
Volume 2 - Capítulo 27
Life Hunter
Após Arima entoar sua magia, seu corpo emitiu um misto de cores diferentes. Ao redor dele, dez linhas de encantamentos se escreveram em uma cor vermelha. Cada palavra brilhou fortemente e uma aura destrutiva esmagou todo ataque que estava indo em direção a Arima.
Sua aparência também mudou. Ele se tornou mais alto e robusto, e as escamas em seu corpo se tornaram radiantes. Cada um de seus ferimentos havia sido curado e suas roupas restauradas. Como se nada tivesse acontecido com ele. Ainda pior para seus oponentes, ele parecia mais forte que antes da luta começar.
Arima sorriu, ele deu um passo à frente e desapareceu. Sua figura reapareceu próxima ao rei, que ele chutou e enviou voando. Ele acertou o meio das ruínas da cidade e formou uma cratera com seu próprio corpo. Ele estava cheio de ferimentos e quase não conseguiu se manter consciente ao tentar levantar a cabeça.
Tudo isso aconteceu no tempo em que a rainha virou sua cabeça para olhar. Ela estava chocada e antes que pudesse dizer ou fazer algo, Arima já estava na frente do rei deitado no chão. Ele o decepou com Karma e roubou a força vital que emanava.
A súcubos só pôde observar impotentemente enquanto seu marido era morto. Ela subitamente se deu conta de que era a única remanescente de sua família. A realidade a atingiu e ela começou a chorar. “Por que?!” Ela gritou para o homem que havia matado toda a sua família.
Arima a olhou friamente. “Você não precisa saber o porquê. Mas você não pode chorar por injustiças quando você fez o mesmo.” Sua voz soou etérea como se ele estivesse falando de todas as direções.
Essas palavras a atingiram violentamente. Ela mordeu seu lábio e foi em direção a Arima com toda sua força. Ela tentou criar uma ilusão, mas Arima a destruiu com o balançar de uma mão. Ela tentou atacar ele com magia terrestre, mas seus ataques se despedaçaram logo antes de atingir seu alvo. Então ela tentou esfaqueá-lo, mas a lâmina de sua adaga se quebrou quando tocou a pele dele. Do início até o fim, Arima não se moveu e observou silenciosamente.
“Como? Como você se tornou tão poderoso?” Ela perguntou enfraquecida e derrubou sua adaga.
Arima exalou. “Você não terá usos para essa informação.”
A súcubos caiu de joelhos e fechou sua boca. Ela decidiu esperar.
Arima estava um pouco surpreso. Ele chamou de volta Karma e Ira e andou até ela. Ele a agarrou pelo colarinho e a levantou para encará-la nos olhos.
“Antes de morrer, olhe para os seus próprios pecados. Olhar da Penitência. ” Ele entoou e seus olhos se incendiaram com uma chama azul. Os olhos da rainha começaram a se petrificar e ela morreu após derramar sua última lágrima.
Arima coletou sua força vital e terminou a ressonância. Noturno reapareceu como um dragão e parecia cansado. Arima esfregou lentamente seu nariz com sua mão e olhou para seus dedos em seguida, havia sangue neles.
“Como esperado, essa técnica é um pouco problemática.”
O ‘Desfile Cem’ é uma magia que precisa de ambos Noturno e Arima trabalhando juntos. Quando os dois estão lutando, mesmo suas mentes se tornam uma, o que os dá a habilidade de criar processos de pensamento paralelos.
Essa magia usa essa habilidade. Primeiro, Arima precisa canalizar sua mana e concentrar sua alma ao mesmo tempo. Depois, Noturno precisa conjurar cem diferentes encantos mágicos e ativá-los ao mesmo tempo.
Em combate, Noturno mantém a magia ativa enquanto Arima luta. O único problema com essa magia é o esforço feito pelo corpo de Arima e o espírito de Noturno. No máximo, eles podem manter essa técnica por uma hora sem terem problemas.
Após finalizar a rainha, eles descansaram por uma hora. Arima queimou todos os corpos na dimensão para evitar enviá-los para o outro lado e ser descoberto depois. Nesse caso, as pessoas Lilin vão apenas pensar que eles desapareceram e nunca vão chegar ao ponto de terem certeza que seus governantes foram mortos por alguém.
Depois de parar a conexão com a outra dimensão, Arima e Noturno retornaram para a silenciosa e calma cidade que não havia sido destruída pela luta de nenhuma forma.
Arima se teleportou rapidamente para o quarto que reservou. Ele se deitou em sua cama e dormiu. Ele não ligou que Lanya estava silenciosamente o observando. Noturno se deitou no chão, como um lobo, e instantaneamente caiu no sono.
*****
No dia seguinte, Arima acordou cedo. Ele encarou Noturno e Lanya que estavam dormindo e saiu do quarto. Ele escalou até o telhado da pousada com um simples pulo e se sentou.
Ele fechou seus olhos e checou a força vital em seu corpo. Ele a circulou para estabilizar seu corpo.
Ele já havia percebido que seu corpo estava no meio do nono nível. Sua afinidade com a terra melhorou ao mesmo nível que sua magia de luz. No entanto, sua piscina de mana expandiu somente centésimos.
Enquanto ele estava ocupado se familiarizando com sua nova força, a cidade inteira estava inquieta. O rei, a rainha e alguns de seus filhos haviam evaporado e não podiam ser encontrados em lugar nenhum.
Arima, na verdade, havia deixado algumas pessoas vivas na torre. Não por compaixão, mas após escolher cuidadosamente. Primeiro de tudo, ele não matou os escravos que estavam na torre e também não fez nada com as crianças que eram inocentes ou muito novas.
Já como ele sabia se eram inocentes ou não, era graças a combinação de escuridão, luz, e magia mental. Quando tiver emoções ruins ou o oposto, a pessoas teria a parte de escuridão, ou de luz, maior que a outra.
Basicamente, com magia mental, você pode invadir o espirito para ver se existe mais escuridão ou luz. Se existir uma grande porção de escuridão, então a pessoa é um tanto perigosa e maliciosa. Mas magia não funciona em todo mundo e não é 100% efetiva. Mas Arima não tinha dúvidas usando isso.
No final, a família real estava agora despedaçada, mas porque haviam algumas crianças restantes, uma delas iria herdar o trono em breve.
Arima pensou que ele deveria ir embora logo. Ele poderia facilmente se teleportar para fora agora que a rainha estava morta e só quando ele estava entrando que ele precisaria ser cuidadoso, de todo jeito.
Enquanto Arima estava meditando, Noturno acordou e se juntou a ele. Ele se sentou ao seu lado e bocejou.
“Então, onde vamos agora?”
“Como eu disse, você escolhe.”
Noturno suspirou e refletiu. “O que você acha de vampiros? Se ainda quer pessoas com uma força vital sólida, não é uma má escolha.”
“Não, não vou fazer nada com os vampiros. Pelo que vi pelas memórias da rainha, eles não são ‘anjos’, mas não são corruptos ou muito perigosos. Eles geralmente ficam em seus territórios e quase não lutam com humanos ou bestas. Eles só o fazem para beber sangue.” Arima abriu seus olhos e explicou. Ele havia terminado de refinar a força vital.
“Oh? Pensei que você os atacaria mesmo assim.”
“Você pode parar de me tratar como se eu fosse um cara cruel e egoísta? Você tem alguma outra sugestão?”
“Mh, o território dos mortos vivos então.” Noturno propôs. “Mais uma vez, em termos de força vital, eles não são ruins. Eles são mortos vivos porque são movidos pela essência da pura vida, afinal de contas. Também, mais um ponto é que os mortos vivos são sem mente assim como são brutais. Eles também podem ganhar camaradas a partir dos corpos de outras raças, então não seria ruim reduzir um pouco de suas forças agora.”
“Boa ideia.” Arima processou cada informação que ele tinha sobre os mortos vivos nesse continente e sorriu. “Talvez eu seja capaz de aprender uma coisa ou outra sobre magia de morte.”
“Talvez.” Noturno assentiu. “Eu só te peço para não perder o controle e aniquilar toda a vida do continente.”
“Essa vai ser a última região que eu visito no território dos monstros.”
“A propósito, Arima, podemos ir até lá a pé?”
Arima o encarou. “Pensei que nunca pediria. É bom que você já pegou o título de mestre.” Ele sorriu. “Estou de acordo. Não precisa se apressar. Treine a garota o quanto quiser. Me peça se precisar de ajuda.”
“Obrigado.”
Arima se levantou e retornou para dentro da pousada. Ele viu que Lanya ainda estava dormindo então ele saiu para comer algo na cidade, enquanto Noturno foi caçar comida para si mesmo.
***********
De volta a cidade Lilin, Arima e Noturno se reuniram na pousada após uma hora. Lanya estava esperando por eles lá.
“O treinamento começa hoje.” Noturno disse a ela de uma forma profissional. “Vamos para a zona dos mortos vivos a pé. Você irá lutar com todos os inimigos que cruzarem nosso caminho. Só irei ajudar quando você estiver a beira da morte.”
“Eu entendo.” Ela assentiu e então apontou para Arima. “E ele?”
“Eu vou apoiar o treinamento de Noturno se necessário e se houver alguma situação em que vocês dois estejam em perigo, eu agirei. Quanto pelo resto do tempo, eu irei ficar para trás, comer alguns doces e fazer alguns encantamentos enquanto observo.” Arima sorriu brilhantemente.
“…Tudo bem.” Lanya concordou.
“Então vamos.” Arima bateu suas mãos. Um círculo cobriu o chão do quarto e os três foram imediatamente transferidos para longe.
Eles reapareceram do lado de fora da cidade, nos arredores da floresta que a cercava. Quando eles teleportaram, levou alguns segundos para Lanya reagir. O cenário ao redor dela mudou de um quarto de pousada para uma planície rochosa. Ela estava estupefata. Ela nunca nem sequer ouviu falar de alguém capaz de entoar esse tipo de magia tão facilmente e rapidamente.
Agora, ela não poderia nem duvidar da força daquele homem. Ela estava ciente de que algo aconteceu na torre na noite passada e que Arima estava envolvido, mas ela não teve a chance de saber o que aconteceu. Ela estava começando a se sentir amedrontada por ele e ela não sabia direito o porquê.
Noturno olhou para ela e tentou acalmá-la. “Não se preocupe, ele não é uma má pessoa. Ele é do tipo que sabe usar o poder.”
Talvez tenha funcionado, mas ao menos ela parou de pensar muito sobre isso.
“Mh.” Arima murmurou e girou no mesmo lugar com uma expressão altiva antes de apontar para uma certa direção. “Vá naquela direção por… em torno de trezentos e vinte mil quilômetros. Se eu contar dormir, lutar e sua velocidade média, então talvez leve em torno de uma semana.” Ele proferiu e sorriu novamente.
“O quê?” Lanya exclamou.