
Capítulo 280
Water Magician (WN)
Atualização antecipada no domingo!
Editor: Tseirp
Enquanto Ra, com uma aparência pálida, estava prestes a sair da guilda, viu um mago entrando… talvez por providência ou arranjo divino.
— Ah, Sr. Ra, quanto tempo.
Era um mago de atributo água de classe C, que tinha vindo à cafeteria da guilda para comer algo pela primeira vez em um bom tempo antes de seguir para a capital real.
— Ryo…? Por que você está aqui?
As palavras que escaparam involuntariamente da boca de Ra foram apenas uma pergunta…
— N-não entenda errado! Eu não estou indo de restaurante em restaurante provando comida só porque senti falta do cardápio delicioso que Rune tem a oferecer, ou porque a cafeteria da guilda serve o melhor almoço, para depois jantar no 'Houshokutei', ficar mais uma noite e simplesmente pegar a carruagem amanhã!
Ryo respondeu, agitado por algum motivo.
— Ah, tudo bem, não foi isso que eu quis dizer… Sabe de uma coisa, esquece. Ouça, Ryo, eu tenho uma missão de emergência e um pedido designado para você!
— Perdão…?
— A Grande Maré de Monstros, sério, que péssima hora…
Até Ryo ficou chocado ao saber da situação.
Ele já tinha aprendido em sua conversa com a 'Sala 10' que todos os aventureiros de classe C ou superior estavam fora, mas a Grande Maré de Monstros ocorrer justamente agora… e para piorar, com ogros.
Ryo e Ra chegaram à barricada e olharam para dentro.
— Como… espetacular!
Ryo estava empolgado.
Ryo não testemunhou a última Grande Maré porque estava na biblioteca.
Desta vez, pela primeira vez em sua vida, viu milhares de monstros se contorcendo.
Era um pouco sinistro, mas ainda assim uma visão espetacular.
— Droga, isso pode ser um pouco difícil…
Ra murmurou ao lado dele.
O ataque de longa distância com arcos e flechas já havia começado na muralha defensiva.
Para reduzir o número deles o máximo possível com flechas primeiro.
Magia também, mas como o poder mágico é mais limitado que as flechas, o ataque principal seria com arcos.
No entanto…
— A pele dos ogros é muito dura, as flechas não estão perfurando!
Um oficial da guilda relatou isso a plenos pulmões.
— Ra, parece que até os arqueiros da Ordem dos Cavaleiros estão tendo dificuldade em penetrar o couro deles.
Sue, a vice-mestra da guilda que chegou mais cedo e estava no comando, relatou que o lado da Ordem dos Cavaleiros também estava com dificuldades.
Então ela percebeu.
— Aquele é? Ryo?
— Ah, Sue, olá. Escute, eu não estava tentando garantir a refeição do dia na cafeteria da Guilda dos Aventureiros de Rune só por estar em Rune ou algo do tipo, só para constar!
— C-claro… Acho que sei como ele te encontrou…
Sue deu um sorriso irônico ao dizer isso.
Ryo pensou por um momento.
Deveria ser seguro usar um pouco de magia sofisticada.
Porque as pessoas em Rune, incluindo os cavaleiros a quem ele serviu como instrutor de esgrima, são como parentes, e como ele é agora, afinal, o principal Duque… não deveria haver necessidade de se preocupar com algum nobre estranho cismando com ele!
Com isso em mente, Ryo decidiu fazer uma sugestão, especialmente porque nada mais estava funcionando.
— Sr. Ra, devo reduzir o número desses ogros com magia?
— V-você pode fazer isso!?
— Claro. Tenho a magia de atributo água perfeita para a tarefa.
— Por favor, faça isso!
Ra já estava em um ponto em que estava se agarrando a qualquer esperança.
Ele ouvira desde que se entendia por gente que a capacidade de combate de Ryo era muito alta e que ele era muito bom tanto com magia quanto com espada.
Então, ele o trouxe aqui com a intenção de fazê-lo ter um papel ativo em batalhas corpo a corpo depois que tivessem reduzido os monstros com flechas.
No entanto, os arcos e flechas revelaram-se ineficazes…
Ele estava em desespero, e a sugestão de Ryo foi uma bênção divina.
Mas então ele se lembrou.
Do que Ryo fez durante a Guerra de Libertação do Reino.
— <Círculo Mágico Flutuante>.
Ryo entoou, e dezesseis círculos mágicos flutuaram no ar ao redor dele.
Ao ver esses círculos mágicos, os aventureiros pararam de disparar flechas.
Os cavaleiros na muralha oposta, que também disparavam, também pararam.
Então ele entoou:
— <Chuva de Lanças de Gelo em 'Leque'>.
Naquele momento, dezenas de milhares de lanças de gelo foram disparadas por Ryo e pelos círculos mágicos.
Do céu, incontáveis lanças de gelo podiam ser vistas voando em um formato de leque aberto, com Ryo no centro.
Elas brilhavam lindamente, refletindo os raios do sol enquanto choviam incessantemente… perfurando os ogros.
E não apenas uma salva, mas uma segunda, terceira e até quarta…
A arena abaixo da muralha estava crivada com incontáveis estalactites, tanto que não havia onde pisar.
Era um mundo de prata branca cintilante.
Só que não de neve, mas de gelo…
— Duque de Prata…
— Queda de gelo…
Só Deus sabe quem murmurou aquilo.
Um mundo onde tudo estava imóvel.
Nem abaixo da muralha nem sobre ela, nenhum movimento, nem uma palavra além de murmúrios…
No entanto…
— Sr. Ra, um ainda está se movendo.
O silêncio foi quebrado pelo mesmo mago de atributo água que causou tudo aquilo.
Ele apontou o dedo para um único ogro, maior que os outros, e o único sobrevivente.
Era uma visão inacreditável ver mais de cinco mil ogros massacrados pela magia de uma única pessoa, mas era igualmente inacreditável ver um ogro que não foi afetado pela mesma magia.
— Que diabos… é aquilo?
Ra não sabia.
— Aquele é um Rei Ogro…
Sue sabia.
— Liberar.
Ryo murmurou, e todas as lanças de gelo que tinham perfurado os ogros desapareceram.
Apenas os ogros caídos e o Rei Ogro, o único sobrevivente, permaneceram na arena.
— Os ogros ao redor do rei parecem ter protegido ele com seus próprios corpos…
O murmúrio de Ryo pareceu ser mais alto do que o esperado, e tanto Ra quanto Sue ficaram estupefatos.
— Eu não imaginava que ogros fossem capazes disso…
Sue murmurou, e Ra balançou a cabeça em concordância.
— Bem, então, o que você gostaria de fazer com o que sobrou, o rei?
Ryo perguntou a Ra, o comandante da cena.
— Acho que terei que descer lá.
Ra disse, e começou a se alongar.
— Você vai ficar bem?
Sue parecia extremamente preocupada.
Ryo podia entender o sentimento… já que ele também estava um pouco preocupado.
Mas, é claro, Ra é o mestre da guilda da cidade de Rune, e um espadachim…
— Sou um ex-aventureiro de classe B, lembra? Ficarei bem.
Ra disse enfaticamente com um sorriso no rosto.
Durante todo o tempo, o Rei Ogro, parado no centro da arena, nem moveu um músculo, mas manteve seus olhos neles.
Em resposta, Ra encarou o Rei.
Depois de se encararem por um momento, Ra saltou do topo da muralha e seguiu para a arena.
O rei não seguiu sua figura… mas continuou olhando para o topo da muralha.
Ryo pensou que talvez estivesse olhando para ele, já que foi ele quem disparou as lanças de gelo por toda parte… mas decidiu não se preocupar com isso.
Por vontade própria, decidiu que seu trabalho estava feito…
— Ei, Rei, eu sou seu oponente!
Ra gritou enquanto confrontava o rei.
Foi só então que o rei olhou para Ra.
Ra é um espadachim enorme, com quase dois metros de altura.
O Rei Ogro, no entanto, tinha quase três metros.
Ele cravou seu enorme porrete no chão, parecendo muito majestoso.
Após alguns momentos encarando um ao outro com suas armas a postos… Ra atacou e a luta de espadas começou.
Clang.
Clang.
Clang.
O som de objetos pesados colidindo ecoou por todas as muralhas.
A espada de Ra… era mais como uma placa espessa de ferro do que uma espada.
Ou talvez, um bloco de ferro…
O choque entre tal espada e o porrete do ogro.
Ogros, mesmo entre os muitos monstros, se destacam em 'força'.
Embora empunhasse um porrete, seu poder era tremendo.
Era quase impossível enfrentar de frente.
No entanto…
— Isso é incrível.
Até Ryo ficou impressionado.
Ra estava rebatendo o porrete com sua espada.
Ele não era inferior em poder de forma alguma.
Parecia que Ra também possuía um poder que não era inferior ao de um monstro.
Não obstante…
— Bem, esse poder é a única coisa que Ra tem a seu favor.
Sue murmurou enquanto soltava um suspiro.
O poder de ambos os lados estava equilibrado, a velocidade… também, quanto às habilidades… será que ambos estavam usando alguma?
Parecia que demoraria um pouco até que a partida fosse decidida…
Duas horas depois.
Clang.
Clang.
Clang.
…Nada tinha mudado.
Sue de repente olhou para Ryo, que tinha feito uma cadeira de gelo ao lado dela e estava sentado, observando a luta.
Ele estava segurando algo na mão.
E às vezes levava à boca… parecia estar comendo.
— O que é isso, Ryo…
— Ah, sinto muito, só comprei um, é um crepe.
Ryo se perguntou se deveria ter comprado outro… e dado como suborno para Sue, a figura de autoridade ali.
Que erro.
— Ah, ok, não, tudo bem. Aproveite…
Sue decidiu não prestar atenção nisso.
Significava que Ryo tinha escapado de alguma forma, ido a uma creperia na cidade e comprado.
E ele estava assistindo à luta enquanto comia.
Em momentos assim, havia um grande ditado que se aplicava a qualquer mundo: 'Se você deixar isso te atingir, o azar é seu'.
Mais duas horas depois.
Clang.
Clang.
Clang.
…Eles ainda estavam nisso.
Ainda continuava, mas a maré estava mudando gradualmente.
Sue de repente olhou para Ryo novamente, que tinha feito uma mesa de gelo ao lado dela e estava sentado ali.
Ele agora tinha feito uma mesa de gelo e estava alcançando algo que tinha colocado nela.
E às vezes ele levava à boca… parecia estar comendo.
— O que é isso, Ryo…
— Ah, você gostaria de um pouco, Sue? É Pizza Margherita. É bem deliciosa.
— Ah, claro, aceito um pedaço…
Dizendo isso, Sue pegou um pedaço e comeu.
— Nossa… isso é bom.
Ela não pôde deixar essas palavras escaparem de sua boca.
Ela estava ali há horas, assistindo, sem comer ou beber nada.
Não era de se admirar que estivesse faminta.
Ouvindo a expressão de Sue e as palavras involuntárias que escaparam, Ryo fez uma pose de comemoração mentalmente.
Ele se recuperou do seu erro.
No momento em que Ryo terminou o último pedaço de Margherita… o porrete do rei foi arrancado de sua mão.
Sem dizer uma palavra, Ra decapitou o rei, finalmente trazendo a luta de espadas ao fim.
O que também marcou o fim da Grande Maré de Monstros.