
Capítulo 446
O Cavaleiro em Eterna Regressão
447. Encrid estremeceu
— Enki, é uma onda.
Era tarde. O sol ainda não havia se posto.
Com as palavras de Acea, que soaram como um c[?25hhamado, Encrid relaxou a força na mão com que segurava a espada.
Luagarne estava apenas desamarrando o chicote em sua cintura, dizendo que o informaria sobre a luta de Froc.
— Vamos. Não será uma visão comum.
Disse Luagarne, enrolando o chicote de volta na cintura.
Encrid concordou, e todos o seguiram.
— Vou ver a porra de um lugar. Caralho, caralho, caralho, caralho.
Rem o acompanhou, cantarolando, enquanto Dunbakhel arrastava os pés e abria a boca.
— Eu tenho que ir. É o demônio, minha criança, Shinnara.
Era uma voz totalmente sem entusiasmo.
Enquanto Encrid caminhava em direção ao noroeste da cidade, ele se lembrou dos meio-cavaleiros que outrora lutaram no campo de batalha de Azpen.
O quanto seu coração disparou quando o meio-cavaleiro correu com sua capa vermelha esvoaçante.
Desta vez, era um cavaleiro.
Era um combate real, não um treino.
Ele estaria mentindo se dissesse que não estava ansioso por isso.
Foi em frente ao portão oeste que eles chegaram. As duas grandes portas eram inteiramente esculpidas em pedra.
Ele se perguntava como tinham conseguiu cortá-la daquela forma.
Cerca de trinta soldados se reuniram, todos empunhando arcos longos, alinhados na muralha.
— Você veio? É a sua primeira vez em um portão de castelo assim?
Oara cumprimentou Encrid. Ela sorria calorosamente em frente ao portão fechado.
— Foi você quem esculpiu?
— Não, meu avô.
Soou como uma resposta cheia de significado. Embora talvez ele não conseguisse compreender toda a profundidade daquilo agora.
— Ei! Homem da Rowena, mostre sua coragem!
Esse foi o grito ouvido do lado de fora do portão do castelo.
— Abram.
Oara instruiu os quatro soldados de braços robustos posicionados em frente ao portão do castelo e deu um tapinha no antebraço de Encrid.
— Apenas assista da muralha hoje. Fique no aguardo, pois o amor puro de um homem lhe mostrará um milagre!
Oara parou de falar com Encrid e gritou em direção ao portão aberto.
Encrid fez o que lhe foi dito. Ele pisou nos degraus de pedra que subiam para as muralhas. Era uma escadaria de tijolos que levava para cima. O parapeito do outro lado da muralha chegava à altura do peito.
Encrid subiu, usando o corrimão como apoio. Não havia poeira ali. Era a prova de que as pessoas passavam pelo local todos os dias e o limpavam à mão.
— Oh, parece uma execução pública.
Rem o seguiu logo atrás e disse, com a expressão de quem assistia a algo interessante.
— Isso é divertido?
Dunbakhel raramente demonstrava qualquer sinal de irritação. Ele agia como se estivesse sendo importunado por Rem e m
[39;120Hmancava, mas Dunbakhel raramente expressava sentimentos tão negativos.
Encrid sabia que a cena diante deles havia tocado em feridas antigas de Dunbakhel, mas preferiu ignorar.
Pensou que aquilo era algo que o próprio homem precisava resolver sozinho.
— É divertido.
Rem respondeu com uma risadinha.
Dunbakhel permaneceu em silêncio. Apenas franziu os lábios, emburrado.
Luagarne comia os insetos secos sem dizer nada.
Era curioso vê-lo saboreando como uma iguaria os insetos encontrados perto do círculo mágico.
Teria sido bom dar mais algumas moedas de prata ao dono da taverna.
Glup.
Nhac.
Luagarne esticou a língua e engoliu o inseto de uma só vez.
Até mesmo a visão de uma língua longa se envolvendo ao redor de um inseto e o devorando em um único suspiro parecia u
[39;120Huma cena melancólica para ele.
— Isso é gostoso?
— Quer um?
Quando Rem perguntou, Luagarne abriu a palma da mão.
Um verme branco surgiu sobre a pele coberta de muco. Era uma pupa.
Rem não comeu.
O olhar de Encrid se voltou para la direita, ao longo da muralha.
Acea[1Ctambém olhava para a muralha oposta que se erguia.
Seus olhos se encontraram. Acea apontou para a frente com o queixo, como se dissesse para eles olharem ao redor.
[40;120HEncrid olhou brevemente para Acea e depois desviou o olhar.
— Oh!
Foi um som ouvido do lado de fora do portão. O grito de alguém.
— Oh!
Os soldados alinhados à esquerda e à direita também acompanharam o coro.
TUM!
Na muralha, um soldado armado com um arco longo bateu o pé no ritmo do canto.
— Caralho, eu vou fazer isso. Eu faço se for preciso!
Gritou o homem de Rowena, de pé sozinho.
A onda nem sequer havia começado, mas Encrid já sentia um formigamento sinistro na pele.
Além das terras humanas vistas das muralhas, erguia-se uma floresta cinza-escura.
Um lugar imbuído da energia exalada pelos demônios, sendo, portanto, um território demoníaco.
A área bem em frente à muralha tinha um tempo amarelado, mas a cor do solo escurecia gradualmente à medida que se apr
[39;120Hroximava da zona mágica.
A área diante da árvore cinzenta parecia terra escura e remexida.
Um monte de terra que se erguia como um túmulo parecia anunciar a entrada da floresta.
Um monstro começou a rastejar para fora bem diante dele.
Uuuuuuuuuuuu.
O uivo do monstro sacudiu o chão, propagou-se pelo ar e atingiu as muralhas do castelo.
Aos olhos de Encrid, o som da voz do monstro parecia uma lança voando em sua direção e sendo[1Cbloqueada pela muralha.###TAG###<
[39;120H
###TAG###À medida que os sentidos se aprimoravam, ia além de apenas sentir o ímpeto; passava a ser algo visível a olho nu.
[40;120HEle sentiu mais uma vez que o tempo que passara[1Clidando com o cavaleiro não tinha sido em vão.
Os olhos de Encrid avistaram um grupo de monstros além da floresta cinzenta.
Criaturas que avançavam apoiando as duas mãos no chão, algumas com braços longos que tocavam o solo, outras com a boc
[39;120Hca rasgada de orelha a orelha e babando, e algumas com duas cabeças.
Todos tinham unhas compridas. Havia também alguns com unhas dos pés maiores do que as das mãos. Eles andavam apoiando
[39;120Ho as mãos no chão, não os pés. Só usavam os pés para manter o equilíbrio.
Eram carniçais, monstros cuja textura muscular era visível por entre a pele rachada.
Monstros[1Cdevoradores de homens que se alimentavam de humanos.
Os carniçais cuspidores da colônia que ele havia derrotado antes já eram incomuns, mas ali havia coisas muito mais bi
[39;120Hizarras.
— O Ma[1CKyung [1] faz os demônios evoluírem.
Luagarne não tinha dito isso?
Era uma cena fácil de compreender de imediato. Havia uma quantidade imensa deles ali.
O número de criaturas que surgiram em um curto período já passava de cinquenta.
Parecia que a floresta de árvores cinzentas estava coberta por uma cortina negra, tornando impossível ver o que havia
[39;120Ha lá dentro.
Carniçais não paravam de emergir dali.
Não era à toa que chamavam aquilo de onda. Parecia apenas uma maré mansa por enquanto, mas assim que começassem a cor
[39;120Hrrer, se tornaria uma verdadeira onda devastadora.
Claro, não eram apenas carniçais.
Mesmo em um território demoníaco, haveria carniçais comuns de se ver.
Mas aqueles formavam colônias. Grup[?25l[?25l[?25l[?25l[?25los que haviam se estabelecido dentro do Território Demoníaco.
Aqueles que se reuniam para ocupar a terra, mastigar carne e ossos, e beber sangue.
‘Diferentes.’
Quando três ou quatro soldados comuns se reuniam, formavam uma força estável o suficiente para matar um carniçal.
[40;120HSoldados habilidosos conseguiriam resistir até mesmo contra dois carniçais.
Mas e se aquele carniçal ali fosse o oponente?
Supondo que lutassem em uma formação de quadrado, ele calculou que seriam necessários pelo menos dez soldados.
[40;118H[?25hE apenas soldados experientes.
‘Se atacarem de forma descuidada, alguns dos soldados serão simplesmente despedaçados e mortos.’
Um carniçal agarrou uma pedra no chão e a esmigalhou.
Se baixar a guarda, morre. Querem que eu lute ao lado daqueles caras? Eles não eram o tipo de inimigo contra quem um
[39;120H soldado comum deveria avançar.
Parecia que a luz do sol estava se esvaindo. Na verdade, a luz solar nem sequer incidia direito perto do Ma Kyung.###TAG###
[39;120Hp>###TAG###Era como se o Ma Kyung rejeitasse a luz do sol.
As árvores, com seu tom cinza peculiar, e o solo, com sua cor marrom-escura característica, pareciam refletir isso.###TAG###
[39;120H/p>###TAG###
Era a hora do medo.
E não era para menos, vendo centenas de carniçais rastejando para fora daquela paisagem demoníaca.
Guuuuuu.
Seus clamores eram como fuligem subindo do solo.
Era baixo, sombrio e deixava um rastro no ar.
Como o homem deveria encarar o terror que corria sobre a terra?
Se fosse o próprio Encrid de outrora, ele teria largado a espada.
— Droga.
Rem riu.
— Por que existem execuções públicas?
Dunbakhel ignorou a realidade.
— Esta será a sua primeira vez vendo os carniçais demoníacos e a sua primeira vez vendo-os lutar aqui, então observe
[39;120H com atenção.
Luagarne tentava constantemente ensinar algo a Encrid.
Parecia que seu objetivo era ensinar e ensinar novamente até o momento de sua morte.
Ele pensava que, se não fizesse isso, mesmo que lhe ensinasse algo, o outro não seria capaz de gravar devidamente uma
[39;120Ha única lição.
Foi bem em frente à muralha do castelo.
Houve uma resposta aos gritos subterrâneos que emanavam do carniçal atrás do homem de Rowena.
— Oh!
Era o brado de antes.
Era um clamor contra a fuligem que subia do chão.
— Sorriam!
Com os gritos que se seguiram aos brados, as tropas nas muralhas bateram os pés e gritaram a determinação e as crença
[39;120Has daqueles que lidavam com esta terra, esta cidade e o demônio.
— Vamos morrer sorrindo!
Todas aquelas pessoas eram o povo de Oara, a cavaleira sorridente.
Portanto, morreriam sorrindo.
— Eu te amo, Rowena!
Gritou o soldado posicionado à frente, o que havia perdido a aposta. Oara foi fiel à sua aposta. Embora tivesse falad
[39;120Hdo de forma leve, ela a cumpriu com fidelidade.
Um cavaleiro é aquele que cumpre o que diz.
Isso é um juramento.
A vontade é a força de vontade, e a vontade nasce da crença.
Uma pessoa que não cumprisse suas próprias palavras não seria capaz de canalizar devidamente sua vontade como cavalei
[39;120Hiro.
Uhuuu!
O clamor subterrâneo reverberou pela terra.
O grupo de carniçais envoltos em fuligem começou a avançar.
Olhos negros rasgavam a luz, e línguas gananciosas buscavam por sangue vermelho e carne macia.
Uuuuuuuuuu!
Aos olhos de Encrid, o homem de Rowena era de um nível superior ao da Guarda de Fronteira.
Um soldado que rapidamente faria sua parte mesmo se fosse para a guarnição de fronteira de Martai.
No entanto, ele não era forte o suficiente para deter a onda de demônios sozinho.
Mesmo assim, ele não recuou.
Encrid, de pé sobre a muralha do castelo, não conseguia ver o rosto do soldado.
— Se você voltar vivo, qual é o problema? Vamos nos casar!
Ao ouvir aquele grito confiante que presumivelmente era de Rowena, ele naturalmente sentiu que sabia qual seria a exp
[39;120Hpressão no rosto daquele homem.
Ele estaria sorrindo.
Mesmo que morresse, morreria com um sorriso.
— Você vai?
Encrid de repente colocou uma das mãos sobre a muralha do castelo.
Foi o que Rem perguntou ao ver aquilo.
— Talvez?
Fazer o que seu coração desejasse. Era assim que Encrid vivia.
Portanto, aquele soldado não morreria hoje.
Encrid depositou força na mão apoiada na muralha. Era alto para saltar e ele estava bem pesado por carregar tanta coi
[39;120Hisa, mas não deveria ser um grande problema.
— Acho que não há necessidade de intervir.
Rem continuou, acenando com a cabeça.
Pois aquele que estava gritando atrás do homem de Rowena, sob a muralha, saltou primeiro.
Não foi um movimento veloz, mas sim um salto pesado.
Tum, tum, pisando forte no chão para ganhar velocidade. Em pouco tempo, seu corpo passou pelo soldado, traçou uma lon
[39;120Hnga linha e parou diante do carniçal.
Apesar de parecer pesado, seus passos eram mais rápidos que os do carniçal, que corria de quatro usando as mãos como
[39;120H pés.
Por coincidência, o homem de Rowena tinha acabado de enfrentar seu primeiro carniçal.
— Eu te amo, Rowena!
O soldado, que havia se confessado quase como um sermão até o fim, cravou a lança. Ele sequer tinha energia para se i
[39;120Himportar com quem vinha atrás.
Ele se concentrou apenas em matar os carniçais.
A técnica de lança demonstrada ali era de uma destreza notável.
Com um baque, a lâmina da lança penetrou na cabeça do carniçal que avançava de baixo.
Ele o apunhalou com calma e precisão.
O soldado desistiu de tentar puxar sua lança e agarrou outra que estava cravada no chão de forma inclinada.
[40;115H[?25hFoi só então que o soldado percebeu que alguém havia saltado por trás dele.
Ele gritou:
— Um bom começo!
Até mesmo Encrid, que observava da muralha, reconheceu a figura familiar da pessoa que avançava.
Era o Escudeiro Oliver.
— Oliver do Martelo Hexagonal!
Gritou um dos soldados alinhados de um dos lados.
Oliver tinha uma alcunha, e ele estava provando agora mesmo o porquê de carregar esse título.
Seis carniçais avançaram; um foi morto pelo soldado, restando cinco.
Oliver segurava um cabo longo com uma maça na ponta.
A ponta da esfera de ferro era hexagonal.
Ele diminuiu um pouco o ritmo, depois chutou o chão novamente e saltou entre os carniçais.
Ao alternar a velocidade, ele impediu o carniçal de reagir.
Era uma excelente tática. Oliver brandiu sua maça no meio deles.
BUM! BUM!
Acompanhado por um som que lembrava fogos de artifício explodindo.
A maça rachou e esmagou a cabeça do carniçal. Sangue negro e fragmentos de ossos voaram pelo ar.
Oliver não foi o único a avançar.
— A aposta acabou. Volte.
Oliver empurrou o soldado para trás.
O número de escudeiros nos Mil Tijolos era quatro.
Todos eram igualmente capazes de se tornarem cavaleiros. Não, na verdade eram inferiores aos cavaleiros, por isso ser
[39;120Hria mais correto dizer que todos eram lutadores formidáveis.
A começar por Oliver, os outros três também se moveram. As armas em suas mãos eram semelhantes.
Um deles usava um mangual com uma esfera de ferro espinhosa presa a uma corrente acoplada a um cabo.
O outro portava uma estrela da manhã, sem as correntes.
O último empunhava um martelo de guerra de cabo longo.
Os quatro escudeiros formaram a linha de frente ali mesmo. Eles deram um passo à frente e brandiram suas armas.
[40;119H[?25hBaque, estalo, impacto, fratura.
Ossos eram quebrados e o sangue espirrava. No meio do campo de batalha, os quatro escudeiros gritaram:
— Vamos morrer sorrindo!
Encrid recordou-se dos cavaleiros galopando que vira nos campos de batalha de Azpen.
Agora, eles também usavam capas vermelhas.
Era algo de arrepiar a pele, tanto quanto a velocidade deles.
Ele sentiu ressentimento pelas palavras de Oara, que lhe dissera para apenas assistir.
Claro, Encrid poderia ter ignorado aquilo e partido para a ação.
Mas não houve tempo nem oportunidade para isso.
— Vamos.
Oara foi a primeira.
A cavaleira avançou, levando consigo dois de seus subordinados.
— Estou empolgado.
Rem murmurou. Ele devia estar sentindo a mesma coceira nas mãos.
Dunbakhel encolheu os lábios e se encostou à muralha.
Dois cavaleiros avançaram. O homem empunhava um bastão espesso com aparência de espada.
Era uma arma que não poderia ser chamada de espada de forma alguma.
Tinha cabo, mas não guarda. Em vez disso, possuía um bloco de ferro longo e espesso.
Por fora parecia arredondado. Dava a impressão de que ele carregava um mastro de ferro.
Ele o brandia como se fosse uma espada de madeira.
Obviamente, não era nada parecido com uma espada de madeira.
BUM!
Com um único golpe, três ou quatro carniçais foram despedaçados e explodiram.
O estilo de luta da meio-cavaleira loira e baixa era muito diferente do seu.
Ela arremessava adagas finas ou sacava espadas afiadas em forma de furador para estocar e cortar.
O combate da loira baixa era silencioso, a ponto de nenhum ruído alcançar as muralhas.
Embora o poder de destruição diferisse, a letalidade era semelhante.
Gooooo!
O grito do carniçal soou como um guincho de agonia.
Uma fumaça verde escapava pelas narinas de seu rosto, e logo em seguida escorria sangue negro.
Foi simples assim.
Mesmo sem ter as cabeças explodidas, eles simplesmente desabavam no chão.
— O quê?
Rem reagiu ao ver aquilo. Parecia compreender algo.
E então havia a cavaleira Oara.
De dentro da onda de carniçais, surgiu uma carniçal fêmea com os seios flácidos.
Era uma carniçal fêmea, a líder daquele grupo.
A carniçal avançou os braços. Seu braço alongado, parecido com um tentáculo de molusco, tentou estocar Oara.
[40;116H[?25hO braço pareceu se esticar e, mesmo sendo visto do alto da muralha, o membro da carniçal ultrapassou os soldados alia
[39;120Hados num piscar de olhos.
Por ver de longe, ele percebeu que era um braço se estendendo, mas se estivesse bem na sua frente, teria ficado choca
[39;120Hado e teria que se esforçar para bloqueá-lo. Tamanha era a velocidade.
Bastava olhar para aquela criatura para saber. Era um monstro que um meio-cavaleiro dificilmente derrotaria sozinho.###TAG###<
[39;120H
###TAG###Pelo caminho aberto pelos quatro escudeiros e dois cavaleiros, esmagando e perfurando centenas de carniçais.
[40;116H[?25hNo instante em que os braços da carniçal se esticaram, as costas de Oara surgiram no campo de visão de Encrid. A cava
[39;120Haleira brandiu sua espada.
Foi um golpe de espada desferido diagonalmente, de baixo para cima.
Era o tipo de ataque que não faria sentido se feito de onde ele estava.
No entanto, os movimentos subsequentes de Oara deram sentido àquele corte simples.
Oara deu seus passos no mesmo ritmo em que a espada se erguia. Seu corpo projetou-se à frente.
A espada da cavaleira cortou o braço da carniçal na diagonal.
Mas o combate com a espada não havia terminado.
Uma trajetória simples, porém a linha mais reta possível.
Uma linha conectando pontos.
Encrid também era bom nisso, mas nunca havia feito daquela forma.
Oara marcou um ponto onde estava, traçou outro no monstro a dezenas de passos de distância e conectou-os instantaneam
[39;120Hmente.
Era tudo o que se podia descrever.
Vup, vup.
A silhueta de Oara deixou um rastro de pós-imagens pelo caminho.
Desde o primeiro instante em que ela saltou do chão, passando pelo momento em que decepou o braço da carniçal no meio
[39;120Ho do trajeto, até quando finalmente ergueu sua espada ao céu enquanto dividia a criatura do peito à cabeça.
— Onde?
A carniçal estava morta.
Encrid estremeceu.
[1] - Ma Kyung: Abreviação para Território Demoníaco, uma região perigosa e corrompida pela forte influência da energ
[39;120Hgia dos demônios.