Life Hunter

Volume 2 - Capítulo 34

Life Hunter

Finalmente, Noturno continuou a ser mandado e arrastado por Lanya pela cidade para compras e turismo. Cada vez que entravam em uma loja, Noturno tinha que ficar do lado de fora e parecia um cão de guarda protegendo a loja, o que espantou a maioria dos clientes. Graças a isso, Lanya não pôde ficar muito tempo na mesma loja por reclamações dos funcionários. A situação favorável fez Noturno suspirar de alívio.

Enquanto os dois estavam andando pelas ruas, Lanya estava de cara feia mesmo que já tivesse comprado várias coisas. Ela ainda estava com raiva porque seu mestre havia sido difamado como um estorvo.

“Relaxe, a reação deles é normal.”

Lanya zombou. “Eles foram mal-educados com você.”

“Estou lisonjeado, mas eu não ligo. Esqueça isso.” Noturno disse e olhou para a frente. Ele localizou um grupo de pessoas se aproximando dele e de Lanya. O homem liderando o grupo abriu um sorriso em direção à Lanya.

“Ei, a moça bonita aí.” Ele balançou sua mão para Lanya e falou de uma maneira detestável.

Lanya franziu o cenho. “O que você quer?” Ela respondeu friamente. Ela não era inocente o suficiente para ser enganada por aquele tipo de escória.

O homem era bem bonito à primeira vista, ele aparentava ser amigável e civilizado. Ele sorriu e pegou um cartão da guilda que ele apresentou à Lanya. “Eu sou Puret Dalion, sou um aventureiro de rank S.”

Quando Lanya ouviu isso, a boca dela se contorceu. Se aquele cara fosse mesmo um rank S, então ele deveria estar em torno do mesmo nível que ela. Junto com as pessoas que ele trouxe com ele, ela não seria capaz de vencer. Mesmo antes disso, o problema principal era que se eles fossem lutar ali, haveria muitos inocentes mortos.

“Por que você não se junta ao meu time? Podemos fazer algumas missões para a guilda juntos.” Puret sugeriu educadamente, mas ele estava falando em um tom insinuando que não haveria chance de Lanya o recusar.

Ela cerrou os dentes e se restringiu de sacar sua arma. Ela sabia perfeitamente que com a ajuda de Noturno, ela poderia bater facilmente nesses mercenários. Porra, se Arima viesse, eles provavelmente perderiam em um segundo, se não, em alguns minutos. Mas ela não queria o incomodar. “Eu recuso.” Ela tentou se afastar, mas o mercenário agarrou seu pulso para pará-la.

“Esse é meu primeiro e último aviso. Deixe-a ir e suma.” Quando Puret estava prestes a falar mais alguma coisa, Noturno levantou sua voz.

“Ah?” Puret observou o lobo que havia acabado de falar com ele. “Você pode falar? Você é uma besta da alma?” Ele estava levemente surpreso. Ele se virou para Lanya novamente. “Esse lobo é seu?”

“Não… é de um amigo meu.” Ela respondeu após hesitar levemente.

Puret riu. “Um amigo seu, huh?” Ele inspecionou Noturno um pouco mais. “Uma besta da alma com uma força de apenas um sexto nível. Esse seu amigo deve ser fraco. Que desperdício” Lanya quase surtou. Ele não havia apenas insultado seu mestre, mas Arima também. Quando ela estava prestes a perder o controle, ela sentiu uma onda de intenção assassina sufocante perto dela.

“O que você disse, seu inseto de merda?” A fonte da intenção assassina vinha surpreendentemente de Noturno. Embora sua própria intenção assassina fosse longe de ser tão forte como a de Arima, ainda estava no nível de que você poderia ser danificado mentalmente e desmaiar se fosse direcionada a você. Alguns dos seguidores de Puret se assustaram e recuaram, Puret mesmo mudou sua expressão.

“Você pode dizer o que quiser sobre mim.” A aparência de Noturno começou a mudar. O padrão vermelho em seu corpo brilhou. Seu pescoço se esticou e ele ficou em pé com suas patas traseiras. Seu corpo cresceu e suas pupilas giraram antes de se estreitarem em uma linha. “Mas não ouse caluniar meu parceiro!”

O grito se transformou em rugido quando um dragão de vinte metros estava parado na frente deles. O chão rachou e os prédios ao redor tremeram. O vidro se quebrou instantaneamente e todos ao redor começaram a correr.

“Um dragão nobre! No nono nível!” Puret estava perplexo e aterrorizado. Então ele percebeu uma coisa. “(Ele é uma besta da alma! Quão forte é o cara que o invocou?)”

Ele subitamente perdeu qualquer tipo de pensamento prepotente. Ele imediatamente usou sua magia para escapar da cidade. Se o companheiro de alma sozinho poderia derrotá-lo, ele não queria conhecer o homem que havia invocado tal besta. Sem mencionar o fato de que um humano conseguiu invocar espécies superiores, o que só serviu como prova do quão atroz o homem poderia ser.

Noturno encarou Puret fugindo como um covarde com um olhar que poderia matar. Ele bufou e fechou seus olhos. Ele rapidamente e silenciosamente reverteu para sua forma de lobo. Quando terminou a mudança, ele suspirou e falou com sua voz usual. “Desculpe, eu me deixei levar.”

“Não, está tudo bem.” Lanya balançou sua mão apressadamente. “Mas,eu não esperava que o mestre ficasse com tanta raiva. Você parece respeitar muito Arima.”

“Não é só porque sou sua besta de alma. Com apenas minha vontade e ego, eu respeito aquele homem. Você pode não notar por conta de nossa atitude normal, mas eu o considero a pessoa mais respeitável que eu vá conhecer.” Seus olhos se estreitaram. “Eu não tenho dúvidas disso.”

Lanya estava extremamente quieta e ouviu atentamente ao que Noturno começou a falar.

“Desde que estou conectado com ele, eu sei que Arima encobre mais segredos e emoções que eu possa imaginar. É por isso que o respeito. Ele não foge. Nunca. Ele as mantém com ele a todo tempo e as coloca sob controle. Ele nunca tenta as destruir ou esquecer. Chamar alguém como ele de ‘fraco’ é uma afronta imperdoável.”

“Quando estávamos em outro continente, nós cruzamos caminho com uma elfa que conseguia ver emoções. Naquele momento, todos acreditavam que ele estava produzindo aquelas emoções na hora. Um enorme feito de autocontrole. Mas eles estavam errados. Arima apenas possuía muitas delas. Ele possui tantas emoções para carregar que ele se esqueceu de como deixá-las surgirem naturalmente.”

Lanya possuía uma expressão complexa enquanto escutava Noturno. Ela nunca tentou observar a fundo a personalidade de Arima e ela não esperava que seria tão complicada.

Noturno sorriu para ela. “Você se lembra de quando Arima te comprou daquele vampiro? Como adivinhou, eu o pedi para fazer isso. Mas você já pensou na razão por Arima ter quase lhe ignorado?”

Agora que ela havia parado para pensar, após passar algum tempo com Arima, ela sabia que ele era uma pessoa gentil. Lanya não conseguia achar uma resposta para essa pergunta.

“É porque você não é a única.” Noturno respondeu por ela.

“Perdão?”

“Arima está ciente que nesse mundo, coisas como escravidão são comuns. Seu processo de pensamento deve ter sido algo assim quando ele te viu; ‘Eu não vou salvar a sortuda que eu coincidentemente vi.’ Basicamente, ele não poderia te salvar por gentileza, e aguentar a culpa de resgatar uma enquanto deixava milhões de outros sofrendo.”

Lanya se engasgou e cerrou as mãos.

“Arima sabe que ele não pode salvar a todos e que não tem a obrigação de fazer isso. No final, o único jeito era eu dar um motivo para ele, para ele então poder te ajudar.”

Lanya não sabia o que dizer e teve dificuldade em achar palavras para descrever o que ela estava sentindo. Ela não tinha ideia de que ser salva poderia provocar tal conflito na mente do próprio salvador. Ela agora sabia que ela não entendia nada sobre Arima.

Noturno a encarou e riu. “Mas, você sabe, já que ele te salvou, tenho certeza de que você pensou que ele era alguém legal, certo?”

Lanya estremeceu e corou.

Noturno sorriu. “É simples. Agora que ele te salvou, ele vai te proteger e cuidar de você. É o chamado dele. Se ele estivesse aqui mais cedo quando você estava sendo assediada, ele teria provavelmente decepado o braço daquele mercenário no instante em que ele te tocou. E se o mercenário tivesse ido mais longe, ele teria morrido horrivelmente.”

Lanya apressadamente o seguiu com uma expressão pensante. A opinião dela sobre Arima havia acabado de mudar drasticamente.

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Enquanto isso, Arima estava passeando pela cidade também. Igualmente, como seus dois amigos, ele causou alvoroço em toda loja que visitava. Mas, com ele, era por um motivo completamente diferente.

Arima entrou em cada loja de doces que viu e comprou todos os doces e chocolates de dentro. Ele literalmente continuou a comprar tudo de lojas assim por duas horas ou mais.

Então, enquanto estava caminhando pelas ruas se empanturrando, ele parou sua caminhada abruptamente e levantou sua cabeça para olhar um lugar distante.

“Noturno?” Ele murmurou e levantou uma sobrancelha. Ele, é claro, sentiu a intenção assassina e a raiva de Noturno. Ele estava um pouco curioso com o que poderia engatilhar seu geralmente calmo companheiro, mas a intenção assassina não durou muito e a raiva desapareceu logo após.

“O que foi isso?” Arima estava confuso e queria se teletransportar para perguntar, mas ele ouviu uma comoção não muito longe dele que o fez mudar de foco.

Ele viu uma grande multidão se formando na praça. Ele deu de ombros e foi em direção. Ele havia notado que Noturno havia se acalmado, então ele pensou que havia sido algo pequeno. Quando ele alcançou o grupo de pessoas, ele vislumbrou ao que eles estavam se reunindo.

Havia uma menina-gato de joelhos. Ela estava chorando enquanto segurava um gato cinza. Ao redor dela, havia homens-besta checando o gato. Um após o outro, eles sacudiram as cabeças.

Arima piscou e pulou por cima da multidão. Ele pousou na frente da garota silenciosamente. As pessoas ao redor ficaram surpresas com seu comportamento.

“Ele é um mercenário?” Muitas pessoas adivinharam a mesma coisa.

Arima agachou e colocou seus dedos no pescoço do gatinho e em sua barriga. “Ele está morto.” Ele afirmou. Sem dúvidas, esse carinha estava morto. A garotinha estava olhando para ele com lágrimas em seus olhos.

Arima a encarou e refletiu. “Bem, pode ser uma experiência útil.” Ele pensou e seus olhos brilharam. Um pequeno, mas complexo círculo foi desenhado no corpo do gato.

“Ele morreu de envenenamento, huh?” Uma energia estranha se espalhou na área. Não era aura, mana, ou intenção assassina, mas uma energia realmente incomum.

Arima se levantou e seus olhos voltaram ao normal. O gatinho abriu seus olhos logo após e miou alegremente. Ele começou a lamber a bochecha da garota. Todos os médicos presentes no momento estavam completamente chocados. Eles sabiam perfeitamente que o gato não estava respirando após auscultar ele. Eles não conseguiam acreditar que ele estava realmente se movendo. Eles olharam para Arima e balançaram suas cabeças em autodepreciação. Finalmente, eles só acreditaram que eles haviam cometido um erro crítico e agradeceram Arima.

“Cuide bem dele. Cuidado com o que você dá a ele.” Arima disse para a garota e foi embora. A multidão abriu passagem para ele.

“M-muito…. obrigada!” Em meio a soluços e lágrimas, a garotinha se curvou para Arima e o agradeceu. O gato em seus braços miou e inclinou sua cabeça.

Após esse incidente, Arima continuou sua caminhada até congelar novamente. Dessa vez, sua expressão mostrava claramente confusão e surpresa.

“Você é muito mais gentil do que sua reputação nos permite imaginar. Isso foi inesperado.” A voz ressoou em seu ouvido. Ele se virou e encarou uma certa direção. Entre os transeuntes, ele focou sua atenção em uma mulher que parecia estar sendo completamente ignorada pelas pessoas que passavam por ela. Ao ponto de ser anormal.

A mulher tinha cabelos pretos longos e olhos escarlate. Todas as pessoas andando nas ruas desapareceram junto com literalmente todas as pessoas do planeta. Só Arima e a mulher foram deixados ali.

“Por que está aqui?” Arima perguntou friamente. Aquela mulher o deu a mesma impressão que Azes.

Ela sorriu sinceramente. “Uma dimensão paralela, huh? É por isso que as vezes você desaparecia do nada.” Ela assentiu como se tivesse entendido algo.

“Ainda sim, para manter uma dimensão conectada por tanato tempo tão facilmente…. eu não acho que até mesmo os dez deuses superiores poderiam fazer isso. Como esperado de um Caçador de Vidas.”

Arima franziu o cenho mais de uma vez enquanto a escutava. “Eu vou te perguntar mais uma vez. Por que está aqui?”

A mulher deu de ombros. “Como esperado, você não se perturba facilmente. Tudo bem. Sou Zesta. Uma deusa. Uma amiga de Azes, que te mandou aqui. Já sobre o porquê de eu estar aqui, é simplesmente para te conhecer. Azes também solicitou que eu o ajudasse.”

Arima processou tudo que ela havia dito e estreitou os olhos. “Então eu não preciso te dizer quais respostas eu quero, certo?”

Zesta sorriu. “É claro.”

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