
Volume 5 - Capítulo 253
Life Hunter
— Antes de começar, tenho que dizer a vocês que vou lutar contra os Criadores. Se vocês quiserem participar, depende de vocês. Vocês ainda podem ir embora.
— Posso ir embora então?
— Não — Arima imediatamente rejeitou o pedido de Aergia e ela só pôde gemer. Todos os outros sorriram amargamente. — Deixe-me reformular: todos, exceto as Bestas Divinas, Noturno, Karma, Malum e sua nova namorada, Layla e Deva podem escolher.
A expressão de Malum se contraiu e Shakti corou, mas nenhum deles refutou suas palavras. Em vez disso, eles sentiram que refutá-los seria impróprio de alguma forma. Por outro lado, Noturno suspirou.
— Você não está nos deixando tanta escolha, sabe? — Ele murmurou e Karma riu.
— Espere — os olhos de Flavio brilharam. — Você não mencionou meu nome?
— Não.
— Obrigado, Deus! — Ele exclamou em pura felicidade. — Então eu estou fora — disse ele descaradamente. — Eu não me importo se você se tornar ou não o Deus de Tudo, eu apenas vou me aposentar.
— Então, você vai seriamente para o campo e viver como um médico, hein? — Mesmo Arima não pôde deixar de rir.
— Claro — ele riu e acenou com a mão logo depois. — Então eu irei agora. Espero receber boas notícias de todos vocês em breve — ele proferiu e se teletransportou para longe.
— Eu irei também. Desejo-lhe boa sorte — Ganesha seguiu e Raylein encolheu os ombros.
— Até a próxima vez — quando Raylein saiu, Arima perguntou à próxima pessoa.
— E você, Ahura? O que você acha? Você vai me ajudar ou permanecer neutra?
Ahura ficou em silêncio diante da pergunta de Arima. Depois de um bom momento, ela abriu a boca.
— Eu vou te ajudar. Eu não gosto de como essas ‘coisas’ governam este mundo — disse ela e Arima sorriu. Ahura se virou para seus últimos subordinados.
— Eu não vou forçá-los. Os Pilares estão oficialmente dissolvidos. Podem fazer o que quiserem.
Anúbis e Trevy se entreolharam e se curvaram.
— Obrigado, Lady Ahura. Nós escolhemos ir embora. Estaremos sempre ao seu serviço, mas não acho que possamos ajudá-la com nossa força — declarou Anúbis. Ahura assentiu em compreensão antes de desaparecerem na frente de todos.
Arima sorriu e se virou.
— Vocês são os últimos. Gilgamesh, você não precisa participar. Na verdade, quero que fique aqui para vigiar os portões como antes. Quanto a vocês dois, Evangeline, Chulainn, depende de vocês.
A súcubo olhou em volta para as pessoas reunidas e balançou a cabeça com um sorriso irônico. Ela olhou para Arima nos olhos.
— Você acha que eu posso sobreviver se eu for com você?
— Receio que não. Eu posso até não ser capaz de ressuscitá-la, já que os que estamos enfrentando são os atuais “administradores” das Leis Originais do Mundo.
— Então, eu não tenho muito a dizer. Acho que vou ficar com Gilgamesh para me tornar útil pelo menos. — Evangeline deu sua resposta e Arima assentiu.
Chulainn olhou para Arima por um momento e depois estalou a língua.
— Como se eu pudesse ajudar. Voltarei ao nosso novo inferno. Com o poder que você me deu, acho que posso fazer um avanço usando o Purgatório. Suponho que esteja tudo bem, certo?
— Não há nenhum problema com isso. Vejo você lá se eu chutar o balde.
Chulainn riu.
— Claro, mas é melhor não morrer. Eu não quero ser morto pelos Criadores mais tarde. Vejo você depois, Arima — o Cão do Inferno se virou e abriu um Portão do Inferno para sair.
Arima respirou fundo.
— Agora que está feito, é hora de ir. Tudo será decidido rapidamente — anunciou ele e todos ficaram tensos.
— Espere — Ahura levantou a voz. — Nós realmente temos que ir agora? Não podemos tomar nosso tempo para nos prepararmos completamente?
— Sinto muito, mas essa não é uma opção viável.
— Por quê?
— Porque há uma grande chance de que os Criadores destruam tudo agora que todos os Pilares e Guardiões se foram. Não há nada para eles influenciarem o mundo mortal agora. Eles provavelmente apagarão a Existência e começarão de novo como me disseram que fariam. — Arima respondeu e Ahura começou a refletir.
— Verdade… mas mesmo para eles, para fazer isso, eles precisariam de muito tempo. Não será em breve, não é?
— Você está errada sobre isso, garotinha. — Malum retrucou e Ahura estremeceu. Ela lentamente se virou para aquele que falou com um olhar frígido. Desde o momento em que o conheceu, Malum sempre a fez se sentir extremamente desconfortável. Foi a tal ponto que ela preferiu interagir com Arima do que com ele.
Isso porque a atitude usual de Malum era muito mais nítida do que Arima, que é frio e suave às vezes. Ele não hesita em olhar para Ahura e falar com ela como se ela fosse uma criança.
— O ponto importante não é que levará muito tempo para eles agirem, o crucial é que temos dois inimigos — continuou Malum. — Há o Deus Original e o Diabo Original. Não podemos dizer com certeza que eles vão cooperar, mas há uma possibilidade de que um deles nos atrase enquanto o outro se livra do Universo. Além disso, os preparativos são bons, mas quanto mais tempo levarmos, em outras palavras, quanto mais tempo dermos a eles, maiores serão as chances de eles se prepararem para nós.
Arima bufou e continuou a partir de então.
— Temos que atacar rápido, desde que tenhamos a iniciativa. Se conseguirmos pelo menos matar um deles, serei capaz de subjugar o outro facilmente.
— Mas já não é tarde demais para isso? — Jorga comentou. — Afinal, eles são os criadores. Eles controlam todas as magias e leis imagináveis. Não há como eles não controlarem o tempo e o espaço. Presumo que eles possam até mesmo espionar este lugar.
— Não se preocupe com isso. — Arima ergueu a palma da mão. A projeção de um relógio antigo apareceu acima dele. — Você pode ter perdido, mas eu já lancei o efeito oculto de Ragnarök ao nosso redor. O tempo não é um problema enquanto estivermos aqui. Eu também desdobrei uma formação para bloquear qualquer espreita — ele sorriu e Jorga suspirou.
— Quem é o nosso alvo então? — Shakti levantou a mão como se estivesse fazendo uma pergunta ao professor.
Arima olhou para ela e sorriu.
— O único em que nos concentraremos é o Deus Original.
— Por quê?
— Porque eu sinto que ele é o mais perverso deles — Arima olhou em volta e quando ele tinha certeza de que ninguém mais tinha nada a dizer, ele bateu palmas.
— Ótimo. Agora vamos decidir sobre uma disposição temporária. Vou agir por conta própria e os únicos que vão lutar comigo são Layla, Noturno e Karma. As quatro Bestas Divinas serão comandadas por Jorga, Malum e Shakti. Quanto a Ahura, quero que fique de prontidão até eu dizer o contrário. Você usará meu sangue e atacará com força total ao meu sinal. E agora que as coisas foram ditas, Krynox, como chegamos a localização deles? — Arima perguntou e todo o seu grupo gemeu. Ele estava incitando-os e ainda não sabia onde os Criadores estavam.
— Os Criadores vivem em um reino especial chamado ‘Paraíso Eterno’, que os seres mais poderosos têm a chance de ver. — Arima fez isso para que todos pudessem ouvir a voz de Krynox. — É um lugar que existe em todos os lugares e em nenhum lugar ao mesmo tempo. Teoricamente, você pode ter acesso a ele de literalmente qualquer lugar na Existência. O método para entrar é realmente muito fácil.
— Fácil?
— Sim. É mais do que fácil para você, Arima. Desde que você se tornou um verdadeiro Deus. Você já tem o direito de visitar esse lugar. Se houvesse uma classificação de todos os seres vivos, você certamente estaria entre os três primeiros, juntamente com os Criadores. Simplesmente não há como você não ir lá.
— Ok, entendi. Como é que eu faço isso? É isso que eu quero saber.
— Apenas deseje por isso.
— Hã?
— Como eu disse, apenas deseje isso e o portal aparecerá diante de você.
— Sinto-me traído por minhas próprias expectativas. — Arima murmurou e seus olhos brilharam. — [Desejo entrar no ‘Paraíso Eterno’] — disse ele enquanto canalizava sua mana como se estivesse cantando uma magia.
Naquele momento, o som de um sino ecoou fortemente por todo o planeta. Os olhos de Arima se arregalaram e ele deu um passo para trás, um círculo branco apareceu na frente dele e lentamente se expandiu. Uma formação estava sendo construída gradualmente dentro desse círculo.
Quando o portal estava se abrindo, Malum se aproximou de Arima e parou ao lado dele.
— O que ouve? Você tem alguma coisa a dizer?
— Meio que, eu só quero te dizer uma coisa. — Malum encolheu os ombros. — Durante esta luta, não importa o que aconteça, priorizarei a segurança de Shakti primeiro.
Arima olhou para Shakti, que estava discretamente conversando com Aergia e Layla.
— Eu entendo. — Ele assentiu, em seguida, perguntou com um rosto presunçoso, — Então? O que aconteceu com você, cujo nome é Maligno, para se apaixonar por uma deusa gentil?
Malum franziu a testa.
— Para ser honesto, parece mais que encontrei meu primeiro amigo do que uma paixão. O quê? Você quer zombar de mim?
— Como se eu fosse fazer isso. Ter alguém para amar e proteger é uma bênção. Sem isso, a vida é muito chata e cheia de besteiras.
Malum cantarolou.
— E você? E quanto a Layla?
— Você sabe como eu sou. Eu não posso aceitar seus sentimentos assim.
— E daí? Você vai fazê-la esperar indefinidamente? Porque, nesse ritmo, não há dúvida de que ela o seguirá até a morte.
Arima resmungou.
— É estranho receber conselhos de amor de você. Isso me assusta.
— Hey. — Malum interrompeu e fez uma pausa. — Uma última coisa, por que você isolou sua alma? — Arima estremeceu visivelmente com a pergunta.
— Não me diga que é porque você se tornou um Deus, porque isso seria uma mentira. Na melhor das hipóteses, posso entender que isso atrapalharia sua conexão comigo, mas para Noturno e Karma, é outra história. Isso não pode acontecer com sua besta de alma e arma de alma. Você deliberadamente cortou vínculos com eles. Por quê?
— Uma coisa que eu aprendi quando eu não tinha nem 20 anos é que a força vem com um preço. Medo, ódio, ciúme, inveja e falsa confiança dos outros. Arrogância, orgulho, responsabilidades, pressão, poder e autoridade de mim mesmo.
— Aonde quer chegar? Você está tentando dizer que esses dois abusariam de sua força?
Arima riu e atraiu a atenção de todos.
— Não, Malum. Diga-me, para você, o que é um Deus?
— O quê? — Malum não era o único confuso.
— Ser um Deus significa levar a vida dos mais fracos. Governá-los, guiá-los, apoiá-los, puni-los e, o mais importante- Krynox terminou sua frase para ele.
— Ser um Deus verdadeiro significa que você será adorado. Em outras palavras, os crentes jogarão cada pedacinho de sua angústia, dor, tristeza, felicidade também, alegria, desejos e assim por diante. Alguns serão maus e outros não. Tudo isso reunido é o fardo que um Deus Verdadeiro deve carregar.
Os olhos de Layla se arregalaram. Arima sorriu.
— A razão pela qual cortei os laços com vocês três é que o fardo também teria sido empurrado para vocês. E eu não quero arrastá-los para baixo comigo. Bem, para ser honesto, eu também pensei que vocês podem não ser capazes de resistir a isso.
— Definitivamente — concordou Noturno e Karma sorriu. — Eu não me importo em não receber mais força vital de você. Eu não quero mais de qualquer maneira. Eu já sou muito forte. Ir além disso é inútil. Vou deixar você carregar esse peso.
— O mesmo — Malum seguiu. — Não há nenhuma maneira de eu querer suportar os sentimentos de alguns humanos chorões. Eu não sei como você pode manter sua sanidade com isso em sua cabeça.
Arima encolheu os ombros.
— Quem sabe? De qualquer forma, é hora — afirmou ele e seu grupo se concentraram no tipo de espelho giratório flutuando a poucos metros de altura do chão.
— O portal para o ‘Paraíso Eterno’ está aberto. Vá em frente, Demônio Gentil. Mostre-lhes o que é um Deus verdadeiro.
— Cale a boca, Krynox.
— Eu também não posso ser dramático agora?
…