O Cavaleiro em Eterna Regressão

Capítulo 667

O Cavaleiro em Eterna Regressão

667. Penna é o suficiente

Não poderia haver elogio maior para Eitri e, no entanto, o louco batedor de ferro[?25hlevantou-se sem o menor vestígio de riso.

— Jincheol.

A saudação também foi simples.

— Entendi.

Encred também assentiu calmamente. Após uma breve conversa, Encred deixou a forja e apressou o passo. Não havia pressa. Ele apenas queria voltar logo e brandir sua espada de nuvem.
Para ser exato, era a espada de nuvem Mukgeumjin, mas esse nome era longo demais.

‘Precisa de um nome parecido com Odd Eyes.’

Qualquer nome intuitivo e marcante serve.

‘Três espadas de ferro?’

Se a espada tivesse um ego, teria saltado da bainha agora mesmo e declarado sua intenção de fugir. Claro, como a espada não tem ego, isso não aconteceu.

‘Será que é bom?’

Encred estava internamente maravilhado.
Embora fosse focada no ferro, era ambíguo chamá-la de espada de ferro.
Dizem que cada tipo de ferro tem qualidades diferentes, mas o ferro que Eitri manipulou desta vez era fácil de quebrar quando afiado, porém, quando transformado em pilar, tornava-se extremamente duro e seu centro de gravidade ficava uniformemente distribuído.
A cobra negra Elele não o transformou em armadura à toa. Tinha propriedades que eram mais úteis quando transformadas em armadura, e Eitri o usou para fazer o eixo central de uma espada. Ele deixou o resto, dizendo que o usaria como material de pesquisa.
Depois de trocar várias ideias na ferraria, quando saiu com a mente cheia de pensamentos, as pessoas começavam a aparecer no mercado uma a uma, e o local começava a fervilhar. Mas isso não significava que não houvesse espaço para caminhar.
Depois que Chrys dividiu a cidade em distritos, não havia tanta gente aglomerada a ponto de dificultar a locomoção, e ainda era cedo.
Encred caminhava pelo mercado. Ele deu um passo com o pé esquerdo e depois com o direito. Então, antes que o pé esquerdo tocasse o chão novamente, Encred colocou a mão no punho de sua espada e, ao girar o corpo sobre o tornozelo esquerdo, parou naturalmente meio passo atrás do pé direito.
Com esse movimento curto, Encred percebeu tudo ao seu redor.
À direita, no alto, havia uma tenda e uma construção com estrutura de madeira que acabara de começar a ser erguida e, sob ela, pregos e um martelo que o carpinteiro trouxera. À esquerda, uma criança que acordara cedo naquele dia estava sentada nos degraus em frente à sua casa, com um olhar vago. A luz do sol que caía do céu limpo era bloqueada pelas sombras criadas pelos edifícios e tendas, e as pessoas caminhavam entre elas.
E havia também uma espadachim que não estava escondida nas sombras nem se cobrindo.
Estava além do cruzamento no meio do mercado. Uma mulher vestindo um peitoral feito de placas de ferro e uma armadura de couro que cobria sua cintura e coxas. Suas vestes transmitiam uma sensação excessiva de confiança. Ela moveu os lábios.

— Certo?

Era uma pergunta, mas não era bem uma pergunta. Era uma pergunta que já vinha com a resposta. Por isso, em vez de responder, ela agiu. Seu corpo, que se impulsionou contra o chão, cruzou o cruzamento.

Shing!

Ela desembainhou a espada e correu, passando de raspão por aqueles que estavam no cruzamento. Se você olhasse de cima, veria uma linha que desenhava uma curva suave.
Ela se moveu pela multidão como uma cobra ágil e atacou. As presas da cobra, que vinham cortando a multidão, transformaram-se em lâminas e voaram em direção à testa de Encred.

Ting.

Naturalmente, la lâmina falhou em alcançar seu objetivo. Encred esquivou-se para o lado e golpeou com Penna para cima

a.
A nova espada que recebera ainda era estranha em suas mãos. Ele não podia arriscar com uma espada desconhecida cont

tra umaoponente daquelas.

Shh.

Penna também falhou em alcançar seu objetivo. Ela leu o tempo do confronto e traçou uma trajetória inevitável, mas se

eu oponente também previu o movimento e se afastou. Ela já estava sob a tenda que fora montada com estacas, com a entrada

a e o teto enrolados.
Sombras escuras cobriam metade do corpo da espadachim.
Os cantos de seus lábios, levemente cu

urvados, expressav[?25l[?25lam o humor atual da mulher.

‘Está rindo.’

Parecia divertido. Então ela se moveu novamente. Era uma velocidade que não podia ser considerada inferior à de Encre

ed.
As trocas de golpes e as manobras evasivas continuaram.
Nenhum dos dois conseguia vencer o confronto facilmente

e e nenhum deles recuava. Não era fácil prever o próximo movimento do outro apenas com velocidade e percepção.
Ela con

nseguia fazer isso tão bem quanto Encred, então eles liam os movimentos um do outro.

Vush, tec, clec, vupt.

Os dois brandiam suas espadas entre as pessoas como se tivessem combinado.
Mesmo assim, ninguém saiu ferido.
A

 Penna passou de raspão pela cabeça do garoto que olhava fixamente para o nada. Com movimentos contidos e controle de for

rça, apenas uma leve brisa soprou sobre a cabeça do menino.
O garotinho notou os dois que já haviam passado e abaixou

 a cabeça, passando a mão nela sem motivo, mas os dois já o haviam ultrapassado.
A lâmina da espadachim adversária roç

çou o ombro da velha senhora que caminhava devagar. No entanto, como nem chegou a tocar de fato, a idosa parou por um mom

mento e inclinou a cabeça.

— Hã?

Não é que ninguém tivesse notado a luta dos dois. No entanto, era difícil definir exatamente o que estava acontecendo

o.
O padeiro que assava pão logo cedo piscou. Algo tinha passado por ali?
De fato, era difícil ver direito. Enquant

to se movia sem parar os pés, algo surgia e sumia em seu campo de visão, desaparecendo com um sussurro de vento.
Parec

cia que os dois haviam feito um pacto e estavam brincando de pega-pega entre as pessoas.
O problema era que quem brinc

cava de pega-pega tinha espadas nas mãos, mas como os dois brandiam suas lâminas sem parar, era difícil vê-los claramente

e num relance, tornando complicado entender o que estavam fazendo.

— É uma briga?

Então, era isso que diziam.
Encred pensou que lutar no meio do mercado era desvantajoso para ele.
Se a oponente

e estivesse almejando as pessoas ao redor, ele teria que lutar enquanto as protegia. A espadachim usava escudos humanos c

com habilidade. Ele tinha a vantagem na força, mas aquele era um campo de batalha ruim para utilizar essa força.

[?25h

‘A posição tática não é boa.’

Para evitar esse tipo de situação quando lutei contra o demoníaco Assassino de um Golpe, atraí intencionalmente a ate

enção dele primeiro e o impedi de olhar para outro lugar.
A espadachim que aparecera agora tinha um nível de compreens

são tática superior ao do Assassino de um Golpe.
Será que não existe estratégia em um combate individual?
Existe. E

E muitas. Todos os esforços para obter mesmo uma pequena vantagem considerando os fatores ambientais entram no reino da t

tática.

‘Melhor do que eu.’

Encred soube de uma coisa com certeza após alguns choques de espadas. Sua oponente sabia como usar o ambiente e tinha

a a vantagem no campo de batalha.
Todos ao redor dela eram seus escudos no momento.
Por outro lado, todos ao redor

 logo se tornavam um fardo para Encred.
No entanto, ele não os considerava um fardo. Se tivesse tal mentalidade, não t

teria feito o juramento de proteger tudo o que estava atrás dele em primeiro lugar.

‘Vamos fazer os cálculos.’

Pensamento em alta velocidade e divisão de raciocínio; a Espada Barreira de Ondas[1] não é apenas uma espada que bloq

queia, mas também algo que treina a mente.
Depois de retornar à Guarda de Fronteira, houve o tempo passado com os memb

bros. Será que ele não aprendeu nada nesse período? Não foi o caso.
Encred caminhava devagar, embora fosse um pouco le

ento, como Rem dizia, um talento que era estranhamente irritante. Havia coisas que ele ganhou com isso.
Isso aumenta a

a área da Espada Barreira de Ondas. Isso é parcialmente emprestado da especialidade de Sachsen.

— Eu expando o reino dos meus sentidos para criar meu próprio território.

Como Sachsen dissera, Encred fez algo semelhante. O que via, o que ouvia, o que cheirava, o que provava, o que sentia

a na pele.
Ele sintetizava tudo e previa o que aconteceria com seu sexto sentido. Colocava todas as informações ao seu

u redor na cabeça em um instante, calculando e calculando novamente.

‘O furador perfura o círculo.’

O benefício incidental de forjar a Espada Barreira de Ondas é que ela conecta o pensamento da própria espada a ele.###TAG###br>Ou seja, é ver o futuro por meio de cálculos.

###TAG###

‘O pensamento em alta velocidade permite que você veja mais longe do que seu oponente.’

Seus olhos ardiam, e o nariz sangrava, escorrendo pelo lábio superior.
Havia algumas condições que precisavam ser

 atendidas antes de fazer algo assim. Em primeiro lugar, tinha que ser um lugar familiar que ele frequentasse com frequên

ncia. Do contrário, haveria fatores demais entrando nos cálculos, e sua cabeça explodiria.
Em seguida, ele precisava c

conhecer seus limites.

‘Se exagerar, vai desmaiar.’

Mesmo a cabeça de um humano explode quando superaquece. Ele já não tinha experimentado isso antes?
Encred havia im

mplementado perfeitamente esses dois elementos.
Ele não visitava o mercado da Guarda de Fronteira com frequência, mas

 era um caminho familiar; em segundo lugar, ajustar os limites era algo que ele já fizera inúmeras vezes hoje.
O impor

rtante era o controle e, se fôssemos falar apenas em controle sobre a Vontade, Encred era o melhor entre os loucos.
El

le bateu a ponta do pé no chão. Fez de propósito. Isso atraiu a atenção das pessoas. O cálculo é uma batalha de probabili

idade.
Ele desenha várias linhas com antecedência. Em vez de desviar e obter uma pequena vantagem, ele atrai o futuro

 com o qual colide. Era um processo de empurrar o oponente para um ponto onde não pudesse desviar.
Encred trouxe o fut

turo que vira em sua mente para o presente.
Sentindo a atenção das pessoas, he deu um passo para o lado. Seus passos e

eram incomparavelmente mais lentos do que antes.
A lâmina da oponente, julgando que o movimento que ele fizera em alta

a velocidade era uma oportunidade, voou em sua direção. Estava atrás dele, à esquerda. Encred girou suavemente a cintura

 e puxou sua espada com o mínimo de movimento.

‘Aqui está a nova espada.’

Com a mão esquerda, ele desembainha metade da espada que recebera antes e a usa como escudo. Se a oponente retirar a

 espada aqui, ele a golpeará como se a estivesse perseguindo.
Como a oponente sabe disso, ela não pode retirar sua esp

pada aqui nem usar outro método.

Clang!

Foi um ruído intencional. Somente depois que as lâminas se encontraram e o grito de destruição ecoou é que alguém gri

itou.

— É uma luta!

Quando a ansiedade era demais, Chrys fizera os moradores da Guarda de Fronteira realizarem algo chamado de simulações

s de evacuação.
Isso era para garantir que ninguém ficasse parado e acabasse sendo atingido por uma lâmina perdida.###TAG###

r>###TAG###Na época, houve cidadãos que praguejaram contra ele por fazer algo desnecessário, mas assim que ouviram o barulho, rapi

idamente se esconderam em suas casas e entraram nas lojas.

— Guarda!

Outra pessoa gritou:

— O tempo dado a nós será curto, não é?

A espadachim percebeu que seu plano fora frustrado e falou. No entanto, ela não lamentou particularmente o desapareci

imento dos escudos humanos que se afastavam. Ela não capturou ninguém para usar como escudo de carne.
O oponente era u

um cavaleiro. Se não, pelo menos alguém de habilidade semelhante.
Em vez de responder às palavras da oponente, Encred

 guardou a espada semi-desembainhada de volta.

Chac.

Era suave ao puxar e suave ao guardar. Era digna do nome de uma grande espada. Até a bainha parecia parte da própria

 espada. Uma espada que fora finalizada com extremo cuidado, até mesmo em sua bainha.
Se ele não estivesse confiante e

em vencer e um momento perigoso surgisse, ele sacaria a nova espada e a usaria, independentemente de estar acostumado com

m ela ou não.

‘A Penna é o suficiente.’

Encred não fez isso,
porque não achava que perderia. A única coisa estranha era que o rosto da outra pessoa pareci

ia um pouco familiar. Mas era difícil lembrar onde a tinha visto.
Não importa o quão bem ele se lembrasse de rostos, p

pensando no dia que passara, era impossível lembrar de todas as pessoas com quem cruzara de passagem.

— Seu pensamento tático é excelente. Você julgou que o campo de batalha era desfavorável e eliminou a desvantagem, ce

erto?

A espadachim falou novamente, e Encred assentiu. Valia a pena responder apenas pelo fato de ela não ter atacado as pe

essoas que se afastavam.

— E você está confiante o bastante para me capturar? Acabou de receber essa espada semi-desembainhada? Mudou de arma

 recentemente também? Você a usa porque ela compensa pelo comprimento e, a julgar pelo gume de um único lado da lâmina, e

ela é especializada em cortes.

Era uma pergunta que continha a resposta. Em outras palavras, não era uma atitude que exigia uma resposta. A mulher a

abaixou sua espada. Era uma espada com uma lâmina extraordinariamente branca.
Apenas pela colisão de um momento atrás,

, ele soube que aquela não era uma espada comum.

— O que as outras pessoas estão fazendo agora?

Então, de repente ela disse:

— Será que sou a única aqui?

Fosse por hábito ou não, cada palavra que ela proferia era uma pergunta.

— Não, não deve ser, não deve ser.

Mesmo sem ele dizer nada, o tom dela parecia o de um comentário passageiro, mas o significado por trás de suas palavr

ras era claro.

— Quem é você?

Desta vez, Encred perguntou.
Se ela não estivesse sozinha, então havia outras pessoas atacando.
Nesse caso, par

recia que estavam visando a Guarda de Fronteira em vez dele próprio.
Era difícil adivinhar a identidade dela. Havia po

ouca informação disponível. Ele poderia ter perguntado mais, mas deveria perguntar depois de lhe dar uma surra.

[?25h

— Quem sou eu?

Ela perguntou e se moveu novamente. O escudo humano parecia ser incômodo, então ela se movia ainda mais rápido do que

e da primeira vez.
A lâmina, que se transformara em uma linha, cortou o espaço e avançou, deixando um rastro de pós-im

magem.
Encred não parou de calcular. Para enxergar antes de sua oponente, he aqueceu seu cérebro ainda mais.
Ele ca

alculou as probabilidades e encontrou a linha mais razoável. Essa talvez fosse a maneira de tornar cada golpe o correto.###TAG###<


###TAG###Sua mente superaquecida buscava a resposta. Ele lia a mente do inimigo entre as trajetórias das lâminas e escolhia um

ma reação. Músculos treinados eram uma ótima ferramenta para apoiar o pensamento em alta velocidade.

Clang!

As espadas se encontraram novamente e se separaram. A mão de Encred estava dormente porque a oponente também era fort

te.

— Você é realmente forte?

Ela perguntou como se estivesse surpresa, com a voz parecendo se prolongar. Isso porque ela saltou de novo e correu d

dinamicamente enquanto falava.
Calculando a probabilidade entre as lâminas. Encred sentiu a alegria mesmo com o nariz

 sangrando profusamente.
Na verdade, estava tão divertido já há algum tempo que parecia que seu cérebro estava derrete

endo lentamente.

[1] - Espada Barreira de Ondas: Uma técnica ou espada especial utilizada pelo protagonista que envolve controle senso

orial e mental.

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