O Cavaleiro em Eterna Regressão

Capítulo 228

O Cavaleiro em Eterna Regressão

228. O Hoje de Belle



A ca[?25hvaleira associada Acea.

Ela era membro dos cavaleiros que vieram com o Espadachim Ruagarne.

O que ela usou foi um tipo de técnica chamada 'coerção'.

Uma habilidade baseada na força de vontade, assim como o espadachim mostrara bem diante dos meus olhos.

Não, era melhor do que aquilo.

Encrid viu uma lâmina intangível cortando, estocando e dividindo seu corpo. Eram mais numerosas e rápidas do que as de Acea anteriormente.

Mesmo sabendo que era mentira e ilusão, não dava para ignorar.

Embora soubesse instintivamente que aquilo vinha da força de vontade do outro, um instinto de esquiva falou mais alto.

Ele quase recuou por reflexo, mas Encrid trincou os dentes.

Seu corpo estremeceu. Seus ombros tremiam. Se não quisesse desviar da espada que se aproximava, teria que guardar a espada em seu coração.



Era como daquela vez.

Se não puder atravessar, terá que fugir ou desviar.

Era o mesmo que a intimidação de Acea.

Se não conseguir superar, será esmagado pela parede. É como admitir a derrota sem sequer lutar ou estender a mão.

O sorriso do barqueiro veio à mente. Aquele riso com certeza abalaria o rio.

Encrid suprimiu seus instintos.

— Você pode morrer.

O esgrimista de rapieira disse para ele recuar.

Encrid não deu ouvidos.

Mesmo em uma época em que a morte era o fim, ele arriscou a vida.



Em vez de lutar para morrer, ele lutou para seguir em frente.

Então, ele deveria recuar agora?

Deveria?

— Vá embora.

O esgrimista de rapieira falou novamente.

E Encrid começou a golpear com sua espada em direção à lâmina que se aproximava.

Muda o instinto de esquiva para ataque, explode o coração do poder sobre-humano e abre as portas para o sexto sentido.

Sua concentração em um único ponto é ativada, ficando completamente imerso no momento.

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Ele conseguia ver todas as lâminas e espadas intangíveis que se aproximavam.

Lenta e claramente.

Encrid brandiu sua espada.

Ele as golpeou uma a uma para se livrar delas, derrubando-as e destruindo-as. A lâmina quebrada desapareceu como um f

fantasma. Partiu-se como vidro.

E quanto mais se quebravam, mais novas lâminas surgiam.

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— É tolice.

Disse o esgrimista de rapieira.

Essas foram as últimas palavras que Encrid ouviu.

Uma lâmina passou. A lâmina veio em curva, rápida como um falcão ágil. Era fácil de se errar o tempo.

Encrid sentiu a lâmina cortar sua garganta.

A sensação foi real.

Foi terrível, e ele sentiu um calor. Parecia a certeza da morte.

Encrid fechou os olhos.

No entanto, ele não encontrou o barqueiro.

Quando abriu os olhos novamente.

— Acordou, Capitão Nari [1] maluco?

Ele ouviu a voz de Rem.

* **

Encrid ficara tão intimidado que brandira a espada no ar como um louco, antes de cair no chão mostrando apenas o bran

nco dos olhos.

Ao mesmo tempo, parecia que ele tinha aprendido a usar a espada adequadamente, pois a postura dele ao empunhá-la era

 incrivelmente precisa e limpa.

Depois disso, sem qualquer gemido ou grito, ele desabou como uma pipa cuja linha fora cortada, ou como uma marionete

 cuja utilidade chegara ao fim.

Foi logo após a queda de Encrid.

Pá!

Alguém pisou forte no chão. Um, não, vários se moveram.

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Audin correu à frente e amparou Encrid.

Rem sacou um machado. Ragna postou-se ao seu lado, bloqueando o espaço entre Encrid e o esgrimista de rapieira.

Saxony já estava atrás do esgrimista de rapieira.

— Se eu pretendesse matá-lo, já teria feito isso há muito tempo.

Disse o esgrimista.

Rem também sabia. O oponente à frenteera alguém contra quem nem ele mesmo podia garantir a vitória.

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‘Não, bem, se eu decidir matá-lo, posso fazerisso sozinho.’

Mas ele estava sozinho ali?

Isso significava que ele não precisava mostrar suas cartas na manga.

— Se ele tivesse morrido, eu teria cortado você.

Ragna disse aquilo sem hesitar. Se ele dizia que ia cortar, ele cortaria.

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É por isso que ele acreditava que a espada de Ragna era forte.

Rem falou sem expressão, sem qualquer vestígio de seu sorriso habitual.

— Vamos ter cuidado, hein? Meu machado tem uma tendência de passar dos limites. Ele tem consciência, é um machado com

m ego.

Embora estivesse fazendo uma piada boba, sua expressão era indiferente.

O que a tornava ainda mais brutal.

— A respiração está normal. Mas sobre a cabeça, só saberemos quando ele acordar.

Disse Audin após verificar a respiração de Encrid. O tratamento habitual de 'irmão' foi omitido.

A coerção afeta a mente. É o poder de pressionar e encurralar o oponente.

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Havia o risco de ele acordar como um idiota.

Cla[?25lro, Audin não tinha essa preocupação.

Encrid não era do tipo que se deixava levar por isso. Ele não era alguém que simplesmente desmoronaria assim.

[?25h

Havia apenas um detalhe: e se a lâmina do medo se instalasse em seu coração?

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Era exatamente isso que o outro fizera.

Em vez de uma corrente física,aquilo deixava uma cicatriz na mente.

Deixava para trás algo que poderia muito bem ser chamado de trauma psicológico. Uma vez gravado o medo, não era fácil

l se livrar dele.

— Vamos vercomo ele fica quando acordar.

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A palavra "irmão" ainda estava ausente na fala de Audin.

Com isso, a luta chegou ao fim.

* * *

Encrid, ao acordar, ouviu toda a história sobre o que acontecera após seu desmaio e assentiu.

— Entendo.

É uma técnica baseada em intimidação e na 'vontade'.

Então o oponente é, no mínimo, um semicavaleiro.

Isso significa que ele é um oponente que sabe como usar a espada adequadamente.

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— Isso é interessante.

Encrid murmurou.

Interessante?

Todos os olhares se voltaram para ele.

Se aquilo fosse sincero, haveria um problema. Ele era doido varrido. Todos sabiam disso. Mas também pensaram que Encr

rid seria capaz de fazer aquilo de novo.

Ele não passava de um louco?

Esse foi o pensamento que passou pela mentede todos.

Houve um breve silêncio.

Foi o fim de vários pensamentos aleatórios, como se aquilo era realmente bom, se era apenas exibicionismo, ou se era

 possível agir assim mesmo diante de uma espada de verdade.

— Parece que ele está bem, já que continua pirado.

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Rem disse, como se estivesse concluindo.

Então, essa era a têmpera de Encrid.

Sentir medo ao ver uma espada?

Poderia ser assim. Ao passar pelo campo de batalha, era comum ver pessoas cujos espíritos tinham sido quebrados.

Ele também ouvira a história de um soldado que viu um gigante no campo de batalha e fechava os olhos toda vez que ouv

via a palavra 'gigante' pelo resto da vida.

No entanto, isso nãose aplicava a Encrid.

Ele já tinha um histórico de suportar a dor de verdade, uma a uma.

>

Alguém que não recuou diante da própria morte não sofreria por ser cortado e esfaqueado até a morte por uma lâmina im

maginária.

— Assim como quando sacou a espada, acho que o capitão realmente tem um parafuso a menos aqui.

Disse Kreis, aliviado, colocando o indicador direito perto da orelha e girando-o.

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Parecia que ele se lembrava de uma experiência semelhante de quando sacara a espada mágica.

Pá!

Rem, vendo aquilo, deu um tapa na nuca de Kreis.

O golpe foi tão forte que parecia que seus globos oculares iam saltar, condizendo com seu apelido de 'Olhão'.

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— Ai! Por que me bateu?

— Isso é meu.

O que é seu?

Encrid balançou a cabeça mentalmente e se levantou.

— Só eu posso fazer isso.

Rem estava ranzinza sem motivo. Kreis fez bico, mas recuou em silêncio.

Afinal, ela não era alguém com quem se pudesse argumentar.

— Tem certeza de que está bem, irmão capitão?

— Acho que dormi demais. Sinto meu corpo leve.

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Quando perguntaram se ele estava bem, a resposta foi que se sentia ótimo.

Audin abriu um sorriso largo.

— Essa é uma força mental realmente incrível, irmão.

Audin olhou para Encrid novamente.

Como poderia ser diferente?

Durante o longo período de lapidação da própria divindade, as habilidades exigidas de todos são a paciência e a estab

bilidade mental.

— Somente aqueles que não se curvam a nenhuma provação ou ameaça devem erguer a cabeça.

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Audin murmurou um trecho das escrituras.

Ninguem prestou muita atenção a isso.

Ragna não era do tipo muito desconfiado, mas ainda achava necessário confirmar.

Shring!

Ele sacou a espada e a parou a um dedo de distância da ponta do nariz de Encrid.

— ...Quer treinar?

Disse Encrid, olhando nos olhos de Ragna.

Aqueles que temem a espada não conseguem esconder sua ansiedade.

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Mas como estavam os olhos de Encrid agora?

Continuavam os mesmos. Retos e firmes. Tinham apenas aquele olhar que Jebikal já estava cansado de ver.

— Pode ficar para a próxima.

Ragna guardou a espada.

Para Saxony, como sempre, Encrid era incrível.

‘Acho que ele não morreria nem se eu o matasse.’

No entanto, diante de um perigo real de morte, ele não iria simplesmente ignorar.

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De qualquer forma, Encrid acordou bem.

Depois disso, os treinos continuaram.

O esgrimista de rapieira mostrou intimidação novamente, em vez da espada suave e amigável de antes.

Ele lançou a lâmina intangível novamente e o cortou até a morte. Para ser exato, tratava-se de um desmaio, não de mor

rte real.

Era apenas algo semelhante à morte penetrando em sua mente e em seu coração.

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Mas isso não foi suficiente para mudar Encrid.

— Você está resistindo?

Perguntou o esgrimista de rapieira.

Jebikal resmungou ao ver aquilo.

— Ei, faça com moderação. Se for para matar, mate de uma vez. Por que fica só testando?

O esgrimista de rapieira ignorou aquelas palavras.

O gigante mestiço e o escolta de Edin Molsen expressaram uma opinião diferente.

— Da próxima vez, seria melhor deixar isso por último, não? Ele acaba desmaiando antes mesmo de podermos fazer a noss

sa parte.

Disse Howie. O gigante mestiço também assentiu.

A ideia era não tirar a oportunidade deles.

Isso também era algo incrível.

O esgrimista de rapieira via as limitações de Encrid, mas reconhecia o que era necessário.

‘Seria motivação?’

Nenhuma daquelas pessoas ali era a mesma do início.

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Todos estavam mudando ao enfrentar Encrid.

O calor passara e agora era um outono seco. A Guarda da Fronteira ficava ao norte de Pen-Hanil, onde o outono era cur

rto. Por isso, o frio chegaria logo em seguida.

Já estava no meio do outono, e trinta dias haviam se passado desde que chegaram à Guarda da Fronteira.

— Diga a ele que a próxima será a última vez.

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Disse o esgrimista de rapieira.

— Faça o que quiser.

Respondeu Rem.

Encrid, que acordou após desmaiar sob a coerção, assentiu.

— Eu quero vencer isso.

— Só existe um caminho.

Sempre havia conselhos quando ele duelava com as pessoas que vinham à cidade.

Dessa vez também, Ragna deu um passo à frente.

— Se não puder golpear todas as lâminas, basta rebater a lâmina imaginária com o seu coração.

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Não era um conselho com duplo sentido.

‘Vontade’.

O ponto principal era que, se você não tiver ao menos algo intangível para combater a pressão, não conseguirá superá-

-la.

— Dizem que a vontade é algo que se desperta, mas com esse nível de poder, a própria formação dos Cavaleiros seria im

mpossível. Os semicavaleiros são aqueles que despertaram a vontade à força. Deve ser isso. Claro que despertar a vontade

 e imediatamente suportar tal intimidação são coisas totalmente diferentes.

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A conclusão era que o fato de você ter aprendido a andar não significa que já possa correr.

De qualquer forma, a julgar pelas palavras de Ragna, parecia que o oponente o estava testando.

Qualquer que fosse a intenção, maligna ou benigna.

Fosse boa vontade ou malícia, Encrid não se importava.

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Apenas.

‘A coerção’.

Assim como fizera todas as vezes que encontrou algo que limitava seu corpo, ele só queria superar aquilo.

[?25h

No entanto, ele não tinha a menor intenção de entregar sua vida e repetir o dia de hoje.

* * *

Mais um dia se passou, dando lugar a uma noite comum como qualquer outra.

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Belle, que estava de guarda em frente ao portão do castelo, percebeu alguém se aproximando em meio à escuridão da noi

ite.

— Quem é? Um mascate?

Mesmo enquanto Belle perguntava, ela sabia que a outra pessoa não era um comerciante.

Pensando racionalmente, era estranho alguém andar sozinho por ali; e, instintivamente, o outro parecia formidável.###TAG###

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— É aqui que o ex-soldado está?

Ele não usava uma capa preta nem trajes suspeitos.

O homem que se aproximou da luz da tocha era jovem.

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Sua pele era um pouco morena e ele trazia uma espada na cintura.

Ele carregava uma espada de combate de um lado e três adagas perfiladas no outro lado da cintura, e os equipamentos p

pareciam muito naturais nele.

— Queria saber se posso vê-lo.

O homem falou novamente. Belle inclinou a cabeça para o lado, depois a endireitou e disse:

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— Não podemos permitir a entrada de estranhos na cidade a esta hora, então se quiser vir, seria melhor voltar amanhã

 durante o dia. E nós vamos nos encontrar amanhã, não é?

A última pergunta foi dirigida ao colega ao lado.

— Sim, está certo.

O colega ao lado respondeu.

Amanhã seria o dia em que o corpo de Encrid estaria recuperado.

Aqueles treinos que vinham se repetindo seguidamente nos últimos tempos.

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Havia dias de descanso, mas amanhã eles iriam treinar. Ele não estava gravemente ferido.

— Você tem sorte. Poderá encontrá-lo amanhã.

Diante das palavras de Belle, o homem contraiu os lábios e disse:

— Só estou livre esta noite. Não podemos nos encontrar agora?

Belle achou o homem obstinado, mas ele não tinha uma aura estranha?

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‘Terei que testá-lo.’

Muitos procuravam pelo ex-soldado, mas não era comum que alguém causasse tanta pressão apenas com a sua presença.



Havia muitos que davam meia-volta após serem derrotados.

— Um mero soldado de guarda é desse nível?

— É o que eu digo.

Belle deu um tapinha no ombro do colega.

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— Vou verificar isso rapidinho. Se algo acontecer, toque o sino de emergência.

— Não se preocupe, eu coloco uma flecha na testa desse cara antes mesmo de tocar o sino de emergência.

O colega que montava guarda com ela deu um toque em sua cintura e disse.

Esse sujeito carregava um arco por onde quer que fosse.

Ou seja, era um arqueiro nato.

Ele também era membro do pelotão do líder Venjens.

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Belle pensou enquanto abria a porta lateral e saía.

Os olhos atentos que a observavam eram de Senut, o guarda.

Belle falou, usando a luz da tocha como alerta.

— Se conseguir me derrubar, eu passo o recado. Quer tentar?

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— Bem, parece bom.

Em seguida, embora Belle apontasse sua lança, o homem a encarou de mãos vazias.

— ...Não vai sacar a espada?

A voz de Belle ficou mais séria.

— Se eu cortar você com isso, você morre, e não vejo necessidade de te matar.

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Esse cara... estava transbordando confiança?

A irritação de Belle aumentou, refletindo-se no golpe de sua lança.

A luta não durou muito. O oponente segurou a lança estendida.

Belle conseguiu ver o movimento do oponente, mas estava meio tempo atrasada.

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Após encurtar a distância, o homem golpeou a barriga de Belle com a palma da mão.

Tum!

Foi como se o impacto atravessasse seu estômago. Belle realmente pensou que havia um buraco em sua barriga.

[?25h

Enquanto ela mal conseguia se segurar, sentindo suas entranhas revirarem e quase vomitando, ouviu a voz do homem.

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— Você é bem resistente.

— ...Tem um instrutor que fica furioso se a gente cair com apenas um golpe.

Respondeu Belle, ofegante. Suas pernas tremiam sob o forte impacto.

Mesmo assim, o punho de Audin era duas vezes mais pesado que aquilo.

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Belle deixou de se preocupar. Aquele oponente tinha habilidades muito superiores às dela.

E ele dissera que não tinha intenção de esperar até o amanhecer.

‘É só avisar, certo?’

A ideia era apenas informar a Encrid. Afinal, a decisão cabia a ele.

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Encrid também não havia dito várias vezes que pessoas assim poderiam aparecer?

O próprio Encrid dissera que queria se encontrar com todos, até mesmo com quem estivesse apenas de passagem.

[?25h

Se a pessoa tivesse habilidades provadas, não importava se era tarde da noite.

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Várias pessoas já haviam passado por essa situação.

— Eu vou lá falar com ele.

Belle recuou obedientemente. O outro homem não demonstrou intenção assassina nem grosseria.

Então Belle entrou nos quartéis para informar Encrid.

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— Espere um pouco, vou só dar uma olhada.

Ele saiu logo em seguida.

— Vai sozinho?

— E por que não?

— Não, bem, acho que vai dar certo.

Belle atuava como a guardiã do portão que lidava com os que vinham atrás de Encrid.

Em sua análise, aquele oponente era inferior aos que estavam atualmente na praça.

Ela não sentiu nenhuma força opressora ou intimidação vinda dele.

Conforme ela relatou os fatos, Encrid caminhou sozinho com passos leves.

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— Vamos lá.

Encrid deu um passo à frente. Os dois trocaram algumas palavras sob a luz das tochas e logo as espadas se cruzaram.###TAG###/p>###TAG###

Clang!

E o combate entre os dois prosseguiu.

Foi intenso e vibrante.

Dava a ilusão de que o amanhecer estava surgindo entre eles.

Como se a luz estivesse se infiltrando.

Enquanto isso, uma cena estranha se desenrolou diante dos olhos de Belle.

No instante em que a lâmina do oponente, sacada de repente, raspou a testa de Encrid, o próprio adversário não balanç

çou a cabeça como se estivesse em desespero?

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Depois disso, o corpo de Encrid tremeu e tombou para a frente. Ele desabou, caindo de cara no chão. Parecia que havia

a perdido totalmente o controle do próprio corpo.

Belle piscou os olhos.

‘Ele morreu?’

A partir daquele momento, o mundo foi distorcido, rasgado e alterado.

A morte de Encrid era o pêndulo que fazia o dia voltar atrás.

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Com a ativação da maldição, transcorreu um dia do qual Belle não conseguia se lembrar.

E Belle, repetindo a mesma coisa hoje ao visitar Encrid, disse:

— Comandante da Companhia Independente, alguém veio visitá-lo.

— Entendido.

Belle inclinou a cabeça. Mesmo sem ter dado informações detalhadas, ele já parecia estar se preparando para sair.

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Então, um sorriso surgiu no rosto de Encrid. Era uma expressão alegre que ele raramente demonstrava, um semblante vis

sivelmente animado.

— Você conhece a pessoa?

Belle perguntou.

— Não.

Encrid respondeu enquanto caminhava. A resposta foi negativa, mas por trás daquela palavra havia uma alegria infinita

a. Ele não conseguia esconder suas emoções, a ponto de ser claramente perceptível.

fantasia,

[1] - Nari: Um termo de tratamento respeitoso coreano, equivalente a 'senhor' ou 'vossa mercê'.

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