, recebiam dois ou três Portais Vermelhos por mês, ficando mais ricas e populares com o passar do tempo.
Embora existissem leis para garantir que toda guilda recebesse uma chance justa de entrar em um Portal, não havia como todas serem tratadas com verdadeira igualdade, já que algumas simplesmente tinham muito mais conexões que outras.
Naquele momento, todas as guildas da cidade haviam enviado seus pedidos ao governo, e levaria cerca de uma hora para que o governo decidisse qual guilda receberia a autorização.
O repórter falava sobre as guildas mais populares e qual delas acreditava que conseguiria o direito de entrar.
Mas uma voz alta de repente cortou a confusão.
— Saiam da minha frente! ANDA!
Todos os repórteres se viraram e viram uma mulher empurrando as pessoas para abrir caminho. Ela tinha uma expressão furiosa no rosto e, mesmo sem usar tanta força, as pessoas caíam e eram afastadas com facilidade. Por isso, perceberam imediatamente que ela era uma super-humana.
A mulher gritando era Gina, e havia terror absoluto em seu rosto. Ela estava no apartamento de Jason, assistindo a uma novela e esperando por ele, quando recebeu uma ligação do hospital dizendo que Mira havia desmaiado.
Gina ficou em choque e correu imediatamente para o hospital, tomada pela preocupação, mas ficou ainda mais aflita ao ouvir o motivo pelo qual Mira havia desmaiado.
Jason estava dentro de um Portal Vermelho, e ninguém sabia o que havia acontecido com ele.
O medo que tomou conta dela naquele momento nem sequer permitiu que pensasse. Gina garantiu que Mira seria cuidada antes de sair às pressas do quarto do hospital e disparar em direção ao beco mais rápido do que qualquer um conseguiria acompanhar. O coração de Gina martelava em seus ouvidos, e um medo desesperado apertava seu peito naquele instante.
Jason podia estar morto.
Ele não podia deixá-las daquele jeito.
O que diabos elas fariam se ele as deixasse?!
Gina sabia que pessoas sugadas para dentro de um Portal nunca tinham chance de sobreviver. As primeiras vítimas de um Portal sempre eram aquelas levadas pela força de sucção e, como geralmente eram humanos normais, acabavam morrendo antes que os super-humanos pudessem entrar e matar o Chefe.
Mas Gina nem queria pensar nisso.
Não importava se as chances de ele estar vivo eram baixas. Ela só queria que ele vivesse.
Quando Gina chegou ao beco onde o Portal havia se aberto, viu centenas de pessoas ao redor. Repórteres gritavam em seus microfones enquanto falavam sobre o Portal, e alguns civis tiravam fotos, sorrindo de empolgação enquanto esperavam a chegada dos super-humanos.
Eles achavam que a vida de Jason era uma piada, porra?
— Saiam da minha frente!
Gina abriu caminho à força com facilidade. Estava se contendo para garantir que não machucaria nenhum dos humanos, mas ainda era fácil demais empurrá-los para baixo.
Ela avançou apressada para chegar ao Portal, mas, antes que pudesse atravessá-lo, um policial se aproximou e a impediu.
— Desculpe, senhora, mas não pode passar deste ponto. É contra a lei.
— Que diabos você está dizendo?! Meu amigo está lá dentro! Precisamos entrar e salvá-lo!
O policial balançou a cabeça. Ele já havia visto muitas pessoas sofrendo por aqueles que eram sugados para dentro de Portais antes e sempre sabia como aquilo terminava. Elas ficavam tristes e furiosas, mas, no fim, entendiam que não havia nada a ser feito. Ninguém poderia prever quando um Portal apareceria, e era apenas má sorte que algumas pessoas fossem puxadas para dentro. Não havia chance de o garoto ainda estar vivo.
— Eu entendo que a senhora esteja abalada, mas, por favor, seja racional. Nós dois sabemos que o garoto já está mor—
— Termina essa palavra e você vira ela.
As palavras do policial morreram em sua garganta quando Gina o encarou. Ela era uma cabeça mais baixa que o homem, mas seu olhar era penetrante o bastante para fazê-lo dar um passo para trás. Gina era uma super-humana de rank C, então, mesmo parecendo uma pessoa normal, sua pressão ainda era suficiente para fazer o homem repensar suas palavras. Ele era apenas um humano comum, então não havia a menor chance de conseguir enfrentar Gina.
O homem pediu desculpas, e Gina estalou a língua. Ela se virou para o Portal e fechou as mãos em punhos.
Não podia ficar ali fora sem fazer nada.
Jason ainda estava vivo.
Ele tinha que estar vivo!