
Volume 3 - Capítulo 89
Life Hunter
Arimane caiu em pensamentos profundos. Não era como se ele nunca tivesse previsto esse resultado. Ele já sabia subconscientemente que teria que matar pessoas um dia.
Ou era por causa de sua disposição de Caçador de Vida que ele tinha desde o nascimento ou por causa de seus pensamentos incomuns em relação aos seres humanos, Arimane respondeu — Sim, eu posso.
Ele disse com uma determinação inabalável que até deixou Tiria sem palavras. Não houve nenhum tipo de hesitação. Ele simplesmente declarou um fato. Ele pode. Erin apenas assentiu como se já soubesse que responderia isso. O resto do esquadrão apenas sorriu.
— Eu não espero menos do nosso pequeno gênio. — Jin comentou e todos começaram a rir.
Arimane gemeu — Eu não me sinto lisonjeado…
Erin sorriu — De qualquer forma, vocês devem descansar esta semana. Estejam preparados para partir quando chegar a hora.
— Sim, sim, Capitão. — Jin acenou com a mão e se levantou primeiro. Todos o imitaram e começaram a sair da sala. Arimane tentou sair, mas Tiria o agarrou antes que pudesse.
— Vamos, Arimane. — Disse ela e o arrastou para fora junto com um grupo composto por Jin, Farro, Gano e uma garota que era sua amiga, Tieria. As duas foram levadas para o orfanato no mesmo dia e têm a mesma idade. Portanto, foram chamadas de forma semelhante e foram criadas como irmãs.
Suas personalidades individuais eram completamente opostas uma da outra. Tiria era do tipo enérgica e brincalhona, enquanto Tieria era serena e silenciosa. Citando as palavras de Arimane na época, ele estava muito mais confortável com Tieria do que sua irmã.
Esse grupo de seis deixou o orfanato e foram para a cidade mais próxima. Eles embarcaram em uma van preta, aparentemente normal do lado de fora, mas, na verdade, foi reforçada para resistir até mesmo a explosões.
— É realmente necessário levar um veículo militar para ir à cidade? — Arimane não pôde deixar de perguntar.
— Tá tudo bem. É o único carro que podemos usar de qualquer maneira. — Tiria respondeu casualmente e abriu a porta de correr antes de pular dentro da van. Seguido por todos os outros, Arimane suspirou e entrou também.
Então, quando todos se sentaram, lembraram-se de algo ao mesmo tempo. — Quem está dirigindo? — Arimane perguntou e todos dentro olharam para ele.
— Não há um piloto automático guiado por GPS? — Jin levantou a voz.
— É um veículo militar, eles não usam piloto automático com medo de serem hackeados. — Arimane respondeu como se fosse uma coisa óbvia. — Você não é o hacker da nossa equipe? Você tem certeza de que está fazendo seu trabalho corretamente?
Jin olhou para ele e grunhiu. — Eu não sou um gênio aterrorizante. Peço desculpas por não saber de tudo. De qualquer forma, quem sabe como dirigir aqui? — Ele perguntou e ninguém respondeu ou comentou nada. Isso durou um minuto até que todos se viraram para Arimane, que franziu a testa com o sorriso de Tiria.
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No final, Arimane acabou no banco do motorista e dirigiu a van em direção à cidade. Quando chegaram lá, Arimane olhou para as ruas pelas janelas escuras. Ele admirava como a cidade estava limpa e calma. A circulação também não teve absolutamente nenhum problema.
Você pode ver alguns pequenos autômatos vagando pelas ruas, recolhendo lixo sempre que tropeçam em algum. Arimane observou o ambiente moderno e, em seguida, seus olhos caíram sobre vários outdoors e cartazes sobre propaganda, igualdade, discriminação e muitos outros. Quando ele viu isso, estalou a língua.
— O magnífico resultado de décadas de pesquisa sobre tecnologia poluída não por lixo físico, mas por lixo humano.
Tiria riu quando ouviu isso. — Não diga coisas assim. Pessoas como eles são totalmente diferentes de você, só isso.
— Sim, sim, é como ela disse. — Jin disse casualmente enquanto jogava um jogo de cartas com Farro e Gano enquanto Tieria lia um livro silenciosamente.
— Você não deve se preocupar com isso na sua idade, garoto. — Acrescentou Farro sem desviar os olhos das cartas em suas mãos. — Ah! — De repente, ele exclamou e colocou um cartão no assento da van.
Quanto mais Arimane os ouvia, mais escura sua expressão se tornava. — Vocês todos não têm vergonha de deixar uma criança de doze anos dirigir por vocês?
Tiria encolheu os ombros. —O que podemos fazer? Você é o único que já aprendeu a dirigir entre nós. Para ser justo, deveríamos aprender a condução básica de veículos militares daqui a três meses. Você é o único que aprendeu isso porque você estava muito curioso.
Arima começou a xingar baixinho até pensar em algo. — Para onde devemos ir?
— Basta parar em torno do centro da cidade. Vamos passear um pouco. Podemos fazer algumas compras e visitar um café mais tarde. — Tiria sorriu e disse.
Arima fez uma careta e pressionou a tela do console. Ele abriu o mapa da cidade e foi diretamente em direção ao centro.
Durante o resto do dia, o grupo caminhou pela cidade para passar o tempo. E aquele que mais gostou foi surpreendentemente Arimane, que pediu cinco bolos completos para si mesmo em um restaurante.
Todos se perguntaram seriamente onde ele estava colocando isso, o que quebrou sua compreensão do corpo humano. Eles também conheceram o amor de Arimane por doces naquele dia.
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Lilis observou a cena pacientemente, depois suspirou, tocou a água do lago com o dedo e desenhou uma linha na superfície. A imagem na água começou a acelerar e sete dias passaram em um instante para Lilis.
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Voltando ao presente.
No quarto da pousada, Arima estava folheando um livro vazio e seu sigilo estava ligeiramente brilhante. Seus alunos também estavam constantemente se movendo da esquerda para a direita enquanto as palavras apareciam nas páginas do livro.
— O que você está fazendo? — Noturno perguntou enquanto examinava a grande pilha de livros em branco ao lado.
— Não tá vendo? Estou escrevendo. — Arima respondeu e fechou o livro em que estava trabalhando. — Estou apenas gravando minhas palestras em papel, tanto partes gerais quanto detalhadas. Vou fazer um livro de cada uma e depois vou duplicá-los e dar aos meus alunos. Também darei um de cada à academia para que eles o reproduzam.
— Você é surpreendentemente muito dedicado.! — Noturno comentou e pegou o livro que Arima acabou de guardar e folheou. — Sim, certamente será útil, é mais detalhado e organizado do que se fosse dito oralmente. — Ele concluiu e assistiu Arima enquanto começava o segundo livro.
Depois de algumas horas, Noturno, que estava lendo silenciosamente os livros, e Arima, que os produziu, congelaram e alguns segundos depois disso, a terra tremeu e os móveis da sala tremeram um pouco.
Durou cerca de cinco segundos e Noturno franziu a testa. — Foi isso o que eu acho que é?
Arima sorriu e retomou seu trabalho. — Sim, provavelmente O portão está se formando. Bem, ainda deve levar mais alguns dias. — Disse ele e terminou outro livro, aquele sobre o Espaço.
— Você sabe o que vai acontecer quando o caminho estiver completamente formado? — Noturno perguntou. — Como será a convocação?
— Bem. — Arima pensou. — Deve ser algo como um enorme portal aparecendo no céu, eu acho. — Ele respondeu com um tom inseguro, para o qual Noturno suspirou. Ele então continuou a ler sem qualquer outro comentário.
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No dia seguinte, como sempre, Arima foi a Academia. Quando chegou à aula com Noturno, ele imediatamente viu Lanya e Karma, calmamente jogando um jogo de xadrez.
Noturno ficou chocado com a visão, aparentemente a sua reação foi totalmente traduzida em seu rosto.
— Por que está tão surpreso? — Arima olhou para ele e perguntou.
Noturno apontou para Karma com um dedo trêmulo. — Como? Ela realmente pode se concentrar em algo tão sério…
— Ei, ei! — Arima sorriu ironicamente e foi para o seu lugar. A classe ainda estava vazia e ninguém havia chegado, exceto Lanya e Karma.
— Ela está até ganhando… — Arima ouviu a voz murmurante de Noturno quando ele se sentou e quase riu.
— Boa, Noturno. — Gritou Arima. — Se você continuar a tratá-la assim, ela definitivamente vai te provocar ainda mais.
Noturno olhou para ele com um olhar vazio, então sua expressão se tornou tão dura quanto uma pedra. Arima finalmente riu e chamou a atenção das duas jogadoras.
— Oh, você está aqui. — Exclamou Karma quando percebeu que eles estavam na sala. Era necessário mencionar que Arima e Noturno tinham o hábito de esconder sua presença a cada momento, se Karma estivesse concentrada em seu jogo, é claro, ela não seria capaz de senti-los.
Enquanto Karma se virava para cumprimentar Arima, Lanya ainda continuava a olhar para o tabuleiro de xadrez com os olhos ardendo de espírito de luta. Então, ela sorriu e moveu um de seus peões. — Cheque.
— Eh? — Karma se virou e olhou para o jogo e seus olhos se arregalaram. Ela inspecionou os peões muito de perto e tinha certeza de que Lanya não havia trapaceado. Desta vez, foi sua vez de ponderar muito intensamente.
— Olá, Arima, Mestre. — Disse Lanya depois de tirar os olhos do quadro.
— A propósito, Lanya, você realmente deveria parar de me chamar assim. Quero dizer, Arima já é mais um mestre para você do que eu. — respondeu Noturno e Lanya sorriu ironicamente.
— Desculpe, eu estava acostumada com isso. — Ela assentiu. — Vou tentar mudar isso, Noturno. — Disse ela com uma expressão estranha.
Arima ouvia passivamente enquanto lia os livros que havia escrito em alta velocidade, procurando possíveis erros. Até ele poderia ter perdido a concentração por um segundo e cometido um erro, então estava verificando.
Noturno olhou para ele. — Eu sei que é necessário reler a si mesmo. É muito importante evitar erros. — Noturno assentiu. — Mas o problema é… — Ele fez uma pausa e olhou para Arima. — Como diabos você ainda não encontrou um?
Noturno proferiu e Karma riu. Lanya riu e moveu um peão, silenciando-a. Arima encolheu os ombros e continuou a ler. Sua capacidade de se concentrar estava muito além do que um humano normal poderia imaginar, ele dificilmente poderia ficar mentalmente cansado também, era raro ele cometer erros irracionais.
Na hora seguinte, os alunos chegaram e sentaram-se. Alguns deles também assistiram ao jogo de xadrez entre Lanya e Karma. Elas estavam indo por tanto tempo agora que estavam muito perto de um empate.
Foi só depois que Lanya ganhou que Arima anunciou o início da lição, ignorando o beicinho de Karma. A feliz vencedora do jogo obedientemente sentou-se em um assento e Karma a seguiu com ombros baixos.
Arima sentou-se em sua mesa e Noturno se sentiu confortável na cadeira. Arima acenou com a mão e uma pilha de livros apareceu diante de cada aluno.
— Esses livros são essencialmente minhas lições completamente escritas e detalhadas. Apenas o ‘Caminho do Berserker’ não foi transcrito. — Arima explicou a seus alunos, o que trouxe um grande choque para eles. Todos eles pegaram o primeiro livro da pilha e o folhearam. Foi perfeitamente organizado e detalhado. Havia até imagens para descrever algumas teorias.
— Está realmente tudo bem para nós levá-los? — Ofia perguntou.
— Claro. — Arima assentiu. — Você pode pegá-lo e até compartilhá-lo se quiser. Eu pretendo dar um conjunto para a academia de qualquer maneira.
Ofia olhou para a pilha de livros em sua mesa e assentiu. Ela já estava impaciente para lê-los.
— Agora. — Arima aplaudiu. — Estamos aqui para falar sobre as três forças espirituais. Então, depois disso, seguirei com a magia original que descobri.