O Cavaleiro em Eterna Regressão

Capítulo 362

O Cavaleiro em Eterna Regressão

362. O Objetivo de Kraang



A cinco passos de Krang, o guarda do chicote prestava atenção ao redor.

Além dele, um guerreiro careca cujo próprio corpo parecia se[?25hr sua arma também fora trazido.

Ele estava atrás de Krang, com as costas expostas como uma estátua.

Era um corpo bem treinado. Dava para perceber à primeira vista.

Ele não era uma pessoa comum dotada de grandes habilidades.

Encred olhou para os dois e pensou em Andrew.

Ele provavelmente estava fazendo um alvoroço no salão de festas bem agora.

Não disseram que, se você participasse de uma festa, as pessoas não o tratariam como um carniçal?

Assim, se fosse um carniçal, até o reconheceriam e fariam desdém, mas ali simplesmente o ignoravam por completo.

Quem daria atenção a um nobre, mesmo sendo um barão, e a um idiota que es[?25lcolheu o lado errado?



Ele ignorou completamente o mordomo em frente à festa.

— Barão Andrew Gardner? Tem certeza de que é aqui?

O mordomo não falou alto. Andrew suspirou internamente, mas por fora respondeu com calma.

— Por quê? Vim a um lugar onde não posso entrar?

— E o convite?

— Devem ter estado ocupados, por isso deixaram passar.

— ... ... Pode entrar.

O mordomo deixou Andrew entrar com uma expressão de profunda desaprovação.

Encred, que atuava como escolta, não pôde entrar.

Não, ele até chegou a entrar algumas vezes antes. Graças a isso, seu rosto ficou conhecido e ele chamou atenção.



Depois disso, o organizador proibiu a entrada de qualquer escolta.

Para começo de conversa, ele não tinha interesse no interior da festa.<[?25h/p>

Era apenas uma oportunidade para ver Kraang e observar o ambiente ao redor.

Para ser sincero, ele esperava que, ao andar por aí à noite daquele jeito, outra pessoa suspeita surgisse, mas isso não aconteceu.

Por fim, ele encontrou Krang e lhe perguntou.

— É o cavaleiro.

Krang ficou perdido em pensamentos por um momento.

Suas pupilas não vacilaram e não havia sinal de nervosismo.

No entanto, ele só continuou depois de escolher cuidadosamente as palavras por um instante.

— Por que não punem o Conde Molsen quando ele se autodenomina o rei da fronteira? Essa foi a minha primeira pergunta.

.

Como tinha uma dúvida e já havia encontrado a resposta, Krang foi capaz de responder.

— Você conhece Rihinstätten, a grande nação no sul?

O tom de voz de Krang era suave. Parecia estar indicando um bar famoso nos fundos de algum mercado de rua.

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Era noite, mas já não estava frio, então era agradável conversar ao ar livre.

Um banco velho, as luzes de uma mansão onde uma festa acontecia a todo vapor.

Insetos parecidos com vaga-lumes surgiam um a um.

Embora não combinasse com o assunto atual, a voz de Krang era alegre como sempre, transmitindo a sensação de um passe

eio noturno tranquilo, independentemente do conteúdo.

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— Já faz sete anos que lutamos contra o Reino de Rihinstätten, e nunca fomos pressionados facilmente, certo?

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Sim. Ele nunca tinha ouvido tal boato.

— Por quê?

— Porque o território do sul lutou bem?

— Considerando isso, não foi fácil demais romper a defesa assim que ocorreu o movimento demoníaco?

— Então?

— Porque o Lorde Cypress e outro cavaleiro estão defendendo aquele lugar.

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A força da potência do sul, Rihinstätten, é objetivamente superior à de Naurilia.

Eles também têm suas próprias circunstâncias, por isso uma vitória avassaladora é difícil.

No entanto, isso não significa que a invasão pudesse ser facilmente impedida, mas foi. Eles resistiram. Lutaram cont [?25lr

ra a invasão.

[?25h[?25l

— Eu vi no lugar aonde fui após ouvir as notícias. Os dois cavaleiros estão realizando um milagre. Se eles se ausen [?25hta

arem, o front sul poderá recuar amanhã mesmo.

Enquanto falava, Krang chutou uma pedra sob o banco com a ponta do pé, desenterrando-a.

Após soltar a pedra presa, chutou-a e disse:

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— Os dois cavaleiros estão de mãos atadas. E seriam eles os únicos nessa situação?

— Imagino que os cavaleiros também estejam de mãos atadas.

Encred não era tolo.

Qual era a melhor maneira de evitar ser empurrado no campo de batalha?

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O reino fez exatamente isso.

Dois cavaleiros protegiam a fronteira sul. Se apenas um deles tivesse ignorado a fronteira, metade do território já e

estaria arruinada pela invasão de Rihinstätten.

Krang sabia o quão caótico este país estava.

E agora ele sabia que Encred também percebia essa situação caótica.

— E o terceiro cavaleiro?

Havia três cavaleiros em Naurilia. Ou melhor, três conhecidos.

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— O terceiro cavaleiro está enfrentando um grupo de monstros.

Era a primeira vez que ele ouvia aquela história. Embora fosse confidencial, Krang continuou falando com a mesma natu

uralidade.

— Bem, um monstro problemático apareceu e formou uma colônia. Além disso, o Rei Mercenário do Leste também está de ol

lho neste lugar, então parte dos cavaleiros precisa ser enviada para lá. Eles não são a única ameaça.

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Mesmoquando houve uma guerra total contra Azpen no passado, apenas um cavaleiro conseguiu se libertar para participa

ar do campo de batalha.

Naquela época, o foco da batalha não era reduzir o poder de Azpen.

Em vezes disso, focaram em golpes rápidos e recuos estratégicos.

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Por quê?

‘Porque não podiam se ausentar por muito tempo.’

Porque a ausência de um cavaleiro representava uma ameaça em outro lugar.

A situação mais urgente era a de Azpen, então não houve escolha senão intervir; do contrário, o cavaleiro não teria p

participado do campo de batalha.

Tudo parecia plausível.

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Tudo fazia sentido. A ausência dos cavaleiros e o fato de apenas alguns deles permanecerem no palácio.

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E tudo isso era uma excelente oportunidade para os ambiciosos que sonhavam com uma rebelião.

‘A Guarda Real também se dividiu em facções.’

O mesmo valia para os guardas que protegiam os portões do castelo e o capitão da guarda.

Tornou-se uma situação em que todos precisavam escolher um lado.

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Realidade e fato[?25l[?25l[?25ls se entrelaçavam para contar uma única história.

Por que tudo se encaixava tão perfeitamente?

Por que a situação era tão favorável para quem sonhava com a rebelião? Por que um palco perfeito havia sido montado p

para eles agirem?

A intuição de Encred aguçou seu excelente julgamento da situação.

Mesmo sem estar lutando, sua concentração surgia naturalmente e seus sentidos ficavam mais aguçados.

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De sua mente tensa, ele chegou a uma conclusão.

O que Krang ganharia com tudo isso?

Por que ele veio ao palácio e causou tanta confusão?

Depois de sua chegada, os nobres agiam como se estivessem pisando em brasas.

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Porque o herdeiro estava agindo para exigir a abdicação imediata do trono.

Ele também tinha algum poder, pois todos souberam de imediato que Marcus, o pilar central, estava do seu lado.

[?25h

A impaciência gera ação. E foi exatamente isso que o grupo de nobres fez.

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Olhando de perto, a reação dos nobres servia como um sinalizador de que lado cada um estava.

Afinal, se você não escolhesse um lado, seria descartado.

Era preciso declarar claramente a sua posição.

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— É isso mesmo?

Não havia necessidade de perguntar muito. Encred questionou, e Krang falou com um sorriso no rosto.

Aquele sorriso parecia tão radiante.

Não parecia o de alguém que demonstraria tais sentimentos.

Era um sorriso que, para alguns, poderia parecer assustador.

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— Eu estava prestes a lhe contar.

Não havia a menor intenção de esconder esses planos.

Pelo contrário, era como se ele quisesse que Encred percebesse desde o início.

Krang levantou-se.

Ele se levantou e chutou a pedra. A pedra voou com um baque e rolou para onde a luz não alcançava.

— Vou reunir tudo o que não preciso em um só lugar e me livrar disso. É por isso. Nós precisamos de uma guerra civil.

.

Ao juntar o lixo, deve-se queimá-lo ou enterrá-lo. A guerra civil serviria exatamente para isso. Tudo fora planejado

 dessa forma.

É claro que a prioridade era expulsar silenciosamente essas facções de nobres do palácio.

Kraang não veio para evitar uma guerra civil. Veio para acelerá-la.

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Pelo contrário, ele pretendia alcançar seu objetivo perfeitamente nesse processo.

Em outras palavras, preparando o tabuleiro e dividindo sutilmente os lados.

Diferenciando quem serve e quem não serve.

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A base para isso, é claro, era a força.

‘Esvaziei deliberadamente as tropas do palácio real para filtrar aqueles que iriam trair ou se rebelar.’

Essa era a verdade por trás de tudo.

Encred também se levantou. Era hora de ir. Ele também avistou Andrew saindo da mansão com o rosto visivelmente cansad

do.

Encred perguntou enquanto observava a cena. Esse era um dos seus dois objetivos ao vir ali.

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— Você sabe quem é o líder da Espada Negra?

O líder dos bandidos reside no palácio real e faz parte do Lírio Negro.

Isso foi tudo o que Saxony conseguiu descobrir.

No entanto, disseram que seria impossível descobrir, tamanha a habilidade do líder em se ocultar?

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Enquanto isso, chegou um pedido de alguém que se presume fazer parte da aliança de assassinos.

— ... ... Pode ser coincidência, mas o objetivo é o mesmo. Aquele sujeito é minha maior dor de cabeça no momento. Vou

u organizar as informações necessárias e enviá-las para você, então dê uma olhada. Eu também estou tentando encontrá-lo.###TAG###<



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Encred assentiu. Havia alcançado seu objetivo de acompanhar a comitiva e se encontrar com Krang.

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Suas perguntas foram respondidas e ele recebeu a promessa de ajuda.

Naquele momento, Encred escolheu o seu lado.

— Ah, Enki. Você não quer ser o meu cavaleiro?

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Krang perguntou de repente, sem parar de andar.

— O quê?

— Porque acho que você não ficaria satisfeito sendo cavaleiro de outra pessoa. Bem, é isso.

Com aquele mesmo sorriso radiante de antes. E então, virou as costas e se afastou, agindo como se a resposta não impo

ortasse.

Encred também não pensou muito a respeito.

Ele estava focado em se tornar um cavaleiro.

Não havia considerado se tornar o cavaleiro de alguém em particular.

Isso não era importante no momento.

O importante era que Kraang estava distinguindo quem era quem.

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Assim, o tabuleiro fora montado. Ele falou com ações para todos os nobres. Demonstrou sua intenção.

É claro que apenas uma parcela ínfima dos nobres perceberia suas reais intenções.

No entanto, mesmo que percebessem, não poderiam ignorar.

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Krang havia mandado um recado silencioso para todos os nobres.

Não há cavaleiros nem ordens de cavaleiros, então ajam livremente dentro do palácio.

O efeito foi imediato.

Todos começaram a formar exércitos privados, sonhando ou tramando para derrubar a família real.

O Conde Molsen era o verdadeiro rei da fronteira.

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Dentro do palácio, crescia o número de pessoas que demonstravam uma ambição desenfreada.

‘Não quero morrer assim.’

Ele sentiu uma breve preocupação.

Com o cenário montado dessa forma, quem corria o maior perigo era Kraang.

A aparição de alguém com direito à sucessão do trono era um espinho nos olhos de todos.

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Em uma situação dessas, agir como se fosse óbvio que se tornaria rei e focar no futuro era, sem dúvida, uma prova de

 sua audácia.

Encred afastou as preocupações que haviam surgido por um momento.

Se ele era louco a esse ponto, com certeza já havia pensado em como proteger a própria vida.

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Afinal, tudo aquilo fora planejado sob a premissa de que possuía força.

Ele estava curioso. Que tipo de força Krang estaria escondendo?

De repente, sentiu vontade de ver. Embora duvidasse de que seria mostrada agora.

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— Podemos parar de ir a festas? Estou sofrendo de verdade.

Andrew logo se aproximou e começou a reclamar.

— Treinar é bem melhor, não acha?

Andrew emudeceu com essas palavras. Se tivesse que escolher entre ir a festas ou treinar, qual seria?

— Prefiro o treino.

Após um breve silêncio, ele disse isso com o suor escorrendo pela testa.

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— Tudo bem, então.

O tormento de ir atrás de festas havia terminado.

Ele foi até Saxony e inspecionou os arredores, mas ninguém mais o atacou.

Tudo ficaria calmo até que as brasas acesas por Krang explodissem.

Enquanto isso, ele pretendia capturar e derrotar o líder da Espada Negra e, observando as ações de Krang, adicionar s

sua própria espada.



Isso seria o suficiente.

Então, he seria capaz de enfrentar um oponente inesperado.

Será que as facções de ambiciosos atacariam de forma imprudente?

Palavras que não se apoiam na força perdem o poder.

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Especialmente no palácio real atual, a força havia se tornado a lei.

Disseram que o magistrado era assim tão ameaçador?

— Vamos. Treinar.

Andrew falou, cerrando os dentes com determinação, e Encred também deu um passo à frente.

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Assim, retornaram à mansão e, logo na manhã seguinte, Encred teve que receber visitas.

— Havia boatos, e você realmente veio para a capital.

Kin Baisar era tida como a mulher mais bela da capital.

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Encred estava suando enquanto brandia seu machado.

Lem costumava dizer que a experiência no manejo de várias armas era tão importante quanto o combate direto.

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E aquilo realmente ajudava.

Ele estava suando copiosamente enquanto segurava a extremidade do cabo da alabarda e a brandia com apenas uma das mão

os.

E era nesse estado que recebia as visitas.

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— Sua atitude ao receber visitas continua a mesma.

— Não me parece que tenha vindo sozinha.

Disse Encred. Ele apoiou a ponta da alabarda no chão por um momento e virou-se. As roupas finas de treino estavam col

ladas ao corpo por conta do suor abundante.

Isso realçava seus músculos. Kin o encarou com vontade de tocá-los.

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— Sim, há alguém que deseja vê-lo. Não prefere se lavar antes de vir cumprimentá-lo educadamente?

Dava para sentir uma forte presença do lado de fora da mansão.

Ou seja, tratava-se de alguém com habilidades formidáveis.

Embora não emanasse intenção assassina, também não ocultava sua presença. O que significava ser capaz de se expor des

ssa forma?

No mínimo, era um meio-cavaleiro.

— É mesmo necessário se arrumar todo apenas para encontrar um velho?

Alguém disse ao entrar na mansão. Era um nobre de cabelos brancos. Como ele próprio dissera, parecia um ancião, mas e

era possível notar uma força sutil em seus passos.

Passos firmes e imponentes.

Quando ele entrou, Mac correu ao seu encontro, e Andrew fez o mesmo.

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— Como as coisas chegaram a este ponto?

Até mesmo Andrew parecia constrangido.

No reino atual, a pessoa mais próxima da rainha era Baisar.

Aquele com o maior poder militar, excluindo a Ordem dos Cavaleiros, era o Conde Molsen.

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No entanto, se todos os cidadãos e nobres escolhessem unanimemente a pessoa de maior nobreza, um nome diferente surgi

iria.

Em suas próprias terras, era alguém respeitado por todos por sua gentileza e eficiência no trabalho; fora delas, era

 alguém admirado por todos, embora não tomasse o partido de ninguém nem formasse facções.

Tratava-se, naturalmente, de um dos Cinco Dedos, o proprietário das maiores terras do reino e também o tutor da rainh

ha.

O Marquês de Okto.

O quarto dedo que sustentava o reino.

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Por fora, ele parecia apenas um velhinho da vizinhança obstinado por xadrez.

Disse o marquês, entrando com um sorriso.

— Vim como visitante, mas se estiver incomodando, por favor me avise. Não tenho a menor intenção de deixá-los desconf

fortáveis.

Andrew balançou a cabeça diante daquelas palavras.

— De jeito nenhum. O lugar é simples, mas sinta-se à vontade para ficar o tempo que desejar.

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O respeito que até mesmo Andrew demonstrava indicava claramente a postura habitual do marquês.

Encred teve uma impressão semelhante. Ele era diferente dos outros nobres.

Era um homem que havia conquistado muito, fazendo jus ao próprio sobrenome.

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De todos os nobres que conhecera ali, ele era o que parecia mais íntegro.

Isso não significava, porém, que ele fosse um alvo fácil.

A imponência do guarda atrás dele deixava isso bem claro.

Dava para notar isso no olhar direcionado a ele enquanto se sentava à mesa de pedra em um canto da área de treinament

to.

— Continue com o que estava fazendo. Eu vim de surpresa, então é justo que eu espere.

— Vossa Excelência, o Marquês.

Disse Kin, ao seu lado. Logo em seguida, ela piscou, indicando para que ele se aproximasse e sentasse à frente.

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Encred olhou para ela e respondeu:

— Sendo assim...

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