
Capítulo 260
Water Magician (WN)
Editor: Tseirp
A névoa da manhã finalmente se dissipava no campo de batalha.
Ambos os exércitos já haviam terminado seus preparativos e se posicionavam para o combate.
Todos ali entendiam que, naquele mesmo dia, aconteceria uma batalha que decidiria o destino da nação.
Normalmente, haveria algum tipo de troca em que representantes de cada exército sairiam para afirmar a retidão de sua causa e denunciar a do outro...
Mas não houve nada disso desta vez.
Após a ida e vinda de alguns mensageiros, o Rei Abel e o Rei Raymond se encontraram no centro do campo de batalha, cada um com um de seus homens ao lado.
Naturalmente, a cena era visível para ambos os exércitos, e os soldados, embora em alerta máximo, estavam curiosos para ver o que aconteceria.
"Faz tempo, tio."
"É, faz mesmo, Albert."
Do ponto de vista de Abel, Raymond, irmão de seu pai, era seu tio.
Como Raymond nunca teve um bom relacionamento com o pai de Abel, eles nunca tiveram uma conversa amigável, mesmo quando Abel estava no castelo real.
Para começar, antes mesmo de Abel nascer, Raymond já havia se retirado do castelo real após se tornar o Duque de Flitwick.
"Tio, o senhor vai abdicar do trono?"
O pedido direto de Abel fez Raymond soltar uma gargalhada em vez de se irritar.
"Você já sabe que isso não vai acontecer."
"Se o senhor renunciar ao trono, não questionarei o fato de ter enviado os 'Cinco Dragões'[1] para me assassinar, e reconhecerei o Ducado de Flitwick como seu território, como sempre foi, tio."
"Certo... Soube que foi atacado por alguns aventureiros de nível A. Que terrível."
Raymond disse de uma forma que soava como se o assunto não tivesse absolutamente nada a ver com ele.
"Se fosse um combate um contra um, eu não teria chance. Mas em uma batalha entre exércitos, posso esperar algo melhor que um empate. Se você se render agora, não me importo de lhe ceder um pouco de território."
"Sem interesse, tio."
Abel, naturalmente, recusou a proposta de Raymond.
"Tenho certeza de que o senhor sabe tanto quanto eu que o verdadeiro inimigo é o Império. Eles já têm a parte oriental do país sob controle, e algumas partes do norte, como o Conde Gothar, também se alinharam a eles."
Quando Abel disse isso, Raymond moveu as sobrancelhas apenas levemente.
Talvez ele não soubesse que o Conde Gothar havia se juntado ao império.
"O Império está atrás da 'pólvora negra' produzida na parte oriental do Reino. Isso mudará o curso da guerra daqui para frente. Não podemos, de forma alguma, deixar que o Império a tenha."
"Entendo. Compreendo seu ponto. Nem preciso dizer que não pretendo deixar o Império controlar a parte oriental do Reino. Mas, por enquanto, farei uso da força militar deles."
"Tio..."
Abel disse com um olhar triste.
Ele estava realmente desapontado... pela ingenuidade do tio ao subestimar o Império dessa forma, pensou.
Ao mesmo tempo, percebeu que nada do que dissesse provavelmente surtiria efeito.
"Muito bem, Albert, vamos ver quem de nós dois tem o braço mais forte."
"...Está bem."
Os dois homens se afastaram, deixando para trás uma conversa que não levava a lugar nenhum.
Ao retornar para seu exército, Raymond ergueu rapidamente a mão direita e a abaixou.
Em resposta, a vanguarda do exército de Raymond, composta por 10.000 soldados, marchou lentamente.
Era uma força de milicianos, aventureiros e arqueiros.
Seguida pela guarda central, com 20.000 homens, que também começou a marchar.
A pressão dos 30.000 soldados aproximando-se em uma manobra de flanqueamento era considerável.
"Lá vêm eles!"
A divisão central do exército do sul era composta principalmente por aventureiros habilidosos em combate corpo a corpo.
E pelas milícias voluntárias que lutariam em esquadrões de cinco...
E o homem que lideraria a divisão central, que travaria a luta mais longa contra o inimigo, era o Mestre McGrath, cuja popularidade entre os aventureiros e milicianos talvez rivalizasse até com a do Rei Abel.
Como herói da última 'Grande Guerra' e mestre da guilda de aventureiros na cidade de Rune, representando o Sul, não havia dúvida de que ele era a pessoa mais qualificada para liderar a divisão central.
No entanto, até o Mestre McGrath sentia a pressão das tropas de flanqueamento.
A batalha finalmente começou com ataques à distância usando arcos.
Inúmeras flechas da vanguarda do exército de Raymond voaram em direção ao Exército do Sul.
Desde o desenvolvimento do arco e da besta ao longo dos séculos, até o surgimento da 'pólvora' no campo de batalha, as 'flechas' foram responsáveis pelo maior número de vidas humanas perdidas em guerra, segundo alguns pesquisadores.
No entanto, esse não era o caso em 'Phi'.
"Ó Vento, enfureça-se ferozmente, <Pressão de Vento>."
<Pressão de Vento> foi conjurado pelos magos de atributo vento posicionados em várias partes do Exército do Sul.
O efeito era simplesmente uma rajada de vento... mas as lufadas causadas por esse feitiço tornavam a maioria dos ataques de flecha inúteis.
É claro que uma flecha disparada por um arqueiro de primeira classe poderia penetrar a <Pressão de Vento>... mas não havia mais do que dez arqueiros desse tipo entre os 10.000 homens do exército.
Embora fossem oponentes perigosos como franco-atiradores mirando nos comandantes, estavam longe de serem capazes de fazer chover flechas, ou o chamado fogo de supressão...
Assim, o arco e a flecha, que durante muito tempo foram um dos pilares do campo de batalha na Terra, foram completamente reduzidos a um papel de suporte em 'Phi'.
"Vamos nessa, rapazes! Acabem com eles!"
Com a ordem do Mestre McGrath, os aventureiros da divisão central do Exército do Sul avançaram contra as forças de Raymond.
Liderando a investida estavam um espadachim e um portador de escudo.
Vandash, o espadachim das Seis Pétalas, e Gorky, o portador de escudo do mesmo grupo.
Gorky abriu um buraco na formação de batalha inimiga com uma investida de seu escudo enorme e, assumindo o controle, Vandash cortou o caminho dos inimigos por três lados.
Para aqueles distraídos por um segundo sequer, era o fim... seriam dizimados pelos ataques dos aventureiros do Sul que vinham logo atrás.
Inspirados pelo sucesso deles, a milícia voluntária também lutou em grupos de cinco, alcançando ótimos resultados.
O exército de Raymond, porém, não estava disposto a ceder facilmente.
O espírito de luta dos cavaleiros e dos milicianos recrutados não era baixo.
Pois era o fim da linha caso perdessem.
Mas, se vencessem a batalha, seriam poupados.
Os milicianos tinham famílias em cada cidade... e, ameaçados com o destino de seus entes queridos caso perdessem... não tinham escolha a não ser lutar até a morte.
Desumano?
A própria natureza da guerra já é desumana, não é?
"Fogo!"
Uma saraivada de disparos do corpo mágico de aventureiros, posicionado na guarda central do exército de Raymond, atingiu a divisão central do Exército do Sul.
Em geral, a magia ofensiva tem um alcance menor que os ataques de flechas.
No entanto, tem a vantagem de ser mais fácil de mirar do que arcos e flechas.
É possível atingir o alvo com precisão... na maioria dos casos.
O Exército do Sul, por sua vez, disparou flechas contra o corpo mágico.
Claro, como mencionado anteriormente, a ativação de <Pressão de Vento> tornou as flechas inúteis.
No entanto, durante esse período, o ímpeto da magia ofensiva era enfraquecido.
Além disso, forçá-los a usar a pressão de vento consumia seu poder mágico restante.
Era um jogo de xadrez estratégico sendo disputado entre os dois exércitos.
Ryo, que não estava acostumado com tais coisas, simplesmente não conseguia entender.
"Acho que devia intervir e acabar com tudo isso com um único..."
"Não, Ryo, sente-se."
Abel rebateu com uma única frase.
"Como disse ontem, precisamos vencer com todo o exército do Sul. Se não o fizermos, isso prejudicará nosso plano subsequente de retomar a capital real e perseguir o exército imperial, e, o mais importante, causará problemas na governança depois que recuperarmos todo o Reino. Todos nós nos unimos para retomá-lo... esse simples fato é indispensável."
"E-eu sei, mas ainda assim..."
"Se você for aparecer, será logo antes da fase final. Até lá, fique parado, Ryo."
"...Está bem."
Normalmente, seria nesse momento que Ryo agiria de forma mimada, mas eles estavam em um campo de batalha.
E Abel era o comandante supremo.
As ordens do comandante supremo são absolutas... Caso contrário, a organização não seria capaz de funcionar.
Até Ryo entende isso.
Mas ainda assim...
Sim, ainda assim... se ele interviesse, o número de baixas à sua frente certamente diminuiria... ele percebia isso, e mesmo que compreendesse a lógica em sua mente, seu coração estava em agonia.
O campo de batalha era esse tipo de lugar... um lugar onde o coração era atormentado.
A batalha, que começou por volta das nove da manhã, ainda estava em um impasse antes do meio-dia, com nenhum dos lados ganhando vantagem.
As forças de Raymond que avançavam com a manobra de flanqueamento eram atraídas para táticas de bater e correr, sendo enfraquecidas pelo fogo de artilharia mágica de ambos os lados, ao qual tinham que reagir... e então eram empurradas para trás novamente.
Aquele desdobramento tático provava que o Mestre McGrath não era apenas um aventureiro de nível A, mas também um comandante habilidoso.
Sem dúvida, isso foi possível graças ao comando impecável de bombardeio de Landenvia, mestre da guilda de Acre, que liderava os magos aventureiros.
Dos magos aventureiros que se juntaram ao Exército do Sul, aqueles com atributos de fogo e terra estavam sob o comando de Landenvia.
Os magos de atributo vento estavam posicionados em vários locais para a implantação de <Pressão de Vento>, com sacerdotes correndo de um lado para o outro administrando tratamento.
O Mestre McGrath, que estava na linha de frente há quase três horas sem qualquer descanso, comandando e, às vezes, atacando o inimigo ele mesmo, estava começando a mostrar sinais de fadiga, mesmo para um ex-nível A.
"Ahh, droga. É isso que acontece quando só se faz trabalho de papelada... acho que perdi o jeito."
O Mestre McGrath soltou, e um recipiente de cerâmica foi apresentado diante dele.
"Aqui, Mestre McGrath, é uma poção de recuperação especial para aliviar sua fadiga."
"Oh, obrigado. Não vou recusar."
Landenvia, o líder dos magos, ofereceu a ele.
O Mestre McGrath aceitou sem hesitar e bebeu tudo de um gole só.
"Hoo~! O gosto é muito bom, também! Foi feita de propósito para essa batalha, não foi? Espero que continuem produzindo sempre... consigo sentir minha fadiga derretendo."
"Exige mais esforço que as poções de cura comuns... então pode ser um pouco difícil de produzir, exceto em tempos de guerra como este."
Landenvia respondeu ao pedido bastante sério do Mestre McGrath com um sorriso irônico.
Como o Mestre McGrath trabalha duro todos os dias, exausto de toda a papelada, ele adoraria ter essa maravilha de alívio de fadiga à sua disposição.
"Mm..."
Ele manteve os olhos nas linhas de frente, apesar de sua expressão desanimada.
Pois sabia por sua vasta experiência.
Se houvesse alguma surpresa, deveria estar na hora.
Essa era a razão pela qual ele continuava a comandar a linha de frente.
Foi então que aconteceu.
Boom.
Vários barris vieram voando da guarda central, ou talvez da retaguarda, do exército de Raymond.
Os 'barris' aterrissaram um pouco mais atrás no Exército do Sul, longe da linha de frente, e explodiram de repente.
Sim, eles 'explodiram'.
Com um som estrondoso, as pessoas e um grande pedaço do solo no ponto de impacto foram lançados pelos ares.
"Que diabos..."
"..."
A cena assustou o Mestre McGrath e fez Landenvia exclamar.
Eles não tinham ideia sobre a 'pólvora negra', um dos segredos mais bem guardados do Reino.
"Eu sabia, eles já tinham alguns em posse."
Ilarion Baraha, no posto de comando central no topo da colina, disse com uma expressão amarga ao ver os 'barris' explodirem.
Ele e Abel haviam investigado o caso da 'pólvora negra' armazenada na capital real sendo desviada para Carlisle, a capital do Ducado de Flitwick, na confusão que ocorreu antes do caos na capital real.
Eles ouviram que os irmãos mais novos de Lord Hookah, o Ministro das Finanças, estavam envolvidos, substituindo o conteúdo da pólvora negra que estava sendo desviada para impedir que ela acabasse em Carlisle, mas parece que eles não conseguiram evitar completamente.
Pensando bem... Raymond havia se aliado a Lord Aubrey da União na época, e agora ele se aliou ao Império... fazendo algo que poderia ser chamado de traição, em vez de mascarar como algo não convencional.
Ilarion soltou um pequeno suspiro.
Não era hora para pensar nisso.
Ele ativou a magia <Amplificação>.
"Esta é uma ordem direta para todos os magos do exército do sul. Derrubem cada um desses barris que vêm chegando."
Ilarion deu ordens a todo o exército a partir do posto de comando central usando <Amplificação>.
Essa era uma ferramenta excepcional para um exército que não tem escolha a não ser emitir instruções por sinais manuais ou ferramentas alquímicas caras.
Normalmente, sob condições caóticas como as do campo de batalha, a <Amplificação> não pode ser usada.
Só foi possível porque o usuário era Ilarion, e porque era uma <Amplificação> especial ajustada para uso em campo de batalha.
Magia ofensiva de atributo fogo também foi disparada do lado de Ilarion em direção ao novo lote de barris que chegava.
O conjurador foi Arthur Verasis, vice-comandante do Corpo Mágico do Exército do Sul.
Todos os magos, exceto os aventureiros, estavam sob o comando de Ilarion e Arthur.
O barril explodiu no local quando a magia de Arthur o atingiu.
"O som é ensurdecedor mesmo quando destruído no ar, não é?"
Arthur soltou.
"É muito melhor do que no chão, onde poderia envolver nossos aliados."
"De fato."
Arthur concordou com o comentário leve de Ilarion.
Tendo visto tantas mortes, tanto de amigos quanto de inimigos, os dois podem ter atingido um certo ponto de iluminação.
Viver uma vida longa é ver muitas mortes.
No final, o ataque com 'pólvora negra', que foi uma medida drástica ou, melhor dizendo, desesperada, não conseguiu abalar o Exército do Sul.
"Acho que está na hora."
Abel verificou a situação da batalha do posto de comando central na colina e olhou para seu relógio de bolso.
"Ilarion, Ryo, se puderem."
"Entendido."
Abel disse, e Ilarion respondeu. Ryo assentiu com a cabeça e deixou o centro de comando central, indo para a linha de frente.
Ilarion anunciou a todo o Exército do Sul usando <Amplificação>.
"O mago de atributo água está a caminho. Todas as tropas, evacuem. Repito. O mago de atributo água está a caminho. Todas as tropas, evacuem."
O Mestre McGrath, que estava na linha de frente da batalha, levantou a cabeça como se tivesse sido atingido por uma bala ao som da voz de Ilarion.
"Ryo está vindo!"
Ele então olhou ao redor e gritou.
"Todos recuem!"
Dito isso, em um estado em que estavam atualmente engajados com o inimigo, eles não conseguiram se separar tão facilmente.
Por enquanto, ele começou a conter os inimigos que impediam seus aliados de escapar, jogando facas neles enquanto recuavam.
No final, eles conseguiram, de alguma forma, recuar juntos.
Nem é preciso dizer que os inimigos perseguiram, mas, mais importante, eles não pareciam entender o que estava acontecendo.
Se um oponente que vinha lutando em terreno equilibrado de repente começasse a recuar, seria confuso.
Os comandantes da linha de frente pensariam que era uma armadilha.
Aproveitando tal confusão, a linha de frente do Exército do Sul conseguiu recuar até certo ponto.
O Mestre McGrath estava na retaguarda da retirada da linha de frente.
E ele podia ver Ryo parado sozinho no fim da linha onde ele estava indo.
"Pensando bem, esta é a primeira vez que verei Ryo usar sua magia."
Ele murmurou, mas continuou correndo sem parar.
Então seus olhos encontraram os de Ryo.
Ryo deu um pequeno aceno e começou a entoar.
<Círculo Mágico Flutuante>.
Naquele momento, aos olhos do Mestre McGrath, a bainha de Ryo pareceu brilhar um pouco.
Um leve vazamento... uma luz fraca, apenas por um breve momento, à medida que a alquimia era ativada.
Então, dezesseis círculos mágicos flutuaram ao redor de Ryo.
"Que diabos... é aquilo...?"
O Mestre McGrath murmurou enquanto continuava correndo.
Quando aqueles que corriam com ele pararam em seu caminho, ele deu tapinhas nas costas deles, instando-os a continuar correndo.
Estavam todos surpresos.
Embora estivessem correndo apressadamente, ainda estavam dentro do alcance mágico de Ryo... o Mestre McGrath podia sentir.
Então ele olhou para Ryo.
Ryo deve ter entendido.
Ele sorriu um pouco e flutuou.
Junto com os dezesseis círculos mágicos flutuando ao seu redor, Ryo flutuou para o céu.
E enquanto permanecia parado no ar, ele ouviu a voz de Ryo entoando.
"<Chuva de Lanças de Gelo 'Leque'>"
Naquele momento, centenas, milhares ou até dezenas de milhares de lanças de gelo foram lançadas de Ryo e daqueles círculos mágicos.
Do céu, inúmeras lanças de gelo podiam ser vistas voando em um formato de leque aberto, com Ryo no centro.
Elas brilhavam lindamente, refletindo os raios do sol poente.
Muitos dos comandantes da linha de frente de Raymond se perguntaram sobre o recuo repentino das tropas do Sul.
A maioria deles reconheceu que era uma "armadilha".
Mas o problema era o que vinha depois.
Se é uma armadilha, como eles procedem?
A resposta que eles tinham era: "não fazemos nada".
Para ser preciso, era "não há nada que possamos fazer", mas naquele ponto, era praticamente a mesma coisa.
Do ponto de vista do Exército do Sul, ou mais precisamente, do ponto de vista de Ryo, eles eram alvos imóveis.
As lanças de gelo, mais rápidas que a velocidade do som, cravaram-se nas linhas de batalha do exército de Raymond e as desintegraram completamente.
As lanças, disparadas em forma de leque, não foram disparadas apenas como uma única saraivada.
Com cada disparo simultâneo, Ryo aumentava um pouco mais sua altitude e disparava gradualmente contra 'alvos' cada vez mais distantes.
De cima, os leques de gelo expandiam a área com o tempo...
"A ordem de Abel é neutralizar o inimigo. Embora fosse mais fácil matá-los... Mas eles também são concidadãos do Reino. Após a guerra, eles se tornarão ativos valiosos para serem incorporados ao exército do Reino. Então, tudo o que estou fazendo é destruir suas armas e deixá-los indefesos."
Dezenas de milhares de lanças de gelo destruíram as armas empunhadas pelos soldados de Raymond, derrubaram seus cavalos... e levaram embora sua vontade de lutar.
Sacando sua espada, o Rei Abel abaixou a mão direita e, através da <Amplificação> de Ilarion, comandou todo o exército do Sul.
"Todas as tropas, avancem!"
Era, de fato, uma ordem há muito aguardada.
As tropas do Condado de Fronteira de Rune, posicionadas no flanco extremo direito do Exército do Sul, começaram a avançar em direção ao exército de Raymond pela frente, sob o comando de Alfonso Spinazola, o próximo lorde da Fronteira de Rune.
E as tropas do Marquês de Heinlein, posicionadas no flanco extremo esquerdo do Exército do Sul, lideradas pelo Marquês Alexis Heinlein, seu lorde, lançaram uma carga de cavalaria com os cavaleiros contra o exército de Raymond pela frente.
E no centro.
Novos aventureiros avançaram no lugar daqueles que acabaram de recuar.
Aventureiros de Rune.
Liderando a carga estavam um espadachim e um portador de escudo.
Bem atrás estavam um lanceiro, uma espadachim mágica, um espadachim duplo e um batedor.
E dois espadachins.
O espadachim líder era Abel, o Rei... e o portador de escudo era Warren.
Abel é, sem dúvida, um aventureiro e um espadachim até o âmago antes de ser um Rei, para tomar a liderança avançando à frente da ordem de assalto que ele mesmo comandou pessoalmente.
Correndo atrás deles estavam Phelps, o líder da Brigada Branca, sua vice Sheena, bem como Blair, o espadachim duplo, e Lorenzo, o batedor.
Os dois espadachins de nível D da 'Sala 10', Niels e Amon, conseguiram acompanhar os grupos de nível A e B.
Embora sejam de nível D, a 'Sala 10', que ficou conhecida como 'matadores de wyverns', passou a ser respeitada não apenas pelos aventureiros na cidade de Rune, mas também por aventureiros de outras cidades.
Mas eles foram seguidos por centenas de outros aventureiros.
Todos os aventureiros de Rune especializados em combate corpo a corpo atacaram como a Guarda Real do Rei Abel.
Antes do assalto do exército do sul, a cadeia de comando do exército de Raymond já estava em frangalhos.
As lanças de gelo de Ryo haviam destruído suas armas. A resistência era impossível.
Os cavaleiros, magos, aventureiros e os milicianos conscritos...
O que aconteceria se os Cavaleiros de Rune e os Cavaleiros de Heinlein viessem investindo com toda a força... eles não teriam escolha a não ser fugir o mais rápido que suas pernas permitissem.
O objetivo dessas duas ordens de cavaleiros não era expulsar o exército de Raymond.
Ambas as ordens de cavaleiros terminaram de romper todas as bordas externas da vanguarda e da guarda central do exército de Raymond e, contra as unidades da retaguarda, começaram a romper diagonalmente e em direção ao centro.
Do céu, sua trajetória era como fechar a boca de um saco.
Enquanto bloqueavam e cercavam a retaguarda, eles estavam em curso para atingir o Rei Raymond, que estava no centro da retaguarda, em outras palavras, no posto de comando mais alto.
Mas...
"Droga, ele não está aqui?"
"Ele já fugiu..."
"Ele abandonou seus aliados e foi embora assim?"
O posto de comando mais alto que ambos os cavaleiros atingiram já estava vazio...
Eles não sabiam em que momento ele escapou, mas a captura do Rei Raymond não teve sucesso.
No entanto, a batalha entre o Rei Abel e o Rei Raymond terminou naquele dia com a vitória do Rei Abel.