O Cavaleiro em Eterna Regressão

Capítulo 504

O Cavaleiro em Eterna Regressão

504

Ragnar chegou vagando, sem se lavar ou comer, mas Encrid não foi capaz de derrotá-lo mesmo após usar tudo o que tinha.



A espada daquel[?25he vadio lerdo e preguiçoso estava mais pesada e mais ágil do que antes.

Ao ver aquela espada enorme ser brandida daquela forma, não dava nem para pensar em recebê-la.

Ainda assim, Encrid bloqueou e aparou a espada de Ragnar nove vezes.

Nesse ínterim, ele também desferiu uma estocada chamada Golpe do Cavaleiro.

Ragnar desviou apenas girando o corpo.

A partir da série de ações que Ragnar demonstrou, Encrid lembrou-se de uma das condições para ser um cavaleiro que Luagarne havia mencionado.

‘O tempo.’

Não dissera que eles tinham tempos diferentes?

No tempo que ele levava para brandir a espada uma única vez, Ragnar conseguia esquivar o corpo e est[?25lender a sua.

Esses movimentos e esse tempo de reação eram possíveis porque seus reflexos, habilidades motoras e força muscular estavam claramente além dos limites.



E não era como se lhe faltasse técnica. Er[?25ha um cavaleiro de verdade, que não podia ser comparado a cavaleiros quimeras.

Como um cavaleiro pode matar mil pessoas? A resposta estava ali.

“Se um soldado puder desferir dez estocadas no tempo em que uma lança é projetada uma única vez, então é possível.”

Luagarne dissera isso, e Encrid sentiu mais uma vez o que já havia sentido muitas vezes antes.

Na verdade, era incrível apenas perceber isso. E foi graças à habilidade de enxergar um palmo à frente, conhecida como visão do futuro.

No entanto, isso não significava que Encrid estivesse satisfeito e contente com seu nível atual.

A chama do desejo e o impulso de ir além queimavam intensamente nos olhos azuis de Encrid.

Ragnar também ficou feliz ao ver aqueles olhos insanos depois de tanto tempo. Mesmo sem comer direito há dias e quase sem dormir.

— Quase?

Então ele retribuiu o que fizera a Encrid antes. Olhou de cima para o Encrid caído e disse apenas uma pa[?25llavra. Encrid não se irritou, apenas sorriu.



Por que parece que a sagacidade dos membros da minha unidade aumenta proporcionalmente às suas habilidades?

— Vai implicar comigo? É claro que eu deveria ir primeiro, não é? Hein? Hein? Aaaah!

Encrid deu um passo à frente para bloquear o machado arremessado, e foi isso o que aconteceu.

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No entanto, ele não interferiu nem desferiu um golpe traiçoeiro pelas costas.

O orgulho de Rem não permitiria algo assim.

Ragnar olhou inexpressivamente para o capitão que havia retornado. Ele percebeu que Encrid havia superado uma barreir

ra e alcançado um certo nível em apenas um treino.

Para Ragnar, não existiam padrões para cavaleiros, escudeiros ou subcavaleiros.

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Por quê? Não havia motivo. Ele simplesmente não se importava.

Na realidade, sua genialidade o impedia de estabelecer tais padrões.

Estabelecer um padrão significa limitar-se a um molde.

Quando se fica preso a um molde, acaba-se lutando de acordo com ele sem nem perceber. Mas em uma luta, em uma batalha

a, nunca se sabe o que vai acontecer.

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Se baixar a guarda, seu coração pode ser perfurado por uma sovela empunhada por uma criança em seus braços.

[?25h

Claro, se fosse o próprio Ragnar, ele não teria problemas se a criança em seus braços se revelasse uma assassina, emp

punhasse uma sovela e tentasse atingir seu coração.

Porque no momento em que sentisse a sovela tocar sua pele, ele reagiria.

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Ao se tornar um cavaleiro, esse tipo de coisa se torna possível.

Mas parecia que Encrid também conseguia fazer algo parecido.

Não seria melhor evitar até mesmo o que apenas arranharia levemente a pele? Comparado a antes, era uma melhora inacre

editável.

No entanto, em algumas áreas, ele ainda parecia carecer dealgo.

Coisas como velocidade de reação, a rapidez com que enxerga e julga as situações, e os limites de suas habilidades mo

otoras.

Isso porque ele ainda não conseguia controlar a Vontade adequadamente. Ragnar sabia disso instintivamente. Mas, mesmo

o assim, não tinha mais nada a dizer.

Ele temia que tentar ajudar pudesse, na verdade, criar um molde e limitá-lo, então apenas observou e não ofereceu con

nselhos.

Saxon, que assistia a tudo, também ficou surpreso.

O espírito do capitão era particularmente notável quando enfrentava Ragnar.

‘Era opressão.’

Era uma sensação natural de intimidação que vinha do nível de um cavaleiro. Aquele desgraçado sem senso de direção su

uprimia naturalmente o coração e a vontade do capitão ao emanar seu ímpeto, mas, em vez de lutar para se desvencilhar, o

 capitão acumulou seu próprio ímpeto e o rebateu facilmente.

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Não foi que ele se libertou usando uma vontade de rejeição, mas sim que ele apenas deixou fluir naturalmente.

Sentia mais uma vez que o líder do passado não estava mais lá.

— Seu desgraçado!

Rem finalmente não conseguiu se conter e atacou Ragnar, que nem sequer pudera descansar direito.

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A luta entre os dois foi intensa, mas também sem graça. Era como uma luta em linhas paralelas.

Em certo momento, Encrid viu duas espadas e um machado colidindo a uma velocidade que superava a visão de seu corpo.###TAG###<



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Faíscas começaram a voar da espada e do machado, e o calor começou a emanar deles.

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Mas nenhum dos dois estava lutando sério.

Nesse ínterim, algumas gotas de chuva começaram a cair e, logo, começou a desabar um temporal.

— Eu te poupei, seu vadio preguiçoso.

— Onde você aprendeu a resistir com tanta bravura?

Os dois continuaram a rosnar, mas suas mãos pararam. Chovia torrencialmente no pátio.

— Vamos nos lavar.

Encrid falou e, de alguma forma, até Chris se juntou a eles, então todos foram juntos para a casa de banhos.

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Aquele lugar estava exatamente como antes. A água quente exalava tanto vapor que era difícil enxergar à frente, e hav

via também a animação da senhora de meia-idade responsável pela casa de banhos.

— Entrem!

Até a saudação dela parecia a de um cavaleiro brandindo sua espada. Ela se aproximou de forma descontraída e ousada,

 e apontou para a banheira para aqueles cobertos de lama.

[?25l

— Fiquem todos nus e entrem! Vamos relaxar depois de tanto tempo.

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Ela dizia aquilo, mas provavelmente não tinha muito interesse em olhar para o corpo daqueles homens.

Encrid, Rem, Ragnar, Saxon, Audin e até Chris tiraram as roupas. Luagarne e Teresa se retiraram por conta própria.###TAG###

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Ele pensou que seria tudo igual, mas havia algumas diferenças. A mais marcanteera a grande banheira de pedra. Eles h

haviam trazido uma rocha grande e plana, escavado o seu interior e a limpado para que todos pudessem se banhar juntos.###TAG###

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Não sabia ao certo, mas deviam ter precisado de um canteiro habilidoso.

— É um presente do Lorde Graham.

Depois que Chris deu mais detalhes, todos entrou na banheira. A água, aquecida em uma temperatura agradável, fez com

 que sentissem o cansaço acumulado em seus corpos.

A cultura dos banhos se espalhara do império para todo o continente, incluindo Naurilia.

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Era uma cultura que não existia no Oeste, mas Rem gostava bastante dela. Era o suficiente para acalmar sua[?25l[?25l[?25l[?25l[?25l[?25l[?25l[?25l[?25lmente inqu

uieta.

— Eu cuidei daquele pirralho.

— Antes de ir dormir hoje à noite, faça uma prece a algum deus e agradeça. Você teve sorte de sobreviver.

[?25h

— Haha, irmãos. Não briguem. Deus está sempre observando vocês dois.

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— Seus pirralhos.

À medida que cada um deles, de Rem a Saxon, falava por sua vez, a temperatura da água parecia subir ainda mais.

[?25h

Encrid sabia que eles não estavam falando sério. Estavam meio de brincadeira. E aquela era a forma deles de expressar

r alegria.

Encrid preferiu pensar assim.

Ainda assim, eles estavam se dando consideravelmente melhor do que quando os vira pela primeira vez. Naquela época, e

ele achou que iriam além de trocar olhares feios e que um cadáver surgiria a qualquer momento.

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Rem estava com uma expressão bastante satisita no rosto.

Seria porque estava tentando evitar ser pressionada? Talvez. Ou talvez apenas gostasse da temperatura da água.

[?25h

— A propósito, para onde foi a irmã meio-fera?

Audin perguntou. Encrid olhou para ele do outro lado da banheira e pensou que a pergunta fora rápida demais.

[?25h

— Ouvi dizer que ela foi para o Leste.

— Entendo.

Isso foi tudo. Ele imaginou que Dunbakel devia ter alguma intenção por trás de suas ações e não pensou mais no assunt

to.

Como respeitar o julgamento de alguém.

Essa era uma atitude que originalmente eles não possuíam, mas agora possuíam.

Como Encrid sempre os tratava e os aceitava dessa maneira, eles sabiam que haviam crescido em comparação a antes.



À parte de seu talento com a espada, Encrid era um homem de um calibre diferente.

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Havia muito a se observar e aprender.

Todos pensavam assim, mas nunca diziam em voz alta.

— Você até deu presentes para a Capitã Shinar e para a Esther. E quanto a nós?

Chris perguntou, com o corpo submerso até o pescoço.

Não era exatamente um presente, mas ele tinha algo para entregar.

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— Eu coloquei na mochila no quartel, mas acabei esquecendo.

Se todos estivessem reunidos quando ele chegou, teria entregado naturalmente, mas todos estavam ausentes.

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Encrid não sabia, mas aquilo na verdade era natural. Um grupo sem um centro está fadado a se dispersar. Portanto, Enc

crid era como o fio de um colar de contas.

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Como não havia o fio, as contas caíam e se espalhavam por conta própria.

Apenas Chris percebeu aquela atmosfera.

‘Mas acho que é melhor do que brigar feito loucos como costumávamos fazer.’

Mesmo dispersas, as contas ainda permaneciam ali, vagando por perto, cada uma com sua própria vontade.

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Chris lembrou-se dos corpos celestes que tinha visto em livros e sobre os quais aprendera com astrônomos há muito tem

mpo.

Na verdade, não diziam que o mundo gira em torno do sol, e não da Terra?

Ele não entendia oito de cada dez coisas que o astrônomo dizia, mas se lembrava de uma.

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‘Uma estrela que gira em torno do sol.’

Em algumas regiões, eles eram perseguidos por defenderem teorias erradas, mas era exatamente assim que eles pareciam

 agora aos olhos de Chris.

Como o sol e as estrelas.

Depois de lutar, se lavar e voltar para o alojamento, Ragnar também comeu um sanduíche de pão recheado com presunto e

e vegetais.

Era um sanduíche especial que andava vendendo como água na cidade ultimamente. Tinha abóbora amarela fatiada bem fina

a no recheio, e era feito na Hospedaria de Sopa de Abóbora da Vanessa.

>

Vanessa definitivamente tinha talento para a culinária e para os negócios.

Quando pensava em culinária, a primeira coisa que vinha à mente era a cozinha do Oeste. Ele pensou que, se ela e Barn

nes estivessem juntos, poderiam ajudar um ao outro.

Com a mente pensativa, Encrid tirou os itens um a um de sua mochila.

— Peguei isso aqui.

O primeiro era a Coleção Carmen. Era uma adaga em uma bainha incrustada de joias que o proprietário anterior havia gu

uardado para seu próprio gosto.

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Quando ele a arremessou, Saxon agarrou o cabo.

Shing!

Assim que a recebeu, Saxon tirou a lâmina da adaga da bainha. Ouviu-se o som, mas a lâmina não estava visível. Era tr

ransparente. Em um raro momento, os olhos de Saxon se arregalaram.

— Coleção Carmen?

Ele tocou a lâmina transparente com as pontas dos dedos enquanto murmurava para si mesmo. O toque era nítido. Não, el

la não era visível, mas a própria forma da lâmina era captada por seus sentidos.

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Chris perguntou, piscando seus olhos grandes.

— Não deixa de ser verdade.

Luagarne assentiu ao lado e deu uma breve explicação. Quando Chris ouviu a história, soube que um desertor a estava p

portando e que ele a havia tomado.

Ela não dissera que aquela era uma espada muito preciosa? Teria sido apenas sorte? Talvez fosse algo assim. Chris não

o conseguiu prosseguir com seus pensamentos.

— Acho que isso aqui é seu.

Satisfeito, Saxon arremessou a bainha cravejada de joias para Chris.

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Chris pegou a bainha e rapidamente fez sua avaliação.

‘Não é de primeira linha, mas não é ruim.’

As joias individuais não eram tão valiosas, mas eram melhores do que as relíquias quebradas que se obtêm ao invadir u

uma masmorra qualquer. Elas também trariam mais lucro.

Como se tratava de uma renda extra, é claro que não era nada mau.

— Farei bom uso dela.

Saxon parecia estar de muito bom humor. Ele agradeceu e até inclinou a cabeça para Encrid. Mas aquilo não era tudo.###TAG###/p>###TAG###

— Houve várias tentativas de assassinato. Algumas contra o lorde, outras contra o Olhos Grandes.

Chris piscou seus olhos grandes diante do comentário casual de Saxon.

— Quando? Eu não sabia de nada.

Não havia como ele saber. Enquanto Encrid estava fora, Saxon expulsou os desobedientes e usou seus punhos, adagas e a

ameaças para persuadir os restantes, moldando a Adaga de Geor a seu gosto.

Não que o grupo tenha mudado completamente, mas foi o suficiente para se estabelecerem em uma cidade.

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Dessa forma, pessoas úteis sob

 o comando de Saxon criaram ninhos por toda a cidade, servindo como um filtro para capturar quaisquer mestres em técnicas

s de assassinato que entrassem ali.

Claro, podia haver alguns que enganassem seus olhos ou passassem por sorte, mas não se comparavam aos que haviam cheg

gado até ali. Aos olhos de Saxon, eram apenas um bando de idiotas.

Gente que trabalhava duro para receber apenas algumas moedas de ouro.

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Chris piscou algumas vezes antes de chegar rapidamente a uma co

onclusão.

Pensando bem, provavelmente não havia alvos melhores do que ele mesmo e Graham.

Inimigos interessados em torná-los alvos? Havia de sobra.

Aqueles movidos por inveja e ciúme.

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Aqueles sujeitos de Azpen que queriam o colapso da Guarda de Fronteira.

Algum nobre desgraçado arranjando briga, e coisas do tipo.

— Cara, isso é realmente demais.

Chris falou de forma áspera. Se continuasse assim, se a comida fosse envenenada, ele morreria em um instante.

[?25h

É claro que ele carregava uma longa agulha de prata consigo prevendo essa possibilidade, e usava principalmente utens

sílios de prata.

>Na verdade, a única coisa que realmente valia a pena dar de presente era a Lâmina Invisível.

Em seguida, Encrid retirou a relíquia corrompida, e Audin a reconheceu de imediato.

— Homem ímpio, confesse seu pecado. Pai, não perdoe.

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Audin, que estivera murmurando para si mesmo, falou alto, deu passos largos à fr

rente e estendeu a mão em direção à relíquia sagrada.

Hum? Encrid estava pensando em pedir a um sacerdote para cuidar daquilo. Não era algo que ele simplesmente entregaria

a de imediato.

— Isso é algo que deve ser manuseado em nome de Deus. Por favor, me dê.

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Audin estendeu sua grande palma.

Bem, já que ele dizia aquilo, parecia saber o que fazer, então Encrid entregou o cálice sem dizer nada. Tinha um chei

iro peculiar, mas ninguém ali se incomodou com isso.

Chris acrescentou apenas uma pergunta.

— De verdade?

— Isso mesmo, irmão de olhos grandes.

Audin falou e colocou o cálice em sua pequena bolsa, pendurando-a na cintura.

O Culto Demoníaco certa vez roubou as relíquias sagradas dos deuses sem distinção. Eles jogaram suas vidas fora como

 se fossem palha e acabaram roubando várias relíquias sagradas.

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E as relíquias roubadas causaram incidentes em todos os lugares.

[?25h

Em algumas regiões, mortos-vivos se erguiam incessantemente, forçando a convocação dos Cavaleiros Templários.

[?25h

O que Audin tinha em mãos agora também era esse tipo de objeto.

Purificar relíquias sagradas significava muito para ele.

Assim, se Saxon conseguira o que queria, Audin sentia que havia recuperado algo precioso que tinha esquecido.

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Enquanto Audin rezava a

a um canto, Teresa se juntou a ele.

Agora que Teresa havia se entregado ao deus da guerra, ela sabia tão bem quanto Audin que aquele era um item importan

nte.

O que poderia ser mais importante do que restaurar ao seu estado original algo que continha a vontade e o poder de De

eus?

Quando os do

ois saíram, um som farfalhante foi ouvido do lado de fora do alojamento.

Era um par de olhos. Encrid retirou o peixe da sorte que trouxera, sem pensar muito naquilo como um presente.

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Ele o atirou para a criatura que colocou a cabeça para fora da porta aberta; ela o pegou com a boca e o mastigou.

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Depois de mastigar

 algumas vezes, ela encarou Encrid e assentiu. Parecia ter gostado.

Ele pensou que a mochila agora devia estar quase vazia.

Encrid sacudiu as mãos pensativo, enquanto Ragnar, que havia devorado dois sanduíches nesse meio tempo, perguntou:###TAG###

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— Acabou?

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