
Capítulo 449
O Cavaleiro em Eterna Regressão
450. O fatídico dia[1C[?25h[?25lda lua dupla
[3;1H— Não foi nada. Foi só azar.
Disse Oara. Ela já havia entrado no reino demoníaco dezenas de vezes.
E sozinha, ainda por cima.
No início, tratava-se apenas de retalhar monstros na entrada.
Depois disso, ela avançou um pouco mais e b[?25huscou uma forma de eliminar o reino demoníaco.
Por fim, adentrou ainda mais profunda, guiada por uma hipótese.
Nesse meio tempo, ela se deparou com um monstro estranho.
Era um ghoul com um veneno letal nas pontas das unhas.
No momento em que viu o ghoul, a intuição de cavaleira lhe disse: aquele não seria um oponente fácil.
Aquilo também serviu de prova para fundamentar sua hipótese.
O que é o espelho mágico?[1]
Poderia ser chamado de outra colônia.
Uma colônia desaparece quando seu líder é morto.
E quanto ao espelho mágico?
— O princípio é o mesmo. Este não é um reino demoníaco muito grande. Mas já deve estar estabelecido aqui há mais de cinquenta anos, não?
Essa era a conversa que se seguia à do veneno. Encrid ouvia em silêncio.
Oara não era uma estudiosa, mas sim uma cavaleira cujo sonho de toda a vida era eliminar os demônios da floresta cinzenta diante dela.
Algo que não se consegue compreender mesmo pensando a respeito? Algo que sequer dá para adivinhar?
Ela resolveu isso se jogando de cabeça.
Se você não sabe, por que não entra logo no círculo mágico e confere por si mesmo?
Era um método impensável para qualquer um sem uma força absurda, mas ela conseguiu.
Foi assim que ela descobriu.
— É época de mudança de gerações.
Não sei qual é a lógica por trás disso, mas uma coisa é certa.
O núcleo do Sutra Demoníaco[2] muda.
Oara julgou que o ghoul era o núcleo do domínio demoníaco da próxima geração.
O líder da colônia.
Ela percebeu isso após cruzar espadas algumas vezes com ele.
Um nível totalmente diferente de força, velocidade e até inteligência.
Ela não sabia qual era o núcleo anterior, e sequer queria saber.
Para Oara, apenas um fato importava.
Se você derrotar aquele ghoul evoluído, o domínio demoníaco perderá sua força.
Não haverá monstro mais perigoso do que ele. O resto pode ser eliminado um a um com o tempo.
Então não seria mais necessário um cavaleiro.
Roman cuidaria disso.
Ele era o sucessor de Oara.
Ela já havia decidido seu sucessor.
Se a oportunidade surgisse, ela consumiria a própria vida para apagar o núcleo do domínio demoníaco.
Era pura determinação e convicção.
Sua expressão se iluminou de uma forma rara.
A determinação percorria todo o seu corpo.
Era algo estranho, porém.
Pensou Oara enquanto falava. Era realmente estranho, mas, ao conversar com o homem diante dela, sentiu-se cheia de mo
[39;120Hotivação.
Uma parte daquela sensação de onipotência que sentira quando se tornou cavaleira pela primeira vez voltou a preencher
[39;120Hr seu corpo.
— Está dizendo que não pode ser desintoxicado?
Encrid foi direto ao ponto e perguntou. Outra flecha cruzou o céu sobre a terra recém-escura.
— Oh!
Os soldados bradaram em uníssono. Sob a proteção das muralhas e sob a chuva de flechas, quatro escudeiros e dois cava
[39;120Haleiros posicionaram-se bem em frente ao portão.
Se algo acontecesse, eles imediatamente formariam uma barreira e esmagariam as cabeças dos monstros que se aproximass
[39;120Hsem.
Oara riu da pergunta de Encrid e deu um tapa em suas costas.
— Ei, eu pareço alguém prestes a morrer? Não se preocupe, já estou procurando uma forma de neutralizar isso. E vou fi
[39;120Hicar bem por pelo menos mais dez anos.
O tempo daria um jeito, de alguma forma. Eilo não parecia uma mentira.
O veneno vinha das unhas do ghoul, mas era impossível neutralizá-lo de imediato.
Isso se devia a uma combinação de vários fatores.
Mesmo naquele estado, ela entrou e saiu do domínio demoníaco várias vezes.
Enfrentou o ghoul mais duas vezes e acabou sendo infectada por outro veneno que se misturou ao primeiro.
Tentaram curá-la com magia divina e usaram remédios de um alquimista famoso, mas a situação continuava pendente.
[40;120HSó porque era divino, não significava que fosse onipote[?25lnte.
— Eu já sabia por ter visto algumas vezes, mas os músculos das suas costas são realmente impressionantes.
[40;113H[?25hOara disse, olhando para a palma de sua mão.
A elasticidade dos músculos das[1Ccostas de Encrid permanecia de leve em sua mão. Era uma sensação agradável.
Ela continuou, dizendo que às vezes há dias assim.
Hoje era um desses dias.
Um dia em que os monstros surgiram do nada, prontos para causar problemas.
Afinal, era impossível prever todos os movimentos do domínio demoníaco.
— Malditas aranhas.
Oara resmungou. Seus olhos brilharam em um tom esbranquiçado. Seu olhar determinado perfurou a escuridão.
Várias aranhas monstruosas gigantes despencaram de repente, atacando os escudeiros e os cavaleiros.
Era possível ver os corpos imensos chocando-se contra os humanos.
— Sem pânico!
Também dava para ver Oliver brandindo sua maça logo à frente.
BUM!
Quando a cabeça da aranha se esmigalhou, um líquido preto e espesso jorrou dela.
— Dunbakel.
Encrid chamou por Dunbakel, que estava um pouco mais afastado.
Dunbakel se aproximou arrastando os pés, como se realmente não quisesse estar ali.
Não era de se estranhar que reagisse assim, já que passara dias resmungando sobre quando voltaria.
Quando Lem o ameaçou dizendo que cortaria seus calcanhares se ele arrastasse os pés mais uma vez, Dunbakel apressou o
[39;120Ho passo.
Crás! Crás!
O corvo grasnava incansavelmente.
Dentro do domínio demoníaco, o piar misterioso da coruja ecoava repetidamente.
— Consegue ver?
— Mais ou menos.
A fera tinha uma visão noturna aguçada. O próprio Encrid conseguia enxergar um pouco graças ao seu treinamento, mas n
[39;120Hnão com a mesma precisão que ela.
Então, ouviu-se a voz de Dunbakel:
— Eles estão contendo o avanço em frente à muralha do castelo.
Kriaaa!
O grito da aranha estridente ecoou mais uma vez.
Ocorria a pouca distância do portão do castelo.
Algumas tochas iluminavam os que estavam ali de pé. Dava para ver suas sombras se alongando em direção aos monstros.###TAG###<
[39;120H
###TAG###Ao verem as aranhas se aproximarem, os quatro escudeiros e dois cavalei[?25l[?25l[?25l[?25lros avançaram.
— Vocês lutam bem.
Disse Dunbakel. Não havia emoção em sua voz.
O olhar de Encrid também permaneceu fixo ali.
Tudo continuava na mesma. Eles esmagavam e destruíam cada aranha monstruosa que se aproximava. Não pareciam ter a men
[39;120Hnor intenção de recuar.
Além disso, Roman, encarregado de defender um dos flancos da barreira erguida às pressas, parecia estar em sua força
[39;120H máxima.
— Vamos lá, pessoal, riam e se divirtam também!
Era um brado alegre.
Não parecia haver problema algum.
Não havia ameaça aparente. Apesar disso, os instintos de Encrid o alertavam, a ponto de fazer sua pele formigar.
[40;120HPor quê?
Nem ele mesmo sabia. Dunbakel observou o combate e perguntou:
— Não podemos simplesmente ir embora?
— Ei, chefe. Tem algo estranho no ar.
Rem se aproximou e chamou por Encrid.
Atrás dele, Ruagarne observava de longe.
— Hmm?
Oara também inclinou a cabeça.
Seria Encrid o único capaz de sentir aquela tensão no ar?
Não, Encrid talvez fosse apenas mais sensível por já ter morrido incontáveis vezes.
Mas até Oara sentia que algo estava diferente do habitual.
Oara piscou uma vez e pensou: o número de monstros não era tão grande para uma horda.
As aranhas são criaturas que originalmente dependem de números.
Não era por isso que alguns dos soldados na muralha já haviam começado a disparar flechas?
Mas por que aquela sensação sinistra? Por que o ar parecia tão instável?
— Lua dupla?
Embora fosse extremamente raro, já houvera ocasiões em que ambas as luas ficaram vermelhas.
Era um dia conhecido como “Darfina”.
Um período em que o deus que comanda a morte desce à terra, e o deus que controla os monstros lança um breve olhar so
[39;120Hobre o mundo.
Por isso, era um dia em que infortúnios aconteciam.
— Tragam minha armadura.
Assim que Oara falou, dois soldados trouxeram sua armadura. Seus seios seriam protegidos por placas de ferro e parcia
[39;120Halmente cobertos por couro.
Enquanto ela tirava a capa e vestia a armadura, um alvoroço vindo de dentro do portão sob a muralha chegou aos ouvido
[39;120Hos de Encrid.
Era um som estranho, misturado ao barulho de protestos e aos gritos do comandante. Parecia uma discussão.
[40;113H[?25h— Eu vou na frente.
Encrid desceu os degraus.
Enquanto descia, viu pessoas discutindo em frente ao portão.
Estavam diante de um portão aberto apenas o suficiente para a passagem de uma pessoa. O homem de Rowena era um dos so
[39;120Holdados.
— Deixem-me sair!
Gritou ele.
— Não fale bobagem. Se sair agora, você morre.
— Eu não me importo! Não ligo de morrer!
O soldado gritava desesperado, mas era um comportamento que Milio, de guarda no portão, não podia tolerar.
— Seu garoto estúpido.
— Porra, Milio, a Rowena saiu em reconhecimento e não voltou mais!
O soldado não estava chorando, mas sua voz parecia embargada.
Milio não conseguiu dizer nada. Rowena e o rapaz à sua frente eram os namorados mais famosos da cidade.
O domínio demoníaco é uma flor que desabrocha nas trevas. E ele sabia disso.
Aqueles dois eram capazes de dar a vida caso o outro estivesse em perigo.
Por isso, não podia deixá-lo sair.
Rowena era muito capaz.
Em alguns anos, ela seria cogitada até para se juntar aos Cavaleiros, então com certeza ainda estaria viva.
[40;115H[?25h— Confie e espere. Rowena é mais esperta que você.
— Já passou do horário dela voltar!
Milio não conseguia conter aquele homem. Os subordinados de seu amigo leal permaneciam em silêncio atrás dele.
[40;118H[?25h— Vocês vão todos juntos?
— Para apoiar o amor do nosso líder de esquadrão.
Disse o soldado posicionado logo atrás. Ele fora quem veio até aqui após matar dois dos subordinados do lorde que agi
[39;120Hiam como tiranos em seu território.
Ele agora era um soldado de verdade da Cidade de Tijolos.
Aquilo era uma loucura. Obviamente uma loucura, mas Milio se afastou.
— Os cavaleiros já estão bloqueando a frente. Sigam pela esquerda.
— Eu sei.
O soldado correu para fora do portão do castelo.
— Oh!
Quando Milio bradou, os soldados na muralha responderam batendo os pés.
— Oh!
— Estou morrendo de rir!
Um grito rasgou o céu noturno.
A Aranha Estridente era apenas uma das espécies de aranhas monstruosas.
Além dela, viam-se aranhas blindadas e aranhas tecedoras de teias.
É claro que elas não conseguiam ultrapassar a barreira que os cavaleiros ergueram para proteger a área a vinte passos
[39;120Hs do portão.
Além disso, mais alguém se juntou ao grupo.
— Ei, vamos brincar juntos!
Era Oara. Ela escorregou pela muralha apoiando as costas, caiu no chão e juntou-se aos seus cavaleiros.
Descer a muralha daquela forma já era uma proeza por si só.
Oara rapidamente abriu caminho entre os monstros.
— Para onde?!
Ela avançou desembainhando sua espada. Era uma lâmina excepcionalmente longa. Ela correu em linha reta e depois fez u
[39;120Huma curva lateral.
Em seguida, desferiu o golpe.
Parecia uma correnteza única cortando a escuridão.
Um corte contínuo que desenhava uma curva suave.
Ela traçou uma linha movendo os pés enquanto segurava a espada.
Qualquer aranha que tocasse aquela linha, fosse blindada ou gigante, era retalhada imediatamente.
Não importava se o corte atingia o abdômen, a cabeça ou a carapaça.
Sua espada era simplesmente implacável. Dava para notar só de olhar. Se avançassem de forma ordenada, ela seria capaz
[39;120Hz de dizimar todos aqueles monstros sozinha.
Além disso, bastava ela encarar um monstro para que o corpo dele travasse de repente.
Trata-se, com certeza, daquela pressão avassaladora que até mesmo Encrid havia sentido na pele.
Oara se movia com uma leveza revigorante enquanto aquecia o corpo.
O desempenho da loira de cabelos curtos também era impressionante. Seus olhos cintilavam em um tom esbranquiçado.
[40;120H— Veneno, manobra de evasão.
Ela perscrutou a escuridão e reordenou a formação.
Os quatro escudeiros se dispersaram em duplas para a esquerda e para a direita sob as ordens da loira.
BUM!
Uma gosma negra voou na direção onde estavam. Era uma aranha que cuspia veneno.
— Humpf.
A mão da loira se moveu. Uma adaga de arremesso rasgou o ar e perfurou a cabeça da aranha venenosa.
— Malditas aranhas.
Roman, portador do grande espadão cego, saiu brevemente da formação. Ele avançou e brandiu sua arma.
BUM! BUM!
Com um estrondo violento, seis aranhas blindadas foram esmagadas pelos golpes maciços de sua espada.
O fluido escuro espirrou pelo chão.
Enquanto isso, o homem de Rowena avançava.
— Ei!
Gritou Oliver, que brandia uma maça na extremidade esquerda da formação, ao vê-lo.
— Eu vou atrás.
Disse Encrid, adiantando-se. Rem e os outros o seguiram. O rosto do soldado de Rowena se encheu de lágrimas com aquel
[39;120Hla atitude.
— Você é um anjo?
— Se não calar a boca e andar logo, eu te jogo de volta no caminho.
O soldado calou-se imediatamente diante do aviso calmo. He planejava apenas fazer o reconhecimento de uma determinada
[39;120Ha área.
No fundo, bastava aguentar firme até o amanhecer, não?
Talvez fosse isso mesmo.
A lua crescente dupla projetava um brilho vermelho sinistro entre as nuvens.
Encrid olhou para trás distraidamente.
Viu Milio liderando parte de suas tropas para fora.
Um cavaleiro pode retalhar mil oponentes, mas seu corpo é um só.
Enquanto ele enfrenta cem, os outros novecentos podem contorná-lo para fazer outra coisa.
Os escudeiros, quase-cavaleiros e os soldados comuns serviam justamente para preencher essa lacuna.
Com esse pensamento em mente, ele voltou os olhos para a frente.
Os pelos do corpo de Encrid se arrepiaram.
— Defendam-se!
Antes mesmo que ele pudesse compreender aquela sensação, ouviu primeiro o grito de Oara.
Logo em seguida...
Tudududududum!
Viu coisas despencando sobre sua cabeça, acompanhadas daquele ruído ensurdecedor.
Pelo ímpeto e pelo som do vento sendo cortado, Encrid percebeu o ataque dos monstros. Eram flechas.
Ele, porém, não conseguia enxergar direito. A escuridão cobria sua visão como uma cortina, e a lua crescente dupla, o
[39;120Hoculta entre as nuvens, não ajudava em nada.
As pupilas de Dunbakel se dilataram. Sua pupila, antes ligeiramente ovalada, preencheu todo o olho e emitiu um brilho
[39;120Ho tênue.
Em seus olhos, era possível ver o que os desgraçados haviam disparado.
Flechas brancas, muito diferentes das usadas pelos humanos, costuravam o céu como se fossem feitas de feixes de fios.
[39;120H.
Parecia que um meteoro havia se despedaçado em dezenas de fragmentos e caía sobre suas cabeças.
Dunbakel reflexivamente puxou a espada e cruzou-a acima da cabeça.
Tudo o que precisavam fazer era bloquear, desviar e esquivar.
— Abaixem!
Rem também reagiu, agarrando a cabeça de um dos soldados ao seu lado enquanto brandia o machado. Encrid sacou o escud
[39;120Hdo por puro reflexo.
Uma flecha atingiu o escudo empunhado em sua mão direita.
BUM! CLANG!
Embora a flecha tivesse ricocheteado no alvo, ela não era pontiaguda. Em vez de afiada, era extremamente pesada. Foi
[39;120H o que Encrid sentiu.
Ele se ajoelhou sobre uma perna e bloqueou com facilidade a flecha que vinha em sua direção.
A chuva de flechas não cessava.
Os escudeiros, cavaleiros e quase-cavaleiros não seriam abatidos por aquele tipo de ataque.
No entanto, a situação era diferente para os soldados comuns. Para eles, aquelas flechas representavam uma ameaça mor
[39;120Hrtal.
Os que estavam ao lado dele eram Rem, Dunbakel e Ruagarne, então conseguiriam se defender mais do que o suficiente; a
[39;120Has tropas nas muralhas também podiam aguentar firmes usando as paredes como escudos.
Mas e quanto àqueles que arriscavam a vida para preencher as lacunas do lado de fora?
— Milio!
Encrid gritou em advertência.
Diante de seus olhos, ele viu uma flecha branca disparada pelos monstros atingir a cabeça de Milio.
CRAC!
Em vez de proteger a si mesmo, ele havia se sacrificado para salvar seus subordinados.
O elmo atingido foi esmagado, e um dos olhos de Milio saltou da órbita.
Seu crânio rachou e o sangue jorrou intensamente.
Nem todas as flechas possuíam o mesmo poder avassalador.
No entanto, algumas delas eram finais.
Os monstros eram astutos.
Em vez de focar nos guerreiros contra os quais seus ataques não surtiriam efeito, eles miravam nos soldados mais vuln
[39;120Hneráveis.
— Seus desgraçados de merda!
Encrid ouviu a fúria na voz de alguém.
Ele sentia exatamente a mesma raiva.
Milio fora a pessoa que mais os auxiliou durante a estadia ali.
Seria mentira dizer que não havia se apegado a ele com o passar do tempo.
E aquilo não era tudo.
De repente, uma estrutura semelhante a um mastro ergueu-se do meio da horda de monstros.
Havia uma pessoa amarrada a ele. Na extremidade superior, estava presa uma pedra azul, que parecia ser uma pedra de i
[39;120Hignição.
A luz azulada e branca misturou-se à escuridão, iluminando quem estava preso ao mastro.
— Rowena!
Gritou o soldado que os acompanhava.
Eram monstros que chegavam ao ponto de fazer reféns.
Encrid sentiu instintivamente que aquela horda era diferente de todas as anteriores.
Então, ele deveria recuar? Deveria apenas ficar ali assistindo passivamente?
— Rem, Dunbakel, pela esquerda.
Quando todos hesitaram por um instante, Encrid baixou sua postura corporal.
A escuridão, a pedra de ignição, a refém... tudo era tão chocante que, se não agisse, nada mudaria.
Se era hora de lutar, então lutaria.
— Merda.
Resmungou Dunbakel, movendo-se em seguida.
Rem já avançava com o corpo inclinado.
fantasia,
[1] - Espelho mágico: termo que no original ("Makyeong") refere-se ao domínio demoníaco.
[2] - Sutra Demoníaco: outra variação na tradução do termo "Makyeong".