O Cavaleiro em Eterna Regressão

Capítulo 942

O Cavaleiro em Eterna Regressão

942. Onda

— Fiquei frustrada depois de ver isso, então decidi aparecer, garoto.

Disse o barqueiro, ou a mulher.

— Estou morto?<[?25h/p>

Encred perguntou de volta. — Abri os olhos enquanto lutava e me deparei aqui. — Ele disse que não era por intuição, mas fez a pergunta para confirmar.

— Não.

A mulher balançou a cabeça. Suas tranças se moveram. Vê-las balançar de um lado para o outro, não flutuando, mas com uma força pesada, despertou a suspeita razoável de que também poderiam ser usadas como armas.

— Então?

— Digamos apenas que nos encontramos por mais um tempinho.

Se tentasse argumentar, seria uma história sem fim.

Encred, compreendendo, olhou para ela. Qual era o objetivo daquela mulher? Nem o barqueiro nem a mulher hesitaram, sem mudar de assunto.

— Quer aprender algo comigo?

Agora, direto ao ponto. As orelhas de Encred tremeram com aquelas palavras. Não era sequer um conto de fadas, mas os músculos de suas orelhas se moveram de forma independente. As palavras eram tentadoras a esse ponto.

— Este garoto louco parece mais animado em aprender alguma coisa do que com sua situação atual.

As palavras eram de acusação, mas sua expressão era de admiração. Ela era uma mulher, parte da família do barqueiro. Não sei se ela quis dizer isso num bom sentido, mas o que dissera momentos atrás certamente despertou meu interesse.

Mesmo sem uma resposta específica, o desejo de aprender de Encred era como uma âncora profundamente plantada em seu subconsciente.

Ele respondeu com os olhos, e a barqueira, com seu sorriso alegre de sempre, falou.

— É hora de aceitar as consequências das ações que escolheu, mortal. Você provavelmente está se perguntando se este é o momento certo. Desculpe, mas você tem que provar com suas ações. Esse é o meu primeiro conselho.

Se escolher, assuma a responsabilidade e vá até o fim.

É isso o que significa.

A mulher ergueu o dedo e o colocou na testa de Encred. Sua mão estava quente. Mesmo que fosse uma ilusão, parecia real.

— Olhe.

Memórias se infiltraram. Para ser exato, eram memórias transmitidas por uma mulher que fizera parte da tripulação.

Encred se tornou ela nas memórias. Não houve nenhum momento em que tudo se dispersasse como grãos de areia. De repente, os arredores mudaram.

Várias pessoas apareceram, com os rostos obscurecidos. Era difícil discernir suas roupas. Tudo o que eu sabia era que a

 pessoa diante de mim era um camarada e que eles estavam lutando contra oinimigo no momento.

As memórias se infiltraram, trazendo o presente para uma discussão.

— Droga, peguei o caminho errado.

— Tem uma besta vindo.

— ■■■■, o que você vai fazer?

Aquele era o nome dela? Não consegui ouvir o chamado. Em vez disso, pude sentir seu estado de espírito.

‘Estou perdida.’

Hã?

Parece indiferente por fora, mas por dentro não é bem assim.

‘Mas o que posso fazer, cheguei até aqui.’

Apenas seguindo em frente.

Essa mulher é mais cabeça-dura do que eu pensava.

— Ei, isso é o melhor que podemos fazer. Se tivéssemos ido pelo outro caminho antes, seríamos encurralados ainda mais

s. Vamos lutar!

A barqueira, não, a cavaleira, grita. Encred agora sabe quem é a barqueira.

Eles são um coletivo. São aqueles que foram consumidos pela maldição de hoje. Por isso, eles outrora repetiram o dia de

 hoje. Usaram isso para lutar, para sobreviverao seu presente.

Boom!

Ela apontou a lâmina de sua lança para frente. Lançou-se à frente e golpeou o monstro, uma criatura cinco vezes maior

r que ela, chamada de Gigante.

— Queime!

Queimar, esmagar e fender. Era assim que lidavam com as Raízes. Claro, esse método foi apenas parcialmente bem-sucedi

ido.

No início, queimá-las com fogo funcionava bem, mas a certa altura, as Raízes começaram a resistir às chamas. Isso causou

u uma dor de cabeça.

Encred então obteve mais algumas informações.

‘As especialidades da Raiz são a mimetização e a criação.’

Elas aprendem com seus inimigos e criam monstros moldados às suas especificações. Quando usam fogo, criam monstros re

esistentes às chamas para lutar.

‘Não, você está errado.’

‘Não se trata de dar à luz ou criar monstros.’

Encred encarou a identidade do inimigo em sua memória.

‘Todos são um.’

Uma colônia é união de inúmeros indivíduos que se reúnem e seguem um líder.

‘Não é a raiz.’

Isto é o oposto.

O que essa mulher está enfrentando agora não é uma colônia, mas um único monstro. Uma única entidade transformada em co l

lônia.

Em outras palavras, é um demônio transformado na própria essência do reino. Suas características rivalizam com as dos se

eis, ou melhor, cinco monarcas restantes daquele reino.

Se o parasita do calor exibia a característica de se dividir e se deslocar em busca de um hospedeiro, seria um caso da h

habilidade do parasita de se mover de um lugar para outro.

‘A raiz é o todo e é um.’

A Raiz era um demônio, um monstro que evoluiu para uma colônia. Embora

os que vemos agora difiram em aparência daqueles com quem lutamos como Encred fora de nossas memórias, eles compartilham

m uma semelhança fundamental. Eles

lutam sob uma única vontade. Agem como se estivessem todos conectados como um só.

‘Estes são mãos e pés.’

É um tipo de monstro que eu nunca vira antes, com algo parecido com uma barbatana acoplada e uma protuberância semelh

hante a um tridente avançando.

‘Chute.’

A cena da criatura brandindo sua lança com uma mão, torcendo a cintura na diagonal, visando um ponto cego em seu camp

po de visão e entãodesferindo sua segunda lança era semelhante ao que ele tinha visto fora de sua memória.

A forma era diferente, mas o significado contido ali era o mesmo. Encred agora se lembrava do inimigo contra quem havia

 lutado na ponta da lança da criatura. Foi com esse pensamento. A informação que emergiu de seu subconsciente acelerou, t

tirando uma conclusão.

O silêncio do reino demoníaco era o passado da criatura chamada "Raiz". O monstro Raiz a imitara, criara um novo corpo e

e estabelecera seu próprio território.

‘Foi assim que sobrevivi.’

Enviei uma onda de aplausos, mas então, sentindo meus limites, morri, preparando-me para o próximo.

Neste ponto, minha rota estava oculta e, como eu ainda não havia alcançado o nível de um reino demoníaco, era simplesmen

nte chamada de enxame errante.

O tempo na minha memória fluía incessemente. Eu não conseguia ver a batalha inteira. Foi apenas em momentos cruciais que

e parei para olhar ao redor.

A carruagem continuava a se mover, mas, de forma intermitente, parecia parar com uma quantidade absurda de força.
[?25h

Então, quando recomeçava, tudo passava voando sem um único momento de aceleração.

— Quem você vai salvar?

A pergunta de alguém ecoa em meus ouvidos.

‘Não consegui responder.’

Não era Encred, mas outro eu falando.

O momento em que apenas um dos dois poderia sobreviver havia chegado. Era um momento de escolha terrível. Mesmo que algu

uém insistisse que era o certo, a verdade imutável golpeava com uma intensidade fria.

A barqueira havia escolhido. E, por causa disso, alguém morrera.

Hehe, a barqueira zombou de mim.

— Ahhhhh!

Um grito de angústia irrompeu.

Uma esposa chora pelo marido. Um marido chora pela esposa. Um filho chora pelos pais. Um pai chora pelo filho.
[?25h

É miserável. É miserável. Naquela agonia, o barqueiro exigiu a repetição do dia de hoje.

— Aguente firme, aguente firme. Continue aguentando firme assim.

Eu farei isso. Ranjo os dentes e me levanto.

‘De alguma forma.’

Ela lutou. Ela

lembrou-se do que acabara de perceber pouco antes de desistir, mas será que isso significava que os mortos voltariam à v

vida?

‘Minha escolha foi correta?’

Ela estava em agonia. Na memória de Encred, o momento em que ela desistiu não podia ser visto em lugar nenhum.
[?25h

Em verdade, a memória de lapidar suas habilidades de manipulação da Vontade até o limite encheu sua mente.

Brandindo a lança contra um gigante que podia resistir ao fogo.

Tentar dividir e destruir cada um deles era um desperdício de esforço. O número de bestas a serem destruídas era grande

 demais em comparação com sua força física.

‘O que devo fazer?’

Ela lutou, procurando uma saída. Segurando sua lança entre seus companheiros mortos, ela resistiu, avançando passo a

 passo.

Era uma cena de sua memória. Ela se ajoelhou, segurando a lança grossa e assassina em sua mão direita, usando-a como apo

oio. Ela ergueu a cabeça, que estava inclinada. Uma luz penetrante brilhou em seus olhos.

Ela foi quem pôs fim ao que os historiadores chamam de "a era das mãos gigantes".

— Agora eu entendo.

A mulher em sua memória sussurrou. Seu corpo de repente se separou dela. Encred deu um passo atrás e a observou. Uma###TAG###<


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cavaleira que vivera na era das mulheres, o barqueiro e o gigante.

Ela permaneceu brevemente em suas memórias passadas.

Ela percebeu tarde demais, mas havia encontrado uma maneira de lidar com seu inimigo. No entanto, sua mente estava exaus

sta demais. Sabendo disso,

ela aperfeiçoou sua técnica e entregou sua vida a ela. Mais precisamente, seu talento a guiou.

Com um olhar vago, ela refletiu sobre o que havia aprendido e compreendido, aperfeiçoando a técnica em um único dia.


Concentrar-se na batalha significava que ela não precisava pensar em seus companheiros perdidos e nos mortos, então pass

sou o tempo restante como uma berserker.

Assim, ela acabou com sua vida, matando o que supunha ser a verdadeira natureza da Raiz. Assim, ela se aprisionou em uma

a prisão envolvida pela escuridão do abismo.

Após seus momentos finais, ela vagou, esquecendo de si mesma, existindo apenas como uma parte do barqueiro.

Então, suas memórias despertaram.

Observando essa criatura verdadeiramente divertida, ela de repente percebeu quem realmente era.

É uma história sem sentido para um mortal compreender.

— Agora vocês sabem, seus bastardos.

A mulher em minha memória está resmungando novamente.

Trinc—

O rosto erguido da mulher estilhaçou-se e despedaçou-se. Encred assistiu aos fragmentos quebrados se espalharem e se

 dispersarem, transformando-se em um único ser humano. Antes que percebesse, ele estava mais uma vez de pé em uma clareir

ra na floresta.

— Se você mudar sua natureza, também deve aplicá-la, certo?

Ela apareceu e falou. Encred entendeu o que ela estava tentando transmitir. Não havia necessidade de tentar. Ela não

 havia acabado de lhe dizer diretamente através da memória?

Era a aplicação da mudança de personalidade.

No entanto, um pensamento lhe ocorreu. Ela já não tinha aplicado algo assim?

Como se lesse sua mente, a mulher sorriu, com os cantos da boca se erguendo. Ainda era um sorriso alegre.

Ele também percebeu que a confiança que ela projetava através daquele sorriso era uma tentativa de ocultar a vulnerabili

idade escondida em seu interior.

Ela falou com um tom de riso.

— Você é tão desajeitado, garoto. Esta é a sua segunda lição. Acostume-se com isso. Era a minha especialidade. Chama-

-se "onda", uma mudança no temperamento.

Encred já tinha experimentado isso em primeira mão, tendo escaneado as memórias da outra pessoa.

— Certo, tente.

Não haveria necessidade de uma visão. O barqueiro esperava por isso, e Encred ignorou suas expectativas.

— Hã.

Não. Ele brandiu sua espada e golpeou o bastão de madeira, semelhante a uma lança, segurado pela mulher. O bastão, qu

ue deveria ter explodido com uma ondulação, tremeu e parou.

— Eu não disse para tentar?

O barqueiro falou novamente.

Embora seja um sonho, já ganhei uma experiência considerável aqui. Portanto, a desconexão com a realidade não deve ser u

um problema.

A chave é compreender e aplicar os princípios.

— O talento é realmente o pior. Como alguém que aprendeu o Indules e até o Cavaleiro pode ser assim?

Após dezenas de tentativas e falhas semelhantes, o barqueiro falou.

Encred o ignorou e continuou a repetir. Ele lutou para digerir o que lhe fora ensinado.

— Isso é realmente estonteante. Você conseguiu sobreviver todo esse tempo? Acho que a deusa da fortuna realmente ama

 você.

Ouvindo as reclamações ocasionais, ele pediu para aprender algo novo.

Se nunca desistir é uma arma, então Encred era alguém que lutava com a maior arma do continente.

‘É semelhante à técnica usada contra Ragna.’

Depois de lutar contra Azpen, Encred lembrou-se de Ragna usando uma técnica semelhante no duelo deles, e bloqueando-a

a com a Espada Quebra-Ondas.

— Não fale da minha 'onda' como se fosse esse tipo de truque barato.

A barqueira falou. Encred concordou.

‘É uma habilidade que qualquer um pode usar até certo ponto se for treinado no nível de cavaleiro.’

Todos usam o Eco da Espada. É uma técnica que propaga ondas através das vibrações da arma.

Ragna usou vibrações e ondas para aumentar o poder de corte de sua espada.

‘Se formos mais longe, é possível até mesmo abalar o corpo inteiro do oponente através da vibração.’

Ao aprofundar-nos no conceito de ondas, abrimos novos caminhos. O que a barqueira nos mostrou foi ainda mais longe.###TAG###/p>###TAG###

‘Esta onda vai se estilhaçar no momento do contato.’

Depois de transformar a Vontade dentro de seu corpo em água, ele a agita. Transmite essa vibração ao seu oponente, fa

azendo-o explodir. Se não contra-atacarem com um nível semelhante de Vontade, eles desabarão.

Ele incentiva a transformação da Vontade a esse nível. Encred repetiu esse processo inúmeras vezes, colocando em prática

a fisicamente o que tinha em mente.

‘Isso é divertido.’

A barqueira pensou assim. O homem diante dela estava ponderando infinitamente e tentando de novo. Ele nunca parava de

e pensar, nunca parava de se mover. Se ele perdesse a vontade, afundaria. Esse seria o fim. Mas isso não aconteceu.

[?25h

‘Você não sabe o que é desistir.’

O barqueiro tinha visto isso inúmeras vezes, mas assistia com um prazer renovado.

Encred agora parecia uma besta faminta há meses, banqueteando-se com a comida mais deliciosa. Era uma cena e tanto.


O que ela tomara emprestado fora uma fenda no tempo. Foi um encontro dentro do pensamento acelerado.

Em troca, ela perderia seu "direito de falar" até que o barqueiro desistisse de tudo.

— Você está abrindo mão do seu tempo por um passatempo desses?

Outro barqueiro perguntou.

Um barqueiro não tem outro prazer senão observar. É tolice sacrificar habilidades cognitivas para ansiar por um momento

 desses.

A luz da lâmpada roxa revelou seu rosto cinzento. A mulher falou sem se virar.

— Ah, eu acredito que vale a pena.

— Outra escolha estúpida.

Ouvindo a acusação, ela fechou os olhos. Seu tempo estava se esgotando. O pequeno espaço espremido pelas fendas do pe

ensamento acelerado estava se fechando.

— Aprendi bem.

Só então Encred, que havia entendido por alto como usar a técnica, falou.

— Ah, nos vemos mais tarde.

Verei você de novo. Nos encontraremos de novo algum dia. A mulher acreditava nisso.

Com essas palavras, Encred abriu os olhos novamente.

No momento em que os abriu, viu os lábios de Dunbakel. Empurrou o rosto dele, que estava bem próximo, com a mão.

[?25h

— Você não deveria ser uma beldade para acordar o Príncipe Adormecido com um beijo?

— Não, não é isso. Eu estava apenas tentando mordê-lo.

— Se o Senhor das Fadas tivesse visto isso, teria sido uma sentença de morte.

Encred falou e sentou-se. Há quanto tempo estava inconsciente? Não fazia muito tempo.

Se você perguntar por que penso assim,

— Quando você dorme porque está com sono?

Rem ainda brinca.

Encred vislumbrou memórias em seus sonhos, reconheceu seus oponentes e aprendeu as habilidades para lidar com eles.



— Minha espada?

— Ali.

Eles foram empurrados de volta por uma horda de monstros gigantes. A Caminhada Noturna de Encred não estava em lugar

 nenhum.

Bem, se estivesse em algum lugar no chão à frente, ele poderia simplesmente pegá-la. Encred apertou as fivelas das manop

plas de escamas de monstro que trouxera consigo em vez de suas manoplas de tecido. Este

era o momento em que o estilo de luta de Audin se fazia necessário.

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