Life Hunter

Volume 4 - Capítulo 154

Life Hunter

Pouco depois de Arima deixar o Inferno, os deuses finalmente conseguiram parar Poseidon e Hades. Os dois haviam terminado seu combate com relutância quando viram que todos os deuses estavam sendo inflexíveis.

— Tudo bem, vamos concluir isso em um empate. — Disse Hades enquanto dissipava sua arma manifesta.

— O que? Você deu uma olhada em si mesmo? Esta é a minha vitória. — Poseidon bufou.

— De que diabos você está falando? Se tivesse continuado, você teria perdido!

— Não, definitivamente ia acabar com sua derrota!

Os deuses “poderosos” começaram a disputar como crianças e seu caráter original agora estava completamente quebrado. Azes suspirou e antes que ele pudesse chamá-los, eles ficaram em silêncio por conta própria. Mas não foram os únicos.

Os olhos de Azes se estreitaram. De repente, ele sentiu como se estivesse sendo olhado por um milhão de olhos e seus companheiros deuses estivessem passando pela mesma experiência.

— Essa força onipresente… o que é isso? — Gabriel murmurou.

— Reconheço — Hades falou com uma voz um pouco preocupada e olhou para Azes. — Você também — ele afirmou e Azes assentiu.

— O que foi que Michael perguntou?

— Pandora. — Hades respondeu imediatamente e fechou a boca de todos. — Exatamente trinta e dois mil seiscentos e quarenta e quatro anos atrás, Pandora apareceu no Inferno. No momento em que senti, entrei em contato imediatamente com ele. — Disse enquanto apontava para Azes.

Ele era o único em quem eu podia confiar totalmente, já que seu Domínio se choca diretamente com a própria existência de Pandora. — Explicou Hades e olhou para Azes. — Seu braço.

Hades balançou a cabeça e suspirou. Ele arregaçou a manga e mostrou a marca preta no braço. Foi a marca que, como o Deus da Ordem, Azes recebeu quando Pandora apareceu pela primeira vez.

— Acreditamos que foi destruída. Mas Karaskan de alguma forma a recuperou e selou.

— Então… isso significa que Pandora está no inferno enquanto falamos — Afrodite disse.

— Aparentemente. Mas não é só aqui. Já está abrindo — Azes respondeu com uma expressão grave.

— O que aconteceria exatamente se a caixa abrisse? — Zeus perguntou.

— Depende de quem abre e quais foram os sacrifícios feitos. — Respondeu Azes. — No entanto, tenho certeza de que o despertar da caixa foi causado pelo Julgamento de Arima.

— Como? — Gabriel fez uma careta. — Aquele homem nem fez contato com Pandora, certo?

— Pandora exige que duas coisas sejam desbloqueadas. A primeira é a “morte”. Arima cumpriu essa condição passando pelo Julgamento da Vida.

— A segunda é um sacrifício. Para este, foi concluído graças ao Grito do Caçador. E isso é tudo. Isso é tudo que você precisa. — Disse Azes. — Karaskan só tinha que definir Arima como um alvo para Pandora e isso foi o suficiente para ele abrir.

— Então, não é apenas no Inferno, mas também nas proximidades — Gabriel murmurou.

Azes encolheu os ombros. — Eu não sei. É o mais provável.

Por que você está tão relaxado? — Michael não pôde deixar de perguntar. Embora fossem deuses e tivessem a obrigação de sempre possuir uma mente resiliente, Azes estava mostrando muito menos preocupação.

Porque eu não sei o que fazer — Azes respondeu com um sorriso e Michael ficou sem palavras. — Uma vez que Pandora abre, não podemos pará-la. Só podemos apostar.

— Apostar?

— Sim, apostar. E ter esperança — Azes sorriu. — Em que tipo de fenômeno o Demônio Gentil trará a este mundo.

Mas ainda podemos encontrar onde está a caixa e tentar algo. — Poseidon falou. — Você disse que estava abrindo. Em teoria, se pudermos destruir Pandora, selá-la ou enviá-la para outra dimensão, há uma chance de impedir que ela afete alguém.

Azes riu. — Onde quer que esteja, Karaskan deve ter se preparado para isso. Ele deve ter feito os preparativos necessários para se esconder. — Disse ele e depois pensou em algo. — Talvez, o único que poderia encontrá-lo seria Kerberos… oh! — ele exclamou quando percebeu algo.

— Ele já foi lá. — Hades comentou e Azes assentiu.

Gabriel ponderou. Sua expressão mostrava o quanto ele estava pensando muito. Era fofo como parecia infantil. Sua expressão se iluminou de repente.

— E se usarmos isso? — Ele apontou com entusiasmo para o céu.

De volta ao Céu. Apenas alguns minutos depois de encontrar Karez, Arima já o segurava pela garganta. Mas ele ainda estava sorrindo, embora a maioria de seus ossos estivesse quebrada e seu braço direito estivesse faltando.

— Por que você não me diz como parar esta corrosão? — Arima perguntou calmamente e friamente.

Karez riu. — Você não pode mais pará-lo. Isso vai continuar até que o céu desmorone.

Em vez disso, você não deveria estar mais preocupado com o que está acontecendo no inferno agora? — Ele disse e Arima franziu a testa. A reação dele fez Karez aumentar seu sorriso. — Embora eu não saiba o que ele vai fazer, sei que o Deus Louco está se preparando para alguma coisa! — Antes que ele pudesse terminar, a pressão em seu pescoço apertou e forçou-o a parar.

Arima estava olhando para ele com um olhar congelante. Um raio explodiu de seu corpo e atingiu a terra ao redor. Ele então sorriu. Ficou claro que a raiva em sua expressão não desapareceu; mas sua raiva silenciosa fez Karez estremecer.

— Você acha que eu não fazia ideia? — Arima disse. — Eu não sou burro o suficiente para esquecer Karaskan. Meu objetivo de vida é matá-lo — ele declarou e Karez ficou perplexo. — Mais cedo, de repente perdi o contato Chulainn e meus companheiros que estavam com ele. Eu não tive tempo para pensar sobre isso porque eu era o único capaz de usar Origem para vir aqui — ele explicou e Karez engoliu suas palavras.

Arima estava olhando para ele com um olhar que poderia matar. — Naquela época, eu resisti ao desejo de ver se era realmente Karaskan, porque se eu tivesse feito isso, eu teria perdido o controle. E eu não podia arriscar isso e deixar você destruir um plano inteiro — ele fez uma pausa. — Bem, eu não sou onisciente. Eu não conseguia adivinhar que o núcleo era assim. Posso ter um conhecimento que vale milhões de vidas, mas não posso estar ciente de tudo.

…— Então, o que agora Karez conseguiu falar? Você não está preocupado que seus amigos vão morrer – kuh! — Seu pescoço foi estrangulado mais uma vez.

— Não é seu papel me lembrar. Deixei um seguro — disse Arima.

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Os deuses olharam para cima e de repente se lembraram disso enquanto a luz azul iluminava seus rostos. Mesmo quando Arima partiu, a Primeira Arte não havia desaparecido. Muito pelo contrário, na verdade, ele continuou a se espalhar pelo céu.

Agora, eles não conseguiam nem ver o fim disso. Era como se o céu do inferno tivesse realmente se transformado em chamas.

— Mas, como vamos usá-lo? — Poseidon fez uma careta para Gabriel.

— Não sei. — Ela disse casualmente e todos balançaram a cabeça. — Talvez haja uma maneira de usar esse fogo. — Quero dizer, pode queimar qualquer coisa. — Ela acrescentou enquanto soprava as bochechas.

— Está tudo bem. Eu já ordenei que ele se movesse. — Uma voz entrou em seus ouvidos logo depois.

Gabriel foi pego de surpresa. Ela olhou para a fonte e viu Ifrit olhando para ela. Ela ficou tensa imediatamente.— O que quer dizer? — Gabriel perguntou hesitante.

— O Caçador me disse antes de partir; que ele havia transferido autoridade parcial para mim, e que eu tinha que usá-la para encontrar o que se escondia. — Ifrit desceu e citou.

Ele então apontou para o céu com o queixo. — Veja! — Os deuses então notaram que o fogo no céu tinha começado a fluir como um fluxo de água.

— [Caeruleum igne, rursus inferos invenire potes unum, qui latebat] — Ifrit de repente levantou a voz como se estivesse falando com a própria magia. Quando ele fez isso, pequenas luzes começaram a cair do céu. Parecia apenas neve, apenas que a cor era de um azul brilhante.

Gabriel exclamou e pegou um daqueles “flocos” de curiosidade. Era uma chama em miniatura que queimava silenciosamente. Ela soprou nele e foi lentamente em direção ao chão.

Hades olhou em volta. — Como isso é supostamente capaz de encontrar Pandora? — Ele expressou suas dúvidas e Ifrit apenas continuou a observar as chamas azuis.

— Tenho certeza de que vai funcionar. — Gabriel disse muito otimista. Os deuses suspiraram e esperaram.

A milhares de quilômetros de distância de sua posição, os flocos estavam caindo acima do local onde Chulainn havia ficado preso.

Karaskan tinha feito essa barreira para que nada pudesse detectá-la ou mesmo tocá-la. Mas essas chamas não estavam preocupadas. Eles tocaram a barreira antes de serem extintos.

Naquele exato momento, a Primeira Arte fez seu movimento como se fosse senciente. O fogo se condensou acima da barreira de Karaskan e iluminou ainda mais o chão. Depois disso, um tornado ardente atingiu a terra.

— Olha! Ali! — Gabriel gritou alegremente e os deuses ficaram chocados. Se tivessem que ser honestos, todos acreditavam que não funcionaria.

— Para ser honesto, não achei que funcionaria. — Comentou Poseidon.

— Isso deveria ficar na sua cabeça. — Azes retrucou.

Gabriel estufou as bochechas como se fosse ele quem fizesse tudo.

— “Uma criança.” — Todos os deuses pensavam a mesma coisa.

— Por que você está tão orgulhoso de si mesmo? Não é sua magia. Você nem fez nada. — Michael disse.

— Ah — Gabriel riu ironicamente e coçou a cabeça. — É verdade, mas pelo menos eu acreditava que funcionaria — disse ele com um rosto sério.

— Venham. Eu não acho que vai demorar muito para que este fogo dissolva a barreira — Ifrit declarou e voou. — Todo mundo obedeceu.

A verdade é que eles ficaram realmente chocados. — Inclusive Ifrit. Quando eles perceberam o quão versátil era a magia de Arima e quão forte era, isso lhes deu arrepios. Apenas o fato de que tal magia poderosa poderia permanecer ativa por tanto tempo e poderia realmente receber ordens e interpretá-las para agir por conta própria já era chocante o suficiente.

— Eu quero isso como minha Manifestação… — Gabriel murmurou ofuscadamente enquanto voava. Todos riram e responderam com a mesma coisa, até Ifrit sorriu ironicamente.

— Quem não gostaria?!

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Quando Chulainn foi engolido pelo buraco espacial junto com Lanya e Lilis, ele acabou na frente do templo de Pandora. Karaskan estava parado na entrada, com vista para eles. Atrás dele, uma luz preta e vermelha estava saindo das paredes do templo.

— Isso…! — Chulainn de repente sentiu a pressão da presença de Pandora e começou a suar.

…— Pandora… — Ao mesmo tempo, Lilis deixou escapar.

— O que você disse? — Os olhos de Chulainn se contraíram violentamente. Em seguida, ela o atingiu. Na verdade, ele já havia sentido essa pressão antes. — Isso é impossível! Eu estava lá quando Hades e Azes o destruíram! — Ele gritou e Karaskan riu.

— Eu peguei sob seus olhos e você nem percebeu. — Ele disse e riu.

Chulainn cerrou os dentes. — Quem você usou para abrir?

Karaskan sorriu. — Nosso amigo comum, Arimane Blade.

Chulainn ficou surpreso e estava prestes a negar quando percebeu que não era impossível. Ele podia ser impulsivo, mas não era burro. Ele entendeu que Pandora poderia ter sido desencadeada pelo Julgamento da Vida sem que Arima precisasse tocar na caixa.

— Como você ousa dizer ‘amigo’ depois do que você fez com ele! —]Do outro lado, Lilis gritou por um motivo completamente diferente.

— Hm — Karaskan ficou surpreso ao ouvir uma repreensão repentina por algo tão pequeno. — O que eu fiz com ele… Oh, talvez você tenha visto o passado dele. Então, eu realmente fiz algo tão ruim com ele, hein — Ele proferiu indiferentemente como se tivesse acabado de confirmar um fato casual. Sua ação irritou Lilis ainda mais. Lanya também ficou chocada ao ver as lágrimas nos cantos dos olhos de Lilis.

Karaskan inclinou a cabeça e olhou para Lilis. — Entendo. As emoções que você sentiu através da reminiscência de seu passado devem ter tocado você o suficiente para desenvolver fortes sentimentos por ele. Provavelmente por causa de sua alta sensibilidade em relação às emoções humanas. — Karaskan riu.

— Interessante… — Ele comentou e Lilis cerrou os dentes antes de se acalmar quando percebeu que havia perdido o temperamento. Chulainn ouviu silenciosamente a conversa enquanto mantinha um olho no templo com uma expressão ansiosa.

— De qualquer forma, terei que matá-lo. — As palavras de Karaskan sacudiram sua mente. Ele então notou que essas palavras foram dirigidas a Lilis. — Seu poder sobre as emoções é uma ameaça para Pandora. — Disse ele e estendeu a mão. Uma tela de escuridão emergiu do chão.

Chulainn rosnou. Karaskan estava no Terceiro Divino enquanto ele estava apenas no Segundo. Ele poderia enfrentar aqueles dos níveis mais altos graças ao apoio que o Inferno lhe ofereceu. Mas agora, ele estava em um território de propriedade, não do Inferno, mas de Pandora.

— Lilis, Lanya, para trás — Ele andou e seus olhos e sigilo brilharam perigosamente. Lilis e Lanya assentiram e seguiram suas instruções.

— O que você está tentando fazer? — Karaskan perguntou com um sorriso.

Chulainn bufou e suas quatro cabeças olharam para Karaskan. Os três cães rosnaram e a cobra assobiou. Karaskan fez uma careta para eles.

— [Ressurreição] — Cantou Chulainn. Sua pele se endireitou como agulhas e seus olhos ficaram totalmente vermelhos. Sua aura explodiu e sua Manifestação começou.

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