O Cavaleiro em Eterna Regressão

Capítulo 651

O Cavaleiro em Eterna Regressão

651. Os Apóstolos e a Iluminação.

O que eu tinha que fazer era contra-atacar aquilo que vinha voando.

Meu corpo reagiu por conta própria assim que o identifiquei. Não havia necessidad[?25he de calcular. Era uma postura que apostava tudo em um único golpe, em vez de pensar nas costas do oponente. O pensamento acelerado capturou e distendeu o tempo ao redor. Encred viu o que o mirava. Era um espeto longo, uma rapieira. A forma como era estocada tinha um forte aroma saxônico. Ao ver aquilo, coloquei força no dedão do pé direito, puxei minha Penna e a brandi. A velocidade com que transmiti a força do tornozelo para a cintura e a mão foi duas vezes mais rápida do que antes. Dei força impulsionando os joelhos e firmei os ombros, cotovelos e pulsos para que não tremessem. Era uma técnica que enfatizava a força em detrimento da velocidade, também chamada de estocada cortante, pois podia perfurar a maioria das coisas se fosse bloqueada de qualquer jeito. Como o próprio nome sugeria, era uma espada que voava como uma arma de cerco que derrubava o portão de um castelo. Quando técnicas eram adicionadas a uma espada com um poder de corte absurdo, um mistério era criado.

Tchac! Tchac!

A cabeça do sujeito que surgiu com o espeto de ferro, cortado ao meio enquanto a terra espirrava, também foi decepada. O movimento repentino fez o vento subir dos pés de Encred, e as faíscas que voaram enquanto ele cortava a lâmina subiram como um tornado cavalgando o vento e depois desmoronaram. Se você olhasse sem saber de nada, pareceria que as faíscas foram de repente envolvidas e criaram um turbilhão. Não foi apenas bloquear com um único golpe, mas cortou o espeto e matou seu dono. Era uma harmonia de habilidade e poder que poderia ser chamada de magia. Encred cortou o cara daquele jeito e sacudiu sua espada. O sangue na Penna caiu no chão com um baque seco. E quando olhei para a lâmina, não havia uma única gota de sangue. Não diziam que a energia da lâmina se mantinha mesmo sem lubrificação? No entanto, também diziam que era bom limpá-la com um óleo especial misturado em uma certa proporção de seiva de Woodguard e óleo de flor de camélia uma vez a cada seis meses. Quando assenti que faria isso, a fada chamada Lafratio me deu o óleo que ele mesmo havia misturado. Era uma espada que não era apenas boa, mas que poderia ser chamada de tesouro.

— É uma boa arma.

O homem que havia falado primeiro, o homem com o bastão, disse isso. Encred sacudiu sua espada e olhou para frente. Não era apenas ele quem estava sendo visado, mas não seriam Luagarne ou Fel que morreriam por um ataque surpresa daqueles. Como esperado, ambos bloquearam a emboscada. Luagarne usou o antebraço como escudo; um buraco foi aberto, mas ela era uma prog, então bloqueou bem. Fel rapidamente curvou a cintura para trás, puxou sua espada e a rechaçou. Encred ouviu um som abafado de "baque" no meio. Era o som de Fel golpeando a espada. Zero saltou para trás assustado, mas os pés ágeis da fada o salvaram. Seu cabelo loiro voou no ar. Havia um arranhão em sua testa, mas se ele demorasse um pouco mais, um novo buraco teria se formado em sua cabeça em vez de seus olhos, nariz e orelhas. Claro, se achasse que ele iria morrer, Encred teria bloqueado o sujeito que o mirava e o esfaqueava em vez de matá-lo, salvando Zero, mas ele calculou que o garoto conseguiria bloquear.

— Mente...

O cultista com o bastão ia dizer algo mais, mas Encred foi o primeiro a se mover. Todos hesitavam, esperando a oportunidade passar, mas aquele foi o momento em que Encred conseguiu se aproveitar da brecha nos pensamentos alheios.

A mão esquerda de Encred esticou-se para a frente, roçando meu peito.

Um som estranho ecoou em sincronia com aquele gesto.

Fiu!

O que ele atirou foi uma Adaga Assobiadora modificada. Não importava o quanto eu segurasse e arremessasse a Adaga do Silêncio, não conseguia me acostumar com ela, então a modifiquei para facilitar o meu uso. Adicionei uma lâmina à Adaga

 Assobiadora para aumentar seu poder, então estava pensando em mudar seu nome. Em vez de Adaga Assobiadora, não seria mai

is apropriado chamá-la de Adaga-Trombeta de Chifre?

Ploft!

Era também uma força que combinava com o som.

Encred não era preguiçoso. Ele ia além do simples treinamento de sua esgrima epraticava todos os dias, reflecting so

obre o que havia aprendido. A adaga que ele arremessou, baseada na técnica de arremesso que aprendera com Saxon, matou tr

rês emboscadores que saltaram do chão. Era uma adaga que ia além de apenas esfaquear as pessoas na cabeça, chegando a des

spedaçá-las a ponto de explodirem.

Ele usou três das adagas que Eitri havia feito para ele.

Ele só trouxera seis quando as fez pela[?25lprimeira vez, então restavam três.

‘Só resta a Penna negra.’

Isso porque perdi minha Jingeom e a Spark. Embora seja um pouco curta para ser usada como arma principal.

[?25h

‘Mas isso não significa que seja uma desvantagem.’

[?25l

Encred pensou com calma e tomou uma decisão. Não havia necessidade de pânico. Lentamente, ele afastou bem as pe [?25h[?25l[?25lrnas,

 adotou uma postura e ergueu a espada. Quando ergueu sua Penna verticalmente, o luar que havia se tornado vermelho parece

eu se dividir ao redor da lâmina. Era uma terra iluminada por duas luas. Diante do grupo de costas para a colina, o homem

m que segurava o bastão bateu no chão novamente com um “tum—”.

— Tenho uma última proposta. Não acham melhor dar meia-volta? É um desperdício de talento morrer aqui.
— Quem é vo

ocê?

Encred perguntou com uma postura que não estava nem um pouco abalada.
Ele certamente não parecia confuso ou assust

tado.
A mais surpresa ali era Luagarne. Olhando para o bastão e a vestimenta do oponente, ela não conseguia sequer inf

flar as bochechas e apenas encarava o adversário.

— Acaso...?

Luagarne perguntou. Fel estava com a mão no cabo da Matadora de Ídolos, com uma expressão séria, e Zero aguentava fir

rme, respirando de forma fraca e lenta. A aura que o cavaleiro de armadura negra vinha irradiando desde antes estava pesa

ando sobre os três. Parecia que tinham entrado no labirinto da masmorra novamente. Era uma aura de opressão, algo exclusi

ivo dos cavaleiros.

— Você está certa.

O homem alto assentiu à pergunta de Luagarne. Enquanto Encred olhava vagamente, ele continuou falando.

— Eu sou um apóstolo da Segunda Vinda.

Na Igreja Mágica, um apóstolo se refere a alguém com talento excepcional. Também se refere a alguém que conheceu um d

dos seis demônios e obteve suas habilidades. A pessoa nesta posição é um apóstolo, e ele se tornou um apóstolo no segundo

o sentido. Em suma, seria seguro dizer que este homem esteve por trás de todas as seitas até agora. Foi este homem quem e

enviou o apóstolo das maldições, e o mago que consegue conjurar o fogo ambulante também seguia as palavras deste homem.###TAG###

/p>###TAG###

— Um demônio que comanda até seitas profanas.

Fel vinha se esforçando bastante em provocações ultimamente, então a bobagem saiu como um reflexo.

— É mesmo?

Quando Encred respondeu, Fel deu um sorriso sarcástico. Ele se sentia ameaçado. Mas não havia razão para se encolher

 de medo. Seria hoje o dia de sua morte? Se tivesse medo de morrer, não teria empunhado uma espada. Um pastor no deserto

 cresce conversando com espíritos malignos e brincando de pega-pega com monstros. É assim que um pastor é. Se você não pu

uder fazer seu trabalho por medo da morte, não conseguirá sequer começar a ser um pastor.

— Não é?

Fel respondeu. Ousadia e compostura.
Encred pensava que a ousadia era o talento mais notável de Fel.
Combinava

 com seu temperamento. Ele não tinha inveja disso.
Era apenas engraçado que o apóstolo dissesse que o talento era um d

desperdício.

— Vá chamar o carniçal de mãe e peça mais leite. Por que ficar enrolando?

Encred falou com o apóstolo, mas foi algo inesperado e violento. O apóstolo franziu a testa diante do insulto inédito

o que nunca tinha ouvido antes. Ele fez uma careta sem perceber.

O que ele tinha acabado de dizer?

Quando Fel ouviu aquilo, sentiu algo explodir dentro de sua cabeça. O que é uma provocação? É estímulo. É preciso mex

xer com os sentimentos do outro.

‘O que é necessário é ler o clima e dizer algo que a outra pessoa não esperaria.’

Encred sabia como distorcer as palavras para provocar seu oponente, mas agora o estava insultando diretamente.
Sim

m, agora ele percebia. O objetivo era irritar o oponente e quebrar sua compostura. Não era apenas xingar.
Fel ficou co

ontente e abriu a boca para aplicar isso imediatamente.

— Olhe para essa cara. Você já se mijou todo faz tempo. E ainda pede leite com essa cara? Eca.

Não consegui nem fingir que ia vomitar, apenas abri a boca e falei, mas definitivamente estava no caminho certo.



— ...Disseram que eu era louco.

O apóstolo murmurou.

A sede da Seita Demoníaca estava, obviamente, em seu próprio território. Se muito, esta pessoa poderia ser descrita c

como o líder regional que havia sido despachado. Mesmo assim, era um momento verdadeiramente hilário revirar as entranhas

s de alguém que havia sido ensinado diretamente pelo diabo com apenas algumas palavras.

As bochechas de Luagarne se inflaram. A prog riu alto.

— Ainda assim, lhe darei uma chance, Elle.

Enquanto o apóstolo falava, o cavaleiro de armadura negra se moveu. Não, no instante em que o sentiu se mover, uma li

inha negra foi traçada acima da cabeça de Encred.
Uma única linha que cortou a brecha do tempo, pensamentos acelerados

s.
Encred ergueu a espada Penna dada pela fada e golpeou para cima.

Clang!

Apenas um momento atrás, ele havia cortado um espeto com um corte afiado, mas desta vez foi bloqueado.
A lâmina ne

egra oscilou diante de Encred e dividiu-se em três.

‘Uma imagem residual criada ao girar o pulso a partir do tornozelo.’

A técnica foi compreendida rapidamente e o método de destruição veio à mente. O oponente usava uma espada enganosa.###TAG###br>Encred naturalmente dividiu seus pensamentos e usou a técnica da espada de bloqueio de ondas.

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Ta-ta-clang!

Um ruído nítido ecoou quando as espadas se encontraram. Uma brisa soprou entre os dois junto com o som.

Os olhos azuis de Encred brilharam através das faíscas. O

cavaleiro de armadura negra também não era moleza. Ele estava usando um capacete com a viseira abaixada, de modo que

 apenas seus olhos brilhavam, mas uma luz azul brilhante fluía lá de dentro. Dezenas de ataques e defesas ocorreram em um

m instante e, enquanto isso, o apóstolo falava em uma velocidade que não era rápida nem lenta.

— Você acha que pode viver como deseja? Acha que este mundo é justo? Todos os humanos são iguais perante o Reino Demo

oníaco. Se você conhecesse nossos pensamentos, entenderia.

Enquanto ele dizia isso, a espada de Eleran se dividiu em três, mas desta vez, ao contrário de antes, de repente se e

estendeu. Com um tlim, as lâminas se espalharam e se alongaram, e algo parecido com uma corda conectando o meio ficou vis

sível por um breve momento. Esse era um movimento que ele havia planejado desde o início. Encred parecia incapaz de esqui

ivar. Ele não tinha acabado de se esquivar saltando para trás? Além disso, seu oponente estendera a mão esquerda e envolv

vera o pulso de Encred com uma corda estranha. Tudo lembrava um momento terrível. O tecido enrolado em seu pulso bloqueav

va sua mão, e as lâminas separadas pareciam prestes a rasgar seu peito, mas isso não aconteceu. Encred puxou a Penna, ign

norando a corda amarrada em seu pulso, e golpeou o meio da espada que de repente se dividira em três e se alongara.

[?25h

Clang!

A espada que estava prestes a esfaquear o peito de Encred perdeu a direção enquanto as faíscas voavam.
Quanto mais

s longa era, mais desvantajoso era para a trajetória.
Se força fosse aplicada no meio, a direção mudaria também.

[?25h

— Meu nome é Cobra Negra!

Eleran gritou. Ele parecia animado para lutar. Brandiu sua espada enquanto gritava, o que parecia ser sua arma assina

atura e especialidade.

Clang!

A espada se dividiu em pedaços e se alongou. Era como um chicote feito de lâminas.
Mas ela podia mudar livremente

 entre uma espada ou um chicote. Parecia difícil responder àquilo porque era irregular.

Ta-ta-clang! Clang!

Encred aguentou bem. Parecia precário, mas também não parecia perigoso. Era uma batalha que não se podia prever apena

as olhando.
Luagarne tinha olhos, então o apóstolo também devia ter visto.

‘Não foi apenas uma vitória apertada contra Hatun?’

O apóstolo pensou. Mas mesmo que ele ganhasse com facilidade, isso fazia sentido?
Em termos de capacidade de comba

ate, a cobra negra Elle era o melhor na paróquia sob sua responsabilidade.
Se fosse uma luta até a morte, ele não teri

ia certeza de que venceria.
Mas ele resistiu. E resistiu bem.

‘Você se preparou bem?’

Se formos julgar pelo temperamento, o Primeiro Apóstolo é como Ermen ou Kreis. Ele tinha em mente a possibilidade de

 que Encrid pudesse não ser subjugado mesmo se Elle avançasse. A boca do apóstolo se abriu.

— Levantin.

Um homem vestido com um manto deu um passo à frente. As mangas folgadas não pareciam o tipo de vestimenta adequado pa

ara combate.

— Posso beber um pouco?
— Como desejar.

Era uma pergunta e resposta incompreensíveis. Os cantos da boca de Levantin se ergueram de forma anormal. Suas presas

s sobressaíam de seu focinho rasgado, e era realmente nojento de se ver.
Saliva escorria por entre suas presas, suas g

gengivas estavam expostas e veias negras saltavam de seus olhos.

— Eu sou Levantin, o nobre da noite.

Enquanto falava, ele saltou para dentro, mas Encred brandiu sua espada casualmente no ângulo em que ele vinha. A Penn

na cortou suas roupas.

Rasg!

As roupas foram rasgadas ao meio, e Levantin, que havia se transformado em névoa e se dispersado, ergueu-se. No Reino

o Demoníaco, vivia um clã chamado vampiros. Eles eram os habitantes do Reino Demoníaco que viviam de sangue humano. Levan

ntin era um deles. Embora não fosse um cavaleiro, não era alguém sobre quem Encred pudesse facilmente garantir a vitória.

. Era natural, já que o Primeiro Apóstolo havia trabalhado duro para reunir suas forças. Levantin estendeu a mão enquanto

o voltava à forma humana no ar. Sua palma se rasgou e um sangue negro fluiu, acumulando-se e formando o formato de uma se

eta que voou em direção a ele.

Puf!

Encred brandiu a espada enquanto girava o corpo como um pião, tendo o pé esquerdo como eixo.
Uma seta de sangue ne

egro explodiu a partir da lâmina, e a espada de Elle foi bloqueada com um baque seco.
Por um momento, pareceu que ele

 havia usado sua astúcia para bloquear.

— Merda.

Fel murmurou. Ele estava procurando uma oportunidade para intervir há algum tempo, mas não conseguia se forçar a faze

er isso. Se ficasse apenas parado olhando, o cara atrás dele parecia ser semelhante aos dois da frente.

Se as coisas continuassem assim, Encred cairia em algum momento. Por isso, ele segurava a espada e observava, pensand

do em intervir de alguma forma, mas não havia abertura. Luagarne também estava focada na mesma ideia. Zero não ousava int

tervir.

O apóstolo abriu a boca novamente em meio àquela situação.

— Torne-se um humano igual perante o Reino Demoníaco. E torne-se uma força fundamental na criação de um mundo mais si

ignificativo. Faça isso. Esse será o seu destino.

O apóstolo manteve a boca fechada, como se quisesse pregar.

— Eu lhe darei a chance de recomeçar a partir do seu destino infeliz!

A voz do líder da seita ecoou alto. Parecia haver algum poder naquelas palavras.

Clang!

E a lâmina.

Splash!

Encred também falou em meio ao som do sangue do vampiro jorrando.

— O quê?

Bam! Bam!

— Não ouvi. Repita.
— Ah.

Fel soltou uma exclamação.
Às vezes, palavras simples, e não xingamentos, podem revirar o estômago de alguém, leva

ando-o a um novo mundo de iluminação.

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