
Capítulo 246
Water Magician (WN)
Editor: Tseirp
Wingston, a maior cidade na parte leste do Reino.
Nas planícies a oeste da cidade, próximo à Segunda Rodovia, os exércitos se enfrentaram.
Do lado do Reino, havia 500 homens da guarnição de Wingston, 1.000 soldados estacionados na parte leste do Reino e 5.500 outros recrutas... totalizando 7.000 homens.
O Exército Imperial, por outro lado, consistia em apenas 90 membros da Divisão de Magia do Imperador.
"Anteontem, Stonelake se rendeu sem resistência... mas imagino que não será tão fácil com a maior cidade do leste."
O segundo em comando, Jurgen, disse ao personagem ao seu lado.
"Imagino que não. Visto que Wingston é, mais ou menos, a capital do Ducado de Shrewsbury. Como a mais prestigiosa das famílias nobres na linhagem real, ela não cairá facilmente nas mãos do Império."
"Mas, falando no Duque de Shrewsbury, ouvi dizer que os duques sucessores morreram um após o outro durante esta agitação no leste..."
Jurgen, o ajudante, olhou para cima por um momento e perguntou, lembrando-se de algo.
"Sim. Atualmente, parece que o herdeiro é uma criança que nem tem dez anos... Imagino que o guardião seja quem está tomando todas as decisões. Deve ser difícil ser um duque."
Oscar, o chefe adjunto, disse com uma aura que não dava a menor impressão de que sentia qualquer simpatia.
"Vossa Excelência, estamos realmente dispostos a lutar?"
Quem fez essa pergunta foi Nalizon, comandante da guarnição leste. E a pessoa a quem ele perguntou era...
"Você ainda está dizendo essas asneiras depois de tudo o que aconteceu! Acorde logo, Nalizon!"
O homem que gritou com ele foi Gaspar Hayes, Conde de Adfa.
Ele é o avô e guardião do atual Duque de Shrewsbury.
A agitação contínua havia deixado grande parte do Leste em turbulência.
O Duque de Shrewsbury, um dos grandes nobres do Leste e membro da família real.
Ele era um dos cinco nobres mais poderosos do Reino, mas foi envolvido na agitação do Leste, e os herdeiros do ducado morreram um após o outro.
Irwin, que sucedeu ao ducado aos nove anos de idade, era a última pessoa restante na linhagem direta.
Não sobrou ninguém, nem homens nem mulheres.
Se ele caísse nas mãos do Império e sua vida fosse tirada, a família do Duque de Shrewsbury seria extinta.
Claro, existem descendentes colaterais.
No entanto, nenhuma família nobre apoiaria a casa do Duque caso alguém de uma linhagem colateral fosse instalado como o Duque de Shrewsbury.
O mundo aristocrático não é tão indulgente.
"Pelo bem de Irwin, não podemos recuar!"
A expressão de Gaspar estava cheia de amargura.
Mesmo Gaspar sabia com quem estava lidando.
Ele também sabia que Stonelake havia se rendido sem lutar anteontem.
Ele não culpa Stonelake pela decisão... mas até mesmo Gaspar teria se rendido sem lutar se a vida de Irwin não estivesse em jogo e se os Duques de Shrewsbury não corressem o risco de serem extintos.
O Mago da Chama Explosiva [1].
O nome carregava esse peso todo.
[1] - Título dado a um mago capaz de criar chamas de destruição massiva.
Trinta minutos depois que os dois exércitos se enfrentaram, uma 'voz' veio do exército imperial, da Divisão de Magia do Imperador.
"Rendam-se agora. Rendam-se, e eu garanto a vida do Duque de Shrewsbury e de seus súditos."
"D-De jeito nenhum! Ninguém apoiará um duque que se rende sem lutar."
Gaspar disparou, rangendo os dentes.
O Comandante Nalizon conseguia entender a angústia de Gaspar.
Embora ele entendesse...
(Ainda assim, ordenar um ataque contra um oponente que não temos esperança de derrotar não é nada além de...)
No entanto, no fundo do coração, ele também gostaria de ver como a lendária Divisão de Magia do Imperador e o Mago da Chama Explosiva lutam.
Entretanto, ele adoraria assistir como espectador e não estava nem um pouco disposto a arriscar sua vida e a de seus homens para ver isso.
Enquanto Nalizon pensava sobre isso, uma parte de seu exército começou a fazer barulho.
"O que é isso?"
Nalizon perguntou, sem direcionar a pergunta a ninguém em particular.
"Comandante, o inimigo está em movimento!"
Nalizon olhou na direção do exército Imperial e viu apenas um homem caminhando em direção a eles.
"O que é..."
Ele chegou ao ponto intermediário entre os dois exércitos, mas não parou e continuou a se aproximar.
"Se você chegar mais perto, nós atacaremos!"
Um soldado da guarnição de Wingston gritou alto. Mas o homem não parou.
Neste ponto, o homem já tinha caminhado o suficiente para ser reconhecido.
Ele tem cabelos brancos curtos e pele parda, com sua capa esvoaçando enquanto caminha, provavelmente um comandante.
"Ah, não..."
Nalizon também tinha ouvido os rumores.
Incluindo a parte mais distinta de sua aparência...
"O comandante de cabelos brancos da Divisão de Magia do Imperador..."
Enquanto Nalizon ainda estava surpreso, a voz de Gaspar soou.
"Atacar!"
Com esse comando, dezenas e dezenas de flechas voaram em direção ao homem solitário.
No entanto...
Todas elas ricochetearam em uma parede transparente na frente do homem.
"Impossível..."
Quem disse isso, ninguém sabe...
"A-Ataquem com magia."
Em resposta a essa ordem, inúmeros ataques mágicos voaram em direção ao homem.
No entanto...
Novamente, todos foram repelidos pela parede transparente à frente do homem.
"Barreiras físicas e mágicas..."
O chefe da unidade de magia da Guarnição do Leste murmurou.
"Como pode haver uma barreira tão resistente..."
O vice-chefe da unidade de magia murmurou.
Finalmente, o homem chegou ao campo de visão do Exército do Reino.
Ninguém conseguia se mover quando ele chegou lá... na verdade, ninguém, exceto um.
Gaspar Hayes, Conde de Adfa.
"Shah!"
Com um esforço vigoroso, ele empurra a lança que segurava em sua mão.
O lançador, que já foi considerado o melhor do Leste, empurrou a lança tão brilhantemente que poucos conseguiram vislumbrar o movimento.
No entanto...
Clang.
Ainda assim, ricocheteou na barreira invisível.
"O que raios é aquilo...?"
O desespero tomou conta do rosto de Gaspar.
Literalmente, todos os ataques eram inúteis.
Flechas, magia e até ataques corpo a corpo...
Como eles deveriam derrotar tal oponente?
"Aquele brasão, suponho que você seja o Conde de Adfa, o guardião do Duque de Shrewsbury."
O homem de cabelos brancos disse, juntando as mãos no peito e fazendo uma leve reverência enquanto se apresentava.
"Eu sou o Barão Oskar Ruska, Vice-Chefe da Divisão de Magia do Imperador, nomeado diretamente por Sua Majestade, o Imperador. Vim humildemente pedir sua rendição."
Naquele dia, sem uma única baixa em nenhum dos lados, a maior cidade do Leste, Wingston, caiu para o Exército Imperial.
A notícia da queda de Wingston chegou à mansão do Lorde de Rune, que se tornou mais barulhenta do que nunca.
Não é muito conhecido pelo público geral que existe uma oficina de desenvolvimento em seus terrenos, que ostenta uma vasta área de terra.
Existe também uma oficina de alquimia na cidade de Rune, mas ela permanece fechada há vários anos.
A razão para isso é que todas as pessoas que trabalhavam na oficina de alquimia estão agora bastante imersas na oficina de desenvolvimento da mansão do lorde...
Havia um homem de manto, parecendo um mago, esgueirando-se pelo prédio.
O homem estava espiando pelas janelas, tentando abrir portas e agindo de forma muito suspeita.
Ninguém poderia culpar Radden, da oficina real de alquimia, que havia fugido da capital real alguns dias antes e estava finalmente se acostumando ao lugar, por confrontar um sujeito tão suspeito.
"Você aí! O que está fazendo?"
O sujeito abordado levou um susto e virou-se silenciosamente para Radden.
"U-Whoa? Ryo?"
"Yo, Radden..."
Era o mago do atributo água que tinha sido pego no flagra e estava tentando descobrir como encobrir a situação.
"O que você está fazendo, Ryo?"
"Eu estava apenas curioso sobre o que vocês estavam fazendo aí dentro..."
Ryo decidiu responder honestamente. Ele não era bom em dissimular de qualquer forma.
"Ah, certo... Ryo, você não tem uma autorização de acesso, tem? Receio que nem você consiga acesso a esta aqui. Isso não é como na capital real."
"..."
Por ordens do Príncipe Herdeiro, a equipe da Oficina Real de Alquimia, liderada pelo Barão Kenneth Hayward, que havia escapado antes da queda da capital real, seguiu para o sul e chegou à cidade de Rune.
Originalmente, Kenneth era da cidade de Rune, mas havia outra razão.
Essa razão tem a ver com as rigorosas regulamentações de acesso e uma certa 'ferramenta de alquimia' que vem sendo desenvolvida nesta oficina há décadas.
A combinação daquela 'ferramenta' e a 'Vaedra' de Kenneth...
Esse foi o raciocínio de Kenneth ao escolher a cidade de Rune como seu refúgio em vez de Acre, a maior cidade do sul.
Escusado será dizer que Ryo não sabia nada sobre isso, e até mesmo Radden não entendia totalmente.
"O que vocês estão fazendo?"
Ryo estava tremendo de angústia quando uma figura baixa se aproximando à distância os chamou.
Pela estatura baixa e voz grave, era claramente um anão.
"Oh, Mestre Dolan, faz tempo."
Ryo cumprimentou o anão familiar.
Mestre Dolan é um ferreiro que tem uma loja na cidade.
Ele se lembrou de que Sera o tinha levado lá antes.
"Hm? Ryo, certo? Você estava junto com a Srta. Sera."
Mestre Dolan também se lembrou de Ryo.
"Lembro-me de que você tinha uma faca com você..."
As palavras do Mestre Dolan foram tão suaves que aparentemente foram inaudíveis para o Ryo, que estava tomado pela angústia.
Ele olhou para o cinto de Ryo, mas o manto cobria Ryo completamente, então ele não conseguia ver nada além dele.
"Pensando bem, ouvi da Sera. Que você é um membro da oficina de desenvolvimento e um ferreiro bastante habilidoso."
"Ah, por favor."
Quando Ryo disse isso, o rosto do Mestre Dolan ficou vermelho brilhante e ele corou.
"Ryo e... você é o alquimista do lugar do barão. O quê, vocês dois se conhecem ou algo assim?"
Mestre Dolan olhou para Radden e comentou.
"Sim. Ryo me ajudou bastante na capital real."
Radden explicou.
"Então, o que vocês dois estão fazendo aqui?"
"Nada demais, eu só estava me perguntando o que exatamente eles estavam fazendo lá dentro..."
Ryo respondeu honestamente à pergunta do Mestre Dolan.
"Oh..."
Mestre Dolan tinha uma expressão indescritível no rosto.
"Na verdade, eu não me importaria de te mostrar, mas isso está fora do meu alcance..."
"Sim, exatamente..."
Mestre Dolan e Radden recusaram com expressões de desculpas nos rostos.
"Entendo..."
Ryo assentiu.
"Como eu consigo acesso lá dentro?"
Ele perguntou, pensando que não custava nada.
"Bem... imagino que você teria que obter permissão... e como é um projeto sob a jurisdição do lorde, você terá que obter permissão diretamente dele. Mas isso seria um pouco difícil..."
Mestre Dolan disse.
Mesmo para aqueles que trabalham na mansão do lorde, não é fácil se reunir com o lorde, o Conde da fronteira, para começar.
Porque o Conde da fronteira é um homem ocupado.
Somando-se ao pedido de permissão para acessar o prédio, então...
No entanto...
"Entendo. Vou falar com o conde da fronteira agora!"
Uma vez que ficou claro o que ele precisava fazer, tudo o que restava era seguir em frente.
Ryo deixou de lado sua expressão sombria e levantou a cabeça, olhou para os dois e disse isso.
Então ele partiu e foi em direção à área remota onde estava o conde da fronteira.
"E lá vai ele..."
"Yup..."
Tanto Radden quanto o Mestre Dolan murmuraram, encarando-o fixamente.
Mais tarde, enquanto eles ainda estavam lá conversando, Ryo voltou.
Ele então estendeu um pedaço de papel na frente deles.
"Recebi permissão para entrar!"
O pedaço de papel que Ryo estendeu diz:
'Permissão para Ryo entrar na oficina de desenvolvimento'.
E no final, uma assinatura.
Mas enquanto Radden se sentia mal e com pena dele, ele pensou que deveria ser uma falsificação.
Ele tinha ouvido dizer que não era tão fácil encontrar o Conde da fronteira e, além disso, olhando para a autorização de acesso...
"Ryo, é assim que se parece uma autorização de acesso."
Radden mostrou a ele sua pequena autorização de acesso do tamanho de um cartão.
Tinha seu nome e algum tipo de selo estampado alquimicamente nele, para que não pudesse ser falsificado.
"E-Eu me disseram que levaria um tempo para emitir, então pedi que ele escrevesse em um pedaço de papel!"
Ryo disse, virando o canto da boca e mostrando o 'formulário' de autorização de acesso manuscrito novamente.
Radden e o Mestre Dolan pegaram e olharam com atenção.
Depois de olhar por um tempo, ele gemeu.
"Umm~m..."
"Mestre?"
Radden chamou o mestre.
"Com certeza, esta é a letra do lorde."
"O quê~?"
Mestre Dolan murmurou, e ao ouvir isso, Radden soltou um som de surpresa.
E Ryo estufou o peito e fez um "Ahem".
Enquanto os três estavam fazendo isso, um homem veio caminhando em direção a eles vindo da mansão do lorde.
"Ryo? E não são o Mestre Dolan e Radden? O que vocês estão fazendo rondando a entrada?"
Era o próximo rei, ou melhor, o Rei Abel, que acabara de ascender ao trono.
"V-Vossa Majestade!"
Primeiro, Radden correu para seus joelhos.
"Oh, Rei Abel!"
Mestre Dolan não ficou tão confuso quanto Radden porque conhecia o aventureiro há muito tempo, mas ainda se ajoelhou para o homem que acabara de se tornar rei.
"O que você está fazendo aqui, Abel?"
Ryo, por outro lado, não demonstrou tal cortesia de forma alguma.
"A coisa que eles estão fazendo aqui contribuirá para o desenvolvimento do Reino, não apenas nesta batalha, mas nos anos que virão. Eu me importo com isso também. É por isso que venho ver de vez em quando..."
"Por que perder tempo com algo assim em vez de fazer seu trabalho corretamente?"
"Não preciso ouvir isso de você, de todas as pessoas!"
Abel deu seu motivo, Ryo o criticou, e Abel retrucou com raiva.
"Você deveria ser meu guarda-costas e, no entanto, está sempre enrolando por aí..."
"É exatamente porque sou seu guarda-costas que preciso conhecer cada canto da mansão do lorde!"
"Sim, claro, você obviamente está apenas tentando satisfazer sua curiosidade..."
"Ugh..."
Ryo engasgou com as palavras devido ao ponto preciso de Abel.
"D-De qualquer forma... ah, certo, Abel, dê uma olhada nisto."
Ryo disse e mostrou a Abel a autorização de acesso.
"Hm? Um documento escrito pelo Conde da fronteira? Ok, o que tem isso?"
"Com isso, posso ter acesso a este prédio, certo?"
"Claro, por que não? O Conde da fronteira se deu ao trabalho de escrever para você, não foi? Tenho certeza de que você deve ter insistido com ele até não poder mais..."
"I-Isso não vem ao caso. O ponto é que, com isso, posso entrar."
Abel bateu o martelo, e Ryo disfarçou, embora de forma desleixada.
De qualquer forma, ele conseguiu permissão para entrar no prédio!
"Bem, se essa autorização de acesso for genuína, então não deve haver problema."
"Exatamente."
Tanto o Mestre Dolan quanto Radden assentiram com a cabeça.
Assim, Ryo teve permissão para entrar na oficina de desenvolvimento.
Dentro do prédio com o grande emblema da 'corça' representando o Conde da fronteira de Rune na entrada, havia um vasto espaço.
Ele ficou surpreso quando visitou a Biblioteca no Sul de Rune pela primeira vez antes, mas este era ainda mais espaçoso...
Em outras palavras, o espaço era maior do que qualquer estádio abobadado na Terra.
Ele teve a sensação, desde o momento em que estava se esgueirando lá fora, de que era bastante espaçoso, mas ao entrar, sua impressão foi ainda maior do que havia imaginado...
"Espaçoso, não é? Entenda, há um espaço deste tamanho no subsolo também."
"Meu Deus..."
Ryo não conseguiu continuar falando enquanto Abel explicava.
Criar um vasto espaço sem pilares é bastante difícil na arquitetura.
Por outro lado, não seria tão difícil se não houvesse fatores de risco como terremotos e tal, mas talvez esse não seja o caso aqui.
Todos os riscos concebíveis teriam sido levados em consideração...
No centro de um espaço tão vasto, um objeto enorme estava sentado.
Duas figuras podiam ser vistas trabalhando no objeto, acopladas a ele.
Um podia ser reconhecido, mesmo à distância, como o Barão Kenneth Hayward.
O outro, mesmo à distância, podia ser visto como sendo bastante bonito.
"Oh, a mulher bonita é a filha do Grão-Mestre. Ela fugiu da capital real e chegou aqui."
"Uh... ex-noiva do Sr. Hugh...?"
Elsie Forsythe.
Uma jovem brilhante que, embora fosse membro da Ordem dos Magos da Corte, também era membro da Universidade de Magia por causa de sua excelência.
Ela foi forçada a fugir quando a capital real caiu, usando a influência de seu pai, o Grão-Mestre Finlay Forsythe, e veio para a cidade de Rune, confiando em Hugh.
Depois de pensar sobre tudo isso, o olhar de Ryo finalmente caiu sobre todo o objeto gigante ao qual eles estavam acoplados.
"Um navio? Não, de jeito nenhum... um avião..."
Ryo murmurou involuntariamente.
A forma lembrava um navio flutuando na água... e parecia um trimarã bastante longo e estreito... mas, após uma inspeção mais detalhada, não exatamente.
Existem muitos navios no mundo que alguém poderia descrever verdadeiramente como 'parece que poderia voar no ar'... mesmo neste 'Phi', o trimarã que ele viu uma vez em Whitnash era uma coisa de beleza... que diabos? Aquilo era um trimarã também?
Um elegante trimarã que cativa os corações das pessoas.
"Aquilo ali... voa no céu, não voa?"
Ryo pronunciou isso com uma certa convicção.
Mestre Dolan e Radden ficaram surpresos ao ouvir essas palavras.
Abel não ficou nem um pouco surpreso.
De alguma forma, ele pensou que Ryo entenderia no momento em que visse.
"Entendo. Seria ideal carregar 'Vaedra' nele. Vaedra não gera recuo... e se não há recuo, controlar a atitude no ar é moleza."
Essas palavras surpreenderam Mestre Dolan e Radden ainda mais.
Desta vez, até Abel ficou surpreso com isso.
"Até deduzir carregar essa coisa com Vaedra... tenho que dar crédito a você, Ryo."
Abel o elogiou honestamente.
"Voar com pedra de magia de vento e operar a Vaedra com pedra de magia de vento... eles parecem compatíveis."
Ryo cruzou os braços e assentiu repetidamente enquanto dizia isso.
Então ele continuou.
"De qualquer forma, eu quero isso quando a guerra acabar..."
"Não, você não pode."
"Por que não? Com a mentalidade de 'sei que não posso ter até vencermos', e estou dizendo com estilo que vou esperar até lá, você não consegue dizer...?"
Abel recusou categoricamente, e Ryo tentou explicar a lógica com uma expressão de desespero no rosto.
"Não me importo com qualquer lógica ou mentalidade, mas para começar, esse navio pertence ao Conde da fronteira de Rune. Claro, Vaedra é propriedade do Reino, então pertence ao Reino... quanto a esse navio, é meramente uma forma de empréstimo do Reino pelo Conde da fronteira de Rune nesta guerra."
"Ugh... os males do seccionalismo burocrático..."
Ryo murmurou para si mesmo e sentindo-se frustrado.
Dito isto, Mestre Dolan e Radden, que estavam assistindo à situação se desenrolar, tinham expressões em branco em seus rostos, como se não quisessem se envolver.