
Capítulo 519
O Cavaleiro em Eterna Regressão
519
Encrid se levantou de seu assento.
[4;1H“Então.”
“Volte em três dias.”
Aitri falou sem sequer virar a cabeça.
“Entendi.”
Encrid não era do tipo que se importava com bons modos e não fazia questão de que o acompanhass[?25hem até a saída, então apenas se retirou sem a menor preocupação.
Ao sair da forja, o ar pareceu visivelmente mais frio. Dava a impressão de que todo o ar quente e o calor estavam se concentrando ali dentro para aquecer ainda mais a forja.
No caminho de volta, Encrid passou novamente pelo mercado. Ele poderia ter usado as carruagens comuns na estrada de carruagens construída nos arredores, mas decidiu simplesmente ir a pé.
Ele queria caminhar, e também estava ciente de que não tinha uma única moeda no bolso.
Não era como se ele pudesse simplesmente subir em uma carruagem e se apresentar dizendo: “Sou o General da Guarda da Fronteira, um caçador de demônios e um amigo próximo do Rei”.
Acima de tudo, a imagem de Aitri e Prok permanecia como uma imagem residual, e algo fazia seu coração palpitar. Era por isso que ele queria caminhar mais.
[22;1HO mercado ainda estava lotado[?25h. Os gigantes que vendiam mercadorias ainda estavam lá.
“Se não puder pagar o valor que estipulei, caia fora.”
Vários mercadores diante do gigante ficaram irritados, mas ninguém o atacou. Isso seria de se esperar de qualquer um que tivesse juízo.
Por mais habilidosos que fossem os guardas da Guarda da Fronteira, eles não seriam capazes de intervir antes que o gigante pudesse arrancar a cabeça de alguém com um golpe.
O punho do gigante estava muito mais próximo do que o guarda.
Ficar com raiva era coragem? Ou estupidez? O mais provável era que estivessem irritados por verem o gigante apenas como um mercador.
Se se encontrassem fora da cidade e negociassem a sós, aquele grupo de mercadores jamais provocaria a ira do gigante.
E, além disso, o mercador gigante não parecia muito astuto em seus negócios. A julgar por sua postura geral, he ignorava completamente qualquer tentativa de bar[?25lganha.
“Por que é tão teimoso?”
Encrid, que passava por ali, parou e perguntou.
[39;1HO gigante olhou de relance para os mercadores que haviam deixado seus postos e, em seguida, olhou para Encri[?25hd.
Será que esse moleque não tem nada para fazer? Por que está vagando por aí em pleno meio-dia? Seria ele algum tipo de
[39;120He gigolô que vive limpando os bolsos das mulheres?
O gigante abriu a boca enquanto pensava nisso.
“Eu trago coisas que mais ninguém consegue obter.”
Seu orgulho estava evidente em suas palavras.
Encrid esperou pelas próximas palavras do gigante. Ele naturalmente abaixou as mãos, olhou diretamente nos olhos do g
[39;120Hgigante e respirou fundo com calma, como se estivesse atento. Esse foi o detalhe que mudou o humor do gigante. Não era co
[39;120Homum encontrar alguém que ouvisse os outros com tanta seriedade e atenção aos detalhes.
###TAG######TAG###Ele não pretendia contar a ninguém, mas já que o assunto havia vindo à tona, decidiu falar.
“Na minha opinião, um bom mercador sabe como conseguir produtos de qualidade.”
Não sou bom em negociar, mas consigo obter coisas especiais. Por ser um gigante? Não, faço isso porque quero.
###TAG######TAG###“Não sou bom em fabricar coisas, mas posso ajudar a encontrar o que você precisa para fazer algo especial. É meu trab
[39;120Hbalho entregar a coisa certa para a pessoa certa e ser pago por isso.”
Os olhos do gigante brilhavam enquanto ele falava. Suas pupilas castanhas refletiam a luz do sol, fazendo-o parecer u
[39;120Hum mercador cheio de ambição, e não um demônio sanguinário.
O gigante, que não havia se abalado quando os mercadores o xingaram ou quando tentaram arrumar briga, agora parecia u
[39;120Hum pouco entusiasmado.
Por quê? Porque ele estava expressando o que realmente queria.
“Eu me tornarei um cavaleiro.”
Encrid costumava dizer a mesma coisa.
Era aquela fervura insuportável no peito que o deixava assim. Fazia seu sangue ferver.
Na figura do gigante, Encrid viu a si mesmo.
“Até mais.”
“Leve Cronas com você.”
“Com certeza nos veremos de novo. Da próxima vez, terei ao meu lado um amigo de olhos grandes carregando Cronas na mo
[39;120Hochila, em vez de no bolso.”
Ele estava sendo sincero.
“Quem sabe.”
O[1Cgigante deu uma risadinha. Encrid acenou de volta e se virou para ir em direção ao quartel.
###TAG######TAG###Conforme caminhava, seus passos foram desacelerando gradualmente.
Sonhos, anseios, paixões.
Essas coisas se reviravam em sua mente como um novelo de linha emaranhado.
Mas por que ele estava pensando daquela forma?
Enquanto caminhava organizando as ideias, avistou o que parecia ser um garotinho sentado à beira da estrada. O garoto
[39;120Ho o encarava fixamente, e Encrid percebeu aquele olhar.
A criança era de estatura baixa, com a cabeça mal chegando ao peito de Encrid, e vestia roupas surradas e rasgadas.###TAG###
[39;120H/p>###TAG###
Estava a uma boa distância do portão guardado pelos soldados.
Teria quatorze? Quinze anos? Não parecia muito velha. Tinha sardas no rosto, cabelos de um ruivo escuro e espesso que
[39;120He, se[1Cbem cuidados, ganhariam um tom vermelho brilhante, e olhos castanho-claros.
A criança, que estava agachada, levantou-se sem sequer limpar a sujeira da bunda, mantendo os olhos fixos em Encrid.###TAG###<
[39;120H
###TAG###“Se foi coincidência, o deus da alquimia deve ter me ajudado; mas se não foi, parece que meus esforços valeram a pena
[39;120Ha.”
Encrid continuava caminhando e, enquanto trocavam olhares, a criança falou com ele. A voz era fina e aguda, o que con
[39;120Hnfirmou a Encrid que se tratava de uma menina.
Na verdade, ele já sabia disso desde o início, apenas observando a silhueta dela.
###TAG######TAG###Encrid parou de caminhar. A voz dela era clara e firme, e suas palavras pareciam carregar mais peso do que o esperado
[39;120Ho; ou melhor, ela falava com autoridade.
“Você sabe quem eu sou?”
Encrid perguntou casualmente.
“Senhor da Guarda da Fronteira.”
A criança respondeu.
Provavelmente era um título melhor do que caçador de demônios.
Acima de tudo, ela o reconheceu à primeira vista. Uma assassina? Não parecia o caso. Ela não exalava nenhuma intenção
[39;120Ho assassina e, a julgar por seu físico e postura, não parecia ter aprendido a lutar.
Também não parecia estar sob as ordens de ninguém.
Poderia ser algum tipo de armadilha? Talvez, mas a intuição de Encrid dizia o contrário.
###TAG######TAG###Aquela garota tinha simplesmente vindo até ele.
“Você me procurou? Por quê?”
A garota se achava com muita sorte. Por quê? Porque não acreditava de verdade que encontraria aquele homem apenas por
[39;120Hr ter vindo à Guarda da Fronteira.
Ela havia se instalado ali na remota esperança de ter a chance de falar com os poderosos.
Ela chegou a rondar a frente do quartel, mas não parecia que a deixariam entrar.
###TAG######TAG###Ela percebia a rigidez nos soldados. Sabia por experiência própria que truques não funcionariam com militares assim.###TAG###<
[39;120H
###TAG###Na verdade, ela nem tinha truques para usar.
Mas não podia simplesmente desistir de tudo, então se sentou para pensar no que fazer.
Em suma, era uma longa história, mas a menina havia chegado até ali. Após vagar em busca de esperança, aquele era o ú
[39;120Húnico caminho que lhe restava.
###TAG######TAG###Para ser mais dir[?25l[?25l[?25l[?25leto, não seria exagero dizer que ela havia apostado o próprio corpo, vida e alma em uma jogada arris
[39;120Hscada.
E ela acabou ali porque teve sorte nessa aposta.
Não era fácil encontrar um mercador que sentisse pena de uma garota entre as caravanas que seguiam para cá.
###TAG######TAG###Ela recebeu ajuda de um mercador gigante no caminho e passou por poucas e boas até chegar ali.
“Para responsabilizá-lo por matar meu mestre.”
Ela pretendia originalmente se ajoelhar e implorar por ajuda?
A princípio pensou dessa forma, mas quando realmente se viu diante dele, essas palavras simplesmente saíram de sua bo
[39;120Hoca.
Seu temperamento inato pode ter influenciado, mas, mais especificamente, foi porque o Senhor da Guarda da Fronteira p
[39;120Hparou diante dela, olhou-a nos olhos e pareceu ouvir com atenção cada uma de suas palavras.
Houve dias em que sentiu que ia desabar em lágrimas, e outros em que achou melhor simplesmente aceitar a vida como el
[39;120Hla era, mas finalmente estava ali.
Meu Deus, obrigada.
A menina agradeceu em silêncio.
Se a sorte não estivesse ao seu lado, ela já teria virado um cadáver apodrecendo em algum canto do deserto ou em algu
[39;120Hum vale profundo.
[40;119H[?25hA aparência surrada da menina provava que a jornada até ali não tinha sido nada fácil.
Suas unhas estavam quebradas, e seus sapatos, tão gastos que tinham buracos na ponta dos dedões.
Ela exalava um cheiro forte e desagradável, mas a garota falava sem dar a menor importância a isso.
###TAG######TAG###“Eu sei que você matou o alquimista Laban.”
“Quem?”
Era um nome de que Encrid não se lembrava. Mesmo que já o tivesse ouvido antes, fazia tempo suficiente para que o tiv
[39;120Hvesse esquecido.
Ter uma boa memória não significa lembrar-se de absolutamente tudo.
A garota explicou, e Encrid escutou. Por que ele não a ignorou? A voz clara dela, sua atitude confiante e sua fala su
[39;120Hurpreendentemente direta despertaram seus sentidos aguçados. Ela não parecia uma criança comum.
###TAG######TAG###Após ouvir a explicação, he conseguiu se lembrar de quem era o alquimista Laban.
Um desgraçado louco que costumava fazer experimentos humanos sob o comando da Espada Negra.
Mas era um sujeito louco que tinha habilidades reais.
Encrid também acrescentou mentalmente o rótulo de um bastardo louco que havia treinado vários discípulos.
###TAG######TAG###Na realidade, la garota estava destinada a se tornar concubina de Laban quando crescesse, mas Encrid acabou sendo o b
[39;120Hbenfeitor que mudou o seu destino.
E, embora a garota tivesse apenas dezesseis anos, ela sabia disso.
Ou seja, ela sabia que Encrid era seu benfeitor.
No entanto, era verdade que ela havia sofrido muito com a morte repentina de seu mestre. Acima de tudo, não pôde conc
[39;120Hcluir os estudos que tanto desejava.
“Tenho potencial para ser a melhor curandeira, mas agora não tenho Cronas nem ninguém para me ensinar, então acabei t
[39;120Htendo que vender meu próprio corpo. Você tem alguma intenção de se responsabilizar por mim?”
###TAG######TAG###A garota falou com firmeza. As sardas em seu rosto chamavam a atenção. O rosto dela também havia sido lavado de forma
[39;120Ha desajeitada, como se tivesse feito isso às pressas em algum lugar.
Dava para ver sujeira aqui e ali em seu pescoço. Ela provavelmente não tivera disposição para lavar nada além do rost
[39;120Hto.
Isso era sujo?
Não parecia ser o caso aos olhos de Encrid.
Mais do que isso, os olhos da garota prenderam sua atenção.
Por serem atraentes?
Não era por isso. Eram olhos cheios de anseio, como chamas ardentes.
###TAG######TAG###“Posso ser uma grande curandeira. Não quero me envolver com a divindade.”
A menina ergueu a cabeça para falar. Com o queixo empinado, seus olhos castanhos brilhantes encaravam Encrid.
[40;117H[?25h“Explique-se.”
“... Quer mesmo que eu explique?”
Estavam no meio da rua. Não havia cadeiras, nem refrescos; de um lado estava uma garota desgrenhada, e do outro, um h
[39;120Hhomem que retornava com sentimentos conflitantes, mas nada disso importava.
###TAG######TAG###“Sim, fale.”
A menina ergueu a cabeça e começou a falar.
O que era uma curandeira, por que ele precisava de uma, o que ela faria a seguir, quais eram seus objetivos e como el
[39;120Hle se beneficiaria com isso.
Algumas explicações eram desajeitadas, outras eram impressionantes.
Sim, Encrid ficou impressionado.
A menina falava com paixão, e ele se sentiu inspirado por aquele entusiasmo.
E, no momento em que percebeu isso, Encrid sentiu como se tivesse sido atingido por um raio.
###TAG######TAG###Olhos brilhantes, os olhos de quem avança em direção a algo.
Aquele era exatamente o tipo de olhar que ela tinha.
É claro que aquela não era a primeira vez que ele via olhos como aqueles.
Ele os vira em Prok há pouco tempo.
E os vira também, momentos antes, no artesão chamado Aitri.
Encrid pensou em todos os outros que tinham aquele mesmo olhar.
Começando pelo garoto que sonhava em ser herborista, depois Rem, Ragnar, Saxon, Audin, Lawford, Fel, Esther, Dunbaker
[39;120Hr e Teresa.
[40;113H[?25hEles também olharam para ele com aqueles olhos em algum momento.
E então, quem lhe veio à mente foi Asia.
“Eu tinha desistido no meio do caminho. Achei que bastaria que eu e meu irmão tivéssemos uma refeição por dia. Mas ac
[39;120Hcho que não era bem assim.”
Um pensamento que lhe ocorreu após ver as costas de Aura.
Como eram os olhos de Asia naquela época?
Os olhos do cavaleiro de cabelos alaranjados queimavam. Estavam repletos de paixão e anseio. Eles o preencheram com a
[39;120Ha determinação de seguir em frente mais uma vez.
###TAG######TAG###Era exatamente com aquilo que se pareciam.
‘E eu?’
Como ele estava agora?
Será que tinha se acomodado por um momento?
Não, absolutamente não.
Não era satisfação. Mas talvez ele estivesse inconscientemente acomodado, percebendo que havia se tornado um cavaleir
[39;120Hro e possuía habilidades suficientes.
Ele não achava que aquele era o fim, mas ao menos sentia que seu sonho havia se realizado.
Seria porque algo com que ele apenas ousara sonhar agora estava ao seu alcance?
###TAG######TAG###Não era apenas uma questão de demonstrar com o próprio corpo que não era aquilo, que aquele era o fim, continuando a
[39;120H fazer o que sempre fizera com consistência?
Assistir à luta de Rem e Ragna fez com que ele quisesse alcançar o mesmo nível deles, e agora que conseguia, estava s
[39;120Hsatisfeito?
Ele dissera que protegeria as pessoas às suas costas, então estava satisfeito por agora ser capaz disso?
###TAG######TAG###Estava aliviado por poder dar força àqueles que compartilhavam seus sonhos?
Um tremor, um leve tremor, percorreu todo o corpo de Encrid.
Uma sensação de formigamento começou na ponta dos pés, subiu por seu corpo, passou pelo queixo e atingiu o topo de su
[39;120Hua cabeça, atravessando-o como um raio.
Em dado momento, he fechou os olhos e os abriu de novo. Ele ainda percebia que a luz do sol estava diferente, o vento
[39;120Ho estava diferente e tudo parecia diferente, mas havia certas coisas que não mudavam.
###TAG######TAG###E havia também a espada senciente que o impulsionava a ser assim.
As palavras de Aker passaram por sua mente.
— Você já aprendeu de tudo quanto é canto, então não tem graça te ensinar.
— Eu até poderia te ensinar as táticas separadamente, mas onde foi que você aprendeu isso primeiro?
###TAG######TAG###— Você recebe instrução particular de outros cavaleiros?
— Sou eu que sou azarado?
— Já é um prato pronto.
— Você melhorará gradualmente com o tempo.
Todas aquelas palavras sugeriam que ele havia superado seus limites e alcançado o sucesso. Ele se apegou a isso. Aque
[39;120Hela não era uma espada famosa, mas uma espada demoníaca.
A conclusão havia sido alcançada.
“Seu moleque, Aker.”
Encrid resmungou.
— Ei, isso é um mal-entendido.
Aker vibrou.
Era uma espada que continha uma vontade própria. Não poderia ter sido criada apenas para bater papo.
Então ela teria que ser útil, caso contrário ele realmente a jogaria no fundo de algum vale profundo.
###TAG######TAG###Uma decisão tomada de brincadeira ao lidar com o mercador gigante poderia se tornar realidade.
Os olhos do mercador gigante, os olhos do artesão Aitri, os olhos do joalheiro Prok e os olhos daquela menina de voz
[39;120H clara que queria se tornar uma curandeira.
E os de inúmeros outros que ele já vira.
Encrid sentiu a sensação de estar rompendo uma casca dura.
###TAG######TAG###“Hã? Aker?”
A menina perguntou, desconfiada de que o homem à sua frente pudesse não ser Encrid, mas apenas um louco.
Por que ele estava agindo assim de repente?
“Isso é brincadeira, mas eu vou me responsabilizar. Só não venha correndo dizer que vai se casar comigo.”
[40;113H[?25h“... Que sonho selvagem o seu. Acha que todas as mulheres vão se apaixonar por você só porque tem um rosto bonito?”###TAG###
[39;120H/p>###TAG###
“Tudo bem então.”
Encrid falou e se virou, mas a garota o chamou pelas costas.
“Meu nome é Anne. O que vai fazer se eu simplesmente for embora?”
“Siga-me.”
Anne seguiu Encrid.
Encrid entrou no quartel e deixou Anne sob os cuidados de Sinar.
###TAG###[39;120H!-- End Ezoic - wp_incontent_33 - incontent_33 -->###TAG###“Ache alguém para alimentá-la, dar um banho nela e depois a deixe descansar.”
“Você traz sua filha da rua e imediatamente a larga comigo?”
“Deixe as piadas idiotas de lado.”
Se Esther visse a expressão de Encrid agora, provavelmente diria que suas sobrancelhas haviam voltado ao normal.
###TAG###<[39;120H###TAG###
Literalmente, as sobrancelhas relaxadas de Encrid voltaram ao seu estado original.
Sinar sentiu a atmosfera única que cercava Encrid. Então, ele havia voltado a ser como antes.
A árvore sem vida tornou-se uma fornalha que se acendeu novamente.
“Cuidado com o fogo.”
Sinar disse.
Encrid ouviu, mas passou direto rapidamente. Seus passos estavam urgentes demais para aquilo.
###TAG######TAG###Sinar abriu a boca enquanto o observava partir.
“Quem é ela? Se for mesmo sua filha, vai ficar com ciúmes da madrasta.”
Por um momento, Sinar estava de bom humor e brincou com outra pessoa além de Encrid. No momento em que Anne percebeu
[39;120H que estava sozinha, ela se perguntou se não teria sido um erro decidir vir para a Guarda da Fronteira.
“Eu sou velha demais para ser chamada de filha dele?”
“Entendi.”
Sinar compreendeu rapidamente e acenou com a cabeça.
“Então uma concubina?”
“Claro que não! Eu gosto de caras com uma vibe mais descontraída. E se não for loiro, não faz meu tipo.”
###TAG######TAG###Anne era jovem, mas tinha gostos bem definidos.
“Seja bem-vinda.”
Sinar falou com sinceridade. Nem todas as mulheres se apaixonavam por Encrid, mas aquela ainda era uma notícia bem-vi
[39;120Hinda.